Avatar
Rmv
7b1271ba3645add967283f903f25c66be5c2c7ff1f2457da0848f0897c0d8810
Replying to Avatar Rmv

Falsos documentários: A ideia de misturar realidade e ficção não é nova. Mas tem chamado atenção uma nova modalidade na liberdade de expressão televisiva. Basicamente, as emissoras anunciam como documentários científicos, elaborados programas sensacionalistas. Essa nova forma de chamar atenção, buscando audiência, tem provocado sofrimento em algumas pessoas.

Em 2012 a Discovery exibiu na forma de estudo científico, a possibilidade de existirem sereias vivendo nos oceanos. As imagens convenceram uma parcela da população dos EUA e o governo teve de emitir um comunicado oficial. Esclarecendo que não existe nenhuma evidência sobre a existência de tal criatura.

O documentário fez algumas especulações com base nos testes que realmente ocorreram com armas sonoras instaladas em submarinos. O que acabou provocando uma onda de encalhes de baleias. Tendo este evento dos encalhes como pano de fundo é inserido no roteiro uma série de especulações. Estas envolvem teorias da conspiração e supostos testemunhos de pescadores que viram ou capturaram sereias.

Ao final do programa é apresentada uma legenda explicando que o documentário é uma ficção baseada em alguns fatos reais. Como não são identificados quais seriam os fatos reais, algumas pessoas acreditaram que se tratava de um fenômeno real. Vale dar uma conferida no conteúdo que a Discovery elaborou, é interessante e bem organizado. Com um pouco de atenção é possível observar que os relatos terminam sempre sem evidências concretas. Tendo como explicação para falta de evidências a tradicional teoria da conspiração.

Este não é o primeiro caso de um programa de televisão que causa apreensão em uma parcela da população. Um outro programa que tratou da possibilidade de uma epidemia viral capaz de transformar pessoas em zumbis também gerou preocupações. O governo dos EUA precisou esclarecer o mal entendido.

Embora isso pareça algo comum nos EUA, aqui no Brasil também tivemos casos semelhantes. As reações não são muito diferentes. Em 1971 no Maranhão, na cidade de São Luís, um programa de rádio transmitiu sua própria versão do livro Guerra dos mundos . Do consagrado autor H. G. Wells. Assim como ocorreu no EUA com a transmissão do mesmo roteiro em 1938 a população de São Luís no Maranhão entrou em pânico. Acreditando que o mundo estava acabando. No Equador em 1949 a população também entrou em pânico e morreram seis pessoas por conta do roteiro “guerra dos mundos” transmitido na rádio local.

A ocorrência brasileira de São Luís foi retratada em detalhes no livro “Outubro de 71: Memórias fantásticas da guerra dos mundos.” Organizado por Francisco Gonçalves da Conceição e lançado em 2011.

Atualmente no Brasil a disputa entre emissoras promove uma série de falsas informações e fabricação de conteúdo tendencioso. No âmbito internacional o cenário não é diferente. As emissoras precisam chamar atenção, em alguns casos deixando a ética de lado.

É interessante como os meios de comunicação podem afetar o discernimento e o bom senso. Mesmo repetindo por diversas vezes, falsas notícias e pesquisas tendenciosas, ainda existe uma ingenuidade pairando no ar.

Na internet existem muitas “evidências” fabricadas, geralmente no intuito de criar sensacionalismo por diversão. Pode ser interessante ficar atento sobre a arte de iludir e como se prevenir.

Replying to Avatar Rmv

Como elaboramos falsas memórias: Uma falsa memória consiste basicamente na distorção de uma experiência por conta da forma como o cérebro recupera as informações armazenadas ou através da inserção de informações tendenciosamente manipuladas. Com o avanço da computação e das ciências cognitivas foi possível verificar alguns aspectos do comportamento humano e responder, ainda que precariamente, algumas questões sobre o funcionamento de nossas percepções de mundo.

Basicamente a memória se divide em três operações, codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, o que é sentido através dos mecanismos sensoriais do corpo recebe uma adequação que resulta no preparo da informação que é codificada para o armazenamento na memória. No armazenamento e recuperação ocorrem o arquivamento e acesso ao que foi percebido e registrado.

O que as ciências constataram é que os humanos não guardam informações de forma estática como em um computador, os humanos não possuem uma memória de eventos, mas sim uma memória de interpretações. Esta é a principal diferença entre um computador e um humano, quando o assunto é arquivamento de dados ou informações.

Um computador guarda na memória "dados", enquanto um humano arquiva informações significativas, ou seja, interpretações dos eventos vivenciados ou imaginados.

Como guardamos interpretações e não eventos estáticos, nossa memória muda com o passar do tempo. Mesmo quando alguém decora um determinado texto, imagem ou assunto, o arquivamento na memória ocorre através de complexa sucessão de interpretações. É por isso que não conseguimos memorizar coisas que não fazem sentido ou que não interpretamos como importante.

A memória humana é seletiva, o arquivamento das informações depende de como cada pessoa interpreta um determinado evento. Assim, um mesmo evento é guardado na memória com significados e interpretações diferentes em cada pessoa.

Não memorizamos o que ocorreu de fato, mas o que interpretamos dos fatos. Isso significa que a porta de entrada para memorizar alguma coisa é o significado que atribuímos ao que ocorreu.

É aqui que surge a falsa memória, também chamado de implante de memória. Basta manipular a interpretação e a memória também é modificada. Esta manipulação pode ocorrer de forma deliberada ou sem o conhecimento dos envolvidos. Uma das técnicas estudadas nesta direção é a chamada mensagem subliminar, técnica que busca meios de sugerir certas interpretações.

Nossa memória é constituída de ajustes feitos em concordância com nossas expectativas, interpretações e crenças sobre nós mesmos e sobre o mundo. No momento em que acessamos um evento guardado na memória modificamos este evento ajustando as lembranças com interpretações e significações do presente.

Replying to Avatar Rmv

Crise global e psicologia do consumo: Atualmente a crise financeira global é o tema mais debatido e temido nas sociedades capitalistas, desemprego, diminuição do crescimento e muita frustração é o que deve ocorrer para uma grande parcela dos trabalhadores destas sociedades, sendo provável que você e eu estejamos incluídos nesta confusão mesmo que indiretamente, afinal somos consumidores.

Sempre que falamos em consumidor existe implícito um conceito muito importante embora pouco lembrado que é o comportamento de consumo. O que determina qualquer comportamento é o processo de escolha individual baseado na maneira como cada pessoa percebe o mundo e o significado que atribui para cada evento vivenciado.

Todo comportamento que é baseado na capacidade de percepção está associado a um processo educacional, somos o que nossa educação nos permite perceber. Na administração do dinheiro não é diferente, quando ocorre uma crise financeira significa que em algum momento nosso conhecimento não foi capaz de perceber para onde as coisas estavam se direcionando.

Se você já vivenciou uma crise financeira, deve ter notado que não conseguiu perceber o problema em sua totalidade e acabou caminhando cegamente para o abismo financeiro. Será que faltou preparo, educação?

Não lhe parece estranho viver em um sistema capitalista onde as escolas não preparam seus alunos para entenderem o comportamento de consumo e a totalidade dos eventos relacionados com a gestão financeira pessoal, eventos estes, que constituem a base do funcionamento social e no qual todos dependem.

