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O surgimento das primeiras cidades: O surgimento das primeiras cidades do mundo está ligado ao fato da natureza humana ser social. É muito difícil para um humano sobreviver sem participar de alguma tribo, pequeno grupo. Achados arqueológicos demonstram isso. Desde o início do surgimento do homem ele sempre fez parte de algum grupo.

Indícios sugerem que iniciamos nossa existência na terra coletando alimentos da natureza. Em uma dieta vegetariana. Muito tempo depois, em algum momento no passado começamos a caçar. Adicionando na dieta a carne de alguns animais.

Nesse período de coleta de alimentos e caça, éramos nômades, vivendo em pequenos grupos. Acredita-se que esses grupos em algum momento passaram a trocar objetos entre si, gerando um tipo de comércio baseado em trocas.

Existem diversos motivos para se deixar a vida nômade e pensar numa maneira de se estabelecer em algum lugar. Um dos problemas é o número de pessoas em uma tribo. A tendência é que cresça o número de pessoas e quanto maior um grupo, mais difícil se locomover. Outra dificuldade é conseguir um local com alimento suficiente para coletar e atender todos do grupo, se ele crescer.

Ao certo ninguém sabe quando os humanos passaram de nômades para grupos assentados. O que sabemos é baseado nos materiais encontrados em escavações. Esses materiais dão pistas de como viviam as pessoas daquela época. Bem como a quantidade média de pessoas em um dado grupo.

Com base nas evidências encontradas, os humanos iniciaram as primeiras cidades mais ou menos 3500 anos antes de Cristo. Para que pudessem se assentar é necessário garantir o alimento. Para praticar agricultura era preciso estar perto de boas fontes de água potável. Toda plantação exige água para poder crescer. E não pode ser água salgada.

Por isso que o surgimento das primeiras cidades, que eram agrícolas, ocorreu no entorno de algum rio ou lago. Esse foi o caso do rio Nilo no Egito. E também dos rios Tigre e Eufrates que estão no entorno da mesopotâmia, região onde fica o Iraque e seus vizinhos.

Na medida em que os humanos deixaram de ser nômades e passaram a plantar, surgiu uma série de necessidades tecnológicas e de convivência. Entre elas, ter a posse do lugar e cuidar para não ser invadido, destruído e saqueado. Com muitas pessoas convivendo juntas em um mesmo território, surgiu também a necessidade de organização. Tanto da logística, ruas, endereços, etc. Como das regras de convivência, normas e leis.

É consenso entre os estudiosos que as cidades surgem motivadas inicialmente pela agricultura e depois pelo comércio. Com a necessidade de plantar surge também a necessidade de criar ferramentas e organizar os grandes grupos. Surgindo assim, as primeiras cidades, com suas regras e tarefas distribuídas. Junto com o surgimento das cidades, tem início o comércio.

Na medida em que as cidades vão crescendo e o número de pessoas vai ficando muito grande. A complexidade para organizar as coisas se multiplica igualmente, até chegarmos nas cidades de hoje. E suas profissões, jornadas de trabalho, economia, policiamento, justiça, modelo político, etc.

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O primeiro robô bom de papo: Eliza, desenvolvido por Joseph Weizenbaum em 1966 e apelidado por alguns de “terapeuta” foi o primeiro chatterbot bem sucedido, tornando-se o marco inicial no desenvolvimento dos simuladores de diálogos.

Na ocasião o chatterbot Eliza impressionou devido ao fato das pessoas que conversaram com o robô saírem do diálogo convencidas que este era capaz de compreender. Este efeito que o software Eliza produziu nas pessoas surpreendeu os pesquisadores da época, motivando uma série de estudos.

O software Eliza foi desenvolvido tendo como pano de fundo a psicanálise com base nas teorias do psicólogo Carl Rogers, onde o terapeuta deve acolher o mundo particular do cliente assumindo como se fosse o seu próprio mundo. Esta conexão ou acolhimento estimula no paciente um caminho para reorganização da compreensão. Consiste basicamente em um ato de escuta e estimulo ao diálogo por parte do terapeuta, sem que este assuma um juízo ou tente explicar as ações do paciente.

Este procedimento foi conseguido com o software Eliza através do processo de introspecção, onde o interlocutor ao se comunicar com o aplicativo era encorajado a escrever mais sobre o assunto abordado. Ao colocar o interlocutor no centro do diálogo, Eliza pôde assumir um papel secundário onde sua função se restringia em estimular o usuário em responder suas próprias questões.

Através de um conjunto reduzido de expressões em aproximadamente 204 linhas, Eliza conseguia estimular uma investigação sobre o assunto abordado, veja um exemplo abaixo:

Usuário: Os homens são todos iguais.

Eliza: De que maneira?

Usuário: Eles estão sempre incomodando-nos sobre uma coisa ou outra.

Eliza: Você consegue pensar em um exemplo específico?

Usuário: Bem, meu namorado me fez vir aqui.

