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Livros digitais, uma agradável experiência: Os livros digitais também chamados de e-books já superaram nos EUA em número de vendas os livros tradicionais. No Brasil o crescimento é lento, somos um país que possui um baixo índice de hábito de leitura enquanto sociedade. Desde o surgimento dos e-books, alguns problemas foram detectados e grandes empresas vêm se unindo na tentativa de transformar os leitores de e-books em produtos atrativos.

O maior problema lá no início desta tecnologia, consistiu na portabilidade dos e-books. Cada empresa possuía seu próprio leitor de e-book que oferecia apenas um tipo de extensão de arquivo, ou seja, um tipo de e-book. Isso gerou uma grande quantidade de tipos de e-books, entre eles: PDF, ODT, LIT, DOC, OPF, PDB, VBO, TXT, RB, etc. A variedade é muito grande, o que dificultava a vida dos leitores.

A solução foi propor uma extensão padrão para todos os equipamentos leitores, evitando desta forma a incompatibilidade de equipamentos e demais confusões devido a grande variedade de tipos de e-books.

Numa tentativa de unificação surgiu a extensão para e-book denominada de EPUB que foi criada pelo International Digital Publishing Forum (IDPF). No entanto, embora este formato tenha se popularizado, a ideia de unificação acabou sendo abandonada, principalmente por motivos comerciais.

Existem duas categorias de e-books, uma sem proteção e outra com restrição de leitura. Os livros com restrição de leitura, ou seja, protegidos para comercialização. Só podem ser lidos através de software específico.

No Brasil as livrarias de e-books adotaram em grande maioria o aplicativo desenvolvido pela Adobe, para proteger os e-books. No caso dos e-books de livre acesso, estes podem ser lidos em qualquer aplicativo que aceite a extensão que o e-book foi formatado. Já os e-books com direito autoral e comercial precisam ser lidos em dispositivos com senha e login que identificam o comprador, proprietário do livro digital.

Uma vantagem que é considerada importante nos livros digitais é a fácil e imediata distribuição dos e-books e grande portabilidade, uma vez que são simples e não contemplam complexas animações, por conta disso, a exigência de hardware e de plataforma é mínima, além do fácil manuseio e produção.

Isso não agradou algumas pessoas que gostam de animações e interatividade multimídia. Mas não podemos esquecer que a proposta dos e-books é simular um livro, como letras em papel. Dito de outra forma, o e-reader é direcionado para leitores habituais.

Para quem tem o hábito da leitura, um e-reader faz toda a diferença. Eu tive a oportunidade de usar as marcas Kobo, Leve e Kindle. Dessas, aquela que mais me agradou e usei por alguns anos, foi o e-reader da marca Leve.

Minha preferência por esse e-reader foi pelo fato dele trabalhar bem com PDFs na época, O PDF é o formato dos artigos acadêmicos e outros materiais de estudo. Posteriormente passei a usar um Kindle, depois que eles melhoraram a conversão do PDF para este aparelho.

Passados alguns anos do surgimento do primeiro aparelho e-reader, o preço atualmente é acessível e a experiência de leitura fica bem agradável é muito melhor que ler no celular ou computador e tem algumas vantagens em relação aos livros em papel.

Uma vantagem que me agrada bastante é o fato de poder carregar vários livros, artigos e outros materiais de estudo em um pequeno aparelho, sem peso ou necessidade de grandes espaços. Se você já precisou retirar vários livros na biblioteca da faculdade e andar com a mochila bem pesada para todo o lado, entende o incômodo que isso gera.

Como o e-book é digital, fazer consultas e localizar uma das partes do texto no e-reader é bem fácil. Basta usar o campo de busca. A tecnologia que simula papel, também é um diferencial, realmente cansa menos a visão.

Nos últimos 4 anos acabei usando o Kindle como e-reader principal e a biblioteca online da Amazon permite que eu baixe emprestado os livros digitais disponíveis nesta modalidade e depois devolva como se fosse uma biblioteca acadêmica tradicional, com a diferença de não ocupar espaço ou ser pesado para carregar.

Atualmente a maioria dos livros já saem da editora no formato papel e digital.

A característica que mais gosto é a tela e-ink dos leitores digitais, sem dúvida é o principal ponto a se considerar a favor de um e-reader.

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Sons que afetam nosso cérebro: Um estudo publicado no Journal of Neuroscience e elaborado por cientistas da Universidade de Newcastle buscou revelar alguns detalhes sobre a região do cérebro que processa o som, o córtex auditivo. Um tema interessante que mostra como os sons podem influenciar nosso comportamento.

O processamento de emoções negativas quando ouvimos certos tipos de sons ocorrem nesta região chamada de córtex auditivo.

Uma análise das características acústicas dos sons produzidos em frequências que vão de 2.000 a 5.000 Hz sugere que nestas frequências os sons podem estimular emoções desagradáveis. Neste sentido, é possível através do som influenciar as sensações e sentimentos.

Isso não é novidade, em alguns filmes são misturados sons que jogados sobre uma determinada cena potencializam as sensações. O curioso é o nível de reação que cada som pode produzir.

Segundo os pesquisadores um dos sons mais irritante é o de um metal raspando em vidro ou aquele som do giz raspando no quadro negro.

Uma melhor compreensão da reação do cérebro ao ruído pode ajudar na identificação de condições médicas que são influenciadas pelos sons. Enxaquecas e alguns distúrbios emocionais podem estar associados aos ruídos dependendo de como o cérebro reage diante deles. Uma compreensão detalhada destes efeitos poderia fornecer conteúdo para novos tratamentos e diagnósticos.

Basicamente, quando ouvimos um ruído desagradável, a amígdala modula a resposta do córtex auditivo, aumentando a atividade e provocando nossa reação negativa. Para sons agradáveis também ocorre alguma influência no nosso estado emocional.

Para aprofundar seu conhecimento, separamos um artigo acadêmico que pode ser acessado em https://drive.google.com/file/d/15BswCuOp3NO5r3qGgJBqnCEroSeoP2Bz/view?usp=sharing

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Obsolescência e a sociedade de consumo: Uma das grandes ambições dos seres humanos sempre foi a busca da felicidade, até a chegada da modernidade pensava-se em encontrar a felicidade eterna, uma forma de felicidade que era a recompensa pelos pesares e superação dos desejos (sempre malignos!) que a vida impunha ao sujeito, pensava-se que uma vez tendo superado as tarefas da vida, a felicidade seria perene. Com a chegada da modernidade, pensava-se em alcançar A Felicidade, a forma universal de felicidade, que uma vez encontrada estaria a disposição de todos que soubessem seguir as instruções do entendimento racional a fim de contemplá-la.

