Educação e tecnologia, contradições e superações: No Brasil, a educação se aproximou das comunidades de software livre na medida em que a política educacional orienta para o uso desta modalidade tecnológica nas escolas administradas pelo poder público. Essaparceria possibilitou uma relação interdisciplinar, ainda que turbulenta, entre escolas e desenvolvedores de Software Livre promovendo uma série de reflexões sobre as possíveis contribuições da tecnologia na educação e vice versa.
No entanto, algumas dificuldades são diagnosticadas como produto da aceleração tecnológica que enfatiza o pensamento binário e sobrecarrega a escola de informações. Existe quem defenda que o computador é uma ameaça para a escola tradicional uma vez que essa tecnologia serve para convencer de que tal inovação representa progresso humano e social, enquanto reduz as comunidades a uma sociedade homogênea, trivializando tudo e todos, reduzindo conhecimento à mera informação e promovendo a substituição de valores sociais por egocentrismos.
É possível admitir que cada área do saber se ocupe de um limitado conjunto de aspectos da vida, como uma contribuição específica à organização social, se torna coerente a existência de diferentes crenças, estratégias de raciocínio e percepções. Nesse sentido, o papel da computação no ambiente educacional é polêmico. Para alguns, o raciocínio tecnológico é percebido como fenômeno que promove egoísmos e indiferenças, enfraquecendo as relações sociais, enquanto outros enxergam na tecnologia a facilidade para o surgimento de um comportamento mais colaborativo, proporcionando novas formas criativas de interação social.
Neste texto abordamos sobre um contraste entre a baixa qualidade da educação básica, os possíveis impactos da tecnologia na educação e as possibilidades de uma melhor relação entre professores e alunos.
Acesse o texto completo em https://drive.google.com/file/d/13SMC84S0vTCKxFMguo4Q_HJr38q8ECKP/view?usp=sharing
Geradores de energia elétrica: A energia elétrica é sem dúvida o pilar das sociedades tecnológicas e não podemos pensar em desenvolver qualquer projeto tecnológico, sem considerar que tipo de gerador elétrico será aplicado no equipamento desenvolvido.
A busca pela fonte de energia inesgotável e portátil, é uma realidade nos dias de hoje e muitos estudiosos procuram em diversas áreas da natureza, uma maneira de prolongar o equilíbrio entre consumo energético e tempo de carga.
A energia elétrica é um dos maiores limitadores do avanço tecnológico dentro do campo da eletrônica, muitas das soluções tecnológicas não podem ser aplicadas em uma diversidade de problemas, porque os equipamentos eletrônicos quase sempre estão presos a necessidade de cabos para a condução da eletricidade e, a bateria, dura muito pouco para uma solução mais duradoura.
Dominamos boa parte do conhecimento em robótica e se tivéssemos uma fonte de energia portátil e duradoura, certamente enviaríamos sondas para locais desconhecidos como o fundo do mar, cavernas e assim por diante, avançando nosso conhecimento em uma escala acelerada.
Certamente no futuro, este problema será solucionado e a humanidade poderá vivenciar todo o esplendor pela busca ao desconhecido.
Gerar energia significa forçar a movimentação dos elétrons por um condutor artificialmente, no intuito de transformar a movimentação dos elétrons em bens de consumo como luz, calor, som e assim por diante.
Ainda nos dias de hoje, a técnica mais comum para se gerar energia constante, é através da movimentação de um motor elétrico com o apoio de forças naturais como água, vento e calor. Este método é o mais barato, permitindo a popularização da energia elétrica.
O processo para gerar energia através da movimentação de um motor elétrico, é relativamente simples, em todos os métodos aplica-se a força para girar o eixo do motor em uma extremidade, enquanto na outra os elétrons se movem.
Chamamos de Gerador hidráulico, quando é usado água e gerador eólico quando usamos o vento para movimentar o eixo do motor elétrico. Já no caso do gerador térmico, o eixo do motor é movimentado usando-se uma caldeira onde o vapor da água gera uma pressão com força suficiente para girar o eixo do motor, semelhante ao sistema usado nos antigos trens apelidados de Maria fumaça. Dentro desta categoria também estão os geradores nucleares que usam a fusão nuclear para girar o eixo do motor de forma semelhante a usina hidráulica.
Os geradores nucleares possuem um custo muito elevado e seu uso normalmente é restrito aos governos, já que este oferece grande risco ao meio ambiente e possui uma lei internacional que regulamenta as praticas do uso.
Além dos geradores com base em movimentos mecânicos conforme comentado anteriormente, existem também os geradores químicos e fotoelétricos.
Os geradores químicos são os mais usados em alimentação de pequenos circuitos, as pilhas e baterias estão dentro desta categoria.
Os geradores fotoelétricos, são responsáveis pela alimentação de satélites e outros circuitos menores, o maior problema neste tipo de gerador é o custo e a necessidade da luz do sol constante. Uma parceria entre as empresas Shell alemã e a Geosol também alemã, possibilitou a construção da maior usina fotoelétrica do mundo. Serão utilizados 33.500 módulos solares, capazes de gerar 5 megawatts. Esta energia é suficiente para abastecer cerca de 1.800 residências.
Os geradores comentados acima são os mais usados nos projetos tecnológicos. Existem várias outras formas de gerar energia e a cada dia novas técnicas são desenvolvidas, porém ainda não foi descoberto um sistema capaz de atender as expectativas de custo e portabilidade.
Simulador de voo: A tecnologia para ajudar os pilotos na tarefa de aprender a pilotar já contava em 1910 com um simulador de voo. Ele era capaz de agitar a aeronave imitando algumas ocorrências, como turbulência ou permitindo ao instrutor avaliar o piloto.
Geralmente quando pensamos em simuladores de voo, logo lembramos dos modernos equipamentos e games. Mas é interessante ver o início um pouco diferente dos equipamentos computadorizados de hoje. No entanto, atendia a necessidade dos alunos de voo da época.
Em 1926 o equipamento recebeu inovações e permitia simular giros e mergulhos. Com o passar do tempo a tecnologia foi sendo aperfeiçoada e em 1942 os simuladores possuíam uma aparência mais próxima dos aviões da época. O primeiro simulador de voo moderno surgiu em 1954 e possuía um painel de pilotagem completo.
Atualmente nossa tecnologia de simuladores de voo, mesmo as usadas em casa, superam o primeiro simulador moderno. É a evolução em curso.
Na atualidade, os simuladores de voo são ferramentas importantes para a formação do aeronauta tanto em aeroclubes como em universidades, visto que o primeiro contato que o discente possui com aviões é, de fato, por meio destes programas de ensino, o que nos permite compreender e considerar o simulador como uma base nos conhecimentos práticos do piloto. A valer, mostra-se primordial sua relevância em todos os cursos preparatórios para pilotos, principalmente em Pilotagem Profissional de Aeronaves.