Eliza: Fico pesaroso pelo fato de você estar triste.

Usuário: É verdade. Eu sou infeliz.

Eliza: Isso tem algo a ver com o fato de seu namorado te fazer vir aqui?

Na construção do diálogo acima o chatterbot Eliza devolve ao interlocutor as questões colocadas dando a sensação de compreensão, embora a ferramenta seja incapaz de contextualizar sentenças.

Para cada expressão do usuário Eliza efetuava uma busca seqüencial por grupos de palavras estratégicas em uma tabela. A saída então era montada tendo como resposta um roteiro previamente inserido em cada grupo das palavras-chave.

O método de funcionamento do Eliza foi inspiração para surgimento dos sistemas populares de chatterbots baseados em AIML e também para organização e lançamento da fundação A.L.I.C.E.

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Abdução em Peirce: O termo Abdução foi cunhado pelo filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) para demarcar um tipo de raciocínio onde a conclusão é apenas provável, mas foi Peirce (1980) quem refinou e adaptou o termo para descrever um método de escolha que buscasse privilegiar a explicação mais provável, sendo empregado em filosofia como uma ferramenta de delimitação na construção da argumentação, onde o propósito é sugerir uma melhor escolha ou possibilidade. O foco central da Abdução proposta por Peirce (1980) é fomentar a construção de um raciocínio estratégico que na medida do possível seja capaz de atender de forma clara, simples e eficiente, a manifestação de uma possibilidade.

Peirce (1980) iniciou a corrente de pensamento filosófica conhecida como pragmatismo, tendo como ponto de partida seu ensaio “como tornar claras nossas ideias” publicado em 1878. O termo Pragmatismo foi definido na ocasião como concepção segundo a qual as coisas são aquilo que elas podem realizar, enfatizando a ligação entre pensamento e ação, onde o significado de algo é conseguido através da possibilidade de suas consequências práticas.

Para identificar tais consequências práticas, entendendo estas como a relação entre pensamento e ação, Peirce (1980, p. 46) diferencia seu método de Abdução observando que na busca pelo conhecimento, “Dedução prova que algo deve ser; Indução mostra que algo é atualmente operatório; Abdução faz uma mera sugestão de que algo pode ser”. Essa afirmação permite sugerir que Abdução, Indução e Dedução podem atuar como estágios interconectados na construção de um raciocínio.

O Pragmatismo de Peirce (1980) e o método de Abdução se entrelaçam de tal forma que dificilmente podem ser dissociados. “Examinando bem, vê-se que o problema do pragmatismo é o problema da lógica da Abdução” (p. 113), onde o pressuposto central admite que a ideia de significado necessariamente envolve uma referência, a intenção.

A questão central do pragmatismo e da lógica da abdução consiste em responder, de forma lógica, e não psicológica, a pergunta: “Qual é a prova de que os efeitos práticos de um conceito constituem a soma total do conceito?”

Colocar em termos lógicos perspectivas sobre a forma de organização do raciocínio proporciona meios para testar artificialmente uma dada forma de estrutura do pensamento, em especial no âmbito da ciência da computação, através das simulações e experiências em Inteligência Artificial – I.A. Sob esse aspecto, Peirce (1980) ofereceu contribuições para implementação e estudo de algoritmos computacionais que produzem certas formas de raciocínio, também empregados em pesquisas no campo da informática em educação, onde o modelo lógico da Abdução é uma das lógicas aplicadas em agentes tutores artificiais, que buscam optar por uma melhor escolha frente às múltiplas possibilidades.

A pretensão em sugerir qual pode ser a melhor escolha para um dado evento não é isenta de dificuldades, uma vez que o termo “melhor” assume um caráter relativo e dependente das regras, intenções e percepções que o constitui. Podendo ser entendido como melhor perspectiva frente às múltiplas possibilidades aquela estratégia de raciocínio que atende a um dado conjunto de critérios em sintonia com um objetivo ou intencionalidade.

Dennett (2006) tenta esclarecer o uso de uma estratégia de raciocínio sugerindo que se imagine uma pessoa jogando xadrez contra um computador e salienta que uma estratégia para se ganhar da máquina, ao observar sua forma de agir, é admitir, mesmo que não seja realidade, o fato da máquina intencionar vencer o jogo. Tal estratégia pode se mostrar uma melhor escolha na medida em que é possível prever, ainda que por simulação, as reações da máquina, antecipando sua jogada. Explica Dennett (2006, p. 37):

Vê-se o computador como um sistema intencional. Prediz-se o comportamento, neste caso, atribuindo ao sistema a posse de determinada informação, e pressupondo que ele é regido por determinados objetivos, e então elaborando a ação mais razoável e apropriada com base nessas atribuições e pressuposições.

Na Abdução, os critérios que delimitam a busca no intuito de definir uma melhor escolha sobre algo que pode se dar a partir de suas ações e consequências, perpassam por regras como, simplicidade, testabilidade, coerência e abrangência.