Ao admitir que escola e família, são responsáveis pela preparação do jovem para enfrentar o mundo, sendo este mundo capitalista, a educação financeira é fundamental, então, onde está a matéria responsável pela preparação das pessoas para a gestão financeira? Devem os educadores abordar tal assunto em sala de aula?

Não me refiro aos complexos cálculos financeiros e sim ao ensino básico das regras de mercado, por exemplo, o propósito e funcionamento do crédito bancário, ou ainda as armadilhas do mercado que atuam fundamentadas na psicologia do consumo ou a implicação psicológica entre consumidor e produto.

Como você aborda o tema e prepara sua família para lidar com as inúmeras armadilhas do mercado? Sua família debate sobre planejamento financeiro e comportamento de consumo?

Talvez aqui exista nossa parcela de responsabilidade e contribuição para o aumento da crise, somos na maioria dos casos consumidores despreparados e muitas vezes com uma percepção equivocada e impulsiva diante dos estímulos mercadológicos.

Não tenho a pretensão de apontar soluções ou debater sobre possíveis culpados, apenas desejo expressar uma breve interpretação sobre o assunto.

O sistema capitalista se baseia em duas vertentes de consumo, a primeira e cada vez menos praticada é a compra direta onde o consumidor paga o valor total do produto e adquire este sem contrair dívida, podendo inclusive pechinchar na hora da compra. Nesta modalidade não existe muito espaço para crises, já que não ocorre o comprometimento mensal do salário ou o chamado endividamento.

A vertente que normalmente está envolvida com crises financeiras é o sistema de crédito, onde na maioria das vezes o consumidor que busca esta modalidade não conhece detalhes importantes deste procedimento embora pense conhecer. A falta do conhecimento destes detalhes implica na ausência de planejamento financeiro e possível endividamento.

O comportamento de consumo está profundamente relacionado com a percepção e o significado que o consumidor atribui para sentimentos como liberdade, felicidade, autonomia e diversos outros, entre eles, ansiedade e estresse. Toda compra traz implícito uma série de sentimentos.

Sendo o crédito a porta de entrada para crise financeira, é importante entender o significado e o funcionamento dos sistemas de crediários e adotar uma postura correta na hora de consumir.

No senso comum existe a expressão “dinheiro chama dinheiro” esta frase oculta seu significado oposto que é “dívida chama dívida” e na qualidade de dívida podemos enquadrar todo tipo de promessa de pagamento, ou seja, crédito.

Mas o que é crédito? No senso comum, dar crédito financeiro para alguém significa acreditar que esta pessoa é capaz de pagar o que foi emprestado, portanto, é capaz de gerenciar seu planejamento financeiro, é afirmar que aquele que possui crédito é um consumidor importante ou no mínimo possui certo grau de importância ou confiabilidade.

Observe que neste conceito, ao aceitar crédito o consumidor adquire implicitamente a imagem ou sentimento de capacidade, confiabilidade e certo grau de importância e responsabilidade, além da sensação de liberdade e aceitação social.

A confusão ocorre justamente quando não percebemos a diferença entre possuir o crédito e usar deste crédito. Esta falta de percepção talvez ocorra motivada pela ausência de uma educação formal sobre comportamento de consumo.

Todo crédito financeiro é tentativa de antecipação do futuro e atua diretamente no grau de ansiedade do consumidor, sendo importante observar que qualquer tipo de sentimento de ansiedade tende a ofuscar o raciocínio e favorecer o surgimento de ilusões ou conclusões equivocadas, enganos.

É por este motivo que os empreendedores em geral usam de muito planejamento, com intuito de evitar ilusões e atuar sobre um panorama controlado, mais próximo da realidade futura possível.

Quando alguém possui crédito, está implícito que possui um planejamento e controle financeiro pessoal bem elaborado. Embora implícito, a maioria dos consumidores não possui tal planejamento e quando usam o crédito adquirido é justamente pela falta de organização financeira e não pela existência desta.

Neste caso o consumidor inicia uma jornada que muitas vezes leva para o sentimento inverso daquela que motivou abertura de crédito. Ao não conseguir lidar com a dívida adquirida pela falta de uma educação financeira, surge sensação de incapacidade, rejeição e estresse podendo inclusive atrapalhar no desempenho profissional ou interferir nas relações familiares.

Embora pareça ruim, o crédito não é o vilão e sim a falta de controle financeiro por parte do consumidor despreparado. Nos sistemas capitalistas como no Brasil, existe relativa desigualdade intelectual, de um lado as empresas com pesados investimentos em análise de comportamento para saber como seduzir cada vez mais o consumidor, do outro, a população sem educação formal que ensine a lidar com as armadilhas psicológicas do consumo e com a elaboração de um planejamento financeiro coerente.

A relação entre consumidor e produto é mais que uma simples troca de mercadoria por dinheiro, é acima de tudo um evento psicológico capaz de determinar o comportamento do indivíduo e alterar sua auto-estima. Não consumimos apenas produtos, mas também emoções e hábitos, por isso é importante um planejamento financeiro adequado.

Mas o que é planejamento financeiro? Planejar é procurar entender quais as conseqüências de uma determinada ação e como esta afeta você e seus familiares, permitindo assim, melhores escolhas para chegar onde se deseja.

Muitas pessoas acreditam que planejamento financeiro é cálculo de despesas, esta é uma percepção muito simplificada do assunto. Planejar envolve boa percepção do mercado, muita reflexão, disciplina e atitude. E você, está preparado para criar o seu planejamento financeiro?

Antes de usar seu crédito é aconselhável produzir um planejamento financeiro consistente com um controle financeiro rígido. Consumir é uma ação de caráter psicológico, muitas vezes manipulado pelo sistema empresarial, através das propagandas sedutoras. Evite a compra por impulso.

Uma boa leitura sobre o assunto é o livro Como viver em tempo de crise e Capitalismo parasitário ambos de Zygmunt Bauman.

Replying to Avatar Rmv

Teoria do conhecimento: A necessidade de formular uma teoria sobre o conhecimento não é um tema novo, seus primeiros registros podem ser encontrados no início da filosofia grega, em especial, na obra teeteto cuja autoria é atribuída ao filósofo Platão, por volta do século quatro antes de Cristo. Alguns séculos depois, (séc. I a.c.) questões relacionadas ao conhecimento motivaram o surgimento da filosofia cética empirista, registrada inicialmente na obra do filósofo Sexto Empírico.

Mas é no século dezessete que a teoria do conhecimento se torna central nos debates filosóficos tendo em vista a crescente liberdade de expressão e a necessidade de qualificar o conhecimento científico emergente.

A teoria do conhecimento, também denominada de epistemologia, tem como principal objetivo apontar os limites do conhecimento científico, suas fontes e justificações. A definição padrão vigente, sobre o que pode ser considerado conhecimento parte da afirmação que este é uma crença verdadeira justificada, no entanto, a subjetividade interpretativa de cada indivíduo, associada à natureza da justificação requerida para crença verdadeira se transformar em conhecimento, acaba por proporcionar sérias dificuldades.

O tipo de conhecimento que se pretende entender na epistemologia é aquele de caráter proposicional onde uma análise da proposição busca pelas condições necessárias e suficientes que precisam ser satisfeitas para validar um determinado conhecimento.