Até a modernidade, a busca da felicidade era tarefa pública, visando alcançar um conceito universal já preexistente. Na pós-modernidade a busca da felicidade passou a ser tarefa privada, a partir de conceitos efêmeros de felicidade. Dessa forma, o sujeito pós-moderno vive em constante estado de melancolia, pois estando a frente de inúmeras formas de conexões não consegue estar conectado a nenhuma.

Em grande parte, o estado social atual se deve à assimilação e colonização do mercado de consumo sobre o espaço que se estende entre os indivíduos, forjando o que Bauman1 chama de sociedade de consumidores. Ambos se movimentam a partir das três mesmas regras, primeira: todo produto à venda deve ser consumido por compradores; segunda: a satisfação do desejo é o motivo que leva algo a ser consumido; e terceiro: a credibilidade da promessa e intensidade da satisfação do desejo é o que define o preço da mercadoria.

A funcionalidade da sociedade de consumo se dá a partir da alienação do desejo, do querer, do almejar, que uma vez individual agora se torna social, reciclada em forma de uma força externa que coloca em movimento a sociedade de consumidores, ao mesmo tempo em que estabelece parâmetros pontuais para as estratégias efetivas individuais de vida e manipula as probabilidade de escolhas e conduta individual. Na sociedade de consumidores o único valor universal é o consumo como vocação, todos precisam ser, devem ser e tem que ser consumidores, esse é o direito e dever inalienável de todo sujeito pós-moderno.

Ao mesmo tempo em que o desejo passa a ser atributo do campo social, ele passa a funcionar como um mecanismo que a economia define como obsolescência, que é a prática que define a vida útil de um produto, no campo funcional, perceptivo ou planejado.

A sociedade de consumidores é o ambiente existencial vivido a partir da relação entre consumidor e objeto de consumo, onde para ser membro dessa sociedade é preciso a criação de uma identidade como sujeito, só se dando a partir da transformação do indivíduo em mercadoria. Partindo dessa constituição de self como mercadoria, a lógica que valia para objetos no mercado de consumo passa a valer para sujeitos na sociedade de consumidores, utiliza-se do mesmo mecanismo apenas ampliando a gama de mercadorias, agora sendo estendida para o âmbito humano.

Na economia, a obsolescência funcional ocorre quando um produto mais eficiente toma o lugar do antigo. Na sociedade de consumidores a obsolescência funcional ocorre quando uma pessoa mais qualificada ou mais atualizada toma o lugar da antiga, ou seja, uma pessoa com ferramentas mais modernas consegue realizar a mesma função com mais rapidez e em consequência mais economia, já que a sociedade contemporânea presa pela velocidade, que é convertida em mais oportunidades de mercado.

A obsolescência funcional é acompanhada pela obsolescência planejada, que é o mecanismo que projeta a vida útil das coisas para que sejam substituídas em menos tempo, prática muito difundida nas atividades de ensino, que constantemente colocam no mercado um número absurdo de cursos de extensão especializados, fomentando a roda do mercado, que gira da realização à frustração, uma vez que cada especialização é projetada para um determinado nicho e para uma determinada tecnologia, o que nos leva para a questão da funcionalidade novamente, tais requisitos só serão funcionais enquanto o mecanismo para o qual foram inventados não for substituído.

Mas o golpe de minerva desferido pela sociedade de consumo é a obsolescência perceptiva, que se trata de dar uma nova roupagem a algo que ainda tem funcionalidade, mas que por ser reinventado passa a ser mais desejado do que o antigo item. Isso gera um senso de vigilância quase paranoico no sujeito, que como vive em uma sociedade globalizada, é cercado de informação por todos os lados, fazendo com que esteja sempre atento para poder se manter atualizado, já que sua paranoia consiste justamente no medo de se tornar obsoleto.

Para continuar sendo mercadoria na sociedade de consumidores é preciso estar sempre atento ao jogo do consumo, uma vez que a cultura consumista também é a cultura do excesso, implicando que a oferta de mercadoria é muito maior que a procura e é atributo individual tanto o sucesso quanto o fracasso de sua “auto venda”.

Todo sujeito da sociedade de consumidores tem por tarefa fazer de si mesmo mercadoria vendável, o que implica estar em constante movimento, sempre tentando acelerar o ritmo, para se manter no mesmo lugar. A lentidão ou o não movimento são sentenças de morte para o indivíduo pós-moderno. Viver na sociedade de consumidores é ser obrigado a participar do jogo do consumo como jogador solitário. A única liberdade disponível ao sujeito é a de manipular as opções que estão disponíveis no mercado, arcando com toda e qualquer responsabilidade sobre as consequências desses atos.

Assim, encontrar a felicidade na pós-modernidade é uma tarefa exaustiva e frustrante, exaustiva porque pressupõe o contínuo movimento e zelo para que não se pegue distraído ao longo do caminho e implique em perda da marcha; frustrante porque fomenta o caráter instantâneo de todas as coisas, fazendo com que sempre esteja presente que tudo dura por um determinado tempo e sempre é preciso seguir adiante.

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Formalidade lógica e os jogos de linguagem: Um dos eventos que ganha destaque em Wittgenstein é o fato do autor, no decorrer de sua vivência, modificar sua perspectiva e fazer duras críticas sobre sua primeira obra, o Tractatus. Wittgenstein percebeu que ao escrever o Tractatus no rigor formal da lógica, acabou afastado da realidade cotidiana e mesmo que uma linguagem formal perfeita fosse possível de ser desenvolvida, esta não teria sentido, não seria útil.

Como crítica de sua primeira obra, Wittgenstein escreve as investigações filosóficas, onde a perspectiva formal é refutada e o foco de suas reflexões passa para observação da prática cotidiana, permitindo novos caminhos para o pensamento, caminhos que irão promover uma inovadora forma de pensar o humano, onde a linguagem é tratada em sua complexidade como jogos de linguagem e é nestes jogos que a razão se forma e os homens se constituem enquanto seres pragmáticos, racionais, culturais, de interação e ação social, tornando-se a própria linguagem enquanto práxis social.