O critério de testabilidade ou previsibilidade assume como pressuposto, que a melhor explicação consiste naquela cuja previsão possa ser confirmada ou desmentida. Já o critério de abrangência sugere que, na medida do possível, deve ser escolhida a possibilidade que explique o máximo de coisas. Peirce (1980) acreditava que não era possível a prática preditiva ou a testabilidade sem a admissão, mesmo que estratégica, de alguns universais, como as leis da física, tendências do comportamento racional, regras de inferência lógica, entre outros.

No critério de simplicidade a ideia é adotar como escolha a explicação que exige menor número de sequências causais, no intuito de especular o mínimo possível as questões que estão para além das evidências e, no critério de coerência, a proposta é considerar primeiro as explicações já conhecidas, antes de eleger explicações pouco convencionais.

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Tecnologia do andador para bebês em 1950: Usar de algum aparato tecnológico para ajudar as crianças não é algo apenas dos dias de hoje. Em 1950 era comum no EUA o uso de andador para bebês confeccionados com varetas que lembravam uma saia feminina. Tanto na época como nos dias atuais, esta tecnologia é motivo de polêmica.

Muitas pessoas acreditam nos benefícios, enquanto outras são totalmente contra. Alguns estudiosos falam de problemas físicos, enquanto outros alertam para possíveis acidentes domésticos e atraso no aprendizado. Na perspectiva dos especialistas, manter o bebê num mecanismo de ajuda para andar pode causar algum tipo de problema psicomotor.

Que o equipamento pode ser um alívio para os pais, ninguém duvida. Principalmente para quem tem de cuidar do bebê e ainda arrumar a casa ou fazer outras atividades ao mesmo tempo. No entanto, é importante observar que é justamente aí que está o problema. Ao descuidar um segundo da criança o equipamento pode ser precursor de acidentes domésticos.

Outra questão é o tempo de permanência do bebê no equipamento. Algumas horas já é suficiente para comprometer o desenvolvimento da criança, segundo alguns especialistas. As instituições responsáveis por estudar o assunto não são favoráveis ao uso por acreditarem que o andador para bebê prejudica em vários sentidos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) o uso deste equipamento provoca uma série de prejuízos nos bebês, mesmo nos dias atuais. Entre os problemas estão o retardo no desenvolvimento psicomotor e acidentes domésticos causados pelos andadores. Em alguns municípios brasileiros, as creches foram proibidas de usar este equipamento.

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Acredite no Backup: O cenário é sempre semelhante, expressões fúnebres e a certeza do prejuízo ocasionado pela perda de dados fundamentais ao funcionamento logístico e administrativo da empresa.

Durante o tempo que trabalhei na pesquisa sobre recuperação de dados era comum algumas empresas aparecerem na faculdade pedindo ajuda para tentar evitar uma crise tecnológica em andamento.

Lembro de uma ocorrência onde a folha de pagamento de uma grande empresa foi corrompida, devido uma falha de hardware, e o gerente por descuido não efetuou o backup. Sem a contabilização das horas e o sistema de gerenciamento da folha de pagamento dos mais de 15000 funcionários comprometida pela ausência dos dados perdidos, faltando uma semana para os pagamentos. A expressão de pânico de alguns funcionários era de dar pena, principalmente na hora de informar que a recuperação não era possível.

Em outro evento um senhor muito preocupado buscou informações sobre a possibilidade de encontrar meios para recuperar todos os processos que seu escritório de direito tinha perdido devido uma invasão no servidor onde o hacker fez sumir os documentos. Para sorte do escritório e felicidade deste senhor, os documentos ainda estavam no Disco Rígido.

No período em que trabalhei com estudos sobre recuperação de dados, o número de problemas que surgiam foi impressionante. O que mais surpreendia era o fato das perdas serem na maioria dos casos consequência de pouca atenção no uso de ferramentas de backup.

Em alguns casos ocorreram demissões da equipe técnica e os prejuízos foram inevitáveis, em outros, a sorte favoreceu.

Negligenciar com a política de gestão de dados pode ser algo bastante problemático com consequências desagradáveis. Em geral se espera aparecer o problema para correr atrás da solução.

O Heitor Farias, autor do livro Bacula, tem feito militância no sentido de mostrar a importância de um comportamento preventivo como meio de se evitar uma crise tecnológica, indicando como solução o software livre.

Se você possui dados importantes, não esqueça de dar uma olhadinha em como está seu sistema de backup e sua política de gestão de dados. Prevenir ainda é melhor que correr atrás do prejuízo.

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O poder de comunicação das celebridades: Em 14 de dezembro de 2016 um artigo publicado na revista acadêmica TheBMJ, por pesquisadores da Universidade de Harvard, levantou o efeito que celebridades poderiam causar no comportamento em massa. A instituição BMJ é provedora de conteúdo científico para a área da saúde.

