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A difícil tarefa do diálogo: Diálogo é uma das coisas mais complicadas do mundo, muitas coisas podem sair errado. Existe a possibilidade do falante se expressar de forma equivocada ou o ouvinte entender de forma equivocada. Uma terceira possibilidade que agrava o problema é quando estas duas coisas ocorrem na mesma conversa. Tanto o falante quanto o ouvinte não conseguem colocar em uma perspectiva clara o que está sendo debatido. Como efeito, o desentendimento se torna inevitável.

Mágoas, ofensas, frustrações e sofrimentos surgem por conta do desentendimento entre pessoas. A felicidade é um caminho que passa necessariamente pelo diálogo. Neste sentido, conseguir se entender com outras pessoas é fundamental para uma vida menos turbulenta.

Um dos problemas numa conversa está no conceito sobre o que é entendimento. Para muitas pessoas a ideia de entendimento é vista como uma forma de subordinação. Estas acreditam que uma pessoa lhe entendeu quando faz aquilo que lhe foi dito. Em outros casos, o entendimento é visto como algo que só ocorre quando as pessoas concordam entre si num determinado tema.

Estas formas de conceber o entendimento não parecem suficientes para o sucesso de um relacionamento.

Um diálogo que inicia na intenção de determinar quem tem razão está pautado na ideia de entendimento como concordância. “Se entender” nesta forma de pensar é concordar com uma das partes ou admitir a razão de uma das partes. Esta é uma forma de diálogo válida, mas não tem se mostrado muito eficiente. Parece fracassar em uma boa parte das vezes devido ao tenso clima de autoritarismo que envolve os falantes.

Um dos problemas do autoritarismo é que este é uma manifestação instintiva. Se apresenta normalmente quando não conseguimos nos fazer entender. Quando fracassamos na tentativa de dialogar. Isso pode acarretar uma reação emocional que promove imposição de ideias através da irritação e do autoritarismo.

Geralmente o autoritarismo surge quando se acredita que existe apenas uma forma correta de interpretar os fatos. Na atualidade, é consenso entre os pesquisadores que existe uma infinidade de possibilidades na interpretação de um evento.

É possível interpretar qualquer fato ou evidência através de um pensamento pautado na engenharia. Esta se encarrega de perguntar sobre como é feito ou ocorre um evento. Também é possível interpretar através da utilidade ou funcionalidade do que ocorreu. Ou ainda, através da intencionalidade de quem relata ou interpreta os fatos.

Os critérios de análise dos eventos podem ser igualmente variáveis. É possível fundamentar uma interpretação através de um intuicionismo, autoritarismo, coerentismo, consequencialismo, dogmatismo, ceticismo, racionalismo, pragmatismo e muitos outros “ismos”.

Estes “ismos” se relacionam, entre outras coisas, com a maneira da pessoa fundamentar seu critério de verdade. Em outras palavras, qual o critério alguém usa para decidir se algo é verdadeiro ou falso, se uma conclusão é adequada ou equivocada.

O número de possibilidades para construção de um raciocínio é praticamente infinito. Promovendo uma grande variedade de interpretações sobre um único evento. Cada pessoa constrói sua percepção através de um grupo pequeno de possibilidades. Deixa para trás uma infinidade de interpretações possíveis.

Esse evento interpretativo faz do diálogo uma das tarefas mais complexas do comportamento humano. Todas as possibilidades de interpretação são válidas. Isso garante para cada pessoa numa conversa uma certeza que muitas vezes é rígida. Impossibilitando a compreensão ou aceitação de outras formas de interpretação.

Uma confusão comum paira sobre a ideia de interpretação e eficiência. Toda interpretação é válida, mas algumas podem ser mais eficientes que outras.

Quando um diálogo é pautado na pergunta pela eficiência e consequência de uma determinada escolha ou ação. Não esquecendo de incluir o sentimento dos participantes. Existe uma boa possibilidade da conversa ser produtiva.

Ausência de fundamentação e falta de compromisso em entender as outras pessoas é algo motivador para o desentendimento. Debater sobre um problema exige a busca por possibilidades e o entendimento de diversas fundamentações, ainda que contraditórias.

Detectar a ausência de fundamentação é o primeiro passo para manter a conversa no foco e evitar desentendimentos.

Quando num diálogo se percebe que faltou fundamentar adequadamente uma dada interpretação. O mais indicado é continuar a conversa após o levantamento necessário de informações, para clarear o assunto. Conversar honestamente, assumindo fragilidades, promove bons resultados.

Mas isso não é tarefa fácil, admitir não estar preparado para um assunto é algo entendido como constrangedor para algumas pessoas. Este é um pensamento muito presente nos indivíduos autoritários. Nestes casos, promover um desentendimento é uma “saída estratégica”, ainda que não seja intencional.

Na internet o desentendimento ocorre algumas vezes, mas as listas funcionam relativamente bem quando possuem moderadores. Já na vida pessoal, isso parece mais complicado.

A falta de entendimento é um problema social que afeta todos nós de uma ou outra forma. Basicamente o principal motivo é o critério de verdade manifestado por cada pessoa, em alguns casos, de forma inflexível.

AVC e oito curiosidades: Um estudo publicado na revista Stroke apontou para oito atividades que podem desencadear um acidente vascular cerebral – AVC.

A equipe liderada por Monique Vlak, neurologista da Faculdade de Medicina do Centro Universitário de Utrecht, coletou durante três anos uma série de informações dos 250 pacientes com mais de 18 anos que tiveram um aneurisma. Entre estas informações foi perguntado sobre as atividades minutos antes dos sintomas.

Dos oito gatilhos, beber café na última hora foi a mais fortemente associada com aneurismas, o que representa uma estimativa de 10,6%, seguido por exercício vigoroso 7,9% e assoar o nariz 5,4%. Estes foram seguidos ainda, por sexo 4,3%, esforço no vaso sanitário 3,6%, bebida com base de cola (pepsi-cola,coca-cola) 3,5%, ficar surpreso 2,7% e ficar furioso 1,3%. Todos os relatos estão ligados de alguma forma com a elevação da pressão arterial. Seja por exercícios ou por ingestão de produtos com cafeína em sua fórmula.

Teoria do conhecimento: A necessidade de formular uma teoria sobre o conhecimento não é um tema novo, seus primeiros registros podem ser encontrados no início da filosofia grega, em especial, na obra teeteto cuja autoria é atribuída ao filósofo Platão, por volta do século quatro antes de Cristo. Alguns séculos depois, (séc. I a.c.) questões relacionadas ao conhecimento motivaram o surgimento da filosofia cética empirista, registrada inicialmente na obra do filósofo Sexto Empírico.

Mas é no século dezessete que a teoria do conhecimento se torna central nos debates filosóficos tendo em vista a crescente liberdade de expressão e a necessidade de qualificar o conhecimento científico emergente.

A teoria do conhecimento, também denominada de epistemologia, tem como principal objetivo apontar os limites do conhecimento científico, suas fontes e justificações. A definição padrão vigente, sobre o que pode ser considerado conhecimento parte da afirmação que este é uma crença verdadeira justificada, no entanto, a subjetividade interpretativa de cada indivíduo, associada à natureza da justificação requerida para crença verdadeira se transformar em conhecimento, acaba por proporcionar sérias dificuldades.

O tipo de conhecimento que se pretende entender na epistemologia é aquele de caráter proposicional onde uma análise da proposição busca pelas condições necessárias e suficientes que precisam ser satisfeitas para validar um determinado conhecimento.

A natureza subjetiva em torno da justificação sobre o que é conhecimento promove uma série de propostas, algumas concorrentes, onde o conhecimento é definido de diferentes maneiras. Independente da proposta elaborada, em algum momento torna-se necessário enfrentar os argumentos céticos, uma vez que estes argumentam sobre a impossibilidade da justificação do conhecimento. Neste sentido, o ceticismo argumenta não existir condições de possibilidade para uma justificação capaz de garantir uma definição incontestável sobre o que é conhecimento.