Na tradição cuja predominância é o raciocínio formal, o mundo é visto como algo que existe “em si” onde a estrutura é conhecida pela razão e depois transmitida aos outros por meio da linguagem, e o conhecimento é entendido como algo não lingüístico.

Para o Wittgenstein da Investigação Filosófica, não existe um mundo “em si” independente da linguagem. Só temos o mundo na linguagem, assim sendo, torna-se absurdo querer determinar a significação de expressões lingüísticas pela ordenação de palavras ou a realidade através de convenções, em outras palavras, a formalidade não se aplica nestes casos.

Entendendo o ser humano como constituinte e constituído pela linguagem é possível, ao analisar o processo da formação e uso desta linguagem, compreender com maior clareza a própria natureza humana e a complexidade que envolve esta questão, apontando nossas limitações e respondendo sobre o que podemos realmente conhecer e pensar.

Wittgenstein refuta a linguagem fenomenológica e aborda uma reflexão sobre uma linguagem física, de uso diário, cotidiano.

Através da reflexão promovida por Wittgenstein é possível apontar para alguns problemas atuais, entre eles, o problema da universalização no campo ético, do conceito de racionalidade universal e seu efeito, da fragilidade da fundamentação formal na interpretação universal do agir humano, entre outros.

Estes problemas se tornam mais evidentes quando observamos que a linguagem não é portadora de significado universal e sim uma prática diferenciada em cada grupo social distinto, onde a significação é tratada e compreendida regionalmente. Em outras palavras, a capacidade de comunicação é universal, no entanto, o uso e o significado atribuído ao que é comunicado é de caráter regional e constitui a compreensão do mundo e os critérios de verdade da região que as emprega.

Uma tribo no meio da Amazônia que entenda o mundo como sendo uma grande ilha suspensa pelo deus do vento e a sociedade moderna que entende o mundo como uma massa suspensa pela gravidade, são em ambos os casos uma percepção de mundo onde o significado “mundo” é totalmente diferente, não representa a mesma coisa.

São as diferentes regras da linguagem que determinam os diferentes significados de uma expressão, estas regras é que constituem os jogos de linguagem, jogos estes que constituem a razão e o direcionamento da percepção humana.

Os jogos de linguagem acentuam que nos diferentes contextos ocorrem diferentes regras que determinam o sentido das expressões lingüísticas. Interpretando a linguagem como possuidora de sentido através dos jogos de linguagem, e sendo as regras destes jogos entendidas somente através do aprendizado em sociedade, - convívio social - encontramos nas investigações filosóficas a constituição do humano em sua totalidade e complexidade enquanto práxis social.

Para compreender o fenômeno da práxis social e a constituição da razão, ou ainda, a formação do humano, torna-se necessário ultrapassar os limites da formalidade e adotar uma nova postura frente ao surgimento da constatação da existência dos jogos de linguagem, proporcionando um novo caminho para razão.

Para se aprofundar em Wittgenstein e melhor compreender suas ideias e reflexões https://drive.google.com/file/d/1f7Sx2SDHtAA7-UKXNFMcGI2ikVNsqnc0/view?usp=sharing

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Simulador de voo: A tecnologia para ajudar os pilotos na tarefa de aprender a pilotar já contava em 1910 com um simulador de voo. Ele era capaz de agitar a aeronave imitando algumas ocorrências, como turbulência ou permitindo ao instrutor avaliar o piloto.

Geralmente quando pensamos em simuladores de voo, logo lembramos dos modernos equipamentos e games. Mas é interessante ver o início um pouco diferente dos equipamentos computadorizados de hoje. No entanto, atendia a necessidade dos alunos de voo da época.

Em 1926 o equipamento recebeu inovações e permitia simular giros e mergulhos. Com o passar do tempo a tecnologia foi sendo aperfeiçoada e em 1942 os simuladores possuíam uma aparência mais próxima dos aviões da época. O primeiro simulador de voo moderno surgiu em 1954 e possuía um painel de pilotagem completo.

Atualmente nossa tecnologia de simuladores de voo, mesmo as usadas em casa, superam o primeiro simulador moderno. É a evolução em curso.

Na atualidade, os simuladores de voo são ferramentas importantes para a formação do aeronauta tanto em aeroclubes como em universidades, visto que o primeiro contato que o discente possui com aviões é, de fato, por meio destes programas de ensino, o que nos permite compreender e considerar o simulador como uma base nos conhecimentos práticos do piloto. A valer, mostra-se primordial sua relevância em todos os cursos preparatórios para pilotos, principalmente em Pilotagem Profissional de Aeronaves.

Os simuladores têm como característica em comum que é a tentativa de fornecer uma imitação como a operação na vida real, em que se pode treinar todos os tipos de procedimentos executados durante um voo real. É com o propósito de simular o comportamento real das aeronaves que envolve um baixo nível de abstração e um alto nível de envolvimento humano. Permite que o piloto experimente o comportamento dinâmico de uma aeronave, assim, interagindo como se fosse em uma aeronave real.

Todo simulador de voo é composto de um modelo, real ou teórico, que envolve uma combinação de ciência, tecnologia e arte para criar uma realidade artificial com o propósito de pesquisa, treinamento ou diversão. A manutenção é simples e tem um baixo custo, não são necessárias instalações especiais nem ferramentas muito complexas.

As informações necessárias estão contidas no manual de manutenção. O correto é a cada 200 (duzentas) horas de voo, realizar uma inspeção geral do equipamento e a vida útil é de aproximadamente 4.000 (quatro mil) horas de voo.

Devido a qualidade do realismo dos simuladores, eles abriram novos horizontes para o treinamento de voo, uma vez que são capazes de reproduzir um voo real, com variantes que também são reais, como temperatura do ar, alterações de vento e peso da aeronave (de acordo com a quantidade de passageiros e combustível).

Convém destacar que é possível também realizar treinamento de pousos e decolagens, simulação de situações de emergência e diversas manobras utilizadas no dia a dia do piloto, sem ter que usar uma aeronave real para treinar essas situações, evitando os gastos e o tempo dos pilotos.

Devido à grande quantidade de treinamento de procedimentos de emergência, onde podem ser treinados procedimentos em situações extremas de peso, 12 meteorologia e etc. O simulador é o principal local para treinar essas situações assim evitando um possível acidente devido alguma falha dos pilotos.