O caso analisado foi a declaração em 14 de maio de 2013 da atriz Angelina Jolie, na ocasião ela anunciou no New York Times a realização de uma dupla mastectomia para prevenir o cancro da mama. Nas duas semanas seguintes após a matéria o número de exames ao gene BRCA1 aumentou 65% nos Estados Unidos da América e o debate sobre o câncer de mama também foi ampliado.

A análise dos dados sobre o comportamento da população apontou que as ações das celebridades podem ter um efeito motivacional e imediato numa boa parcela da população. Anúncios como o realizado pela Jolie podem ser um meio de baixo custo para motivar uma grande audiência de forma rápida. No entanto, o efeito pode não ser eficaz.

Neste caso específico, como o gene BRCA1 é raro, o exame só é justificado em uma parcela muito pequena da população, já que a pessoa precisa ter um histórico muito específico para ser considerada na área de risco. Porém, motivados pela declaração da atriz, foram gastos mais de 14 milhões de dólares em exames ao gene BRCA1. Sem uma real necessidade, segundo especialistas.

O estudo também indicou que embora tenha ocorrido na época um aumento de 65% dos testes, o número de mastectomias se manteve igual aos anos anteriores, sugerindo que os resultados obtidos pelas pessoas que fizeram o exame, motivadas pelas declarações de Jolie, não resultaram em diagnósticos preocupantes.

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O fenômeno eletromagnético do cérebro: Com o avanço das tecnologias e dos equipamentos de medições, alguns detalhes sobre o funcionamento do cérebro estão sendo desvendados. Uma curiosidade está no fato do cérebro funcionar através de múltiplas ondas eletromagnéticas. Os cientistas estudam geralmente redes cerebrais, estas são áreas do cérebro que trabalham regularmente em conjunto. A observação destas áreas é feita utilizando imagens de ressonância magnética para acompanhar o fluxo sanguíneo.

O pressuposto científico é que um aumento no fluxo de sangue para uma parte do cérebro indica atividade aumentada nas células cerebrais dessa região. A conclusão é que um determinado evento no cérebro tem como consequência maior fluxo de sangue.

Como a ressonância magnética trabalha na observação dos fluxos sanguíneos e estes ocorrem em uma média a cada 10 segundos, existe limitação para frequências maiores que 0,1 hertz. Acima disso a ressonância magnética não consegue observar.

Atualmente os cientistas já conseguiram determinar que alguns sinais no cérebro estão na faixa de 500 hertz. Uma técnica chamada magnetoencefalografia consegue detectar sinais até 100 hertz, com eficiência. Observação do cérebro acima dos 100 hertz ainda é uma tarefa complicada devido a nossa tecnologia atual, precisamos evoluir um pouco mais, é uma questão de tempo.

O que se conseguiu observar até o momento é que o cérebro possui um complexo sistema de redes neurais que evitam colapsos e choques no fluxo de sinais através do método de diferenciação da frequência de pulso eletromagnético. Em outras palavras, o cérebro usa de diversas frequências diferentes para entregar corretamente um determinado fluxo de informação, sem misturar os dados.

Por exemplo, as redes que incluem o hipocampo, uma área do cérebro crítica para a formação da memória, funcionam em frequências na faixa de 5 hertz. No caso das redes envolvidas nos sentido de direção e movimento, funcionam frequências entre 32 e 45 hertz. Muitas outras redes cerebrais são constituídas nas frequências entre oito e 32 hertz.

Ainda não é completo o mapeamento do cérebro e muito depende de tecnologias futuras. Perto do que falta conhecer avançamos uma pequena parte.

Pessoas com doenças como esquizofrenia, depressão, entre outras, apresentaram uma diferença na freqüência eletromagnética de certas regiões em comparação com as pessoas sem a manifestação destas doenças. Uma falha na freqüência de transmissão dos dados parece gerar o comportamento esquizofrênico ou depressivo.

Pesquisadores da Washington University School of Medicineem St. Louis, do Centro Médico da Universidade de Hamburgo-Eppendorf e da Universidade de Tubingen, estão trabalhando no mapeamento destas múltiplas frequências na busca por desvendar a complexa engenharia eletromagnética do cérebro. Alguns resultados foram publicados em 2012 na revista científica Nature Neuroscience.

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Jovens viciados em internet e o problema social: Na história do desenvolvimento tecnológico a sociedade vem se desenvolvendo em dois grupos distintos. Aqueles que admiram muitas vezes ingenuamente a tecnologia e os que temem seus efeitos. Muitos intelectuais desenvolveram teses caracterizando a tecnologia como maligna, alienadora da humanidade e destruidora de empregos e sociedades. Aparentemente os viciados em internet surgem por todo o planeta.

Alguns educadores defendem que o problema da falta de disciplina de seus alunos é decorrência da influência tecnológica.