Buscar responder ao cético, enfrentando seus argumentos, torna-se um dos desafios aceitos pelas diversas propostas existentes na epistemologia e com isso, o ceticismo assume importante papel na constituição da epistemologia uma vez que esta se configura pelos esforços de resposta aos argumentos céticos.

A perspectiva aplicada pelo cético pirrônico consiste na observação da impossibilidade da apreensão da realidade em si mesma, sua essência ou verdade incontestável, neste sentido, conhecer a realidade ou a verdade absoluta dos fenômenos não é possível e qualquer afirmação sobre estes fatos se constitui em uma crença cuja justificação é especulativa, a denominação cética para esta postura, onde se assume com convicção a possibilidade de apreensão da realidade através de uma justificação especulativa, em geral de caráter metafísico, é chamada de dogmatismo.

A proposta cética radical para o tratamento sobre a realidade em si mesma é a suspensão do juízo, abrindo-se mão da justificação e do conceito de verdadeiro ou falso e das interpretações metafísicas dos eventos. Existe também uma vertente cética menos radical conhecida como ceticismo acadêmico, cuja proposta consiste em aceitar as proposições ou teorias que são mais prováveis ou consensuais. No entanto, embora exista a condição de possibilidade para uma especulação do mais provável, esta carece de uma justificação infalível não sendo possível promover a certeza de um determinado evento ou fenômeno.

Podemos estar diante das melhores evidências e mesmo assim promover o erro, afirmam os céticos. Neste sentido, uma das perguntas céticas direcionadas a epistemologia consiste em indagar como é possível uma justificação das pretensões de conhecimento.

Locke responde ao ceticismo admitindo uma postura fundacionalista baseada nos sentidos, estes permitem fundamentos para crenças prováveis e não para crenças certas, na prática, tudo que precisamos é da probabilidade.

Segundo Locke, nenhum cético conseguiria sobreviver no mundo real ignorando a evidência dos sentidos, para este filósofo, o ceticismo sobrevive apenas como possibilidade teórica.

Outra possível resposta cética é encontrada na obra Crítica da razão pura de Immanuel Kant, o autor aponta para os limites do conhecimento, defendendo o fato da mente humana ser constituída de tal maneira que impõe certas interpretações dos dados sensíveis transformando estas interpretações em experiências espacialmente estruturadas no tempo. Neste sentido, uma resposta para o cético consiste na descrição sobre o modo como a experiência humana se constitui e Kant aponta para perspectiva de David Hume quando este afirma sobre o fato da natureza humana se constituir de tal modo que não é possível deixar de se ter crenças, para Kant as crenças se justificam por serem características constituintes de toda e qualquer experiência.

Assim como Locke, Kant assume uma postura fundacionalista em resposta aos céticos. O fundacionalismo consiste em admitir uma crença sob a qual temos conhecimento seguro que fundamentará a evolução do argumento.

Outro exemplo de uma postura fundacionalista pode ser observado em René Descartes que afirmou após aplicação metódica da dúvida, ter encontrado uma categoria de crença segura baseada na evidência irrevogável de seu slogan “penso, logo existo”.

Além da resposta fundacionalista podemos citar entre outras, a postura verificacionista proposta por Schlick que responde ao cético afirmando que toda sentença declarativa deve ser verificável. Esta tese afirma que só podemos falar com algum sentido sobre uma realidade passível de verificação.

O verificacionismo é uma influência epistemológica visível na obra Investigações Filosóficas de Ludwig Wittgenstein, principalmente em seu argumento sobre a impossibilidade de uma linguagem privada.

Para Wittgenstein, aquisição de conhecimento está associada ao domínio de uma técnica no uso da linguagem, que por sua vez, ocorre através da compreensão das regras que compõem as conexões gramaticais.

O ato de seguir uma regra não é entendido como um agir uniforme, já que as regras não são fixas, variando de acordo com as práticas dos grupos sócio-culturais que as determinam, onde, a constituição gramatical tem sua estrutura na obediência de tais regras que, guiam os falantes no agir cotidiano.

Neste sentido, seguir uma regra é uma prática social. “E por isso não se pode seguir uma regra ‘privatim’, porque, do contrário, acreditar seguir uma regra seria o mesmo que seguir a regra.” (WIITGENSTEIN, 2005, § 202).

A legitimação de que alguém age conforme a regra é possível se adotarmos como critério a capacidade deste indivíduo em expressar o emprego da mesma.

O conceito de jogo de linguagem nas Investigações Filosóficas é introduzido por Wittgenstein no §7, entendido como sendo o jogo pelo qual a criança aprende a língua materna em um processo de denominação e repetição de palavras pronunciadas.

Os jogos de linguagem são múltiplos e variados e não caracterizam uniformidade lingüística, tendo como aparente alguns nuances familiares.

Para Wittgenstein é preciso pensar no estudo da linguagem em partes contextualizadas pelos seus respectivos jogos de linguagem, onde, os problemas de comunicação ocasionados pelo confronto de jogos diferentes podem ser diluídos.

Qualquer recurso a estados mentais ocultos ou a prática de uma linguagem privada, em nada contribui no processo de compreensão gramatical por não serem passiveis de expressão comunitária.

Para Wittgenstein, o equivoco na admissão da existência de uma linguagem privada ocorre devido ao fato da concepção agostiniana da linguagem ter como pressuposto que, ao saber o que a palavra designa compreende-se e se conhece todo o seu emprego.

Em uma linguagem privada, o significado do nome de uma sensação é fixado através de uma regra particular que estabelece mediante uma definição interna o critério de correção para o uso do significado.

Wittgenstein argumenta sobre a impossibilidade de uma linguagem privada uma vez que o critério de correção para o uso do significado precisa ocorrer em concordância com os demais membros de um grupo, na práxis social.

Proposições de sensação na primeira pessoa do singular representam ou descrevem experiências que não podem ser verificadas uma vez que o critério de correção e identificação é privado.

Em um dos esclarecimentos sobre este assunto, Wittgenstein argumenta: “Suponhamos que cada um tivesse uma caixa e que dentro dela houvesse algo que chamamos de ‘besouro’. Ninguém pode olhar dentro da caixa do outro; e cada um diz que sabe o que é um besouro apenas por olhar o seu besouro. Poderia ser que cada um tivesse algo diferente em sua caixa.” (WITTGENSTEIN, 2005, § 293)

Neste sentido, o uso de uma linguagem privada inviabilizaria os jogos de linguagem, impossibilitando a comunicação uma vez que o significado de nossas expressões é proveniente do restante do nosso modo de ação.

Uma das possíveis interpretações ao se entender o conhecimento como resultado do uso de uma linguagem através do ato de seguir uma regra consiste no fato da práxis ser conseqüência vivenciada e não uma formulação racional imaginativa.Desta forma, vivenciar a perda de um ente querido, uma situação de doença, uma sensação agradável de felicidade ou qualquer evento de conseqüência prática, parece ser bem diferente do ato de formular intelectualmente tais eventos e suas conseqüências.

Argumentar intelectualmente através de uma racionalidade imaginativa sem a vivência das conseqüências práticas do problema analisado, sugere resultados distantes da realidade, entendendo realidade como sendo aquilo que é realizado, que ocorre na prática. Esta idealização afastada do que é realizado parece fomentar a necessidade da imposição cultural em um discurso centrado no “dever ser”, onde a subjetividade e complexas características do humano são negadas em favor de uma razão pura e libertadora, devendo o mundo ser construído à sua imagem.

Wittgenstein se opõe ao movimento filosófico normativo e desloca o critério de conhecimento do campo racional teórico imaginativo para o campo da verificação e da práxis social, neste sentido o conhecimento tem como fundamento uma determinada forma de vida onde a razão é construída na soma das complexidades do humano através das relações sociais, nas diversas ocorrências vivenciadas onde o critério de verdade ocorre pela verificação contextualizada e descritiva dos fatos.