Os simuladores têm como característica em comum que é a tentativa de fornecer uma imitação como a operação na vida real, em que se pode treinar todos os tipos de procedimentos executados durante um voo real. É com o propósito de simular o comportamento real das aeronaves que envolve um baixo nível de abstração e um alto nível de envolvimento humano. Permite que o piloto experimente o comportamento dinâmico de uma aeronave, assim, interagindo como se fosse em uma aeronave real.
Todo simulador de voo é composto de um modelo, real ou teórico, que envolve uma combinação de ciência, tecnologia e arte para criar uma realidade artificial com o propósito de pesquisa, treinamento ou diversão. A manutenção é simples e tem um baixo custo, não são necessárias instalações especiais nem ferramentas muito complexas.
As informações necessárias estão contidas no manual de manutenção. O correto é a cada 200 (duzentas) horas de voo, realizar uma inspeção geral do equipamento e a vida útil é de aproximadamente 4.000 (quatro mil) horas de voo.
Devido a qualidade do realismo dos simuladores, eles abriram novos horizontes para o treinamento de voo, uma vez que são capazes de reproduzir um voo real, com variantes que também são reais, como temperatura do ar, alterações de vento e peso da aeronave (de acordo com a quantidade de passageiros e combustível).
Convém destacar que é possível também realizar treinamento de pousos e decolagens, simulação de situações de emergência e diversas manobras utilizadas no dia a dia do piloto, sem ter que usar uma aeronave real para treinar essas situações, evitando os gastos e o tempo dos pilotos.
Devido à grande quantidade de treinamento de procedimentos de emergência, onde podem ser treinados procedimentos em situações extremas de peso, 12 meteorologia e etc. O simulador é o principal local para treinar essas situações assim evitando um possível acidente devido alguma falha dos pilotos.
Para aprofundar seu conhecimento separamos um trabalho acadêmico em https://drive.google.com/file/d/1JUcIj3CMRdqpAk_rTf5NEjOO0hNBEn9R/view?usp=sharing
Formalidade lógica e os jogos de linguagem: Um dos eventos que ganha destaque em Wittgenstein é o fato do autor, no decorrer de sua vivência, modificar sua perspectiva e fazer duras críticas sobre sua primeira obra, o Tractatus. Wittgenstein percebeu que ao escrever o Tractatus no rigor formal da lógica, acabou afastado da realidade cotidiana e mesmo que uma linguagem formal perfeita fosse possível de ser desenvolvida, esta não teria sentido, não seria útil.
Como crítica de sua primeira obra, Wittgenstein escreve as investigações filosóficas, onde a perspectiva formal é refutada e o foco de suas reflexões passa para observação da prática cotidiana, permitindo novos caminhos para o pensamento, caminhos que irão promover uma inovadora forma de pensar o humano, onde a linguagem é tratada em sua complexidade como jogos de linguagem e é nestes jogos que a razão se forma e os homens se constituem enquanto seres pragmáticos, racionais, culturais, de interação e ação social, tornando-se a própria linguagem enquanto práxis social.
Na tradição cuja predominância é o raciocínio formal, o mundo é visto como algo que existe “em si” onde a estrutura é conhecida pela razão e depois transmitida aos outros por meio da linguagem, e o conhecimento é entendido como algo não lingüístico.
Para o Wittgenstein da Investigação Filosófica, não existe um mundo “em si” independente da linguagem. Só temos o mundo na linguagem, assim sendo, torna-se absurdo querer determinar a significação de expressões lingüísticas pela ordenação de palavras ou a realidade através de convenções, em outras palavras, a formalidade não se aplica nestes casos.
Entendendo o ser humano como constituinte e constituído pela linguagem é possível, ao analisar o processo da formação e uso desta linguagem, compreender com maior clareza a própria natureza humana e a complexidade que envolve esta questão, apontando nossas limitações e respondendo sobre o que podemos realmente conhecer e pensar.
Wittgenstein refuta a linguagem fenomenológica e aborda uma reflexão sobre uma linguagem física, de uso diário, cotidiano.
Através da reflexão promovida por Wittgenstein é possível apontar para alguns problemas atuais, entre eles, o problema da universalização no campo ético, do conceito de racionalidade universal e seu efeito, da fragilidade da fundamentação formal na interpretação universal do agir humano, entre outros.
Estes problemas se tornam mais evidentes quando observamos que a linguagem não é portadora de significado universal e sim uma prática diferenciada em cada grupo social distinto, onde a significação é tratada e compreendida regionalmente. Em outras palavras, a capacidade de comunicação é universal, no entanto, o uso e o significado atribuído ao que é comunicado é de caráter regional e constitui a compreensão do mundo e os critérios de verdade da região que as emprega.
Uma tribo no meio da Amazônia que entenda o mundo como sendo uma grande ilha suspensa pelo deus do vento e a sociedade moderna que entende o mundo como uma massa suspensa pela gravidade, são em ambos os casos uma percepção de mundo onde o significado “mundo” é totalmente diferente, não representa a mesma coisa.
São as diferentes regras da linguagem que determinam os diferentes significados de uma expressão, estas regras é que constituem os jogos de linguagem, jogos estes que constituem a razão e o direcionamento da percepção humana.
Os jogos de linguagem acentuam que nos diferentes contextos ocorrem diferentes regras que determinam o sentido das expressões lingüísticas. Interpretando a linguagem como possuidora de sentido através dos jogos de linguagem, e sendo as regras destes jogos entendidas somente através do aprendizado em sociedade, - convívio social - encontramos nas investigações filosóficas a constituição do humano em sua totalidade e complexidade enquanto práxis social.
Para compreender o fenômeno da práxis social e a constituição da razão, ou ainda, a formação do humano, torna-se necessário ultrapassar os limites da formalidade e adotar uma nova postura frente ao surgimento da constatação da existência dos jogos de linguagem, proporcionando um novo caminho para razão.
Para se aprofundar em Wittgenstein e melhor compreender suas ideias e reflexões https://drive.google.com/file/d/1f7Sx2SDHtAA7-UKXNFMcGI2ikVNsqnc0/view?usp=sharing
Obsolescência e a sociedade de consumo: Uma das grandes ambições dos seres humanos sempre foi a busca da felicidade, até a chegada da modernidade pensava-se em encontrar a felicidade eterna, uma forma de felicidade que era a recompensa pelos pesares e superação dos desejos (sempre malignos!) que a vida impunha ao sujeito, pensava-se que uma vez tendo superado as tarefas da vida, a felicidade seria perene. Com a chegada da modernidade, pensava-se em alcançar A Felicidade, a forma universal de felicidade, que uma vez encontrada estaria a disposição de todos que soubessem seguir as instruções do entendimento racional a fim de contemplá-la.