Um estudo realizado pela Duke University em 2010 e noticiado no Terra Notícias concluiu que os computadores prejudicam o rendimento das crianças. Os resultados e conclusões destes pesquisadores são apenas uma parte do problema. Não é aconselhável esquecermos que toda tecnologia existente é na verdade uma ferramenta manipulada por pessoas. Ao afirmar que o computador prejudica o desempenho escolar fica ocultado a falta de orientação dos pais e professores.

Se a criança está tendo problemas com uma tecnologia, é mais provável que isso ocorra por causa da falta de orientação ou supervisão dos pais e professores, em vez de ser causada diretamente pelo equipamento tecnológico. Neste sentido, não existe tecnologia maligna e sim o uso inadequado da ferramenta tecnológica. Ponderar sobre o uso, aplicação, limitação de uma tecnologia e apontar para as pessoas ou empresas responsáveis, acarreta resultados diferentes daqueles encontrados pelos estudos que atribuem responsabilidade ao equipamento tecnológico.

É consenso acadêmico que somos seres histórico-sociais e isso significa entre outras coisas que a base do desenvolvimento humano ocorre sob tutela da sociedade, em outras palavras, a solução dos problemas tecnológicos pode ser encontrada no complexo relacionamento entre empresários, pais, educadores, governo e todos os envolvidos no fomento e uso destes equipamentos.

Fico com a impressão que deslocar o problema do caráter social para uma tecnologia maligna, permite apontar soluções de fácil aplicação, mas pouca eficiência. Em uma época de intensa individualidade, talvez não seja a mais agradável sugestão apontar para o fato da importância de cuidarmos uns dos outros, no entanto, esta parece ser a resposta mais eficiente no problema de relacionamento entre homem e máquina.Somos seres sociais que atualmente reivindicam o direito de individualidade extrema, algo que não parece muito saudável.

A tecnologia não é maligna, mas nossa relação com ela pode ser bastante perigosa. Não podemos omitir as consequências e nem disseminar ou promover a ingenuidade tecnológica. Assim como não é adequado culpar uma simples máquina. Um dos fenômenos que impressiona quando o assunto é tecnologia, se refere ao prejuízo psicológico que muitas pessoas estão vivenciando. Em especial, ao conviver com tecnologias como celulares, games e Internet. Muitas vezes é difícil acreditar nos danos que um simples computador ou videogame pode proporcionar. Ingenuamente muitas pessoas tendem a comprar seus equipamentos assumindo uma postura totalmente positiva frente ao equipamento tecnológico.

O excesso de confiança e a ingenuidade tecnológica podem conduzir pais e filhos diretamente para uma armadilha bastante desagradável e dolorosa. A Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro inaugurou em 2010 o serviço gratuito para dependentes eletrônicos.

O fenômeno também está sendo pesquisado pelo departamento de psiquiatria da Unifesp. Através do Programa de orientação e atendimento ao dependente (Proad) e pelo Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI) da PUC-SP. Segundo o instituto britânico Advances Psychiatric Treatment (2009), o fenômeno da dependência eletrônica é mundial, afetando de 8% a 10% da população usuária da tecnologia. Estima-se que o maior número de pessoas afetadas está na faixa entre 12 a 18 anos de idade.

Em maio de 2010 foi noticiado pela rede NBC a morte de uma menina sul-coreana cujos pais negligenciaram o cuidado ao passar 10 horas por dia em uma lan-house cuidando de um bebe virtual. O pai de 41 anos e a mãe de 25 foram ambos acometidos pela compulsão em um game virtual. Ironicamente este game simula o atendimento e cuidado de um bebê.

No Japão quatro adolescentes morreram de complicações físicas ao passarem dias em frente ao computador. Eles passaram a jogar sem alimentação adequada e apresentando privação do sono. No sul da china em uma clínica para viciados em internet um menino foi espancado até a morte. Segundo a Internet World Stats, em maio de 2010, o número de internautas no mundo ultrapassa 1,3 bilhão. Contabilizando uma média de 100 milhões de viciados nesta tecnologia.

Em geral as pessoas acometidas pelo vício tecnológico apresentam um comportamento que contempla ausência de outras fontes de lazer. Baixa qualidade dos relacionamentos, dificuldades no trabalho ou escola e crise de abstinência quando longe da tecnologia. Existem casos em que jovens viciados em internet chegam a roubar dinheiro para uso em Lan-House. Bem como, para manter ativo o plano de dados do celular.

O psiquiatra Fabio Barbirato, alerta que os pais devem limitar o contato dos filhos com estas tecnologias, permitindo o máximo de 2 horas por dia. Uma vez detectado sinais evidentes do vício, é aconselhável procurar por ajuda especializada.Para evitar este tipo de problema, os especialistas reforçam a importância da atenção familiar, o incentivo para atividades e convívio com pessoas fora do universo virtual, reforçando os laços sociais.