A solução proposta por Wittgenstein para uma prática filosófica conectada com a realidade consiste na técnica de reflexão baseada na descrição do uso da linguagem. Ao descrever as diversas formas em como uma determinada linguagem é usada, torna-se possível uma reflexão que corresponda ao que é realizado, praticado.

O argumento de Wittgenstein sobre a impossibilidade de uma linguagem privada ou de uma razão teórica imaginativa, tem como fundamento um tipo de pragmatismo que fomenta a necessidade do uso de um princípio de verificação semelhante ao que foi proposto por Schlick.

Outra questão importante na perspectiva do pragmatismo de Wittgenstein consiste na negação da possibilidade de uma fundamentação racional do conhecimento, teoria epistemológica.

É possível escolhas racionais, no entanto, fundamentar tais escolhas em uma ciência epistemológica é algo inconcebível para o autor.

A vertente pragmática inicia com Peirce e James tendo como principal afirmação o fato do significado de um conceito ser determinado pelas conseqüências práticas de sua aplicação, em outras palavras, pelo seu uso.

Peirce se opõe à perspectiva epistemológica cartesiana e defende que o conhecimento deve se dar através do método de observação e raciocínio contemplando uma postura científica apoiada em aspectos da experiência e o investigador precisa estar pronto para se desfazer de suas crenças quando a experiência se mostrar contra elas.

Tanto Peirce quanto Wittgenstein e James, cada um ao seu modo, colocam a produção de conhecimento e o critério de verdade no âmbito interno das relações sociais e entendem a verdade como aquilo que foi ou pode ser verificado.

Uma das diferenças entre eles consiste no fato de Peirce entender como verdade o resultado de uma teoria hipotética ideal, adquirida através da postura científica enquanto James foca suas interpretações na práxis, tendo como critério de verdade o princípio de intencionalidade submetido a uma natureza de sentido passional. O pragmatismo é uma postura que fomenta uma ética de caráter utilitarista, esta por sua vez consiste na admissão da felicidade como bem supremo do homem. Neste sentido, as ações praticadas devem ser capazes de trazer a máxima felicidade para o maior número possível de indivíduos.

O utilitarismo está assentado nos princípios de consequencialismo, bem-estar, agregação, otimização e universalismo. A maior crítica ao utilitarismo consiste no aspecto excludente ou sacrificial onde uma determinada minoria é sacrificada pelo bem da maioria.

Como o estresse influencia as doenças: O estresse causa estragos na mente e no corpo. Por exemplo, o estresse psicológico está associado com maior risco para depressão, doenças cardíacas e doenças infecciosas. Mas, até agora, não estava claro como o estresse debilita nossa saúde.

Alguns pesquisadores descobriram que o estresse psicológico crônico promove em nosso corpo uma perda na capacidade de regular nossa resposta inflamatória.

Publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências, a pesquisa mostra pela primeira vez que os efeitos do estresse psicológico sobre a capacidade do corpo para regular a inflamação pode promover o desenvolvimento e progressão de doenças.

Andar estressado pode realmente afetar a saúde física e não apenas o estado emocional das pessoas. O estudo sobre estresse e sua conseqüência está avançando e os pesquisadores buscam identificar quais as doenças que podem ser motivada pelo estresse e como prevenir. Mas é consenso entre os pesquisadores que a resposta imunológica do corpo humano diminui quando somos submetidos ao estresse, deixando desta forma, as pessoas expostas aos vírus e demais doenças.

Independente dos próximos resultados, algo é certo, para uma vida saudável evite ficar estressado.

Crise global e psicologia do consumo: Atualmente a crise financeira global é o tema mais debatido e temido nas sociedades capitalistas, desemprego, diminuição do crescimento e muita frustração é o que deve ocorrer para uma grande parcela dos trabalhadores destas sociedades, sendo provável que você e eu estejamos incluídos nesta confusão mesmo que indiretamente, afinal somos consumidores.

Sempre que falamos em consumidor existe implícito um conceito muito importante embora pouco lembrado que é o comportamento de consumo. O que determina qualquer comportamento é o processo de escolha individual baseado na maneira como cada pessoa percebe o mundo e o significado que atribui para cada evento vivenciado.

Todo comportamento que é baseado na capacidade de percepção está associado a um processo educacional, somos o que nossa educação nos permite perceber. Na administração do dinheiro não é diferente, quando ocorre uma crise financeira significa que em algum momento nosso conhecimento não foi capaz de perceber para onde as coisas estavam se direcionando.

Se você já vivenciou uma crise financeira, deve ter notado que não conseguiu perceber o problema em sua totalidade e acabou caminhando cegamente para o abismo financeiro. Será que faltou preparo, educação?

Não lhe parece estranho viver em um sistema capitalista onde as escolas não preparam seus alunos para entenderem o comportamento de consumo e a totalidade dos eventos relacionados com a gestão financeira pessoal, eventos estes, que constituem a base do funcionamento social e no qual todos dependem.

Ao admitir que escola e família, são responsáveis pela preparação do jovem para enfrentar o mundo, sendo este mundo capitalista, a educação financeira é fundamental, então, onde está a matéria responsável pela preparação das pessoas para a gestão financeira? Devem os educadores abordar tal assunto em sala de aula?

Não me refiro aos complexos cálculos financeiros e sim ao ensino básico das regras de mercado, por exemplo, o propósito e funcionamento do crédito bancário, ou ainda as armadilhas do mercado que atuam fundamentadas na psicologia do consumo ou a implicação psicológica entre consumidor e produto.

Como você aborda o tema e prepara sua família para lidar com as inúmeras armadilhas do mercado? Sua família debate sobre planejamento financeiro e comportamento de consumo?

Talvez aqui exista nossa parcela de responsabilidade e contribuição para o aumento da crise, somos na maioria dos casos consumidores despreparados e muitas vezes com uma percepção equivocada e impulsiva diante dos estímulos mercadológicos.

Não tenho a pretensão de apontar soluções ou debater sobre possíveis culpados, apenas desejo expressar uma breve interpretação sobre o assunto.

O sistema capitalista se baseia em duas vertentes de consumo, a primeira e cada vez menos praticada é a compra direta onde o consumidor paga o valor total do produto e adquire este sem contrair dívida, podendo inclusive pechinchar na hora da compra. Nesta modalidade não existe muito espaço para crises, já que não ocorre o comprometimento mensal do salário ou o chamado endividamento.

A vertente que normalmente está envolvida com crises financeiras é o sistema de crédito, onde na maioria das vezes o consumidor que busca esta modalidade não conhece detalhes importantes deste procedimento embora pense conhecer. A falta do conhecimento destes detalhes implica na ausência de planejamento financeiro e possível endividamento.

O comportamento de consumo está profundamente relacionado com a percepção e o significado que o consumidor atribui para sentimentos como liberdade, felicidade, autonomia e diversos outros, entre eles, ansiedade e estresse. Toda compra traz implícito uma série de sentimentos.

Sendo o crédito a porta de entrada para crise financeira, é importante entender o significado e o funcionamento dos sistemas de crediários e adotar uma postura correta na hora de consumir.

No senso comum existe a expressão “dinheiro chama dinheiro” esta frase oculta seu significado oposto que é “dívida chama dívida” e na qualidade de dívida podemos enquadrar todo tipo de promessa de pagamento, ou seja, crédito.

Mas o que é crédito? No senso comum, dar crédito financeiro para alguém significa acreditar que esta pessoa é capaz de pagar o que foi emprestado, portanto, é capaz de gerenciar seu planejamento financeiro, é afirmar que aquele que possui crédito é um consumidor importante ou no mínimo possui certo grau de importância ou confiabilidade.

Observe que neste conceito, ao aceitar crédito o consumidor adquire implicitamente a imagem ou sentimento de capacidade, confiabilidade e certo grau de importância e responsabilidade, além da sensação de liberdade e aceitação social.

A confusão ocorre justamente quando não percebemos a diferença entre possuir o crédito e usar deste crédito. Esta falta de percepção talvez ocorra motivada pela ausência de uma educação formal sobre comportamento de consumo.