Até a modernidade, a busca da felicidade era tarefa pública, visando alcançar um conceito universal já preexistente. Na pós-modernidade a busca da felicidade passou a ser tarefa privada, a partir de conceitos efêmeros de felicidade. Dessa forma, o sujeito pós-moderno vive em constante estado de melancolia, pois estando a frente de inúmeras formas de conexões não consegue estar conectado a nenhuma.
Em grande parte, o estado social atual se deve à assimilação e colonização do mercado de consumo sobre o espaço que se estende entre os indivíduos, forjando o que Bauman1 chama de sociedade de consumidores. Ambos se movimentam a partir das três mesmas regras, primeira: todo produto à venda deve ser consumido por compradores; segunda: a satisfação do desejo é o motivo que leva algo a ser consumido; e terceiro: a credibilidade da promessa e intensidade da satisfação do desejo é o que define o preço da mercadoria.
A funcionalidade da sociedade de consumo se dá a partir da alienação do desejo, do querer, do almejar, que uma vez individual agora se torna social, reciclada em forma de uma força externa que coloca em movimento a sociedade de consumidores, ao mesmo tempo em que estabelece parâmetros pontuais para as estratégias efetivas individuais de vida e manipula as probabilidade de escolhas e conduta individual. Na sociedade de consumidores o único valor universal é o consumo como vocação, todos precisam ser, devem ser e tem que ser consumidores, esse é o direito e dever inalienável de todo sujeito pós-moderno.
Ao mesmo tempo em que o desejo passa a ser atributo do campo social, ele passa a funcionar como um mecanismo que a economia define como obsolescência, que é a prática que define a vida útil de um produto, no campo funcional, perceptivo ou planejado.
A sociedade de consumidores é o ambiente existencial vivido a partir da relação entre consumidor e objeto de consumo, onde para ser membro dessa sociedade é preciso a criação de uma identidade como sujeito, só se dando a partir da transformação do indivíduo em mercadoria. Partindo dessa constituição de self como mercadoria, a lógica que valia para objetos no mercado de consumo passa a valer para sujeitos na sociedade de consumidores, utiliza-se do mesmo mecanismo apenas ampliando a gama de mercadorias, agora sendo estendida para o âmbito humano.
Na economia, a obsolescência funcional ocorre quando um produto mais eficiente toma o lugar do antigo. Na sociedade de consumidores a obsolescência funcional ocorre quando uma pessoa mais qualificada ou mais atualizada toma o lugar da antiga, ou seja, uma pessoa com ferramentas mais modernas consegue realizar a mesma função com mais rapidez e em consequência mais economia, já que a sociedade contemporânea presa pela velocidade, que é convertida em mais oportunidades de mercado.
A obsolescência funcional é acompanhada pela obsolescência planejada, que é o mecanismo que projeta a vida útil das coisas para que sejam substituídas em menos tempo, prática muito difundida nas atividades de ensino, que constantemente colocam no mercado um número absurdo de cursos de extensão especializados, fomentando a roda do mercado, que gira da realização à frustração, uma vez que cada especialização é projetada para um determinado nicho e para uma determinada tecnologia, o que nos leva para a questão da funcionalidade novamente, tais requisitos só serão funcionais enquanto o mecanismo para o qual foram inventados não for substituído.
Mas o golpe de minerva desferido pela sociedade de consumo é a obsolescência perceptiva, que se trata de dar uma nova roupagem a algo que ainda tem funcionalidade, mas que por ser reinventado passa a ser mais desejado do que o antigo item. Isso gera um senso de vigilância quase paranoico no sujeito, que como vive em uma sociedade globalizada, é cercado de informação por todos os lados, fazendo com que esteja sempre atento para poder se manter atualizado, já que sua paranoia consiste justamente no medo de se tornar obsoleto.
Para continuar sendo mercadoria na sociedade de consumidores é preciso estar sempre atento ao jogo do consumo, uma vez que a cultura consumista também é a cultura do excesso, implicando que a oferta de mercadoria é muito maior que a procura e é atributo individual tanto o sucesso quanto o fracasso de sua “auto venda”.
Todo sujeito da sociedade de consumidores tem por tarefa fazer de si mesmo mercadoria vendável, o que implica estar em constante movimento, sempre tentando acelerar o ritmo, para se manter no mesmo lugar. A lentidão ou o não movimento são sentenças de morte para o indivíduo pós-moderno. Viver na sociedade de consumidores é ser obrigado a participar do jogo do consumo como jogador solitário. A única liberdade disponível ao sujeito é a de manipular as opções que estão disponíveis no mercado, arcando com toda e qualquer responsabilidade sobre as consequências desses atos.
Assim, encontrar a felicidade na pós-modernidade é uma tarefa exaustiva e frustrante, exaustiva porque pressupõe o contínuo movimento e zelo para que não se pegue distraído ao longo do caminho e implique em perda da marcha; frustrante porque fomenta o caráter instantâneo de todas as coisas, fazendo com que sempre esteja presente que tudo dura por um determinado tempo e sempre é preciso seguir adiante.
Sons que afetam nosso cérebro: Um estudo publicado no Journal of Neuroscience e elaborado por cientistas da Universidade de Newcastle buscou revelar alguns detalhes sobre a região do cérebro que processa o som, o córtex auditivo. Um tema interessante que mostra como os sons podem influenciar nosso comportamento.
O processamento de emoções negativas quando ouvimos certos tipos de sons ocorrem nesta região chamada de córtex auditivo.
Uma análise das características acústicas dos sons produzidos em frequências que vão de 2.000 a 5.000 Hz sugere que nestas frequências os sons podem estimular emoções desagradáveis. Neste sentido, é possível através do som influenciar as sensações e sentimentos.
Isso não é novidade, em alguns filmes são misturados sons que jogados sobre uma determinada cena potencializam as sensações. O curioso é o nível de reação que cada som pode produzir.
Segundo os pesquisadores um dos sons mais irritante é o de um metal raspando em vidro ou aquele som do giz raspando no quadro negro.
Uma melhor compreensão da reação do cérebro ao ruído pode ajudar na identificação de condições médicas que são influenciadas pelos sons. Enxaquecas e alguns distúrbios emocionais podem estar associados aos ruídos dependendo de como o cérebro reage diante deles. Uma compreensão detalhada destes efeitos poderia fornecer conteúdo para novos tratamentos e diagnósticos.
Basicamente, quando ouvimos um ruído desagradável, a amígdala modula a resposta do córtex auditivo, aumentando a atividade e provocando nossa reação negativa. Para sons agradáveis também ocorre alguma influência no nosso estado emocional.
Para aprofundar seu conhecimento, separamos um artigo acadêmico que pode ser acessado em https://drive.google.com/file/d/15BswCuOp3NO5r3qGgJBqnCEroSeoP2Bz/view?usp=sharing
Livros digitais, uma agradável experiência: Os livros digitais também chamados de e-books já superaram nos EUA em número de vendas os livros tradicionais. No Brasil o crescimento é lento, somos um país que possui um baixo índice de hábito de leitura enquanto sociedade. Desde o surgimento dos e-books, alguns problemas foram detectados e grandes empresas vêm se unindo na tentativa de transformar os leitores de e-books em produtos atrativos.