A natureza subjetiva em torno da justificação sobre o que é conhecimento promove uma série de propostas, algumas concorrentes, onde o conhecimento é definido de diferentes maneiras. Independente da proposta elaborada, em algum momento torna-se necessário enfrentar os argumentos céticos, uma vez que estes argumentam sobre a impossibilidade da justificação do conhecimento. Neste sentido, o ceticismo argumenta não existir condições de possibilidade para uma justificação capaz de garantir uma definição incontestável sobre o que é conhecimento.

Buscar responder ao cético, enfrentando seus argumentos, torna-se um dos desafios aceitos pelas diversas propostas existentes na epistemologia e com isso, o ceticismo assume importante papel na constituição da epistemologia uma vez que esta se configura pelos esforços de resposta aos argumentos céticos.

A perspectiva aplicada pelo cético pirrônico consiste na observação da impossibilidade da apreensão da realidade em si mesma, sua essência ou verdade incontestável, neste sentido, conhecer a realidade ou a verdade absoluta dos fenômenos não é possível e qualquer afirmação sobre estes fatos se constitui em uma crença cuja justificação é especulativa, a denominação cética para esta postura, onde se assume com convicção a possibilidade de apreensão da realidade através de uma justificação especulativa, em geral de caráter metafísico, é chamada de dogmatismo.

A proposta cética radical para o tratamento sobre a realidade em si mesma é a suspensão do juízo, abrindo-se mão da justificação e do conceito de verdadeiro ou falso e das interpretações metafísicas dos eventos. Existe também uma vertente cética menos radical conhecida como ceticismo acadêmico, cuja proposta consiste em aceitar as proposições ou teorias que são mais prováveis ou consensuais. No entanto, embora exista a condição de possibilidade para uma especulação do mais provável, esta carece de uma justificação infalível não sendo possível promover a certeza de um determinado evento ou fenômeno.

Podemos estar diante das melhores evidências e mesmo assim promover o erro, afirmam os céticos. Neste sentido, uma das perguntas céticas direcionadas a epistemologia consiste em indagar como é possível uma justificação das pretensões de conhecimento.

Locke responde ao ceticismo admitindo uma postura fundacionalista baseada nos sentidos, estes permitem fundamentos para crenças prováveis e não para crenças certas, na prática, tudo que precisamos é da probabilidade.

Segundo Locke, nenhum cético conseguiria sobreviver no mundo real ignorando a evidência dos sentidos, para este filósofo, o ceticismo sobrevive apenas como possibilidade teórica.

Outra possível resposta cética é encontrada na obra Crítica da razão pura de Immanuel Kant, o autor aponta para os limites do conhecimento, defendendo o fato da mente humana ser constituída de tal maneira que impõe certas interpretações dos dados sensíveis transformando estas interpretações em experiências espacialmente estruturadas no tempo. Neste sentido, uma resposta para o cético consiste na descrição sobre o modo como a experiência humana se constitui e Kant aponta para perspectiva de David Hume quando este afirma sobre o fato da natureza humana se constituir de tal modo que não é possível deixar de se ter crenças, para Kant as crenças se justificam por serem características constituintes de toda e qualquer experiência.

Assim como Locke, Kant assume uma postura fundacionalista em resposta aos céticos. O fundacionalismo consiste em admitir uma crença sob a qual temos conhecimento seguro que fundamentará a evolução do argumento.

Outro exemplo de uma postura fundacionalista pode ser observado em René Descartes que afirmou após aplicação metódica da dúvida, ter encontrado uma categoria de crença segura baseada na evidência irrevogável de seu slogan “penso, logo existo”.

Além da resposta fundacionalista podemos citar entre outras, a postura verificacionista proposta por Schlick que responde ao cético afirmando que toda sentença declarativa deve ser verificável. Esta tese afirma que só podemos falar com algum sentido sobre uma realidade passível de verificação.

O verificacionismo é uma influência epistemológica visível na obra Investigações Filosóficas de Ludwig Wittgenstein, principalmente em seu argumento sobre a impossibilidade de uma linguagem privada.

Para Wittgenstein, aquisição de conhecimento está associada ao domínio de uma técnica no uso da linguagem, que por sua vez, ocorre através da compreensão das regras que compõem as conexões gramaticais.

O ato de seguir uma regra não é entendido como um agir uniforme, já que as regras não são fixas, variando de acordo com as práticas dos grupos sócio-culturais que as determinam, onde, a constituição gramatical tem sua estrutura na obediência de tais regras que, guiam os falantes no agir cotidiano.

Neste sentido, seguir uma regra é uma prática social. “E por isso não se pode seguir uma regra ‘privatim’, porque, do contrário, acreditar seguir uma regra seria o mesmo que seguir a regra.” (WIITGENSTEIN, 2005, § 202).

A legitimação de que alguém age conforme a regra é possível se adotarmos como critério a capacidade deste indivíduo em expressar o emprego da mesma.

O conceito de jogo de linguagem nas Investigações Filosóficas é introduzido por Wittgenstein no §7, entendido como sendo o jogo pelo qual a criança aprende a língua materna em um processo de denominação e repetição de palavras pronunciadas.

Os jogos de linguagem são múltiplos e variados e não caracterizam uniformidade lingüística, tendo como aparente alguns nuances familiares.

Para Wittgenstein é preciso pensar no estudo da linguagem em partes contextualizadas pelos seus respectivos jogos de linguagem, onde, os problemas de comunicação ocasionados pelo confronto de jogos diferentes podem ser diluídos.

Qualquer recurso a estados mentais ocultos ou a prática de uma linguagem privada, em nada contribui no processo de compreensão gramatical por não serem passiveis de expressão comunitária.

Para Wittgenstein, o equivoco na admissão da existência de uma linguagem privada ocorre devido ao fato da concepção agostiniana da linguagem ter como pressuposto que, ao saber o que a palavra designa compreende-se e se conhece todo o seu emprego.

Em uma linguagem privada, o significado do nome de uma sensação é fixado através de uma regra particular que estabelece mediante uma definição interna o critério de correção para o uso do significado.

Wittgenstein argumenta sobre a impossibilidade de uma linguagem privada uma vez que o critério de correção para o uso do significado precisa ocorrer em concordância com os demais membros de um grupo, na práxis social.

Proposições de sensação na primeira pessoa do singular representam ou descrevem experiências que não podem ser verificadas uma vez que o critério de correção e identificação é privado.

Em um dos esclarecimentos sobre este assunto, Wittgenstein argumenta: “Suponhamos que cada um tivesse uma caixa e que dentro dela houvesse algo que chamamos de ‘besouro’. Ninguém pode olhar dentro da caixa do outro; e cada um diz que sabe o que é um besouro apenas por olhar o seu besouro. Poderia ser que cada um tivesse algo diferente em sua caixa.” (WITTGENSTEIN, 2005, § 293)

Neste sentido, o uso de uma linguagem privada inviabilizaria os jogos de linguagem, impossibilitando a comunicação uma vez que o significado de nossas expressões é proveniente do restante do nosso modo de ação.