Todo crédito financeiro é tentativa de antecipação do futuro e atua diretamente no grau de ansiedade do consumidor, sendo importante observar que qualquer tipo de sentimento de ansiedade tende a ofuscar o raciocínio e favorecer o surgimento de ilusões ou conclusões equivocadas, enganos.

É por este motivo que os empreendedores em geral usam de muito planejamento, com intuito de evitar ilusões e atuar sobre um panorama controlado, mais próximo da realidade futura possível.

Quando alguém possui crédito, está implícito que possui um planejamento e controle financeiro pessoal bem elaborado. Embora implícito, a maioria dos consumidores não possui tal planejamento e quando usam o crédito adquirido é justamente pela falta de organização financeira e não pela existência desta.

Neste caso o consumidor inicia uma jornada que muitas vezes leva para o sentimento inverso daquela que motivou abertura de crédito. Ao não conseguir lidar com a dívida adquirida pela falta de uma educação financeira, surge sensação de incapacidade, rejeição e estresse podendo inclusive atrapalhar no desempenho profissional ou interferir nas relações familiares.

Embora pareça ruim, o crédito não é o vilão e sim a falta de controle financeiro por parte do consumidor despreparado. Nos sistemas capitalistas como no Brasil, existe relativa desigualdade intelectual, de um lado as empresas com pesados investimentos em análise de comportamento para saber como seduzir cada vez mais o consumidor, do outro, a população sem educação formal que ensine a lidar com as armadilhas psicológicas do consumo e com a elaboração de um planejamento financeiro coerente.

A relação entre consumidor e produto é mais que uma simples troca de mercadoria por dinheiro, é acima de tudo um evento psicológico capaz de determinar o comportamento do indivíduo e alterar sua auto-estima. Não consumimos apenas produtos, mas também emoções e hábitos, por isso é importante um planejamento financeiro adequado.

Mas o que é planejamento financeiro? Planejar é procurar entender quais as conseqüências de uma determinada ação e como esta afeta você e seus familiares, permitindo assim, melhores escolhas para chegar onde se deseja.

Muitas pessoas acreditam que planejamento financeiro é cálculo de despesas, esta é uma percepção muito simplificada do assunto. Planejar envolve boa percepção do mercado, muita reflexão, disciplina e atitude. E você, está preparado para criar o seu planejamento financeiro?

Antes de usar seu crédito é aconselhável produzir um planejamento financeiro consistente com um controle financeiro rígido. Consumir é uma ação de caráter psicológico, muitas vezes manipulado pelo sistema empresarial, através das propagandas sedutoras. Evite a compra por impulso.

Uma boa leitura sobre o assunto é o livro Como viver em tempo de crise e Capitalismo parasitário ambos de Zygmunt Bauman.

Como elaboramos falsas memórias: Uma falsa memória consiste basicamente na distorção de uma experiência por conta da forma como o cérebro recupera as informações armazenadas ou através da inserção de informações tendenciosamente manipuladas. Com o avanço da computação e das ciências cognitivas foi possível verificar alguns aspectos do comportamento humano e responder, ainda que precariamente, algumas questões sobre o funcionamento de nossas percepções de mundo.

Basicamente a memória se divide em três operações, codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, o que é sentido através dos mecanismos sensoriais do corpo recebe uma adequação que resulta no preparo da informação que é codificada para o armazenamento na memória. No armazenamento e recuperação ocorrem o arquivamento e acesso ao que foi percebido e registrado.

O que as ciências constataram é que os humanos não guardam informações de forma estática como em um computador, os humanos não possuem uma memória de eventos, mas sim uma memória de interpretações. Esta é a principal diferença entre um computador e um humano, quando o assunto é arquivamento de dados ou informações.

Um computador guarda na memória "dados", enquanto um humano arquiva informações significativas, ou seja, interpretações dos eventos vivenciados ou imaginados.

Como guardamos interpretações e não eventos estáticos, nossa memória muda com o passar do tempo. Mesmo quando alguém decora um determinado texto, imagem ou assunto, o arquivamento na memória ocorre através de complexa sucessão de interpretações. É por isso que não conseguimos memorizar coisas que não fazem sentido ou que não interpretamos como importante.

A memória humana é seletiva, o arquivamento das informações depende de como cada pessoa interpreta um determinado evento. Assim, um mesmo evento é guardado na memória com significados e interpretações diferentes em cada pessoa.

Não memorizamos o que ocorreu de fato, mas o que interpretamos dos fatos. Isso significa que a porta de entrada para memorizar alguma coisa é o significado que atribuímos ao que ocorreu.

É aqui que surge a falsa memória, também chamado de implante de memória. Basta manipular a interpretação e a memória também é modificada. Esta manipulação pode ocorrer de forma deliberada ou sem o conhecimento dos envolvidos. Uma das técnicas estudadas nesta direção é a chamada mensagem subliminar, técnica que busca meios de sugerir certas interpretações.

Nossa memória é constituída de ajustes feitos em concordância com nossas expectativas, interpretações e crenças sobre nós mesmos e sobre o mundo. No momento em que acessamos um evento guardado na memória modificamos este evento ajustando as lembranças com interpretações e significações do presente.

Falsos documentários: A ideia de misturar realidade e ficção não é nova. Mas tem chamado atenção uma nova modalidade na liberdade de expressão televisiva. Basicamente, as emissoras anunciam como documentários científicos, elaborados programas sensacionalistas. Essa nova forma de chamar atenção, buscando audiência, tem provocado sofrimento em algumas pessoas.

Em 2012 a Discovery exibiu na forma de estudo científico, a possibilidade de existirem sereias vivendo nos oceanos. As imagens convenceram uma parcela da população dos EUA e o governo teve de emitir um comunicado oficial. Esclarecendo que não existe nenhuma evidência sobre a existência de tal criatura.

O documentário fez algumas especulações com base nos testes que realmente ocorreram com armas sonoras instaladas em submarinos. O que acabou provocando uma onda de encalhes de baleias. Tendo este evento dos encalhes como pano de fundo é inserido no roteiro uma série de especulações. Estas envolvem teorias da conspiração e supostos testemunhos de pescadores que viram ou capturaram sereias.

Ao final do programa é apresentada uma legenda explicando que o documentário é uma ficção baseada em alguns fatos reais. Como não são identificados quais seriam os fatos reais, algumas pessoas acreditaram que se tratava de um fenômeno real. Vale dar uma conferida no conteúdo que a Discovery elaborou, é interessante e bem organizado. Com um pouco de atenção é possível observar que os relatos terminam sempre sem evidências concretas. Tendo como explicação para falta de evidências a tradicional teoria da conspiração.

Este não é o primeiro caso de um programa de televisão que causa apreensão em uma parcela da população. Um outro programa que tratou da possibilidade de uma epidemia viral capaz de transformar pessoas em zumbis também gerou preocupações. O governo dos EUA precisou esclarecer o mal entendido.

Embora isso pareça algo comum nos EUA, aqui no Brasil também tivemos casos semelhantes. As reações não são muito diferentes. Em 1971 no Maranhão, na cidade de São Luís, um programa de rádio transmitiu sua própria versão do livro Guerra dos mundos . Do consagrado autor H. G. Wells. Assim como ocorreu no EUA com a transmissão do mesmo roteiro em 1938 a população de São Luís no Maranhão entrou em pânico. Acreditando que o mundo estava acabando. No Equador em 1949 a população também entrou em pânico e morreram seis pessoas por conta do roteiro “guerra dos mundos” transmitido na rádio local.

A ocorrência brasileira de São Luís foi retratada em detalhes no livro “Outubro de 71: Memórias fantásticas da guerra dos mundos.” Organizado por Francisco Gonçalves da Conceição e lançado em 2011.

Atualmente no Brasil a disputa entre emissoras promove uma série de falsas informações e fabricação de conteúdo tendencioso. No âmbito internacional o cenário não é diferente. As emissoras precisam chamar atenção, em alguns casos deixando a ética de lado.