O maior problema lá no início desta tecnologia, consistiu na portabilidade dos e-books. Cada empresa possuía seu próprio leitor de e-book que oferecia apenas um tipo de extensão de arquivo, ou seja, um tipo de e-book. Isso gerou uma grande quantidade de tipos de e-books, entre eles: PDF, ODT, LIT, DOC, OPF, PDB, VBO, TXT, RB, etc. A variedade é muito grande, o que dificultava a vida dos leitores.
A solução foi propor uma extensão padrão para todos os equipamentos leitores, evitando desta forma a incompatibilidade de equipamentos e demais confusões devido a grande variedade de tipos de e-books.
Numa tentativa de unificação surgiu a extensão para e-book denominada de EPUB que foi criada pelo International Digital Publishing Forum (IDPF). No entanto, embora este formato tenha se popularizado, a ideia de unificação acabou sendo abandonada, principalmente por motivos comerciais.
Existem duas categorias de e-books, uma sem proteção e outra com restrição de leitura. Os livros com restrição de leitura, ou seja, protegidos para comercialização. Só podem ser lidos através de software específico.
No Brasil as livrarias de e-books adotaram em grande maioria o aplicativo desenvolvido pela Adobe, para proteger os e-books. No caso dos e-books de livre acesso, estes podem ser lidos em qualquer aplicativo que aceite a extensão que o e-book foi formatado. Já os e-books com direito autoral e comercial precisam ser lidos em dispositivos com senha e login que identificam o comprador, proprietário do livro digital.
Uma vantagem que é considerada importante nos livros digitais é a fácil e imediata distribuição dos e-books e grande portabilidade, uma vez que são simples e não contemplam complexas animações, por conta disso, a exigência de hardware e de plataforma é mínima, além do fácil manuseio e produção.
Isso não agradou algumas pessoas que gostam de animações e interatividade multimídia. Mas não podemos esquecer que a proposta dos e-books é simular um livro, como letras em papel. Dito de outra forma, o e-reader é direcionado para leitores habituais.
Para quem tem o hábito da leitura, um e-reader faz toda a diferença. Eu tive a oportunidade de usar as marcas Kobo, Leve e Kindle. Dessas, aquela que mais me agradou e usei por alguns anos, foi o e-reader da marca Leve.
Minha preferência por esse e-reader foi pelo fato dele trabalhar bem com PDFs na época, O PDF é o formato dos artigos acadêmicos e outros materiais de estudo. Posteriormente passei a usar um Kindle, depois que eles melhoraram a conversão do PDF para este aparelho.
Passados alguns anos do surgimento do primeiro aparelho e-reader, o preço atualmente é acessível e a experiência de leitura fica bem agradável é muito melhor que ler no celular ou computador e tem algumas vantagens em relação aos livros em papel.
Uma vantagem que me agrada bastante é o fato de poder carregar vários livros, artigos e outros materiais de estudo em um pequeno aparelho, sem peso ou necessidade de grandes espaços. Se você já precisou retirar vários livros na biblioteca da faculdade e andar com a mochila bem pesada para todo o lado, entende o incômodo que isso gera.
Como o e-book é digital, fazer consultas e localizar uma das partes do texto no e-reader é bem fácil. Basta usar o campo de busca. A tecnologia que simula papel, também é um diferencial, realmente cansa menos a visão.
Nos últimos 4 anos acabei usando o Kindle como e-reader principal e a biblioteca online da Amazon permite que eu baixe emprestado os livros digitais disponíveis nesta modalidade e depois devolva como se fosse uma biblioteca acadêmica tradicional, com a diferença de não ocupar espaço ou ser pesado para carregar.
Atualmente a maioria dos livros já saem da editora no formato papel e digital.
A característica que mais gosto é a tela e-ink dos leitores digitais, sem dúvida é o principal ponto a se considerar a favor de um e-reader.
A luz pode afetar o comportamento humano: Estudos mostram que a luz influencia na aprendizagem, memória e ansiedade, afirmam os pesquisadores. Nós conseguimos mostrar que a luz também pode estimular respostas de medo condicionado.
Biólogos e psicólogos sabem que a luz afeta o humor, mas uma nova pesquisa efetuada na Universidade da Virgínia indica que a luz pode também estimular medo e ansiedade.
Existem diversos tipos de lâmpadas e uma variada gama de luzes. Conforme o tipo de iluminação no ambiente é possível estimular sensações distintas, influenciando o comportamento humano.
A descoberta foi publicada em 01 de agosto de 2011 na edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. “Olhamos para o efeito da luz no medo aprendido, porque a luz é uma característica global do ambiente e tem efeitos profundos sobre o comportamento e fisiologia”, disse Wiltgen, um professor assistente de psicologia e especialista em aprendizagem. ”A luz desempenha um papel importante na modulação da freqüência cardíaca, no sono, na digestão, nos hormônios, humor e outros processos do corpo. Em nosso estudo, buscamos verificar também, como isso afeta o estímulo ao medo.”
“Neste trabalho nós descrevemos a modulação do medo estimulado pela luz ambiente”, disse Provencio, especialista em luz e fotorrecepção. ”A desregulação do medo é um componente importante de muitos transtornos, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, fobias específicas e pós-traumático. Entender como a luz regula o medo pode auxiliar terapias destinadas a tratar algumas dessas doenças cuja base está no medo e na ansiedade“.
Sem fins lucrativos, um bom livro: No livro Sem fins lucrativos, a autora Nussbaum lança um alerta a respeito da crise silenciosa em que as nações descartam competências enquanto ficam obcecadas pelo Produto Nacional Bruto. Como por toda parte as artes e as humanidades estão tendo seu espaço reduzido, os atributos fundamentais da própria democracia estão sofrendo uma corrosão perigosa.
Nussbaum lembra que importantes educadores e responsáveis pela consolidação de identidades nacionais percebiam como as artes e as humanidades ensinam às crianças raciocínio crítico que é indispensável para agir com independência e para resistir com inteligência à força da tradição e da autoridade irracionais.
Os alunos de arte e literatura também aprendem a se colocar na posição dos outros, uma capacidade que é fundamental para uma democracia bem-sucedida e para o desenvolvimento de nosso olhar interno.
Este livro oferece aos leitores um chamado à ação, na forma de um projeto que substitui um modelo educacional que destrói a democracia por outro que a promove. Ele apresenta evidências convincentes, embora à primeira vista contra-intuitivas, de que o próprio fundamento da cidadania – sem falar na prosperidade nacional – depende das humanidades e das artes. O risco de ignorá-las é nosso.