Uma das possíveis interpretações ao se entender o conhecimento como resultado do uso de uma linguagem através do ato de seguir uma regra consiste no fato da práxis ser conseqüência vivenciada e não uma formulação racional imaginativa.Desta forma, vivenciar a perda de um ente querido, uma situação de doença, uma sensação agradável de felicidade ou qualquer evento de conseqüência prática, parece ser bem diferente do ato de formular intelectualmente tais eventos e suas conseqüências.

Argumentar intelectualmente através de uma racionalidade imaginativa sem a vivência das conseqüências práticas do problema analisado, sugere resultados distantes da realidade, entendendo realidade como sendo aquilo que é realizado, que ocorre na prática. Esta idealização afastada do que é realizado parece fomentar a necessidade da imposição cultural em um discurso centrado no “dever ser”, onde a subjetividade e complexas características do humano são negadas em favor de uma razão pura e libertadora, devendo o mundo ser construído à sua imagem.

Wittgenstein se opõe ao movimento filosófico normativo e desloca o critério de conhecimento do campo racional teórico imaginativo para o campo da verificação e da práxis social, neste sentido o conhecimento tem como fundamento uma determinada forma de vida onde a razão é construída na soma das complexidades do humano através das relações sociais, nas diversas ocorrências vivenciadas onde o critério de verdade ocorre pela verificação contextualizada e descritiva dos fatos.

A solução proposta por Wittgenstein para uma prática filosófica conectada com a realidade consiste na técnica de reflexão baseada na descrição do uso da linguagem. Ao descrever as diversas formas em como uma determinada linguagem é usada, torna-se possível uma reflexão que corresponda ao que é realizado, praticado.

O argumento de Wittgenstein sobre a impossibilidade de uma linguagem privada ou de uma razão teórica imaginativa, tem como fundamento um tipo de pragmatismo que fomenta a necessidade do uso de um princípio de verificação semelhante ao que foi proposto por Schlick.

Outra questão importante na perspectiva do pragmatismo de Wittgenstein consiste na negação da possibilidade de uma fundamentação racional do conhecimento, teoria epistemológica.

É possível escolhas racionais, no entanto, fundamentar tais escolhas em uma ciência epistemológica é algo inconcebível para o autor.

A vertente pragmática inicia com Peirce e James tendo como principal afirmação o fato do significado de um conceito ser determinado pelas conseqüências práticas de sua aplicação, em outras palavras, pelo seu uso.

Peirce se opõe à perspectiva epistemológica cartesiana e defende que o conhecimento deve se dar através do método de observação e raciocínio contemplando uma postura científica apoiada em aspectos da experiência e o investigador precisa estar pronto para se desfazer de suas crenças quando a experiência se mostrar contra elas.

Tanto Peirce quanto Wittgenstein e James, cada um ao seu modo, colocam a produção de conhecimento e o critério de verdade no âmbito interno das relações sociais e entendem a verdade como aquilo que foi ou pode ser verificado.

Uma das diferenças entre eles consiste no fato de Peirce entender como verdade o resultado de uma teoria hipotética ideal, adquirida através da postura científica enquanto James foca suas interpretações na práxis, tendo como critério de verdade o princípio de intencionalidade submetido a uma natureza de sentido passional. O pragmatismo é uma postura que fomenta uma ética de caráter utilitarista, esta por sua vez consiste na admissão da felicidade como bem supremo do homem. Neste sentido, as ações praticadas devem ser capazes de trazer a máxima felicidade para o maior número possível de indivíduos.

O utilitarismo está assentado nos princípios de consequencialismo, bem-estar, agregação, otimização e universalismo. A maior crítica ao utilitarismo consiste no aspecto excludente ou sacrificial onde uma determinada minoria é sacrificada pelo bem da maioria.

Replying to Avatar Rmv

A difícil tarefa do diálogo: Diálogo é uma das coisas mais complicadas do mundo, muitas coisas podem sair errado. Existe a possibilidade do falante se expressar de forma equivocada ou o ouvinte entender de forma equivocada. Uma terceira possibilidade que agrava o problema é quando estas duas coisas ocorrem na mesma conversa. Tanto o falante quanto o ouvinte não conseguem colocar em uma perspectiva clara o que está sendo debatido. Como efeito, o desentendimento se torna inevitável.

Mágoas, ofensas, frustrações e sofrimentos surgem por conta do desentendimento entre pessoas. A felicidade é um caminho que passa necessariamente pelo diálogo. Neste sentido, conseguir se entender com outras pessoas é fundamental para uma vida menos turbulenta.

Um dos problemas numa conversa está no conceito sobre o que é entendimento. Para muitas pessoas a ideia de entendimento é vista como uma forma de subordinação. Estas acreditam que uma pessoa lhe entendeu quando faz aquilo que lhe foi dito. Em outros casos, o entendimento é visto como algo que só ocorre quando as pessoas concordam entre si num determinado tema.

Estas formas de conceber o entendimento não parecem suficientes para o sucesso de um relacionamento.

Um diálogo que inicia na intenção de determinar quem tem razão está pautado na ideia de entendimento como concordância. “Se entender” nesta forma de pensar é concordar com uma das partes ou admitir a razão de uma das partes. Esta é uma forma de diálogo válida, mas não tem se mostrado muito eficiente. Parece fracassar em uma boa parte das vezes devido ao tenso clima de autoritarismo que envolve os falantes.

Um dos problemas do autoritarismo é que este é uma manifestação instintiva. Se apresenta normalmente quando não conseguimos nos fazer entender. Quando fracassamos na tentativa de dialogar. Isso pode acarretar uma reação emocional que promove imposição de ideias através da irritação e do autoritarismo.

Geralmente o autoritarismo surge quando se acredita que existe apenas uma forma correta de interpretar os fatos. Na atualidade, é consenso entre os pesquisadores que existe uma infinidade de possibilidades na interpretação de um evento.

É possível interpretar qualquer fato ou evidência através de um pensamento pautado na engenharia. Esta se encarrega de perguntar sobre como é feito ou ocorre um evento. Também é possível interpretar através da utilidade ou funcionalidade do que ocorreu. Ou ainda, através da intencionalidade de quem relata ou interpreta os fatos.

Os critérios de análise dos eventos podem ser igualmente variáveis. É possível fundamentar uma interpretação através de um intuicionismo, autoritarismo, coerentismo, consequencialismo, dogmatismo, ceticismo, racionalismo, pragmatismo e muitos outros “ismos”.

Estes “ismos” se relacionam, entre outras coisas, com a maneira da pessoa fundamentar seu critério de verdade. Em outras palavras, qual o critério alguém usa para decidir se algo é verdadeiro ou falso, se uma conclusão é adequada ou equivocada.

O número de possibilidades para construção de um raciocínio é praticamente infinito. Promovendo uma grande variedade de interpretações sobre um único evento. Cada pessoa constrói sua percepção através de um grupo pequeno de possibilidades. Deixa para trás uma infinidade de interpretações possíveis.

Esse evento interpretativo faz do diálogo uma das tarefas mais complexas do comportamento humano. Todas as possibilidades de interpretação são válidas. Isso garante para cada pessoa numa conversa uma certeza que muitas vezes é rígida. Impossibilitando a compreensão ou aceitação de outras formas de interpretação.

Uma confusão comum paira sobre a ideia de interpretação e eficiência. Toda interpretação é válida, mas algumas podem ser mais eficientes que outras.