É interessante como os meios de comunicação podem afetar o discernimento e o bom senso. Mesmo repetindo por diversas vezes, falsas notícias e pesquisas tendenciosas, ainda existe uma ingenuidade pairando no ar.

Na internet existem muitas “evidências” fabricadas, geralmente no intuito de criar sensacionalismo por diversão. Pode ser interessante ficar atento sobre a arte de iludir e como se prevenir.

Skate e bicicletas, uma polêmica no trânsito: O skate iniciou no Brasil na década de sessenta. No início não existiam regras, o brinquedo era considerado apenas para lazer e não como uma possível prática esportiva. Somente em 1974 é que foi realizado o primeiro Campeonato Brasileiro de Skate. O evento ocorreu no Clube Federal do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano foi inaugurada a primeira pista aqui no Brasil.

A prática esportiva do skateboard só explodiu no Brasil na década de noventa. O número de praticantes cresceu vertiginosamente neste período, bem como os eventos, que acabaram recebendo total apoio da imprensa.

Com um grande número de adeptos e poucos lugares públicos, devidamente configurados para tal prática, é comum a garotada brincar nas movimentadas ruas dos centros urbanos. Algumas pessoas usam o Skate como meio de transporte para curtas distâncias.

Sem uma legislação que organize o uso deste tipo de transporte, carros e Skate acabam compartilhando o mesmo espaço e colocando em risco, em alguns casos, pedestres e praticantes da modalidade. Este não é o único meio de transporte que enfrenta os problemas urbanos, os ciclistas, cuja prática é muito mais antiga, também são alvos de polêmicas e com frequência, acidentes.

Tanto os motoristas, condutores, pedestres e usuários destas modalidades alternativas de transporte, frequentemente se estranham em um embate sem mediadores oficiais, no silêncio das autoridades.

O surgimento do capacete cerebral: Controlar máquinas com a mente tornou-se realidade e a evolução tem sido surpreendente. Em 2003 a previsão dos cientistas era de 2 anos para os primeiros implantes cerebrais que permitiriam o controle de próteses por pessoas com alguma deficiência. Esta convicção surgiu após testes com macacos onde os animais controlavam um braço robótico usando apenas seus pensamentos.

Confirmando o prognóstico dos cientistas, o austríaco Christian Kandlbauer que perdeu os dois braços em um acidente elétrico em setembro de 2005 foi capaz de viver uma vida normal em grande parte graças ao braço robótico controlado pela mente.

Infelizmente Christian Kandlbauer faleceu em um acidente de carro em 21 de outubro de 2010. A perícia não conseguiu determinar se o acidente ocorreu devido a uma possível falha na prótese controlada pela mente. O trajeto era percorrido diariamente por Christian que, usando seu braço robótico para dirigir o veículo a mais de três anos, transitava normalmente com seu veículo.

Christian Kandlbauer foi a primeira pessoa fora dos Estado Unidos que recebeu implantes para controlar um braço robótico. Em março de 2009 a empresa de tecnologia japonesa Honda anunciou uma nova evolução no controle de equipamentos através da mente. Ao invés de usar implantes a nova tecnologia permite o controle através de um capacete.

Para controlar o robô, a pessoa coloca o capacete e só tem que pensar em fazer o movimento. Seus inventores esperam que um dia a tecnologia de controle da mente permita que as pessoas possam controlar os equipamentos sem precisar ocupar as mãos ou depender de implantes cirúrgicos.

O capacete é a primeira “máquina de interface cérebro-máquina” que combina duas técnicas diferentes para captar a atividade no cérebro. Os sensores do capacete detectam sinais elétricos através do couro cabeludo, da mesma forma como um EEG (eletroencefalograma). Os cientistas combinaram isso com uma outra técnica chamada espectroscopia por infravermelho, que é usada para monitorar mudanças no fluxo sanguíneo no cérebro.

A atividade cerebral detectada pelo capacete é enviada para um computador, que usa o software para trabalhar o movimento que a pessoa está pensando. Em seguida, envia um sinal para o robô para executar o movimento pensado. Normalmente, isso leva alguns segundos para que o pensamento se transforme em uma ação robótica.

A interface de controle robótico com a mente através do capacete ainda é experimental, um dos problemas que precisa ser superado é referente as distrações do pensamento na hora de enviar um comando. No caso dos implantes a precisão é bem maior. A tecnologia está avançando, em alguns anos o capacete de controle mental para equipamentos robóticos e games deverá ser uma realidade eficiente e popular.

Quando se fala de controle de máquinas e aparelhos usando a mente, as empresas de tecnologia estão apostando alto para o futuro, com grandes investimentos e grupos de pesquisa altamente qualificados.

Dessalinização, água do futuro ou perigo ambiental? Dessalinização envolve a remoção do sal da água para torná-la potável. Existem várias maneiras de dessalinizar e isso não é uma ideia nova. Marinheiros têm utilizado a evaporação solar para separar o sal da água já faz muito tempo. Embora seja uma técnica bastante conhecida, o processo para dessalinizar em grande escala sempre esteve associado com elevados custos.

Em geral se usam os métodos de destilação, evaporação e eletrodiálise.

Todos estes métodos são caros, por isso, historicamente o processo de dessalinização só tem sido utilizado como alternativa onde outros métodos falham. Com a explosão da demanda mundial por água potável, pesquisas para tornar a dessalinização viável economicamente têm sido motivadas em diversas regiões do planeta. As investigações e desenvolvimentos neste tema é um processo relativamente novo, mas algumas conquistas já foram realizadas.

No Brasil a empresa Aquamare, criou um processo de dessalinização que transforma água do mar em água potável. Sob a marca H2Ocean, o produto está sendo exportado para os Estados Unidos, onde foi homologado pela Food and Drug Administration (FDA), agência responsável por atestar a qualidade de alimentos e remédios.

O Pacific Institute criou um relatório alertando para alguns riscos ambientais na prática da dessalinização. Entre estes riscos está o choque ambiental se não forem criadas rígidas regras de monitoramento e gerenciamento da sal que resultem no processo de dessalinização. Muitas usinas devolvem ao mar o sal que, em grande quantidade, pode afetar a vida marinha.

Outro alerta consiste no uso de elevado consumo de energia para o processo de dessalinização, este elevado consumo pode acelerar o efeito estufa. A sugestão neste caso estaria no uso de energias renováveis para alimentar o processo de dessalinização.

O uso da dessalinização parece estar crescendo e pode se mostrar uma eficiente solução ao problema da falta de água, mas é preciso ser observadas certas condutas para não agredir o ambiente, afirmam os cientistas.

A água e seus diversos mistérios: A água é uma substância estranha, exibindo mais de 80 propriedades incomuns, incluindo algumas que os cientistas ainda lutam para entender. Por exemplo, a água pode existir em todos os três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) ao mesmo tempo. E as forças em sua superfície permitem que insetos possam andar sobre a água. Em outro rumo estranho, os cientistas propuseram que a água pode passar de um tipo de líquido para outro em uma chamada transição de fase "líquido-líquido", mas no momento é impossível testar isso com equipamentos de laboratório.

É por isso que Kumar e Stanley trabalham com simulações de computador para tentar entender melhor o fenômeno. Um dos resultados simulados sugere que a água muda sua propriedade quando em temperaturas de 54 graus abaixo de zero. Basicamente em temperaturas anteriores a água possui propensão para diminuir a condução de calor. No entanto, em temperaturas inferiores aos 54 graus abaixo de zero a condução de calor curiosamente cresce em vez de diminuir.

A conclusão é que mudanças estruturais na água em estado líquido proporcionam um aumento de condução de calor em temperaturas mais baixas. Os pesquisadores dizem que esse resultado surpreendente apóia a ideia de que a água tem uma transição de fase líquido-líquido. Ou seja, assume propriedades distintas em determinada faixa de temperatura, tornando-se um líquido diferente.

Guerras e animais de estimação: O afeto pelos animais de estimação não é uma simples moda da atualidade. É verdade que cresceu muito a quantidade de produtos e tecnologias destinada aos bichinhos. No entanto, o cuidado e a preocupação é algo anterior ao crescimento tecnológico. Na história da humanidade, os animais possuem um importante papel, estão relacionados com profundas emoções.