Separamos para você uma resenha acadêmica sobre este livro. Escolha um dos servidores abaixo para acessar: https://drive.google.com/file/d/15wHs13PHpG0GC5tyqfTeUbPDOlcv4-lS/view?usp=sharing
Interferência solar na transmissão de rádio: O sol distante a 150 milhões de quilômetros e com um volume de um milhão de vezes maior que a terra, possui seu diâmetro na casa de 1.392.000 quilômetros. Constituído em sua maior parte por gás Hélio e Hidrogênio, estes aquecidos a 6.000 graus na superfície solar liberam elétrons e formam o chamado “plasma”.
Já no interior do sol, em seu núcleo a temperatura chega a quinze milhões de graus permitindo a ocorrência de reação nuclear.
Um calculo aproximado evidencia que o sol converte em seu interior quatro milhões de toneladas em energia por segundo e gera um média de energia em por volta de 3.860.000.000.000.000.000.000.000.000.000 watts. Para gerar todas esta potencia ocorre muita atividade no interior e na superfície do sol, estas atividades oscilam em períodos com maior e menor intensidade.
Freqüentemente ocorrem as chamadas “explosões solares” que lançam no espaço uma pequena parte de elétrons, energia subatômica e uma série de outras atividades.
Um dos ciclos que possuem interferência marcante na terra é o dos onze anos, conhecido como ciclo das manchas solares. Neste ciclo a cada onze anos a terra é bombardeada em maior intensidade por partículas que influenciam nas telecomunicações e nos aparelhos eletrônicos.
As partículas carregadas ao chegarem na terra sofrem influencia do campo magnético terrestre e mudam sua trajetória acompanhando o sentido das linhas de força terrestres, concentrando-se principalmente nos pólos e emitindo uma luz característica conhecida como Aurora Boreal.
A Aurora Boreal é um fenômeno que pode ser observado freqüentemente próximo aos pólos tendo sua origem em partículas eletrizadas provenientes do sol.
A faixa de freqüência mais afetada pela tempestade solar está nas ondas curtas, estas se beneficiam da ionosfera para sua propagação e quando a tempestade chega é na ionosfera onde ocorre maior concentração de partículas.
Estas partículas eletrizadas podem gerar ruídos elétricos em toda a faixa de rádio, podendo aparecer em linhas telefônicas comuns e também em outros sistemas elétricos.
Através da radioastronomia, (Estudo dos astros/espaço pela observação das freqüências de rádio) é possível monitorar as estrelas, incluindo o sol.
Uma freqüência bastante usada por astrônomos amadores é a de 137Mhz, é comum entre os estudiosos do assunto a modificação de rádios FM para a freqüência acima na intenção de captar as emissões solares que ocorrem em grande quantidade nesta faixa de freqüência. Assim estes pesquisadores “escutam” o sol.
As ondas de rádio geradas pelos eventos solares levam entre oito a dez minutos para percorrer o espaço entre o sol e a terra, já os efeitos da eletrização ocorrem em várias horas depois das emissões, estes eventos são mais lentos demorando horas para chegar a terra.
Independente do ciclo de onze anos, diariamente a terra recebe interferências relacionadas aos eventos solares, porém em menor intensidade.
Os colegas radioamadores que transmitem em ondas curtas conhecem bem este fenômeno e programam suas transmissões conforme previsões sobre as tempestades solares, algo semelhante às previsões do tempo.
Doenças causadas pelo uso tecnológico: A tecnologia, em especial no campo da comunicação, é sem dúvida uma mudança significativa na história da humanidade. No entanto, nem tudo é positivo. Cada dia cresce o número de novas doenças e com uma quantidade considerável de pessoas afetadas. Outra questão interessante é o fato da tecnologia mudar nossa forma de viver, nosso comportamento e a maneira como percebemos o mundo.
Uma das doenças que vem chamando atenção é a síndrome da hipersensibilidade eletromagnética, reconhecida oficialmente pela primeira vez na Suécia em 1995, essa doença causa uma série de transtornos e inviabiliza que a pessoa tenha uma vida normal. É um tipo de sensibilidade (alergia) que causa fortes dores em algumas partes do corpo quando a pessoa está próxima de uma onda de rádio, também chamada de emissão eletromagnética. Praticamente em todos os lugares existem celulares e wi-fi. Com isso fica difícil para as pessoas com hipersensibilidade ao eletromagnetismo encontrarem um lugar tranquilo para viver.
Um outro problema grave com a hipersensibilidade eletromagnética é o isolamento social, já que a pessoa não consegue conviver nos mesmos ambientes que a maioria. Deixando muitas vezes seus familiares para residir em locais que possam ser afastados de qualquer tecnologia de rádio, em especial torres de celular e wi-fi. Com a falta de estudos para comprovar oficialmente se é um problema orgânico ou algo psicológico, as pessoas que sofrem dessa síndrome não possuem apoio oficial em alguns países, não existindo com isso um tratamento adequado que possa ajudar essas pessoas.
Insônia, alterações de humor, dores no corpo, forte enxaqueca, náuseas e diversos outros sintomas que causam mal-estar podem ser ocasionados por alguma sensibilidade da pessoa ao eletromagnetismo. Um teste simples e geralmente recomendado pelos centros especializados é se afastar dos eletrônicos e procurar ficar uns dias em algum local mais isolado, longe de tecnologias. Se os sintomas sumirem e aparecerem sempre que se está próximo de alguma emissão de rádio, pode ser um caso de hipersensibilidade ao eletromagnetismo.
Não conseguir ficar longe da tecnologia também pode ser uma nova doença, chamada de dependência ou vício em tecnologias. Nesses casos, os usuários não conseguem se afastar do celular, da internet ou do jogo preferido. Possuem uma compulsão em se manterem próximos ao equipamento, se isolando socialmente e em muitos casos ficam horas ou dias sem se alimentar, locomover ou mesmo ir ao banheiro. Entre essas dependências tecnológicas está a Nomofobia, que é um medo desesperador de perder o celular. O termo Nomofobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia” em outras palavras, medo de ficar sem telefone móvel.
O excesso de uso tecnológico também provoca outras doenças como a Síndrome do Olho Seco. Como algumas pessoas passam muito tempo olhando para as telinhas, monitores, display e televisão é comum que os olhos fiquem esgotados. Ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia são alguns indícios de potenciais problemas oculares. Tais problemas podem causar lesões e prejudicar a visão, em alguns casos, permanentemente.
Outro problema físico muito comum com o uso excessivo de tecnologias é a tendinite, ou ainda, Whatsappinite, Nintendinite, playstationite e assim por diante. Esses termos se referem ao processo de inflamação de certas partes da mão devido ao tempo excessivo de uso. Ficar teclando muito tempo no celular ou no Joystick pode causar inflamação de alguns dedos da mão. Além da mão a perda auditiva também vem crescendo com o uso abusivo de fones de ouvido. Sons em nível máximo quando usados por muito tempo podem comprometer a capacidade auditiva.