Quando um diálogo é pautado na pergunta pela eficiência e consequência de uma determinada escolha ou ação. Não esquecendo de incluir o sentimento dos participantes. Existe uma boa possibilidade da conversa ser produtiva.

Ausência de fundamentação e falta de compromisso em entender as outras pessoas é algo motivador para o desentendimento. Debater sobre um problema exige a busca por possibilidades e o entendimento de diversas fundamentações, ainda que contraditórias.

Detectar a ausência de fundamentação é o primeiro passo para manter a conversa no foco e evitar desentendimentos.

Quando num diálogo se percebe que faltou fundamentar adequadamente uma dada interpretação. O mais indicado é continuar a conversa após o levantamento necessário de informações, para clarear o assunto. Conversar honestamente, assumindo fragilidades, promove bons resultados.

Mas isso não é tarefa fácil, admitir não estar preparado para um assunto é algo entendido como constrangedor para algumas pessoas. Este é um pensamento muito presente nos indivíduos autoritários. Nestes casos, promover um desentendimento é uma “saída estratégica”, ainda que não seja intencional.

Na internet o desentendimento ocorre algumas vezes, mas as listas funcionam relativamente bem quando possuem moderadores. Já na vida pessoal, isso parece mais complicado.

A falta de entendimento é um problema social que afeta todos nós de uma ou outra forma. Basicamente o principal motivo é o critério de verdade manifestado por cada pessoa, em alguns casos, de forma inflexível.

Replying to Avatar Rmv

A primeira Bomba atômica em 1945: A foto nesta postagem é da primeira bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima. Era uma bomba nuclear de urânio-235 com uma potência estimada de 16 quilotons (1 quiloton = 1000 toneladas de TNT). Ela explodiu a uma altura de aproximadamente 570 metros do chão e provocou uma nuvem de fumaça que alcançou 18 km de altura.

Sua explosão gerou uma bola de fogo com uma temperatura de aproximadamente 300 °C, a qual atingiu um raio de 2 km de destruição, além de espalhar uma nuvem radioativa. Isso resultou na morte de mais de 78 mil vítimas imediatas e um total aproximado de 140 mil mortes em decorrência das queimaduras e dos ferimentos causados pela explosão e dos danos causados pela exposição à radiação.

Na madrugada de 6 de Agosto de 1945, o avião bombardeiro Enola Gay deixou a ilha de Tinian no Pacífico transportando a primeira bomba atômica. Três horas depois de ter partido de Tinian aproximou-se de Iwo Jima e encontrou-se com dois aviões de observação que registaram a explosão. O céu estava limpo e não havia registo de aviões inimigos ou baterias antiaéreas.

Pouco depois das 9h15, o capitão lançou a bomba que tinha o nome de código de "rapazinho". Passados 15 segundos explodiu sobre Hiroshima antes de tocar no solo. A bomba atômica destruiu tudo.

O lançamento da bomba atômica foi realmente um acontecimento decisivo na história mundial. Alterou a natureza da guerra para sempre. Todos os conflitos futuros seriam realizados com o conhecimento da destruição terrível que uma bomba atômica pode provocar.

Replying to Avatar Rmv

A crise quarterlife, jovens, inseguros e deprimidos: Arcando com todas as características da crise de meia idade, este fenômeno caracterizado por inseguranças, decepções e solidão tem afetado cada vez mais jovens em início da carreira, onde supostamente seria o momento de oportunidades e aventuras.

O Dr. Robinson, que apresentou suas descobertas na British Psychological Society Annual Conference, em Glasgow, trabalhou com pesquisadores do Birkbeck College, o que ele diz é que esta é a primeira pesquisa sobre a crise quarterlife de um "ângulo sólido, baseado em dados empíricos e não em especulação."

Entre os jovens observados, dois em cada cinco estavam preocupados com dinheiro, dizendo que não ganham o suficiente, e 32% sentem-se pressionados a casar e ter filhos antes dos trinta anos.

Para o pesquisador e membro da equipe, Dr. Rodrigues, "Muitas pessoas vão dizer que a crise quarterlife não existe. A verdade é que os nossos 20 anos não são, como eles foram para o nosso pais." Atualmente e cada vez mais cedo, milhões de jovens concorrem pelo primeiro emprego, lutando para aumentar um depósito de hipoteca e encontrar tempo para conciliar todos relacionamentos.

Mas Rodrigues também considerou que a crise quarterlife que dura em média dois anos pode ser uma experiência positiva. Tais crises no início da vida tem quatro fases, movendo-se de sentimentos de estar preso para um catalisador de mudança que pode ser motivador para construção de uma nova vida.

Segundo Dr. Robinson, "Os resultados vão ajudar a tranquilizar aqueles que estão vivenciando essa transição." Entender como lidar com esta fase pode ser o segredo para transformar de forma positiva os momentos angustiantes.

As quatro fases da crise quarterlife, sugeridas pelo estudo são:

Fase 1: definida pelo sentimento "amarrada" a um emprego ou relacionamento, ou ambos. "É uma ilusória sensação de estar preso", disse Robinson. "Você pode sair, mas você sente que não pode."

Fase 2: é caracterizado por uma crescente sensação de que a mudança é possível. "Essa separação física e mental dos compromissos anteriores leva a todos os tipos de transtornos emocionais. Ela permite a exploração de novas possibilidades, com uma ligação mais estreita com os interesses, preferências e senso de identidade.

"Até então você pode estar dirigindo rápido por uma estrada que você não quer ir. Uma minoria dos participantes descreveram ser pego em um loop, mas a maioria refletia sobre estar em um momento difícil mas catalisador para mudanças positivas importantes. "

Fase 3: é um período de reconstrução de uma nova vida.

Fase 4: é a consolidação das mudanças que refletem novos interesses do jovem, aspirações e valores.

Replying to Avatar Rmv

O precursor do bafômetro: A partir da década de 40 se propagou estudos acadêmicos na intenção de identificar a quantidade de álcool no sangue humano. Na imagem acima, o Dr. Kurt M. Duboski, do Norwalk Hospital, obtém uma amostra do fôlego de Harry Stevenson, um estudante voluntário que acaba de consumir uísques. Esse tipo de experimento foi o precursor do bafômetro.

É conhecido pelo nome de bafômetro o aparelho que permite medir a concentração de bebida alcoólica em uma pessoa, por meio da análise do ar exalado dos pulmões. O bafômetro é resultado de experiências iniciadas na década de 40 com dispositivos para análise de álcool no organismo humano, para uso pela polícia. Em 1954, o Dr. Robert Borkenstein da polícia do estado de Indiana inventou o primeiro bafômetro, o tipo de dispositivo de testagem de álcool usado ainda hoje.

O conceito fundamental por trás do funcionamento do dispositivo está na ideia de que o álcool que toda pessoa ingere aparece no hálito porque é absorvido pela boca, garganta, estômago e intestinos, e é absorvido pela corrente sanguínea. Apesar de ser absorvido, o álcool não é digerido após a absorção e nem sofre modificações químicas no sangue. Ao passar pelos pulmões, o sangue deixa parte do álcool nas membranas dos alvéolos (pequenos sacos de ar dos pulmões). A concentração de álcool no ar alveolar é proporcional à concentração de álcool no sangue, e à medida que o álcool do ar alveolar é exalado, pode ser detectado pelo bafômetro.