Em 1951 com a constante ameaça de bombardeio aéreo. Existia a preocupação em como socorrer e preparar bandagens. Usada em eventuais emergências no caso de animais de estimação feridos. A foto no topo desta página foi tirada em 21/09/1951 pelo New York Journal American para uma matéria. O conteúdo era sobre como proceder no socorro e prevenção de cachorros de estimação em caso de possível bombardeio aéreo. Vestir o animal como o kit bandagens era entendido como uma forma de proteção extra. Em especial, numa eventual ameaça dos bombardeiros. A foto é do Arquivo de imagens do New York Journal American.

Nomofobia: O termo Nomofobia é uma palavra cuja origem remete para a expressão “No Mobile”, ou seja, “sem celular” ou aparelho móvel de comunicação. Cada vez mais pessoas sofrem de angústia e são acometidas por um possível estresse quando da ausência de seu aparelho celular.

Uma pesquisa realizada entre britânicos constatou que 66% das pessoas entrevistadas relataram alto grau de ansiedade quando impedidas de usar algum aparelho móvel de comunicação. Algumas pessoas carregam um segundo aparelho celular para garantir a certeza de estar conectada com o sinal da operadora, tendo como motivador o fato de não suportar a ideia de um possível isolamento tecnológico.

Em primeiro lugar na paranoia tecnológica com 77% estão os jovens avaliados entre 18 a 24 anos, estes demonstraram alto nível de estresse quando privados do celular. Em segundo lugar com percentual um pouco menor estão as pessoas entre 25 a 34 anos.

Notícias como fragmentos da realidade: É comum a publicação de notícias equivocadas ou tendenciosas. Mesmo os jornais mais tradicionais já produziram sérios erros de publicação. Por este motivo é aconselhável ao leitor assumir uma estratégia de interpretação. Existem os erros propositais e aqueles decorrentes de interpretações equivocadas, erros de expressão ou ainda, manipulação dos mecanismos de imprensa.

Lembro de um jornal internacional que publicou certa vez a imagem de pessoas festejando e noticiou que tais imagens eram comemorações sobre a queda das torres gêmeas, motivando o preconceito generalizado entre nacionalidades. O problema é que tais imagens eram de uma festa que ocorreu no ano anterior ao evento noticiado.

Em outra ocasião a mídia em geral noticiou exaustivamente algumas tecnologias no intuito de gerar tendências de consumo, este foi o caso do Second Life cujo esforço dos veículos publicitários não obteve sucesso no Brasil, até o momento.

É muito diferente falar de uma ocorrência e criar ou falsificar informação, no entanto, ambos os casos podem gerar uma necessidade de se ocultar dados relevantes na intenção de promover tendências.

Uma das formas de evitar a ilusão das informações tendenciosas consiste em pesquisar sobre os argumentos contrários do que é noticiado e verificar evidências e suas fontes. Fabricar evidências é relativamente fácil, por isso é importante ficar atento para a credibilidade e seriedade da fonte que promove a suposta evidência.

Com agilidade e liberdade de comunicação que possuímos atualmente, falsas evidências são desmascaradas após um breve período.

Perguntar pelas evidências e buscar as afirmações contrárias pode ser uma boa maneira de evitar ilusões. Afirmações contrárias permitem avaliar e equilibrar os argumentos, ou seja, “Verificar os dois lados da moeda”.

Pensar nas notícias como fragmentos da realidade pode ser uma boa forma de encarar afirmações e amenizar os efeitos tendenciosos. Em geral as notícias não conseguem transmitir todo o contexto de um evento, apenas parte é captada, fragmentos.

Interpretar fragmentos, sem contexto adequado, leva aos erros mais comuns. Antes de aceitar uma informação como verdadeira é aconselhável verificar possibilidades opostas. Algumas pessoas defendem a ideia de que toda afirmação é pronunciada com base na intenção de promover alguma tendência. Ao receber uma notícia o primeiro passo é decidir se ela deve ser tratada como realidade ou como um fragmento.

Crianças, tecnologia e doenças: As tecnologias que inventamos possuem um papel importante em vários aspectos. Entre eles o de igualar as pessoas. Com o avanço tecnológico cada vez mais podemos fazer de tudo, sem distinção de idade, sexo ou força física. Apenas para citar algumas vantagens, nós melhoramos a saúde com os remédios, superamos obstáculos com as próteses, eliminamos as distâncias com a internet e diminuímos trabalhos perigosos com o uso de robôs. Sem dúvida as tecnologias melhoraram muito nossas vidas.

No entanto, a forma como usamos esses equipamentos, também trazem uma série de complicações, acidentes e doenças que poderíamos evitar. Entre esses problemas se destaca uma séria diminuição da saúde em crianças. Alguns estudos sinalizam que nossas crianças estão cada vez mais fracas, obesas e acumulando uma variada gama de problemas físicos. Tudo devido ao excesso no uso de tecnologias como televisão, games, celulares, tablets e alimentação.

Alimentação e falta de exercício são os principais motivos na maioria dos problemas. Como atualmente os alimentos são industrializados, produzidos tecnologicamente e muito calóricos, com excesso de substâncias como sal, açúcar, entre outros, acabamos comendo mais que o necessário. A falta de exercícios potencializa o acúmulo de calorias e diminui a capacidade física, deixando as pessoas mais frágeis e propensas a uma série de doenças.

Alguns especialistas alertam na imprensa que provavelmente uma boa parcela de crianças dessa nova geração viveria menos que seus pais. Estamos perdendo hábitos importantes e saudáveis. Alguns indicadores apontam que 80% da população não faz o mínimo de exercício necessário para manter o corpo saudável. Na década de 80 caminhávamos em média 10 mil passos por dia, hoje baixamos para 2 mil apenas. Com as crianças não é diferente. Aos poucos, substituímos as brincadeiras de rua como jogar bola, correr, nadar, por brincadeiras com equipamentos digitais, games e atividades que mantém a criança parada em frente ao computador ou celular.

Um estudo elaborado pela educadora física Ana Beatriz Moreira, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2017, analisou 200 crianças entre seis e dezessete anos de idade e constatou que 75% dos jovens tinham menos força muscular que o esperado e 32% desses jovens estavam acima do peso. Em parte, devido ao fato da maioria dos pais não considerar o sobrepeso dos filhos como um problema de saúde. Entendendo como desnecessário cuidar do assunto, os pais acabam deixando as crianças sem supervisão, comprometendo a educação tecnológica e alimentar.

Uma outra característica interessante que alguns estudos sinalizam é uma possível diminuição da sociabilidade e do autocontrole, já que as crianças podem ir se isolando das outras diminuindo a experiência do contato direto. Se relacionar com outros através das redes digitais não tem o mesmo efeito que um relacionamento presencial, físico.

Pediatras aconselham que o contato com a tecnologia não ocorra antes dos dois anos de idade. Aconselham também, que os pais monitorem e ensinem seus filhos para um uso consciente das tecnologias. Sendo necessário estipular aos jovens longos períodos diários sem o uso de televisão, celulares, internet, etc. Uma tarefa difícil nos dias de hoje.

No entanto, sem uma educação que contemple o uso consciente de tecnologias, alimentação e prática de exercícios, provavelmente uma série de doenças que foram detectadas como ocorrências motivadas pelas tecnologias irão entrar em nossa rotina. Epidemias como o transtorno do sono em crianças, devido ao alto estímulo tecnológico e ausência de cansaço físico, distúrbios de comportamento e agravos psicológicos, devido diminuição do convívio social direto, sem mediação da tecnologia. Aumento do diabetes, da pressão alta, da obesidade, problemas musculares, auditivos e visuais podem se multiplicar em larga escala em pessoas jovens. Doenças que antes faziam parte da rotina dos idosos, podem afetar toda uma população jovem.

Substituir saúde e qualidade de vida por tecnologia, não parece uma boa ideia. O adequado é que consigamos conviver de forma saudável com nossas invenções. Para isso, educar as crianças é imprescindível.