Para aprofundar seu conhecimento separamos um trabalho acadêmico em https://drive.google.com/file/d/1JUcIj3CMRdqpAk_rTf5NEjOO0hNBEn9R/view?usp=sharing

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Geradores de energia elétrica: A energia elétrica é sem dúvida o pilar das sociedades tecnológicas e não podemos pensar em desenvolver qualquer projeto tecnológico, sem considerar que tipo de gerador elétrico será aplicado no equipamento desenvolvido.

A busca pela fonte de energia inesgotável e portátil, é uma realidade nos dias de hoje e muitos estudiosos procuram em diversas áreas da natureza, uma maneira de prolongar o equilíbrio entre consumo energético e tempo de carga.

A energia elétrica é um dos maiores limitadores do avanço tecnológico dentro do campo da eletrônica, muitas das soluções tecnológicas não podem ser aplicadas em uma diversidade de problemas, porque os equipamentos eletrônicos quase sempre estão presos a necessidade de cabos para a condução da eletricidade e, a bateria, dura muito pouco para uma solução mais duradoura.

Dominamos boa parte do conhecimento em robótica e se tivéssemos uma fonte de energia portátil e duradoura, certamente enviaríamos sondas para locais desconhecidos como o fundo do mar, cavernas e assim por diante, avançando nosso conhecimento em uma escala acelerada.

Certamente no futuro, este problema será solucionado e a humanidade poderá vivenciar todo o esplendor pela busca ao desconhecido.

Gerar energia significa forçar a movimentação dos elétrons por um condutor artificialmente, no intuito de transformar a movimentação dos elétrons em bens de consumo como luz, calor, som e assim por diante.

Ainda nos dias de hoje, a técnica mais comum para se gerar energia constante, é através da movimentação de um motor elétrico com o apoio de forças naturais como água, vento e calor. Este método é o mais barato, permitindo a popularização da energia elétrica.

O processo para gerar energia através da movimentação de um motor elétrico, é relativamente simples, em todos os métodos aplica-se a força para girar o eixo do motor em uma extremidade, enquanto na outra os elétrons se movem.

Chamamos de Gerador hidráulico, quando é usado água e gerador eólico quando usamos o vento para movimentar o eixo do motor elétrico. Já no caso do gerador térmico, o eixo do motor é movimentado usando-se uma caldeira onde o vapor da água gera uma pressão com força suficiente para girar o eixo do motor, semelhante ao sistema usado nos antigos trens apelidados de Maria fumaça. Dentro desta categoria também estão os geradores nucleares que usam a fusão nuclear para girar o eixo do motor de forma semelhante a usina hidráulica.

Os geradores nucleares possuem um custo muito elevado e seu uso normalmente é restrito aos governos, já que este oferece grande risco ao meio ambiente e possui uma lei internacional que regulamenta as praticas do uso.

Além dos geradores com base em movimentos mecânicos conforme comentado anteriormente, existem também os geradores químicos e fotoelétricos.

Os geradores químicos são os mais usados em alimentação de pequenos circuitos, as pilhas e baterias estão dentro desta categoria.

Os geradores fotoelétricos, são responsáveis pela alimentação de satélites e outros circuitos menores, o maior problema neste tipo de gerador é o custo e a necessidade da luz do sol constante. Uma parceria entre as empresas Shell alemã e a Geosol também alemã, possibilitou a construção da maior usina fotoelétrica do mundo. Serão utilizados 33.500 módulos solares, capazes de gerar 5 megawatts. Esta energia é suficiente para abastecer cerca de 1.800 residências.

Os geradores comentados acima são os mais usados nos projetos tecnológicos. Existem várias outras formas de gerar energia e a cada dia novas técnicas são desenvolvidas, porém ainda não foi descoberto um sistema capaz de atender as expectativas de custo e portabilidade.

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Educação e tecnologia, contradições e superações: No Brasil, a educação se aproximou das comunidades de software livre na medida em que a política educacional orienta para o uso desta modalidade tecnológica nas escolas administradas pelo poder público. Essaparceria possibilitou uma relação interdisciplinar, ainda que turbulenta, entre escolas e desenvolvedores de Software Livre promovendo uma série de reflexões sobre as possíveis contribuições da tecnologia na educação e vice versa.

No entanto, algumas dificuldades são diagnosticadas como produto da aceleração tecnológica que enfatiza o pensamento binário e sobrecarrega a escola de informações. Existe quem defenda que o computador é uma ameaça para a escola tradicional uma vez que essa tecnologia serve para convencer de que tal inovação representa progresso humano e social, enquanto reduz as comunidades a uma sociedade homogênea, trivializando tudo e todos, reduzindo conhecimento à mera informação e promovendo a substituição de valores sociais por egocentrismos.

É possível admitir que cada área do saber se ocupe de um limitado conjunto de aspectos da vida, como uma contribuição específica à organização social, se torna coerente a existência de diferentes crenças, estratégias de raciocínio e percepções. Nesse sentido, o papel da computação no ambiente educacional é polêmico. Para alguns, o raciocínio tecnológico é percebido como fenômeno que promove egoísmos e indiferenças, enfraquecendo as relações sociais, enquanto outros enxergam na tecnologia a facilidade para o surgimento de um comportamento mais colaborativo, proporcionando novas formas criativas de interação social.

Neste texto abordamos sobre um contraste entre a baixa qualidade da educação básica, os possíveis impactos da tecnologia na educação e as possibilidades de uma melhor relação entre professores e alunos.

Acesse o texto completo em https://drive.google.com/file/d/13SMC84S0vTCKxFMguo4Q_HJr38q8ECKP/view?usp=sharing

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Robô educativo e a competitiva política brasileira: Você lembra do ED? Os chatterbots brasileiros são poucos e os que estão em funcionamento geralmente são projetos comerciais destinados a publicidade ou atendimento do público. Robôs do diálogo em educação, com o papel de falar sobre cultura e informações científicas, são poucos.

ED foi um chatterbot agradável e educativo, ele conseguia conversar sobre diversas questões embora fosse focado em temas sobre o desenvolvimento de energia sustentável e meio ambiente. O Robô Ed foi desenvolvido em 2004 com a tecnologia InBot.

O projeto era administrado via (CONPET/Petrobras) e o robô ED já fez declarações polêmicas que geraram até pedido de investigação no senado em 2011. A questão é que os políticos podem não ter conseguido usar de forma ética o robozinho educativo.