O bafômetro ganha relevância na medida em que os efeitos da bebida alcoólica sempre apresentaram problemas quando combinados com atividades complexas. O álcool produz alteração na capacidade de raciocínio com perda de julgamento da realidade e perda dos reflexos, entre outros problemas. No trânsito brasileiro, anualmente centenas de pessoas alcoolizadas provocam acidentes e mortes.

Este tipo de estatística coloca a invenção do bafômetro como fenômeno relevante na fiscalização e prevenção de acidentes. Muitas pessoas não são capazes de se controlar diante do desejo de consumo de álcool. Isso ocorre devido ao álcool provocar mudanças na forma como o cérebro processa as sensações, gerando em alguns casos dependência ao álcool.

Replying to Avatar Rmv

Construindo pensamentos organizados: Motivado em compreender a dinâmica do raciocínio humano e identificar falhas e acertos em nossa percepção, o filósofo Aristóteles no século IV antes de Cristo foi o primeiro a elaborar uma metodologia com regras rígidas para identificar argumentos certos e errados, distinguindo interferências no raciocínio, validando o pensamento organizado.

A lógica é uma ciência que se preocupa com o caminho do raciocínio, em outras palavras, busca identificar como o pensamento é organizado.

A principal regra da lógica de Aristóteles é a não-contradição. Chamamos de falácia quando uma argumentação é contraditória. Muitas das afirmações que escutamos diariamente quando fundamentadas demonstram-se falácias, principalmente as afirmações generalizadas.

Segue um exemplo:

Correr diariamente 30 minutos faz bem a saúde de todas as pessoas.

Observe que a frase acima é generalizada e ignora pessoas vitimadas por problemas na coluna, ortopédicos, entre outros. Ao tentar fundamentar o raciocínio acima vai ocorrer a contradição, nem todas as pessoas são aptas ao exercício. Possuímos aqui uma falácia, como existe uma contradição não é possível sustentar afirmação.

Já a afirmação abaixo:

Todos os seres vivos são mortais

Esta é uma conclusão coerente, é possível perceber que não existe registro de seres vivos que não morrem.

Para não ocorrer erro de raciocínio é importante que ao concluir um determinado pensamento a pessoa descreva sua afirmação dentro de um contexto detalhado e não use afirmações generalizadas.

Observe que as generalizações contam com a interpretação implícita dos argumentos. Neste sentido, fica oculto o contexto, permitindo que cada pessoa imagine um contexto independente da real aplicação da frase.

Assim deveria ser o raciocínio.

Correr diariamente 30 minutos faz bem a saúde de todas as pessoas que, após consulta médica e exames de capacidade física forem diagnosticadas aptas para o exercício.

Pode parecer bobagem, mas diariamente recebemos informações sem nenhuma fundamentação e conseqüentemente nos iludimos. O maior problema é que estas ilusões irão formar nossa base de conhecimento para aplicação do raciocínio.

Não existe aplicação da lógica se a informação não for fundamentada e/ou validada. Observe que lógicas é uma metodologia com regras rígidas que exigem a fundamentação e validação do raciocínio.

Certa vez um professor levou para a sala de aula uma foto de uma pessoa caindo do décimo segundo andar de um prédio. Ao mostrar a foto para os alunos o professor pediu que estes concluíram o que teria ocorrido com a pessoa que aparecia em queda livre.

Rapidamente sem nenhum questionamento prévio, todos concluíram, morreu!

Afinal é muito difícil alguém cair do décimo segundo andar e sair vivo.

A foto era de um dublê que foi fotografado no momento do ensaio de uma queda, ninguém morreu.

No entanto, foi possível manipular a informação mostrando uma foto sugestiva e sem contexto adequado, Observe que mesmo usando o raciocínio fundamentado para se chegar em um resultado dentro da realidade é importante que as informações observadas sejam questionadas quanto a sua veracidade e contexto.

Alguns autores comparam a lógica como uma estrada, um caminho por onde a informação é organizada. É importante lembrar que uma conclusão correta não significa necessariamente uma informação verdadeira. A lógica é uma ferramenta que garante o raciocínio correto e não a informação correta.

Basicamente, Aristóteles trabalhou com validação lógica através do conceito de verdadeiro ou falso, usando um raciocínio binário onde só existem afirmações verdadeiras e/ou falsas, sem meio termo.

Seguindo a mesma linha de raciocínio de Aristóteles o matemático George Boole (1815-1864) criou o cálculo de Boole ou lógica Booleana. Esta metodologia é usada na criação do computador e dos circuitos eletrônicos digitais.

Outros pensadores foram surgindo no decorrer de nossa evolução e complementado o que hoje conhecemos por lógica.

Além da lógica de Aristóteles, existem outras metodologias de raciocínio como a lógica não-clássica, lógica paraconsistente e ainda a lógica de Fuzzy, lógica matemática e outras.

Não pretendo comentar cada um dos conceitos lógicos, mas gostaria de salientar um pouco e resumidamente a Fuzzy Logic ou em português, lógica difusa. Diferente do raciocínio Aristotélico a Lógica Difusa trabalha com o conceito de dualidade onde opostos devem coexistir. Basicamente este tipo de raciocínio é mais eficiente em trabalhos com informações vagas ou imperfeitas.

A Lógica Fuzzy trabalha com o raciocínio de aproximação de possibilidades, é mais eficiente em alguns casos que a teoria da probabilidade, já que é possível na Lógica Fuzzy trabalhar o raciocínio de uma forma ainda mais flexível que a própria probabilidade.

A lógica Fuzzy é largamente usada na Inteligência Artificial. Observe o leitor que a lógica Aristotélica e a Lógica de Fuzzy são basicamente opostas em seus conceitos uma trabalha de forma rígida com apenas situações verdadeiras ou falsas enquanto a outra usa de variações da percepção e atua por resultado aproximado.

Cada metodologia lógica é eficiente em uma determinada situação.

Quando alguém afirma alguma coisa, não esqueça de avaliar a fundamentação das afirmações bem como o tipo de lógica empregada e procure manter a mente aberta.

Para processar uma informação é importante que os fatos avaliados no raciocínio aplicado sejam verdadeiros, em outras palavras, sempre avalie o contexto das afirmações e questione quanto sua veracidade.

Quando uma afirmação é precisa procure observar a fundamentação através da Lógica Aristotélica, mas se a informação for vaga e não existe maneira de verificar a consistência, usar Lógica por aproximação de resultados é o mais indicado.

Aplicando a lógica certa para um determinado problema e sendo a informação verdadeira, o resultado será o mais próximo possível da realidade. Para traçar perfil de comportamento, os criminalistas usam do conhecimento lógico no intuito de identificar padrões existentes em uma determinada pessoa.

Através do conhecimento das diversas formas lógicas existentes, podemos construir uma grande variedade de soluções, identificar o perfil de pessoas e até mesmo verificar com maior clareza a consistência dos argumentos que diariamente nos são apresentados, diferenciando os enganos e mentiras e as afirmações consistentes.

A aprendizado de qualquer área do conhecimento, torna-se mais fácil quando o estudante domina a lógica do conteúdo estudado, neste sentido, é aconselhável praticar o raciocínio lógico no intuito de aperfeiçoar a técnica de entendimento, identificando assim, os diferentes critérios de realidade apresentados em cada conteúdo.