A lista de doenças vem crescendo, principalmente quanto às fobias. Como a Selfie Phobia que é o medo de tirar fotos de si mesmo, ou ainda a Expirar Fobia, um medo persistente de esquecer de renovar um nome de domínio. Também tem a Thread Phobia, que é o medo de comentar uma história. Tem ainda, a depressão causada pelas redes sociais, onde o usuário ao se deparar com muitas postagens de pessoas felizes acaba se convencendo que sua vida é ruim e se deprime.
Assim como o chamado efeito Google, onde uma pessoa pode desestimular sua memória ao saber que tudo pode ser encontrado na internet e assim perder o sentido de aprender ou melhorar seus conhecimentos. Não podemos deixar de fora a Síndrome do toque fantasma, ocorre quando o cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando no seu bolso.
Uma doença associada aos buscadores é a hipocondria digital, também chamada de cibercondria. O hipocondríaco é uma pessoa que possui um estado psíquico em que adquire a crença infundada de que padece de uma doença grave. Na cibercondria as pessoas acessam pela internet informações médicas e fazem um auto diagnóstico, adquirem a crença que possuem a doença observada na internet e sofrem muito com isso.
A tecnologia é muito boa, mas quando usada com cautela. Para aprofundar seu conhecimento, separemos um artigo acadêmico para você. https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1276.pdf
Bacula, ferramenta livre de backup: Este é um livro que funciona como um guia de consulta sobre gerenciamento de dados e configuração de um sistema de backup.
Com uma escrita bem organizada permitindo o rápido acesso para consulta, o autor proporciona de forma didática o conhecimento necessário para elaboração de um eficiente projeto de prevenção e proteção dos dados computacionais.
O livro fundamenta e descreve de forma detalhada todos os passos para configuração do software livre Bacula. Um robusto aplicativo para gerenciamento de backup.
É um livro indicado para técnicos e profissionais de gestão em tecnologia da informação que buscam oferecer aos seus clientes uma política eficiente em gestão de backup.
Referência: FARIAS, Heitor Medrado de. Bacula: ferramenta livre de backup. Rio de Janeiro. Editora Brasport, 2010.
O que é um ensaio acadêmico? O ensaio é um caminho pautado na percepção da experiência. Trata-se da implicação de uma dada subjetividade na relação com a vida, “não se trata de medir o que há, mas medir-se com o que há, de experimentar seus limites, de inventar suas possibilidades” (LARROSA, 2004, p. 37). Nesse sentido, o ensaio propõe um tipo de “rebeldia” em relação ao saber finalizado, definitivo, adquirido com instrumentos que apontam categoricamente para verdades que estão para além da experiência. Sob esse aspecto “a verdade do ensaísta não é algo exterior, mas algo que a própria vida faz” (LARROSA, 2004, p. 37).
Adorno (2003) esclarece que o ensaio não é uma forma de expressão totalmente livre, desprovido de lógica ou rigor do pensamento, segundo o autor:
O ensaio não se encontra em uma simples oposição ao pensamento discursivo. Ele não é desprovido de lógica [...]. Só que o ensaio desenvolve os pensamentos de um modo diferente da lógica discursiva [...]. O ensaio coordena os elementos em vez de subordiná-los (ADORNO, 2003, p. 43). Na percepção de Machado (2008) o ensaio enquanto forma de investigação especulativa, rigorosa e racional, se encontra no terreno da abdução, onde é possível sugerir, no rigor do pensamento, que alguma coisa pode ser. Assim defende a autora:
Se o contexto da investigação apresenta á própria descoberta por meio de um conjunto de interpretações, de probabilidades, de perguntas, de respostas desencadeadoras de novas perguntas, encontraremos no ensaio a forma aberta à expressão abdutiva de toda descoberta, capaz de acolher os pontos de vista e redirecionar posicionamentos (MACHADO, 2008, p. 64). Seguindo em uma direção parecida, Adorno (2003) entende o ensaio como um tipo de superação sistêmica, onde é desejável uma lógica capaz de “[...] conferir à linguagem falada algo que ela perdeu sob o domínio da lógica discursiva, uma lógica que, entretanto, não pode simplesmente ser posta de lado, mas sim deve ser superada em astúcia no interior de suas próprias formas” (p. 43). Larrosa (2004) ao propor como Foucault aborda a questão do ensaio, sinaliza que este é entendido como forma de expressão que se constitui:
[...] considerando a questão do presente (o ensaio como um pensamento no presente e para o presente); a questão da autoria (o ensaio como um pensamento na primeira pessoa); a questão da crítica (o ensaio como um pensamento que parte de um distanciamento crítico) e a questão da escrita (o ensaio como um pensamento consciente da sua própria condição de escrita) (LARROSA, 2004, p. 27). Tanto Larrosa (2004), Adorno (2003), Machado (2008) e Foucalt (1998), cada um ao seu modo, sugerem que o ensaio se trata duma forma dinâmica de organização do pensamento, capaz de promover uma investigação coerente e rigorosa, tendo como ponto de partida a experiência vivida, permitindo sugerir que alguma coisa pode ser.
Para entender melhor sobre como escrever um ensaio científico acesse algumas dicas pelo Gdrive em https://drive.google.com/drive/folders/1p7YC1mitY7QpBmtHm8Zq0LGwJ_LAb0cV?usp=sharing
Construindo pensamentos organizados: Motivado em compreender a dinâmica do raciocínio humano e identificar falhas e acertos em nossa percepção, o filósofo Aristóteles no século IV antes de Cristo foi o primeiro a elaborar uma metodologia com regras rígidas para identificar argumentos certos e errados, distinguindo interferências no raciocínio, validando o pensamento organizado.
A lógica é uma ciência que se preocupa com o caminho do raciocínio, em outras palavras, busca identificar como o pensamento é organizado.
A principal regra da lógica de Aristóteles é a não-contradição. Chamamos de falácia quando uma argumentação é contraditória. Muitas das afirmações que escutamos diariamente quando fundamentadas demonstram-se falácias, principalmente as afirmações generalizadas.
Segue um exemplo:
Correr diariamente 30 minutos faz bem a saúde de todas as pessoas.
Observe que a frase acima é generalizada e ignora pessoas vitimadas por problemas na coluna, ortopédicos, entre outros. Ao tentar fundamentar o raciocínio acima vai ocorrer a contradição, nem todas as pessoas são aptas ao exercício. Possuímos aqui uma falácia, como existe uma contradição não é possível sustentar afirmação.
Já a afirmação abaixo:
Todos os seres vivos são mortais
Esta é uma conclusão coerente, é possível perceber que não existe registro de seres vivos que não morrem.
Para não ocorrer erro de raciocínio é importante que ao concluir um determinado pensamento a pessoa descreva sua afirmação dentro de um contexto detalhado e não use afirmações generalizadas.
Observe que as generalizações contam com a interpretação implícita dos argumentos. Neste sentido, fica oculto o contexto, permitindo que cada pessoa imagine um contexto independente da real aplicação da frase.
