Você não é um estúpido por acreditar em Deus.
Você sabia que o plano cartesiano foi inspirado no livro de Gênesis?
A fé em Deus é algo intrínseco ao ser humano. Desde as civilizações mais antigas o homem exercido a fé nasais variadas religiões ao redor do planeta. De todas as criaturas da Terra o ser humano é o único ser racional e por coincidência ou não é o único que tem práticas religiosas. Com o passar do tempo a humanidade foi aprendendo mais sobre a physis e também aprimorando o seu raciocínio lógico. De modo que o estudo da lógica e da metafísica já consideravam a existência de Deus na Grécia antiga. Porém, a ideia de Deus por si só já é algo inatingível para os homens. Portanto, só se é possível crer em Deus porque a nossa pequenês em relação a Deus nos impede de alcançá-lo para verificar empiricamente. No entanto, um filósofo e matemático chegou à fé por meio da dúvida e inspirado no livro de Gênesis desenvolveu uma ferramenta matemática capaz de desvendar os pensamentos de Deus.
René Descartes para elevar seu intelecto do zero passou a duvidar de tudo, inclusive da própria existência. Foi daí que surgiu o "cogito ergo sum," "penso logo existo." Se tudo for uma ilusão, se eu estiver numa Matrix, eu sei que eu existo por que eu penso. Mas como saber se Deus existe? Ora se Deus existe ele deve pensar. O ser humano pensa e cria coisas. Em toda a obra humana é possível ver a materialização daquilo que primeiro foi pensado e projetado pelo homem. Se Deus existe deve haver fragmentos de seus pensamentos naquilo que Ele criou. Foi então que Descartes desenvolveu o plano cartesiano. Que é uma ferramenta que permite desvendar os pensamentos de Deus na criação. De acordo com o livro de Gênesis Deus criou o mundo falando. "Que haja luz..." O eixo X do plano cartesiano (eixo horizontal) é também chamado de eixo do Domínio que advém de Dominus em latim que significa Deus, também origem da palavra "domingo" derivada de "dies domenicus" ou dia de Deus. O eixo Y é também chamado de eixo da "função" que vem do latim "functus" que significa "falar" que é origem também da palavra "defunto" ou "defunctus" que significa aquele que "não fala." (Na idade média, pessoas surdo/mudas eram consideradas sem alma por não falarem). Dessa forma o profeta fala no eixo Y a Palavra de Deus que ele ouve no eixo X. Ao cruzar as informações obtém-se um gráfico que em grego é "graphikós" que significa "riscos da natureza." Todo fenômeno físico pode ser representado graficamente e por uma função matemática no plano cartesiano. Essa é a ferramenta que desvendar os pensamentos de Deus através da qual foi possível posteriormente que Isaac Newton e Fredrik Leibnitz desenvolvessem o Cálculo Diferencial e Integral culminando na revolução industrial e toda a tecnologia que vemos hoje. A matemática é a linguagem com a qual Deus programou o universo. Através da matemática o homem compreende, controla e até recria coisas na physis. Esse assunto é longo e muito mais profundo para um comentário aqui. Mas o quê quero dizer é que tanto a religião como a ciência são ferramentas para aprendermos a respeito de Deus. A ciência nos permite fazer coisas grandes e a entender o universo. A religião nos mostra que não podemos a nossa condição decaída e carente e sem a iniciativa de Deus em se revelar para o homem, não há como encontrá-lo. Há muito apontamento de falhas na religião e na Bíblia, mas a mensagem central é o quê realmente importa. A salvação não se trata de ir para o céu. A salvação se refere ao pecado. A condição humana é miserável. Somos escravos de nossos desejos e muitas vezes o ser humano perde quase que totalmente a sua racionalidade se tornando semelhante a um animal movido pelos seus instintos. Ironicamente a mensagem da religião originalmente é de um retorno do homem pela racionalidade abandonando as paixões carnais. Ao longo do tempo religião e ciência foram se afastando até se tornarem inimigas. Seria esse um plano "inimigo" para confundir a humanidade? Ou o ser humano está perdido em suas próprias paixões? Talvez seja os dois. Mas podemos buscar a sabedoria analisando todas as coisas e retendo o quê é bom (1Tessalonissenses 5.21).