Replying to Avatar Rmv

O que é um ensaio acadêmico? O ensaio é um caminho pautado na percepção da experiência. Trata-se da implicação de uma dada subjetividade na relação com a vida, “não se trata de medir o que há, mas medir-se com o que há, de experimentar seus limites, de inventar suas possibilidades” (LARROSA, 2004, p. 37). Nesse sentido, o ensaio propõe um tipo de “rebeldia” em relação ao saber finalizado, definitivo, adquirido com instrumentos que apontam categoricamente para verdades que estão para além da experiência. Sob esse aspecto “a verdade do ensaísta não é algo exterior, mas algo que a própria vida faz” (LARROSA, 2004, p. 37).

Adorno (2003) esclarece que o ensaio não é uma forma de expressão totalmente livre, desprovido de lógica ou rigor do pensamento, segundo o autor:

O ensaio não se encontra em uma simples oposição ao pensamento discursivo. Ele não é desprovido de lógica [...]. Só que o ensaio desenvolve os pensamentos de um modo diferente da lógica discursiva [...]. O ensaio coordena os elementos em vez de subordiná-los (ADORNO, 2003, p. 43). Na percepção de Machado (2008) o ensaio enquanto forma de investigação especulativa, rigorosa e racional, se encontra no terreno da abdução, onde é possível sugerir, no rigor do pensamento, que alguma coisa pode ser. Assim defende a autora:

Se o contexto da investigação apresenta á própria descoberta por meio de um conjunto de interpretações, de probabilidades, de perguntas, de respostas desencadeadoras de novas perguntas, encontraremos no ensaio a forma aberta à expressão abdutiva de toda descoberta, capaz de acolher os pontos de vista e redirecionar posicionamentos (MACHADO, 2008, p. 64). Seguindo em uma direção parecida, Adorno (2003) entende o ensaio como um tipo de superação sistêmica, onde é desejável uma lógica capaz de “[...] conferir à linguagem falada algo que ela perdeu sob o domínio da lógica discursiva, uma lógica que, entretanto, não pode simplesmente ser posta de lado, mas sim deve ser superada em astúcia no interior de suas próprias formas” (p. 43). Larrosa (2004) ao propor como Foucault aborda a questão do ensaio, sinaliza que este é entendido como forma de expressão que se constitui:

[...] considerando a questão do presente (o ensaio como um pensamento no presente e para o presente); a questão da autoria (o ensaio como um pensamento na primeira pessoa); a questão da crítica (o ensaio como um pensamento que parte de um distanciamento crítico) e a questão da escrita (o ensaio como um pensamento consciente da sua própria condição de escrita) (LARROSA, 2004, p. 27). Tanto Larrosa (2004), Adorno (2003), Machado (2008) e Foucalt (1998), cada um ao seu modo, sugerem que o ensaio se trata duma forma dinâmica de organização do pensamento, capaz de promover uma investigação coerente e rigorosa, tendo como ponto de partida a experiência vivida, permitindo sugerir que alguma coisa pode ser.

Para entender melhor sobre como escrever um ensaio científico acesse algumas dicas pelo Gdrive em https://drive.google.com/drive/folders/1p7YC1mitY7QpBmtHm8Zq0LGwJ_LAb0cV?usp=sharing

Replying to Avatar Rmv

Doenças causadas pelo uso tecnológico: A tecnologia, em especial no campo da comunicação, é sem dúvida uma mudança significativa na história da humanidade. No entanto, nem tudo é positivo. Cada dia cresce o número de novas doenças e com uma quantidade considerável de pessoas afetadas. Outra questão interessante é o fato da tecnologia mudar nossa forma de viver, nosso comportamento e a maneira como percebemos o mundo.

Uma das doenças que vem chamando atenção é a síndrome da hipersensibilidade eletromagnética, reconhecida oficialmente pela primeira vez na Suécia em 1995, essa doença causa uma série de transtornos e inviabiliza que a pessoa tenha uma vida normal. É um tipo de sensibilidade (alergia) que causa fortes dores em algumas partes do corpo quando a pessoa está próxima de uma onda de rádio, também chamada de emissão eletromagnética. Praticamente em todos os lugares existem celulares e wi-fi. Com isso fica difícil para as pessoas com hipersensibilidade ao eletromagnetismo encontrarem um lugar tranquilo para viver.

Um outro problema grave com a hipersensibilidade eletromagnética é o isolamento social, já que a pessoa não consegue conviver nos mesmos ambientes que a maioria. Deixando muitas vezes seus familiares para residir em locais que possam ser afastados de qualquer tecnologia de rádio, em especial torres de celular e wi-fi. Com a falta de estudos para comprovar oficialmente se é um problema orgânico ou algo psicológico, as pessoas que sofrem dessa síndrome não possuem apoio oficial em alguns países, não existindo com isso um tratamento adequado que possa ajudar essas pessoas.

Insônia, alterações de humor, dores no corpo, forte enxaqueca, náuseas e diversos outros sintomas que causam mal-estar podem ser ocasionados por alguma sensibilidade da pessoa ao eletromagnetismo. Um teste simples e geralmente recomendado pelos centros especializados é se afastar dos eletrônicos e procurar ficar uns dias em algum local mais isolado, longe de tecnologias. Se os sintomas sumirem e aparecerem sempre que se está próximo de alguma emissão de rádio, pode ser um caso de hipersensibilidade ao eletromagnetismo.

Não conseguir ficar longe da tecnologia também pode ser uma nova doença, chamada de dependência ou vício em tecnologias. Nesses casos, os usuários não conseguem se afastar do celular, da internet ou do jogo preferido. Possuem uma compulsão em se manterem próximos ao equipamento, se isolando socialmente e em muitos casos ficam horas ou dias sem se alimentar, locomover ou mesmo ir ao banheiro. Entre essas dependências tecnológicas está a Nomofobia, que é um medo desesperador de perder o celular. O termo Nomofobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia” em outras palavras, medo de ficar sem telefone móvel.

O excesso de uso tecnológico também provoca outras doenças como a Síndrome do Olho Seco. Como algumas pessoas passam muito tempo olhando para as telinhas, monitores, display e televisão é comum que os olhos fiquem esgotados. Ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia são alguns indícios de potenciais problemas oculares. Tais problemas podem causar lesões e prejudicar a visão, em alguns casos, permanentemente.

Outro problema físico muito comum com o uso excessivo de tecnologias é a tendinite, ou ainda, Whatsappinite, Nintendinite, playstationite e assim por diante. Esses termos se referem ao processo de inflamação de certas partes da mão devido ao tempo excessivo de uso. Ficar teclando muito tempo no celular ou no Joystick pode causar inflamação de alguns dedos da mão. Além da mão a perda auditiva também vem crescendo com o uso abusivo de fones de ouvido. Sons em nível máximo quando usados por muito tempo podem comprometer a capacidade auditiva.

A lista de doenças vem crescendo, principalmente quanto às fobias. Como a Selfie Phobia que é o medo de tirar fotos de si mesmo, ou ainda a Expirar Fobia, um medo persistente de esquecer de renovar um nome de domínio. Também tem a Thread Phobia, que é o medo de comentar uma história. Tem ainda, a depressão causada pelas redes sociais, onde o usuário ao se deparar com muitas postagens de pessoas felizes acaba se convencendo que sua vida é ruim e se deprime.