Assim deveria ser o raciocínio.
Correr diariamente 30 minutos faz bem a saúde de todas as pessoas que, após consulta médica e exames de capacidade física forem diagnosticadas aptas para o exercício.
Pode parecer bobagem, mas diariamente recebemos informações sem nenhuma fundamentação e conseqüentemente nos iludimos. O maior problema é que estas ilusões irão formar nossa base de conhecimento para aplicação do raciocínio.
Não existe aplicação da lógica se a informação não for fundamentada e/ou validada. Observe que lógicas é uma metodologia com regras rígidas que exigem a fundamentação e validação do raciocínio.
Certa vez um professor levou para a sala de aula uma foto de uma pessoa caindo do décimo segundo andar de um prédio. Ao mostrar a foto para os alunos o professor pediu que estes concluíram o que teria ocorrido com a pessoa que aparecia em queda livre.
Rapidamente sem nenhum questionamento prévio, todos concluíram, morreu!
Afinal é muito difícil alguém cair do décimo segundo andar e sair vivo.
A foto era de um dublê que foi fotografado no momento do ensaio de uma queda, ninguém morreu.
No entanto, foi possível manipular a informação mostrando uma foto sugestiva e sem contexto adequado, Observe que mesmo usando o raciocínio fundamentado para se chegar em um resultado dentro da realidade é importante que as informações observadas sejam questionadas quanto a sua veracidade e contexto.
Alguns autores comparam a lógica como uma estrada, um caminho por onde a informação é organizada. É importante lembrar que uma conclusão correta não significa necessariamente uma informação verdadeira. A lógica é uma ferramenta que garante o raciocínio correto e não a informação correta.
Basicamente, Aristóteles trabalhou com validação lógica através do conceito de verdadeiro ou falso, usando um raciocínio binário onde só existem afirmações verdadeiras e/ou falsas, sem meio termo.
Seguindo a mesma linha de raciocínio de Aristóteles o matemático George Boole (1815-1864) criou o cálculo de Boole ou lógica Booleana. Esta metodologia é usada na criação do computador e dos circuitos eletrônicos digitais.
Outros pensadores foram surgindo no decorrer de nossa evolução e complementado o que hoje conhecemos por lógica.
Além da lógica de Aristóteles, existem outras metodologias de raciocínio como a lógica não-clássica, lógica paraconsistente e ainda a lógica de Fuzzy, lógica matemática e outras.
Não pretendo comentar cada um dos conceitos lógicos, mas gostaria de salientar um pouco e resumidamente a Fuzzy Logic ou em português, lógica difusa. Diferente do raciocínio Aristotélico a Lógica Difusa trabalha com o conceito de dualidade onde opostos devem coexistir. Basicamente este tipo de raciocínio é mais eficiente em trabalhos com informações vagas ou imperfeitas.
A Lógica Fuzzy trabalha com o raciocínio de aproximação de possibilidades, é mais eficiente em alguns casos que a teoria da probabilidade, já que é possível na Lógica Fuzzy trabalhar o raciocínio de uma forma ainda mais flexível que a própria probabilidade.
A lógica Fuzzy é largamente usada na Inteligência Artificial. Observe o leitor que a lógica Aristotélica e a Lógica de Fuzzy são basicamente opostas em seus conceitos uma trabalha de forma rígida com apenas situações verdadeiras ou falsas enquanto a outra usa de variações da percepção e atua por resultado aproximado.
Cada metodologia lógica é eficiente em uma determinada situação.
Quando alguém afirma alguma coisa, não esqueça de avaliar a fundamentação das afirmações bem como o tipo de lógica empregada e procure manter a mente aberta.
Para processar uma informação é importante que os fatos avaliados no raciocínio aplicado sejam verdadeiros, em outras palavras, sempre avalie o contexto das afirmações e questione quanto sua veracidade.
Quando uma afirmação é precisa procure observar a fundamentação através da Lógica Aristotélica, mas se a informação for vaga e não existe maneira de verificar a consistência, usar Lógica por aproximação de resultados é o mais indicado.
Aplicando a lógica certa para um determinado problema e sendo a informação verdadeira, o resultado será o mais próximo possível da realidade. Para traçar perfil de comportamento, os criminalistas usam do conhecimento lógico no intuito de identificar padrões existentes em uma determinada pessoa.
Através do conhecimento das diversas formas lógicas existentes, podemos construir uma grande variedade de soluções, identificar o perfil de pessoas e até mesmo verificar com maior clareza a consistência dos argumentos que diariamente nos são apresentados, diferenciando os enganos e mentiras e as afirmações consistentes.
A aprendizado de qualquer área do conhecimento, torna-se mais fácil quando o estudante domina a lógica do conteúdo estudado, neste sentido, é aconselhável praticar o raciocínio lógico no intuito de aperfeiçoar a técnica de entendimento, identificando assim, os diferentes critérios de realidade apresentados em cada conteúdo.
Gafanhoto é o maior inseto do mundo: O Wetapunga é um tipo de gafanhoto que pode crescer até 10 centímetros de comprimento e obter uma largura de 20 centímetros entre uma perna e outra. É atualmente o maior e mais pesado inseto vivo no mundo.
Este inseto esteve presente em toda Oceania e acabou sendo exterminado com a chegada de ratos vindos acidentalmente nos navios da época. O estranho bichinho da foto acima vive em uma das pequenas ilhas da Nova Zelândia e pode assustar alguns turistas.
A criatura é noturna e conhecida como Wetapunga ou “deus das coisas feias” e pesa o mesmo que um pequeno pássaro. O pesquisador Dr. Thomas Buckley diz que o inseto da foto é uma fêmea de tamanho médio e que embora a espécie esteja ameaçada, eles são encontrados com facilidade na ilha. O maior gafanhoto já registrado pesava 71 gramas, peso superior ao de um pardal médio.

Rede Social que homenageia os mortos: Perder um ente querido é difícil e uma curiosa rede social tem como proposta permitir que as pessoas mantenham memórias do falecido. É possível perpetuar uma homenagem, dedicando um lugar online que mantém a presença do ente querido. É uma rede social gratuita. Os usuários podem deixar memórias e manter fotos e demais arquivos de forma segura.
Sempre que tiver necessidade de sentir novamente a presença de um ente querido. Basta acessar online as lembranças e fotos diretamente pelo smartphone. Em nossos testes a rede se mostrou rápida, intuitiva e segura.
Basicamente Você faz uma página especial e se torna o dono de todas as memórias. É possível reunir todos esses momentos em palavras e imagens. Você pode manter os dados em privado ou compartilhar com amigos e familiares. Juntos, os amigos podem manter viva as memórias e sempre voltar e adicionar novos momentos. Esta é uma proposta um tanto diferente.