Além do problema associado aos distúrbios mentais, a tecnologia da informação oferece uma armadilha igualmente perigosa para crianças e adolescentes no âmbito da publicidade infantil.Estima-se que uma criança sem o acompanhamento de pais e educadores possa acabar desenvolvendo problemas sociais por conta dos estímulos distorcidos das estratégias publicitárias e mensagens existentes nos filmes e programas cujo intuito é promover o consumo irracional.

Novamente a solução se encontra nas relações sociais entre educadores, pais e governo. Relação dificultada pela necessidade extrema de individualização. Talvez devêssemos nos perguntar se a individualização tão estimulada pelos veículos de comunicação não seja uma forma inteligente de promover o consumo voraz irracional e garantir a omissão dos educadores e demais envolvidos na proteção à criança.

Alguns grupos lutam pela fiscalização e regulamentação da publicidade infantil e apontam como grande vilão as agências de comunicação, no entanto, parece que assim como ocorre com a tecnologia “maligna”, as pessoas estão omitindo o importante fato das relações sociais estarem sendo negligenciadas e o problema é transferido novamente para um único vilão. Mais informações acesse: https://dependenciadeinternet.com.br/

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O surgimento da EaD: Fornecer capacitação profissional para alguém que não pode estar presente em uma sala de aula é o principal objetivo da educação a distância, EaD. Tendo como resultado uma maior propagação do conhecimento.

Em 1728 nos EUA o professor Caleb Philips enviava lições por correspondência para seus alunos cuja distância impedia o acesso ao curso. Em 1840 era possível participar de um curso de taquigrafia por correspondência na Grã-Bretanha e cursos preparatórios a distância para concursos públicos já eram oferecidos em 1880.

Nesse sentido, é possível afirmar que a prática de ensino a distância não é algo novo na história da educação. No entanto, foi na década de 1970 que essa modalidade ganhou força, sendo adotada por universidades de diversos países. Entre elas, a Open University na Inglaterra, cujo êxito na educação a distância se tornou referência mundial.

No Brasil o ensino a distância chegou em 1904 através de uma instituição internacional de educação que oferecia cursos profissionalizantes para quem estava em busca de capacitação profissional. O material didático era enviado por correspondência até a residência do aluno. As dúvidas eram resolvidas através de cartas entre os professores e os estudantes.

Os primeiros métodos de ensino a distância iniciaram por correspondência, sendo adaptados conforme foi ocorrendo os avanços tecnológicos, como a popularização do rádio, televisão e dos computadores.

Com a popularização do rádio foi fundada em 1923 a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro com o objetivo de possibilitar a difusão de conteúdo educativo. Aulas em áudio eram transmitidas abordando diversas disciplinas. Esse modelo foi adotado por várias instituições com o tempo. Incluindo em 1950 o Senac, que tinha a Universidade do Ar, focado na transmissão radiofônica de aulas em áudio e variado conteúdo educativo. O governo também lançou através do rádio o Movimento Brasileiro de Alfabetização – MOBRAL, que se efetivou na década de 1970.

No âmbito da televisão foi popular no Brasil o Telecurso 2o grau, um método de ensino a distância em caráter de supletivo que abrangia da 1a à 3a série do ensino médio. Lançado em 1978 pela Fundação Roberto Marinho, foi elaborado em parceria com a TV Cultura e estreou em todo o país através de 39 emissoras comerciais e 9 TVs Educativas. O programa era voltado para pessoas com mais de 21 anos que pretendiam fazer os exames supletivos oficiais para obter certificado de conclusão do 2º grau. Depois, em 1981, a Fundação Roberto Marinho, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade de Brasília (UnB), lançou o Telecurso 1º grau, que abrangia da 5ª à 8ª série do ensino fundamental.

Atualmente com a possibilidade dos computadores, celulares e tablets conectados na internet, o acesso e o surgimento de cursos online é na faixa dos milhares. Sem contar os e-books, apostilas, vídeos e podcast espalhados pelo mundo. O conhecimento está literalmente ao alcance da mão, ao passo de alguns cliques.

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Como funciona a universidade sem professores: Xavier Niel é um empresário francês que em parceria com alguns sócios fundou na França em 2013 uma instituição de ensino sem professores. Em 2016 uma filial foi instalada no Vale do Silício. A Universidade 42 é a primeira instituição educacional que funciona exclusivamente por aprendizagem colaborativa sem mediação de professores.

Em funcionamento desde 2013 a universidade sem professores já formou diversos alunos em programação de computadores. Basicamente as empresas do setor de tecnologia passam alguns projetos para serem desenvolvidos pelos alunos da universidade. Estes alunos se organizam em grupos de estudo e juntos vão aprendendo os segredos da programação de computadores enquanto trabalham em soluções reais para as empresas conveniadas.

Como as empresas que oferecem os trabalhos também acompanham o progresso dos alunos, geralmente eles já saem da faculdade com bons empregos.