O desenvolvimento do personagem-robô "Ed" feito pela empresa Insite para a Petrobras, envolveu uma equipe multidisciplinar de especialistas em diversas áreas como Inteligência Artificial, Computação Gráfica, Lingüística, além de um grupo de escritores, profissionais da área de petróleo, gás e energia e psicologia.

O objetivo da Insite foi criar para o cliente (CONPET/Petrobras) um personagem virtual capaz de conversar com os usuários no site, em português, como se fosse um personagem real.

Assim surgiu a ideia de criar um personagem que fosse um Robô voltado para o público infanto-juvenil, capaz de ensinar, entreter e responder questões relacionadas aos assuntos de utilização racional dos derivados do petróleo e do gás natural, preservação de energia, meio ambiente, projetos e dicas de economia.

O robô Ed foi um sucesso em sua época, até os políticos perceberem que poderiam usar do robozinho para algum benefício próprio, segundo o que foi veiculado na imprensa, por ocasião do pedido de investigação no senado brasileiro.

Se você deseja entender melhor essa história, separamos um trabalho acadêmico que estudou o fenômeno do robozinho pela teoria da atividade. Acesse em https://drive.google.com/file/d/14omGnBl49Y4kDhLY12u4l5vUO5p82jd2/view?usp=sharing

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A arte de iludir e como se prevenir: Pensar não é uma tarefa fácil, principalmente devido ao forte apelo emocional que nossa constituição física e mental proporciona. Somos seres de emoção antes de qualquer coisa. O filósofo David Hume defendeu certa vez que a razão é um tipo de fenômeno escravo do sentimento. Para Hume a razão poderia ser entendida como uma ferramenta usada para justificar nossas emoções. Nesse sentido, a arte de iludir pode ser dotada de uma técnica eficiente quando apela para nossos sentimentos e desejos.

Com o desenvolvimento das ciências e dos estudos cognitivos, as afirmações de Hume parecem em certa medida adequadas. Sabemos que o raciocínio é influenciado em grande parte pelo sentimento que produz em nós. Neste sentido o ato de pensar, quando contraria nossos sentimentos, pode ser angustiante, motivando muitas pessoas a evitar tal prática. Existe uma diferença entre pensar e se deixar levar. No cotidiano chamamos de influenciáveis aquelas que se deixam conduzir sem questionar o que é afirmado. Facilitando a prática da arte de enganar.

Não é por acaso que os sistemas de publicidade apelam para as emoções na hora de tentar vender um produto ou serviço. É conhecimento geral que a porta de acesso para influenciar uma pessoa é o sentimento.

Os meios de comunicação de massa também adotam uma linguagem dramatizada uma vez que esta é a mais eficiente na hora de influenciar e garantir resultados para os patrocinadores. Promovendo sua arte de iludir através de notícias dramáticas a imprensa consegue manipular em algum grau o sentimento das pessoas.

Isso não significa que os meios de comunicação precisam ser excluídos ou condenados, o que parece adequado é que as pessoas possam detectar as inconsistências das afirmações e do próprio pensamento, confrontando seus sentimentos. Evitando dessa forma se transformarem em vítimas da arte de enganar.

O filósofo Wittgenstein defendeu que a diferença entre pensar e se deixar levar estaria no uso inadequado da linguagem, onde em geral as pessoas usam a linguagem de maneira superficial, sem prestar atenção na lógica do discursos, ignorando assim, possíveis conseqüências do que é afirmado.

O que identifica se uma afirmação é pensada ou negligenciada é a coerência e a conexão concreta com o mundo, neste sentido, quanto mais conectada com o mundo é uma afirmação, menor é a exigência de acreditarmos e maior é a possibilidade de comprovação. Acreditar e comprovar são os agentes que validam o pensamento.

A principal diferença entre uma crença e uma comprovação consiste no fato da comprovação exigir uma seqüência de fatos contextualizados enquanto uma crença pode negligenciar as evidências.

Um termo muito usado para identificar erros do pensamento é chamado de falácia. Uma Falácia é uma afirmação pensada de maneira superficial, negligenciando as evidências, sendo fundamentada por crenças.

Muitas pessoas e instituições fazem um grande esforço para produzir erros de raciocínio aceitáveis, seja para vender um produto ou vencer uma discussão.

Fazer com que as pessoas sejam influenciadas por falsas verdades é uma arte cada vez mais estudada e praticada no cotidiano. Hoje é consenso que a responsabilidade de não acreditar em afirmações propositadamente equivocadas é individual. Alguns entendem que a responsabilidade não é de quem produz o engano e sim da pessoa que acredita.

Com tantas tentativas de influenciar as pessoas, torna-se importante ficar atento para identificar as falácias.

As áreas das ciências cognitivas afirmam que muito da capacidade de percepção é uma questão de prática, sendo aconselhável para quem deseja ficar mais atento treinar a identificação de inconsistência no que é dito. A melhor maneira de se proteger é sempre perguntando pelo conjunto de evidências e não aceitar apenas uma evidência como verdade.

Como as crenças estão intimamente associadas aos sentimentos e estes são porta de entrada para influenciar uma pessoa, geralmente os truques para criar uma ilusão na arte de enganar usam do desejo e vontade da vítima em acreditar, seguido de algumas das técnicas de persuasão.

Uma das maneiras de convencer alguém é através do seu sentimento por outra pessoa ou pela autoridade no qual tenha adquirido confiança. Neste sentido, ao receber a informação de alguém que você gosta ou que acredita, é possível que ocorra menor questionamento sem o exercício de identificação de possíveis inconsistências.

É por isso que propagandas usam de atores admirados pelo público ou de pesquisas ditas científicas. A ideia aqui é conseguir influenciar eliminando o senso crítico através do sentimento de uma pessoa por outra, ignorando desta forma a perguntar pelo conjunto de evidências.

Isso ocorre toda hora nas propagandas e nos resultados de pesquisas pseudocientíficas onde somente o que interessa é publicado.

Outra forma de influenciar é através da crença relativista, esta serve muitas vezes como justificação na tentativa de se escapar das conseqüências. Em geral ocorre através da ideia que uma crença é sempre verdadeira para a pessoa que acredita. Você já deve ter escutado alguém dizer: “Isso pode ser errado para você, mas para mim é correto.” Ou ainda “Eu acredito e ponto final”.

Não é aconselhável esquecer que uma crença geralmente é manifestação de um sentimento e em certa medida de um desejo. Neste sentido uma crença não precisa estar relacionada com fatos verdadeiros.