Acesse a rede social que permite homenagear os entes falecidos em http://www.respectance.com
Atlas 3D gratuito sobre corpo humano: Organizamos uma lista de links com conteúdo para atlas 3D gratuito sobre o corpo humano, disponíveis online. São diversos softwares que apresentam detalhadamente características internas do nosso organismo, como artérias, órgãos, etc. Entre estes aplicativos existem sites que proporcionam uma boa alternativa para estudantes.
O precursor do bafômetro: A partir da década de 40 se propagou estudos acadêmicos na intenção de identificar a quantidade de álcool no sangue humano. Na imagem acima, o Dr. Kurt M. Duboski, do Norwalk Hospital, obtém uma amostra do fôlego de Harry Stevenson, um estudante voluntário que acaba de consumir uísques. Esse tipo de experimento foi o precursor do bafômetro.
É conhecido pelo nome de bafômetro o aparelho que permite medir a concentração de bebida alcoólica em uma pessoa, por meio da análise do ar exalado dos pulmões. O bafômetro é resultado de experiências iniciadas na década de 40 com dispositivos para análise de álcool no organismo humano, para uso pela polícia. Em 1954, o Dr. Robert Borkenstein da polícia do estado de Indiana inventou o primeiro bafômetro, o tipo de dispositivo de testagem de álcool usado ainda hoje.
O conceito fundamental por trás do funcionamento do dispositivo está na ideia de que o álcool que toda pessoa ingere aparece no hálito porque é absorvido pela boca, garganta, estômago e intestinos, e é absorvido pela corrente sanguínea. Apesar de ser absorvido, o álcool não é digerido após a absorção e nem sofre modificações químicas no sangue. Ao passar pelos pulmões, o sangue deixa parte do álcool nas membranas dos alvéolos (pequenos sacos de ar dos pulmões). A concentração de álcool no ar alveolar é proporcional à concentração de álcool no sangue, e à medida que o álcool do ar alveolar é exalado, pode ser detectado pelo bafômetro.
O bafômetro ganha relevância na medida em que os efeitos da bebida alcoólica sempre apresentaram problemas quando combinados com atividades complexas. O álcool produz alteração na capacidade de raciocínio com perda de julgamento da realidade e perda dos reflexos, entre outros problemas. No trânsito brasileiro, anualmente centenas de pessoas alcoolizadas provocam acidentes e mortes.
Este tipo de estatística coloca a invenção do bafômetro como fenômeno relevante na fiscalização e prevenção de acidentes. Muitas pessoas não são capazes de se controlar diante do desejo de consumo de álcool. Isso ocorre devido ao álcool provocar mudanças na forma como o cérebro processa as sensações, gerando em alguns casos dependência ao álcool.

A crise quarterlife, jovens, inseguros e deprimidos: Arcando com todas as características da crise de meia idade, este fenômeno caracterizado por inseguranças, decepções e solidão tem afetado cada vez mais jovens em início da carreira, onde supostamente seria o momento de oportunidades e aventuras.
O Dr. Robinson, que apresentou suas descobertas na British Psychological Society Annual Conference, em Glasgow, trabalhou com pesquisadores do Birkbeck College, o que ele diz é que esta é a primeira pesquisa sobre a crise quarterlife de um "ângulo sólido, baseado em dados empíricos e não em especulação."
Entre os jovens observados, dois em cada cinco estavam preocupados com dinheiro, dizendo que não ganham o suficiente, e 32% sentem-se pressionados a casar e ter filhos antes dos trinta anos.
Para o pesquisador e membro da equipe, Dr. Rodrigues, "Muitas pessoas vão dizer que a crise quarterlife não existe. A verdade é que os nossos 20 anos não são, como eles foram para o nosso pais." Atualmente e cada vez mais cedo, milhões de jovens concorrem pelo primeiro emprego, lutando para aumentar um depósito de hipoteca e encontrar tempo para conciliar todos relacionamentos.
Mas Rodrigues também considerou que a crise quarterlife que dura em média dois anos pode ser uma experiência positiva. Tais crises no início da vida tem quatro fases, movendo-se de sentimentos de estar preso para um catalisador de mudança que pode ser motivador para construção de uma nova vida.
Segundo Dr. Robinson, "Os resultados vão ajudar a tranquilizar aqueles que estão vivenciando essa transição." Entender como lidar com esta fase pode ser o segredo para transformar de forma positiva os momentos angustiantes.
As quatro fases da crise quarterlife, sugeridas pelo estudo são:
Fase 1: definida pelo sentimento "amarrada" a um emprego ou relacionamento, ou ambos. "É uma ilusória sensação de estar preso", disse Robinson. "Você pode sair, mas você sente que não pode."
Fase 2: é caracterizado por uma crescente sensação de que a mudança é possível. "Essa separação física e mental dos compromissos anteriores leva a todos os tipos de transtornos emocionais. Ela permite a exploração de novas possibilidades, com uma ligação mais estreita com os interesses, preferências e senso de identidade.
"Até então você pode estar dirigindo rápido por uma estrada que você não quer ir. Uma minoria dos participantes descreveram ser pego em um loop, mas a maioria refletia sobre estar em um momento difícil mas catalisador para mudanças positivas importantes. "
Fase 3: é um período de reconstrução de uma nova vida.
Fase 4: é a consolidação das mudanças que refletem novos interesses do jovem, aspirações e valores.
A primeira Bomba atômica em 1945: A foto nesta postagem é da primeira bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima. Era uma bomba nuclear de urânio-235 com uma potência estimada de 16 quilotons (1 quiloton = 1000 toneladas de TNT). Ela explodiu a uma altura de aproximadamente 570 metros do chão e provocou uma nuvem de fumaça que alcançou 18 km de altura.
Sua explosão gerou uma bola de fogo com uma temperatura de aproximadamente 300 °C, a qual atingiu um raio de 2 km de destruição, além de espalhar uma nuvem radioativa. Isso resultou na morte de mais de 78 mil vítimas imediatas e um total aproximado de 140 mil mortes em decorrência das queimaduras e dos ferimentos causados pela explosão e dos danos causados pela exposição à radiação.
Na madrugada de 6 de Agosto de 1945, o avião bombardeiro Enola Gay deixou a ilha de Tinian no Pacífico transportando a primeira bomba atômica. Três horas depois de ter partido de Tinian aproximou-se de Iwo Jima e encontrou-se com dois aviões de observação que registaram a explosão. O céu estava limpo e não havia registo de aviões inimigos ou baterias antiaéreas.
Pouco depois das 9h15, o capitão lançou a bomba que tinha o nome de código de "rapazinho". Passados 15 segundos explodiu sobre Hiroshima antes de tocar no solo. A bomba atômica destruiu tudo.
O lançamento da bomba atômica foi realmente um acontecimento decisivo na história mundial. Alterou a natureza da guerra para sempre. Todos os conflitos futuros seriam realizados com o conhecimento da destruição terrível que uma bomba atômica pode provocar.