Para ingressar não precisa ter nenhum tipo de diploma ou conhecimento prévio em computação e a faculdade é totalmente gratuita. No entanto, os candidatos enfrentam 4 semanas de avaliações práticas que testam o perfil do estudante, incluindo sua capacidade de trabalho em equipe e disciplina para estudar. Como a essência é a colaboração mútua, as avaliações são rigorosas nesse sentido.

A teoria que fundamenta a universidade sem professor é a metodologia de projetos. Basicamente um grupo de alunos recebe um projeto para desenvolver relacionado com a disciplina que está cursando. De posse das tarefas, os alunos correm atrás do conhecimento necessário para concluir o desafio, compartilhando experiências e aprendizados.

Não são todos os tipos de cursos que possibilitam o aprendizado sem professor. No caso da programação de computadores a dinâmica que envolve o aprendizado é muito prática e isso facilita o aprender fazendo. Outro detalhe, é que nem todas as pessoas conseguem se adaptar a esse modelo de ensino, já que exige um perfil colaborativo capaz de lidar com as dificuldades dos trabalhos em equipe. Parte do sucesso da Universidade sem professor está no rigoroso processo seletivo dos alunos.

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Crianças, tecnologia e doenças: As tecnologias que inventamos possuem um papel importante em vários aspectos. Entre eles o de igualar as pessoas. Com o avanço tecnológico cada vez mais podemos fazer de tudo, sem distinção de idade, sexo ou força física. Apenas para citar algumas vantagens, nós melhoramos a saúde com os remédios, superamos obstáculos com as próteses, eliminamos as distâncias com a internet e diminuímos trabalhos perigosos com o uso de robôs. Sem dúvida as tecnologias melhoraram muito nossas vidas.

No entanto, a forma como usamos esses equipamentos, também trazem uma série de complicações, acidentes e doenças que poderíamos evitar. Entre esses problemas se destaca uma séria diminuição da saúde em crianças. Alguns estudos sinalizam que nossas crianças estão cada vez mais fracas, obesas e acumulando uma variada gama de problemas físicos. Tudo devido ao excesso no uso de tecnologias como televisão, games, celulares, tablets e alimentação.

Alimentação e falta de exercício são os principais motivos na maioria dos problemas. Como atualmente os alimentos são industrializados, produzidos tecnologicamente e muito calóricos, com excesso de substâncias como sal, açúcar, entre outros, acabamos comendo mais que o necessário. A falta de exercícios potencializa o acúmulo de calorias e diminui a capacidade física, deixando as pessoas mais frágeis e propensas a uma série de doenças.

Alguns especialistas alertam na imprensa que provavelmente uma boa parcela de crianças dessa nova geração viveria menos que seus pais. Estamos perdendo hábitos importantes e saudáveis. Alguns indicadores apontam que 80% da população não faz o mínimo de exercício necessário para manter o corpo saudável. Na década de 80 caminhávamos em média 10 mil passos por dia, hoje baixamos para 2 mil apenas. Com as crianças não é diferente. Aos poucos, substituímos as brincadeiras de rua como jogar bola, correr, nadar, por brincadeiras com equipamentos digitais, games e atividades que mantém a criança parada em frente ao computador ou celular.

Um estudo elaborado pela educadora física Ana Beatriz Moreira, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2017, analisou 200 crianças entre seis e dezessete anos de idade e constatou que 75% dos jovens tinham menos força muscular que o esperado e 32% desses jovens estavam acima do peso. Em parte, devido ao fato da maioria dos pais não considerar o sobrepeso dos filhos como um problema de saúde. Entendendo como desnecessário cuidar do assunto, os pais acabam deixando as crianças sem supervisão, comprometendo a educação tecnológica e alimentar.

Uma outra característica interessante que alguns estudos sinalizam é uma possível diminuição da sociabilidade e do autocontrole, já que as crianças podem ir se isolando das outras diminuindo a experiência do contato direto. Se relacionar com outros através das redes digitais não tem o mesmo efeito que um relacionamento presencial, físico.

Pediatras aconselham que o contato com a tecnologia não ocorra antes dos dois anos de idade. Aconselham também, que os pais monitorem e ensinem seus filhos para um uso consciente das tecnologias. Sendo necessário estipular aos jovens longos períodos diários sem o uso de televisão, celulares, internet, etc. Uma tarefa difícil nos dias de hoje.

No entanto, sem uma educação que contemple o uso consciente de tecnologias, alimentação e prática de exercícios, provavelmente uma série de doenças que foram detectadas como ocorrências motivadas pelas tecnologias irão entrar em nossa rotina. Epidemias como o transtorno do sono em crianças, devido ao alto estímulo tecnológico e ausência de cansaço físico, distúrbios de comportamento e agravos psicológicos, devido diminuição do convívio social direto, sem mediação da tecnologia. Aumento do diabetes, da pressão alta, da obesidade, problemas musculares, auditivos e visuais podem se multiplicar em larga escala em pessoas jovens. Doenças que antes faziam parte da rotina dos idosos, podem afetar toda uma população jovem.