O segredo de influenciar consiste na habilidade de produzir crenças.

No entanto, é aconselhável ficar atento para o fato das crenças não estarem conectadas diretamente com os fatos no mundo e sim com os desejos e sentimentos.

Quando alguém acredita em algo, está provavelmente manifestando um sentimento que não é baseado em um conjunto contextualizado de evidências.

Tentar fazer você acreditar em algo, consiste em motivar sentimentos e criar uma ilusão onde a pessoa terá dificuldades em ficar atenta para as inconsistências e não conseguirá questionar adequadamente certas afirmações.

Para se proteger deste tipo de influência é aconselhável perguntar sobre suas emoções frente alguma afirmação. Observe se é necessário confiar/acreditar no que é afirmado ou existem e são demonstradas evidências concretas.

É importante observar a diferença sobre evidência concreta e falsa evidência.

A técnica do falso dilema é largamente usada para promover crenças com falsa evidência e confundir assim a percepção. É possível fazer uma coisa parecer outra, basta omitir certas informações. Nossos governantes sabem muito bem como fazer isso.

No trabalho é muito comum pessoas se sentirem perseguidas quando de fato o que ocorre é uma simples mudança de regras ou de objetivos. Na comunicação de massa, falsos dilemas vendem e geram muito lucro.

Recentemente uma rádio local apresentou uma pesquisa que apontava para o fato do comportamento humano ser determinado somente pela genética. A rádio perguntava aos ouvintes se eles concordavam com o fato do comportamento ser totalmente genético.

O falso dilema aqui, consiste no fato de não existir pesquisa que afirme tal coisa, uma pesquisa científica não possui meios de afirmar se uma pessoa vai agir de uma determinada forma frente uma situação qualquer.

Em geral, o que a ciência afirma não é sobre o comportamento humano e sim sobre o comportamento do corpo humano e suas tendências. Isso significa que geneticamente uma pessoa pode ser mais propensa a se irritar, no entanto o que ela vai fazer com essa irritação é impossível determinar. Por exemplo, é possível canalizar tal irritação para tornar-se uma pessoa mais determinada, sendo um profissional mais eficiente.

Existem muitas técnicas de manipulação do pensamento para influenciar as pessoas, basicamente a maioria delas atua no sentimento, na distração para impedir a detecção da ilusão e na ocultação e distorção dos fatos.

Para evitar certas ilusões procure:

1 – O conjunto de evidências. Poucas evidências permitem facilmente distorcer os fatos e montar um cenário que promova o falso como sendo verdadeiro. Busque sempre o conjunto das várias evidências. Não acredite, comprove.

2 – Atenção aos seus sentimentos. Para influenciar você a porta de entrada é seu sentimento, sempre avalie se você está pensando no campo da crença ou se existem diversas evidências. Se é uma crença, então fique atento. Não esqueça que acreditar é simplesmente confiar.

3 – Veja o quanto lhe estão distraindo. Para influenciar é importante criar distrações. Normalmente se insere falácias dentro de polêmicas e dramatizações. Isso ocorre devido ao fato da pessoa acabar prestando mais atenção ao que é polêmico ou dramático e desta forma não percebe algumas inconsistências do que é afirmado.

Não se deixe influenciar, busque pelo conjunto de evidências e observe atentamente o contexto das afirmações. Não seja manipulado pela arte de iludir.

Duino-Coin: Para aprender sobre mineração

A Duino-coin foi fundada em 2019 por estudantes de graduação em ciência da computação, é um projeto de criptografia que permite minerar e aprender sobre esta prática em qualquer dispositivo de baixa potência.

Geralmente minerar criptomoedas exige equipamento potente e de alto custo. O que pode dificultar o aprendizado sobre os princípios e técnicas desta prática.

Pensando nisso, o projeto Duino-coin proporciona aprender e realizar a mineração de uma criptomoeda chamada Duco. O algoritmo roda no Raspberry pi, Arduino, ESP8266/ESP32, CPU antiga, Smartphone e SmarthTV, roteadores, etc.

Se você deseja aprender sobre criptografia e coletar algumas criptomoedas Duco, pode ser uma boa ideia estudar este projeto em: https://duinocoin.com

2023 relatório da Unesco sobre tecnologia na educação: O relatório da Unesco é bem conciso e fácil de entender, mas é prudente considerar na interpretação do relatório, após uma leitura cuidadosa, as diferenças do contexto internacional para o contexto nacional. Algumas situações em nosso país são idênticas aquelas identificadas pela Unesco, outras no entanto, ocorrem de uma forma diferente.

Possuímos diversos estudos bem documentados sobre tecnologias na educação debatendo o que funciona e os limites da prática tecnologia na sala de aula brasileira.

Se você é educador, pai ou professor, não deixe de ler com calma e atenção o relatório da Unesco, ele é importante para entendermos a tendência global e ponderarmos sobre como as pressões de políticas internacionais e econômicas estão direcionando a educação brasileira. No entanto, não esqueça de verificar as pesquisas nacionais e regionais, para assim, obter parâmetros de análise conectados com a nossa realidade interna.

Acesse o relatório da Unesco 2023 em https://drive.google.com/file/d/1yg_xKLFSOR0xwuUssHLCAmqufgUXYDqw/view?usp=sharing

A arte de iludir e como se prevenir: Pensar não é uma tarefa fácil, principalmente devido ao forte apelo emocional que nossa constituição física e mental proporciona. Somos seres de emoção antes de qualquer coisa. O filósofo David Hume defendeu certa vez que a razão é um tipo de fenômeno escravo do sentimento. Para Hume a razão poderia ser entendida como uma ferramenta usada para justificar nossas emoções. Nesse sentido, a arte de iludir pode ser dotada de uma técnica eficiente quando apela para nossos sentimentos e desejos.

Com o desenvolvimento das ciências e dos estudos cognitivos, as afirmações de Hume parecem em certa medida adequadas. Sabemos que o raciocínio é influenciado em grande parte pelo sentimento que produz em nós. Neste sentido o ato de pensar, quando contraria nossos sentimentos, pode ser angustiante, motivando muitas pessoas a evitar tal prática. Existe uma diferença entre pensar e se deixar levar. No cotidiano chamamos de influenciáveis aquelas que se deixam conduzir sem questionar o que é afirmado. Facilitando a prática da arte de enganar.