Como funciona a universidade sem professores: Xavier Niel é um empresário francês que em parceria com alguns sócios fundou na França em 2013 uma instituição de ensino sem professores. Em 2016 uma filial foi instalada no Vale do Silício. A Universidade 42 é a primeira instituição educacional que funciona exclusivamente por aprendizagem colaborativa sem mediação de professores.

Em funcionamento desde 2013 a universidade sem professores já formou diversos alunos em programação de computadores. Basicamente as empresas do setor de tecnologia passam alguns projetos para serem desenvolvidos pelos alunos da universidade. Estes alunos se organizam em grupos de estudo e juntos vão aprendendo os segredos da programação de computadores enquanto trabalham em soluções reais para as empresas conveniadas.

Como as empresas que oferecem os trabalhos também acompanham o progresso dos alunos, geralmente eles já saem da faculdade com bons empregos.

Para ingressar não precisa ter nenhum tipo de diploma ou conhecimento prévio em computação e a faculdade é totalmente gratuita. No entanto, os candidatos enfrentam 4 semanas de avaliações práticas que testam o perfil do estudante, incluindo sua capacidade de trabalho em equipe e disciplina para estudar. Como a essência é a colaboração mútua, as avaliações são rigorosas nesse sentido.

A teoria que fundamenta a universidade sem professor é a metodologia de projetos. Basicamente um grupo de alunos recebe um projeto para desenvolver relacionado com a disciplina que está cursando. De posse das tarefas, os alunos correm atrás do conhecimento necessário para concluir o desafio, compartilhando experiências e aprendizados.

Não são todos os tipos de cursos que possibilitam o aprendizado sem professor. No caso da programação de computadores a dinâmica que envolve o aprendizado é muito prática e isso facilita o aprender fazendo. Outro detalhe, é que nem todas as pessoas conseguem se adaptar a esse modelo de ensino, já que exige um perfil colaborativo capaz de lidar com as dificuldades dos trabalhos em equipe. Parte do sucesso da Universidade sem professor está no rigoroso processo seletivo dos alunos.

O surgimento da EaD: Fornecer capacitação profissional para alguém que não pode estar presente em uma sala de aula é o principal objetivo da educação a distância, EaD. Tendo como resultado uma maior propagação do conhecimento.

Em 1728 nos EUA o professor Caleb Philips enviava lições por correspondência para seus alunos cuja distância impedia o acesso ao curso. Em 1840 era possível participar de um curso de taquigrafia por correspondência na Grã-Bretanha e cursos preparatórios a distância para concursos públicos já eram oferecidos em 1880.

Nesse sentido, é possível afirmar que a prática de ensino a distância não é algo novo na história da educação. No entanto, foi na década de 1970 que essa modalidade ganhou força, sendo adotada por universidades de diversos países. Entre elas, a Open University na Inglaterra, cujo êxito na educação a distância se tornou referência mundial.

No Brasil o ensino a distância chegou em 1904 através de uma instituição internacional de educação que oferecia cursos profissionalizantes para quem estava em busca de capacitação profissional. O material didático era enviado por correspondência até a residência do aluno. As dúvidas eram resolvidas através de cartas entre os professores e os estudantes.

Os primeiros métodos de ensino a distância iniciaram por correspondência, sendo adaptados conforme foi ocorrendo os avanços tecnológicos, como a popularização do rádio, televisão e dos computadores.

Com a popularização do rádio foi fundada em 1923 a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro com o objetivo de possibilitar a difusão de conteúdo educativo. Aulas em áudio eram transmitidas abordando diversas disciplinas. Esse modelo foi adotado por várias instituições com o tempo. Incluindo em 1950 o Senac, que tinha a Universidade do Ar, focado na transmissão radiofônica de aulas em áudio e variado conteúdo educativo. O governo também lançou através do rádio o Movimento Brasileiro de Alfabetização – MOBRAL, que se efetivou na década de 1970.

No âmbito da televisão foi popular no Brasil o Telecurso 2o grau, um método de ensino a distância em caráter de supletivo que abrangia da 1a à 3a série do ensino médio. Lançado em 1978 pela Fundação Roberto Marinho, foi elaborado em parceria com a TV Cultura e estreou em todo o país através de 39 emissoras comerciais e 9 TVs Educativas. O programa era voltado para pessoas com mais de 21 anos que pretendiam fazer os exames supletivos oficiais para obter certificado de conclusão do 2º grau. Depois, em 1981, a Fundação Roberto Marinho, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade de Brasília (UnB), lançou o Telecurso 1º grau, que abrangia da 5ª à 8ª série do ensino fundamental.

Atualmente com a possibilidade dos computadores, celulares e tablets conectados na internet, o acesso e o surgimento de cursos online é na faixa dos milhares. Sem contar os e-books, apostilas, vídeos e podcast espalhados pelo mundo. O conhecimento está literalmente ao alcance da mão, ao passo de alguns cliques.

Jovens viciados em internet e o problema social: Na história do desenvolvimento tecnológico a sociedade vem se desenvolvendo em dois grupos distintos. Aqueles que admiram muitas vezes ingenuamente a tecnologia e os que temem seus efeitos. Muitos intelectuais desenvolveram teses caracterizando a tecnologia como maligna, alienadora da humanidade e destruidora de empregos e sociedades. Aparentemente os viciados em internet surgem por todo o planeta.

Alguns educadores defendem que o problema da falta de disciplina de seus alunos é decorrência da influência tecnológica.

Um estudo realizado pela Duke University em 2010 e noticiado no Terra Notícias concluiu que os computadores prejudicam o rendimento das crianças. Os resultados e conclusões destes pesquisadores são apenas uma parte do problema. Não é aconselhável esquecermos que toda tecnologia existente é na verdade uma ferramenta manipulada por pessoas. Ao afirmar que o computador prejudica o desempenho escolar fica ocultado a falta de orientação dos pais e professores.

Se a criança está tendo problemas com uma tecnologia, é mais provável que isso ocorra por causa da falta de orientação ou supervisão dos pais e professores, em vez de ser causada diretamente pelo equipamento tecnológico. Neste sentido, não existe tecnologia maligna e sim o uso inadequado da ferramenta tecnológica. Ponderar sobre o uso, aplicação, limitação de uma tecnologia e apontar para as pessoas ou empresas responsáveis, acarreta resultados diferentes daqueles encontrados pelos estudos que atribuem responsabilidade ao equipamento tecnológico.

É consenso acadêmico que somos seres histórico-sociais e isso significa entre outras coisas que a base do desenvolvimento humano ocorre sob tutela da sociedade, em outras palavras, a solução dos problemas tecnológicos pode ser encontrada no complexo relacionamento entre empresários, pais, educadores, governo e todos os envolvidos no fomento e uso destes equipamentos.

Fico com a impressão que deslocar o problema do caráter social para uma tecnologia maligna, permite apontar soluções de fácil aplicação, mas pouca eficiência. Em uma época de intensa individualidade, talvez não seja a mais agradável sugestão apontar para o fato da importância de cuidarmos uns dos outros, no entanto, esta parece ser a resposta mais eficiente no problema de relacionamento entre homem e máquina.Somos seres sociais que atualmente reivindicam o direito de individualidade extrema, algo que não parece muito saudável.

A tecnologia não é maligna, mas nossa relação com ela pode ser bastante perigosa. Não podemos omitir as consequências e nem disseminar ou promover a ingenuidade tecnológica. Assim como não é adequado culpar uma simples máquina. Um dos fenômenos que impressiona quando o assunto é tecnologia, se refere ao prejuízo psicológico que muitas pessoas estão vivenciando. Em especial, ao conviver com tecnologias como celulares, games e Internet. Muitas vezes é difícil acreditar nos danos que um simples computador ou videogame pode proporcionar. Ingenuamente muitas pessoas tendem a comprar seus equipamentos assumindo uma postura totalmente positiva frente ao equipamento tecnológico.