Assim como o chamado efeito Google, onde uma pessoa pode desestimular sua memória ao saber que tudo pode ser encontrado na internet e assim perder o sentido de aprender ou melhorar seus conhecimentos. Não podemos deixar de fora a Síndrome do toque fantasma, ocorre quando o cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando no seu bolso.

Uma doença associada aos buscadores é a hipocondria digital, também chamada de cibercondria. O hipocondríaco é uma pessoa que possui um estado psíquico em que adquire a crença infundada de que padece de uma doença grave. Na cibercondria as pessoas acessam pela internet informações médicas e fazem um auto diagnóstico, adquirem a crença que possuem a doença observada na internet e sofrem muito com isso.

A tecnologia é muito boa, mas quando usada com cautela. Para aprofundar seu conhecimento, separemos um artigo acadêmico para você. https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1276.pdf

Replying to Avatar Rmv

Interferência solar na transmissão de rádio: O sol distante a 150 milhões de quilômetros e com um volume de um milhão de vezes maior que a terra, possui seu diâmetro na casa de 1.392.000 quilômetros. Constituído em sua maior parte por gás Hélio e Hidrogênio, estes aquecidos a 6.000 graus na superfície solar liberam elétrons e formam o chamado “plasma”.

Já no interior do sol, em seu núcleo a temperatura chega a quinze milhões de graus permitindo a ocorrência de reação nuclear.

Um calculo aproximado evidencia que o sol converte em seu interior quatro milhões de toneladas em energia por segundo e gera um média de energia em por volta de 3.860.000.000.000.000.000.000.000.000.000 watts. Para gerar todas esta potencia ocorre muita atividade no interior e na superfície do sol, estas atividades oscilam em períodos com maior e menor intensidade.

Freqüentemente ocorrem as chamadas “explosões solares” que lançam no espaço uma pequena parte de elétrons, energia subatômica e uma série de outras atividades.

Um dos ciclos que possuem interferência marcante na terra é o dos onze anos, conhecido como ciclo das manchas solares. Neste ciclo a cada onze anos a terra é bombardeada em maior intensidade por partículas que influenciam nas telecomunicações e nos aparelhos eletrônicos.

As partículas carregadas ao chegarem na terra sofrem influencia do campo magnético terrestre e mudam sua trajetória acompanhando o sentido das linhas de força terrestres, concentrando-se principalmente nos pólos e emitindo uma luz característica conhecida como Aurora Boreal.

A Aurora Boreal é um fenômeno que pode ser observado freqüentemente próximo aos pólos tendo sua origem em partículas eletrizadas provenientes do sol.

A faixa de freqüência mais afetada pela tempestade solar está nas ondas curtas, estas se beneficiam da ionosfera para sua propagação e quando a tempestade chega é na ionosfera onde ocorre maior concentração de partículas.

Estas partículas eletrizadas podem gerar ruídos elétricos em toda a faixa de rádio, podendo aparecer em linhas telefônicas comuns e também em outros sistemas elétricos.

Através da radioastronomia, (Estudo dos astros/espaço pela observação das freqüências de rádio) é possível monitorar as estrelas, incluindo o sol.

Uma freqüência bastante usada por astrônomos amadores é a de 137Mhz, é comum entre os estudiosos do assunto a modificação de rádios FM para a freqüência acima na intenção de captar as emissões solares que ocorrem em grande quantidade nesta faixa de freqüência. Assim estes pesquisadores “escutam” o sol.

As ondas de rádio geradas pelos eventos solares levam entre oito a dez minutos para percorrer o espaço entre o sol e a terra, já os efeitos da eletrização ocorrem em várias horas depois das emissões, estes eventos são mais lentos demorando horas para chegar a terra.

Independente do ciclo de onze anos, diariamente a terra recebe interferências relacionadas aos eventos solares, porém em menor intensidade.

Os colegas radioamadores que transmitem em ondas curtas conhecem bem este fenômeno e programam suas transmissões conforme previsões sobre as tempestades solares, algo semelhante às previsões do tempo.

Replying to Avatar Rmv

Sem fins lucrativos, um bom livro: No livro Sem fins lucrativos, a autora Nussbaum lança um alerta a respeito da crise silenciosa em que as nações descartam competências enquanto ficam obcecadas pelo Produto Nacional Bruto. Como por toda parte as artes e as humanidades estão tendo seu espaço reduzido, os atributos fundamentais da própria democracia estão sofrendo uma corrosão perigosa.

Nussbaum lembra que importantes educadores e responsáveis pela consolidação de identidades nacionais percebiam como as artes e as humanidades ensinam às crianças raciocínio crítico que é indispensável para agir com independência e para resistir com inteligência à força da tradição e da autoridade irracionais.

Os alunos de arte e literatura também aprendem a se colocar na posição dos outros, uma capacidade que é fundamental para uma democracia bem-sucedida e para o desenvolvimento de nosso olhar interno.

Este livro oferece aos leitores um chamado à ação, na forma de um projeto que substitui um modelo educacional que destrói a democracia por outro que a promove. Ele apresenta evidências convincentes, embora à primeira vista contra-intuitivas, de que o próprio fundamento da cidadania – sem falar na prosperidade nacional – depende das humanidades e das artes. O risco de ignorá-las é nosso.

Separamos para você uma resenha acadêmica sobre este livro. Escolha um dos servidores abaixo para acessar: https://drive.google.com/file/d/15wHs13PHpG0GC5tyqfTeUbPDOlcv4-lS/view?usp=sharing

Replying to Avatar Rmv

A luz pode afetar o comportamento humano: Estudos mostram que a luz influencia na aprendizagem, memória e ansiedade, afirmam os pesquisadores. Nós conseguimos mostrar que a luz também pode estimular respostas de medo condicionado.

Biólogos e psicólogos sabem que a luz afeta o humor, mas uma nova pesquisa efetuada na Universidade da Virgínia indica que a luz pode também estimular medo e ansiedade.

Existem diversos tipos de lâmpadas e uma variada gama de luzes. Conforme o tipo de iluminação no ambiente é possível estimular sensações distintas, influenciando o comportamento humano.

A descoberta foi publicada em 01 de agosto de 2011 na edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. “Olhamos para o efeito da luz no medo aprendido, porque a luz é uma característica global do ambiente e tem efeitos profundos sobre o comportamento e fisiologia”, disse Wiltgen, um professor assistente de psicologia e especialista em aprendizagem. ”A luz desempenha um papel importante na modulação da freqüência cardíaca, no sono, na digestão, nos hormônios, humor e outros processos do corpo. Em nosso estudo, buscamos verificar também, como isso afeta o estímulo ao medo.”

“Neste trabalho nós descrevemos a modulação do medo estimulado pela luz ambiente”, disse Provencio, especialista em luz e fotorrecepção. ”A desregulação do medo é um componente importante de muitos transtornos, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, fobias específicas e pós-traumático. Entender como a luz regula o medo pode auxiliar terapias destinadas a tratar algumas dessas doenças cuja base está no medo e na ansiedade“.