Não é por acaso que os sistemas de publicidade apelam para as emoções na hora de tentar vender um produto ou serviço. É conhecimento geral que a porta de acesso para influenciar uma pessoa é o sentimento.

Os meios de comunicação de massa também adotam uma linguagem dramatizada uma vez que esta é a mais eficiente na hora de influenciar e garantir resultados para os patrocinadores. Promovendo sua arte de iludir através de notícias dramáticas a imprensa consegue manipular em algum grau o sentimento das pessoas.

Isso não significa que os meios de comunicação precisam ser excluídos ou condenados, o que parece adequado é que as pessoas possam detectar as inconsistências das afirmações e do próprio pensamento, confrontando seus sentimentos. Evitando dessa forma se transformarem em vítimas da arte de enganar.

O filósofo Wittgenstein defendeu que a diferença entre pensar e se deixar levar estaria no uso inadequado da linguagem, onde em geral as pessoas usam a linguagem de maneira superficial, sem prestar atenção na lógica do discursos, ignorando assim, possíveis conseqüências do que é afirmado.

O que identifica se uma afirmação é pensada ou negligenciada é a coerência e a conexão concreta com o mundo, neste sentido, quanto mais conectada com o mundo é uma afirmação, menor é a exigência de acreditarmos e maior é a possibilidade de comprovação. Acreditar e comprovar são os agentes que validam o pensamento.

A principal diferença entre uma crença e uma comprovação consiste no fato da comprovação exigir uma seqüência de fatos contextualizados enquanto uma crença pode negligenciar as evidências.

Um termo muito usado para identificar erros do pensamento é chamado de falácia. Uma Falácia é uma afirmação pensada de maneira superficial, negligenciando as evidências, sendo fundamentada por crenças.

Muitas pessoas e instituições fazem um grande esforço para produzir erros de raciocínio aceitáveis, seja para vender um produto ou vencer uma discussão.

Fazer com que as pessoas sejam influenciadas por falsas verdades é uma arte cada vez mais estudada e praticada no cotidiano. Hoje é consenso que a responsabilidade de não acreditar em afirmações propositadamente equivocadas é individual. Alguns entendem que a responsabilidade não é de quem produz o engano e sim da pessoa que acredita.

Com tantas tentativas de influenciar as pessoas, torna-se importante ficar atento para identificar as falácias.

As áreas das ciências cognitivas afirmam que muito da capacidade de percepção é uma questão de prática, sendo aconselhável para quem deseja ficar mais atento treinar a identificação de inconsistência no que é dito. A melhor maneira de se proteger é sempre perguntando pelo conjunto de evidências e não aceitar apenas uma evidência como verdade.

Como as crenças estão intimamente associadas aos sentimentos e estes são porta de entrada para influenciar uma pessoa, geralmente os truques para criar uma ilusão na arte de enganar usam do desejo e vontade da vítima em acreditar, seguido de algumas das técnicas de persuasão.

Uma das maneiras de convencer alguém é através do seu sentimento por outra pessoa ou pela autoridade no qual tenha adquirido confiança. Neste sentido, ao receber a informação de alguém que você gosta ou que acredita, é possível que ocorra menor questionamento sem o exercício de identificação de possíveis inconsistências.

É por isso que propagandas usam de atores admirados pelo público ou de pesquisas ditas científicas. A ideia aqui é conseguir influenciar eliminando o senso crítico através do sentimento de uma pessoa por outra, ignorando desta forma a perguntar pelo conjunto de evidências.

Isso ocorre toda hora nas propagandas e nos resultados de pesquisas pseudocientíficas onde somente o que interessa é publicado.

Outra forma de influenciar é através da crença relativista, esta serve muitas vezes como justificação na tentativa de se escapar das conseqüências. Em geral ocorre através da ideia que uma crença é sempre verdadeira para a pessoa que acredita. Você já deve ter escutado alguém dizer: “Isso pode ser errado para você, mas para mim é correto.” Ou ainda “Eu acredito e ponto final”.

Não é aconselhável esquecer que uma crença geralmente é manifestação de um sentimento e em certa medida de um desejo. Neste sentido uma crença não precisa estar relacionada com fatos verdadeiros.

O segredo de influenciar consiste na habilidade de produzir crenças.

No entanto, é aconselhável ficar atento para o fato das crenças não estarem conectadas diretamente com os fatos no mundo e sim com os desejos e sentimentos.

Quando alguém acredita em algo, está provavelmente manifestando um sentimento que não é baseado em um conjunto contextualizado de evidências.

Tentar fazer você acreditar em algo, consiste em motivar sentimentos e criar uma ilusão onde a pessoa terá dificuldades em ficar atenta para as inconsistências e não conseguirá questionar adequadamente certas afirmações.

Para se proteger deste tipo de influência é aconselhável perguntar sobre suas emoções frente alguma afirmação. Observe se é necessário confiar/acreditar no que é afirmado ou existem e são demonstradas evidências concretas.

É importante observar a diferença sobre evidência concreta e falsa evidência.

A técnica do falso dilema é largamente usada para promover crenças com falsa evidência e confundir assim a percepção. É possível fazer uma coisa parecer outra, basta omitir certas informações. Nossos governantes sabem muito bem como fazer isso.

No trabalho é muito comum pessoas se sentirem perseguidas quando de fato o que ocorre é uma simples mudança de regras ou de objetivos. Na comunicação de massa, falsos dilemas vendem e geram muito lucro.

Recentemente uma rádio local apresentou uma pesquisa que apontava para o fato do comportamento humano ser determinado somente pela genética. A rádio perguntava aos ouvintes se eles concordavam com o fato do comportamento ser totalmente genético.

O falso dilema aqui, consiste no fato de não existir pesquisa que afirme tal coisa, uma pesquisa científica não possui meios de afirmar se uma pessoa vai agir de uma determinada forma frente uma situação qualquer.

Em geral, o que a ciência afirma não é sobre o comportamento humano e sim sobre o comportamento do corpo humano e suas tendências. Isso significa que geneticamente uma pessoa pode ser mais propensa a se irritar, no entanto o que ela vai fazer com essa irritação é impossível determinar. Por exemplo, é possível canalizar tal irritação para tornar-se uma pessoa mais determinada, sendo um profissional mais eficiente.

Existem muitas técnicas de manipulação do pensamento para influenciar as pessoas, basicamente a maioria delas atua no sentimento, na distração para impedir a detecção da ilusão e na ocultação e distorção dos fatos.