O excesso de confiança e a ingenuidade tecnológica podem conduzir pais e filhos diretamente para uma armadilha bastante desagradável e dolorosa. A Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro inaugurou em 2010 o serviço gratuito para dependentes eletrônicos.

O fenômeno também está sendo pesquisado pelo departamento de psiquiatria da Unifesp. Através do Programa de orientação e atendimento ao dependente (Proad) e pelo Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI) da PUC-SP. Segundo o instituto britânico Advances Psychiatric Treatment (2009), o fenômeno da dependência eletrônica é mundial, afetando de 8% a 10% da população usuária da tecnologia. Estima-se que o maior número de pessoas afetadas está na faixa entre 12 a 18 anos de idade.

Em maio de 2010 foi noticiado pela rede NBC a morte de uma menina sul-coreana cujos pais negligenciaram o cuidado ao passar 10 horas por dia em uma lan-house cuidando de um bebe virtual. O pai de 41 anos e a mãe de 25 foram ambos acometidos pela compulsão em um game virtual. Ironicamente este game simula o atendimento e cuidado de um bebê.

No Japão quatro adolescentes morreram de complicações físicas ao passarem dias em frente ao computador. Eles passaram a jogar sem alimentação adequada e apresentando privação do sono. No sul da china em uma clínica para viciados em internet um menino foi espancado até a morte. Segundo a Internet World Stats, em maio de 2010, o número de internautas no mundo ultrapassa 1,3 bilhão. Contabilizando uma média de 100 milhões de viciados nesta tecnologia.

Em geral as pessoas acometidas pelo vício tecnológico apresentam um comportamento que contempla ausência de outras fontes de lazer. Baixa qualidade dos relacionamentos, dificuldades no trabalho ou escola e crise de abstinência quando longe da tecnologia. Existem casos em que jovens viciados em internet chegam a roubar dinheiro para uso em Lan-House. Bem como, para manter ativo o plano de dados do celular.

O psiquiatra Fabio Barbirato, alerta que os pais devem limitar o contato dos filhos com estas tecnologias, permitindo o máximo de 2 horas por dia. Uma vez detectado sinais evidentes do vício, é aconselhável procurar por ajuda especializada.Para evitar este tipo de problema, os especialistas reforçam a importância da atenção familiar, o incentivo para atividades e convívio com pessoas fora do universo virtual, reforçando os laços sociais.

Além do problema associado aos distúrbios mentais, a tecnologia da informação oferece uma armadilha igualmente perigosa para crianças e adolescentes no âmbito da publicidade infantil.Estima-se que uma criança sem o acompanhamento de pais e educadores possa acabar desenvolvendo problemas sociais por conta dos estímulos distorcidos das estratégias publicitárias e mensagens existentes nos filmes e programas cujo intuito é promover o consumo irracional.

Novamente a solução se encontra nas relações sociais entre educadores, pais e governo. Relação dificultada pela necessidade extrema de individualização. Talvez devêssemos nos perguntar se a individualização tão estimulada pelos veículos de comunicação não seja uma forma inteligente de promover o consumo voraz irracional e garantir a omissão dos educadores e demais envolvidos na proteção à criança.

Alguns grupos lutam pela fiscalização e regulamentação da publicidade infantil e apontam como grande vilão as agências de comunicação, no entanto, parece que assim como ocorre com a tecnologia “maligna”, as pessoas estão omitindo o importante fato das relações sociais estarem sendo negligenciadas e o problema é transferido novamente para um único vilão. Mais informações acesse: https://dependenciadeinternet.com.br/

O fenômeno eletromagnético do cérebro: Com o avanço das tecnologias e dos equipamentos de medições, alguns detalhes sobre o funcionamento do cérebro estão sendo desvendados. Uma curiosidade está no fato do cérebro funcionar através de múltiplas ondas eletromagnéticas. Os cientistas estudam geralmente redes cerebrais, estas são áreas do cérebro que trabalham regularmente em conjunto. A observação destas áreas é feita utilizando imagens de ressonância magnética para acompanhar o fluxo sanguíneo.

O pressuposto científico é que um aumento no fluxo de sangue para uma parte do cérebro indica atividade aumentada nas células cerebrais dessa região. A conclusão é que um determinado evento no cérebro tem como consequência maior fluxo de sangue.

Como a ressonância magnética trabalha na observação dos fluxos sanguíneos e estes ocorrem em uma média a cada 10 segundos, existe limitação para frequências maiores que 0,1 hertz. Acima disso a ressonância magnética não consegue observar.

Atualmente os cientistas já conseguiram determinar que alguns sinais no cérebro estão na faixa de 500 hertz. Uma técnica chamada magnetoencefalografia consegue detectar sinais até 100 hertz, com eficiência. Observação do cérebro acima dos 100 hertz ainda é uma tarefa complicada devido a nossa tecnologia atual, precisamos evoluir um pouco mais, é uma questão de tempo.

O que se conseguiu observar até o momento é que o cérebro possui um complexo sistema de redes neurais que evitam colapsos e choques no fluxo de sinais através do método de diferenciação da frequência de pulso eletromagnético. Em outras palavras, o cérebro usa de diversas frequências diferentes para entregar corretamente um determinado fluxo de informação, sem misturar os dados.

Por exemplo, as redes que incluem o hipocampo, uma área do cérebro crítica para a formação da memória, funcionam em frequências na faixa de 5 hertz. No caso das redes envolvidas nos sentido de direção e movimento, funcionam frequências entre 32 e 45 hertz. Muitas outras redes cerebrais são constituídas nas frequências entre oito e 32 hertz.

Ainda não é completo o mapeamento do cérebro e muito depende de tecnologias futuras. Perto do que falta conhecer avançamos uma pequena parte.

Pessoas com doenças como esquizofrenia, depressão, entre outras, apresentaram uma diferença na freqüência eletromagnética de certas regiões em comparação com as pessoas sem a manifestação destas doenças. Uma falha na freqüência de transmissão dos dados parece gerar o comportamento esquizofrênico ou depressivo.

Pesquisadores da Washington University School of Medicineem St. Louis, do Centro Médico da Universidade de Hamburgo-Eppendorf e da Universidade de Tubingen, estão trabalhando no mapeamento destas múltiplas frequências na busca por desvendar a complexa engenharia eletromagnética do cérebro. Alguns resultados foram publicados em 2012 na revista científica Nature Neuroscience.

O poder de comunicação das celebridades: Em 14 de dezembro de 2016 um artigo publicado na revista acadêmica TheBMJ, por pesquisadores da Universidade de Harvard, levantou o efeito que celebridades poderiam causar no comportamento em massa. A instituição BMJ é provedora de conteúdo científico para a área da saúde.

O caso analisado foi a declaração em 14 de maio de 2013 da atriz Angelina Jolie, na ocasião ela anunciou no New York Times a realização de uma dupla mastectomia para prevenir o cancro da mama. Nas duas semanas seguintes após a matéria o número de exames ao gene BRCA1 aumentou 65% nos Estados Unidos da América e o debate sobre o câncer de mama também foi ampliado.

A análise dos dados sobre o comportamento da população apontou que as ações das celebridades podem ter um efeito motivacional e imediato numa boa parcela da população. Anúncios como o realizado pela Jolie podem ser um meio de baixo custo para motivar uma grande audiência de forma rápida. No entanto, o efeito pode não ser eficaz.

Neste caso específico, como o gene BRCA1 é raro, o exame só é justificado em uma parcela muito pequena da população, já que a pessoa precisa ter um histórico muito específico para ser considerada na área de risco. Porém, motivados pela declaração da atriz, foram gastos mais de 14 milhões de dólares em exames ao gene BRCA1. Sem uma real necessidade, segundo especialistas.

O estudo também indicou que embora tenha ocorrido na época um aumento de 65% dos testes, o número de mastectomias se manteve igual aos anos anteriores, sugerindo que os resultados obtidos pelas pessoas que fizeram o exame, motivadas pelas declarações de Jolie, não resultaram em diagnósticos preocupantes.