Para evitar certas ilusões procure:

1 – O conjunto de evidências. Poucas evidências permitem facilmente distorcer os fatos e montar um cenário que promova o falso como sendo verdadeiro. Busque sempre o conjunto das várias evidências. Não acredite, comprove.

2 – Atenção aos seus sentimentos. Para influenciar você a porta de entrada é seu sentimento, sempre avalie se você está pensando no campo da crença ou se existem diversas evidências. Se é uma crença, então fique atento. Não esqueça que acreditar é simplesmente confiar.

3 – Veja o quanto lhe estão distraindo. Para influenciar é importante criar distrações. Normalmente se insere falácias dentro de polêmicas e dramatizações. Isso ocorre devido ao fato da pessoa acabar prestando mais atenção ao que é polêmico ou dramático e desta forma não percebe algumas inconsistências do que é afirmado.

Não se deixe influenciar, busque pelo conjunto de evidências e observe atentamente o contexto das afirmações. Não seja manipulado pela arte de iludir.

A primeira motocicleta: Gottlieb Daimler em novembro de 1885 teve a ideia de instalar um motor de baixa potência em uma bicicleta de madeira, criando a primeira moto.

Daimler chamou a bicicleta adaptada de Reitwagen e seu protótipo chegou a uma velocidade de 12 quilômetros por hora. Adaptar um motor em uma bicicleta de madeira foi uma consequência natural já que Gottlieb Daimler era um engenheiro mecânico e foi pioneiro no estudo e invenção de motores a combustão interna.

Entre 1885 e 1886 depois da bicicleta de madeira, uma carruagem e um barco receberam um motor. Mas foi só em 1892 que Gottlieb Daimler e seu sócio também inventor Wilhelm Maybach fundaram a empresa Daimler Motoren Gesellschaft e venderam o primeiro carro a gasolina na Alemanha. Os veículos motorizados que você conhece hoje são uma evolução da primeira bicicleta motorizada.

https://photos.app.goo.gl/s5TrpmtAgWGPTbEV8

Robô educativo e a competitiva política brasileira: Você lembra do ED? Os chatterbots brasileiros são poucos e os que estão em funcionamento geralmente são projetos comerciais destinados a publicidade ou atendimento do público. Robôs do diálogo em educação, com o papel de falar sobre cultura e informações científicas, são poucos.

ED foi um chatterbot agradável e educativo, ele conseguia conversar sobre diversas questões embora fosse focado em temas sobre o desenvolvimento de energia sustentável e meio ambiente. O Robô Ed foi desenvolvido em 2004 com a tecnologia InBot.

O projeto era administrado via (CONPET/Petrobras) e o robô ED já fez declarações polêmicas que geraram até pedido de investigação no senado em 2011. A questão é que os políticos podem não ter conseguido usar de forma ética o robozinho educativo.

O desenvolvimento do personagem-robô "Ed" feito pela empresa Insite para a Petrobras, envolveu uma equipe multidisciplinar de especialistas em diversas áreas como Inteligência Artificial, Computação Gráfica, Lingüística, além de um grupo de escritores, profissionais da área de petróleo, gás e energia e psicologia.

O objetivo da Insite foi criar para o cliente (CONPET/Petrobras) um personagem virtual capaz de conversar com os usuários no site, em português, como se fosse um personagem real.

Assim surgiu a ideia de criar um personagem que fosse um Robô voltado para o público infanto-juvenil, capaz de ensinar, entreter e responder questões relacionadas aos assuntos de utilização racional dos derivados do petróleo e do gás natural, preservação de energia, meio ambiente, projetos e dicas de economia.

O robô Ed foi um sucesso em sua época, até os políticos perceberem que poderiam usar do robozinho para algum benefício próprio, segundo o que foi veiculado na imprensa, por ocasião do pedido de investigação no senado brasileiro.

Se você deseja entender melhor essa história, separamos um trabalho acadêmico que estudou o fenômeno do robozinho pela teoria da atividade. Acesse em https://drive.google.com/file/d/14omGnBl49Y4kDhLY12u4l5vUO5p82jd2/view?usp=sharing

Quando crianças podiam brincar com urânio: Um Kit infantil de ciências trazia em seu arsenal um conjunto com quatro tipos de minério de urânio, eletroscópio, contador Geiger, manual, livro em quadrinhos sobre como dividir o átomo e instruções do governo sobre Prospecção de urânio.

Existiu uma época onde a ciência entendia a radiação com um produto sem restrições e isso ajudou a popularizar todo tipo de produto radioativo. Inseridos na água e em produtos de beleza, ou ainda, em terapias alternativas.

Em 1950 o entusiasmo pela radiação chegou na forma de um kit educacional que tinha como objetivo estimular nos jovens o gosto pela ciência. Denominado de “Gilbert U-238 Atomic Energy Lab” o kit era oferecido com os minérios beta-alfa (Pb-210), beta puro (Ru-106), gama (Zn-65) e o alfa (Po-210).

O kit não oferecia riscos se manuseado corretamente e o manual de instruções alertava para este fato dando destaque para a frase “Não coloque PO-210 na boca”. O kit educacional foi comercializado entre 1950 e 1951 não sendo produzido posteriormente.

Descoberta molécula responsável pela memória humana: O Journal of Neuroscience descreve a descoberta de uma molécula que é central para o processo pelo qual as memórias são armazenadas no cérebro.

O cérebro é composto por neurônios que se comunicam entre si através de estruturas chamadas sinapses, que podem variar em força. Uma sinapse forte tem um grande efeito sobre a sua célula-alvo enquanto uma sinapse fraca tem pouco efeito.

Segundo o professor John Lisman, a pesquisa se baseia em estudos anteriores que mostram que as mudanças na força dessas sinapses são fundamentais no processo de aprendizagem e memória.

"É agora claro que a memória não é codificada pela mudança no número de células no cérebro, mas sim por mudanças na força de sinapses", diz Lisman. "Você pode realmente ver agora que, quando a aprendizagem ocorre, algumas sinapses se tornam mais fortes e outras se tornam mais fracas."

Os estudos avançaram ao ponto de ser possível apagar a memória através do uso de um produto químico conhecido como NC-19. Sinalizando a possibilidade de manipulação da memória em nível bioquímico.

Lisman afirma que ao entender a memória no nível bioquímico o impacto poderá ser enorme, "Você tem que entender como funciona a memória antes que você possa entender as doenças da memória."