Substituir saúde e qualidade de vida por tecnologia, não parece uma boa ideia. O adequado é que consigamos conviver de forma saudável com nossas invenções. Para isso, educar as crianças é imprescindível.

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Notícias como fragmentos da realidade: É comum a publicação de notícias equivocadas ou tendenciosas. Mesmo os jornais mais tradicionais já produziram sérios erros de publicação. Por este motivo é aconselhável ao leitor assumir uma estratégia de interpretação. Existem os erros propositais e aqueles decorrentes de interpretações equivocadas, erros de expressão ou ainda, manipulação dos mecanismos de imprensa.

Lembro de um jornal internacional que publicou certa vez a imagem de pessoas festejando e noticiou que tais imagens eram comemorações sobre a queda das torres gêmeas, motivando o preconceito generalizado entre nacionalidades. O problema é que tais imagens eram de uma festa que ocorreu no ano anterior ao evento noticiado.

Em outra ocasião a mídia em geral noticiou exaustivamente algumas tecnologias no intuito de gerar tendências de consumo, este foi o caso do Second Life cujo esforço dos veículos publicitários não obteve sucesso no Brasil, até o momento.

É muito diferente falar de uma ocorrência e criar ou falsificar informação, no entanto, ambos os casos podem gerar uma necessidade de se ocultar dados relevantes na intenção de promover tendências.

Uma das formas de evitar a ilusão das informações tendenciosas consiste em pesquisar sobre os argumentos contrários do que é noticiado e verificar evidências e suas fontes. Fabricar evidências é relativamente fácil, por isso é importante ficar atento para a credibilidade e seriedade da fonte que promove a suposta evidência.

Com agilidade e liberdade de comunicação que possuímos atualmente, falsas evidências são desmascaradas após um breve período.

Perguntar pelas evidências e buscar as afirmações contrárias pode ser uma boa maneira de evitar ilusões. Afirmações contrárias permitem avaliar e equilibrar os argumentos, ou seja, “Verificar os dois lados da moeda”.

Pensar nas notícias como fragmentos da realidade pode ser uma boa forma de encarar afirmações e amenizar os efeitos tendenciosos. Em geral as notícias não conseguem transmitir todo o contexto de um evento, apenas parte é captada, fragmentos.

Interpretar fragmentos, sem contexto adequado, leva aos erros mais comuns. Antes de aceitar uma informação como verdadeira é aconselhável verificar possibilidades opostas. Algumas pessoas defendem a ideia de que toda afirmação é pronunciada com base na intenção de promover alguma tendência. Ao receber uma notícia o primeiro passo é decidir se ela deve ser tratada como realidade ou como um fragmento.

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Dessalinização, água do futuro ou perigo ambiental? Dessalinização envolve a remoção do sal da água para torná-la potável. Existem várias maneiras de dessalinizar e isso não é uma ideia nova. Marinheiros têm utilizado a evaporação solar para separar o sal da água já faz muito tempo. Embora seja uma técnica bastante conhecida, o processo para dessalinizar em grande escala sempre esteve associado com elevados custos.

Em geral se usam os métodos de destilação, evaporação e eletrodiálise.

Todos estes métodos são caros, por isso, historicamente o processo de dessalinização só tem sido utilizado como alternativa onde outros métodos falham. Com a explosão da demanda mundial por água potável, pesquisas para tornar a dessalinização viável economicamente têm sido motivadas em diversas regiões do planeta. As investigações e desenvolvimentos neste tema é um processo relativamente novo, mas algumas conquistas já foram realizadas.

No Brasil a empresa Aquamare, criou um processo de dessalinização que transforma água do mar em água potável. Sob a marca H2Ocean, o produto está sendo exportado para os Estados Unidos, onde foi homologado pela Food and Drug Administration (FDA), agência responsável por atestar a qualidade de alimentos e remédios.

O Pacific Institute criou um relatório alertando para alguns riscos ambientais na prática da dessalinização. Entre estes riscos está o choque ambiental se não forem criadas rígidas regras de monitoramento e gerenciamento da sal que resultem no processo de dessalinização. Muitas usinas devolvem ao mar o sal que, em grande quantidade, pode afetar a vida marinha.

Outro alerta consiste no uso de elevado consumo de energia para o processo de dessalinização, este elevado consumo pode acelerar o efeito estufa. A sugestão neste caso estaria no uso de energias renováveis para alimentar o processo de dessalinização.

O uso da dessalinização parece estar crescendo e pode se mostrar uma eficiente solução ao problema da falta de água, mas é preciso ser observadas certas condutas para não agredir o ambiente, afirmam os cientistas.

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O surgimento do capacete cerebral: Controlar máquinas com a mente tornou-se realidade e a evolução tem sido surpreendente. Em 2003 a previsão dos cientistas era de 2 anos para os primeiros implantes cerebrais que permitiriam o controle de próteses por pessoas com alguma deficiência. Esta convicção surgiu após testes com macacos onde os animais controlavam um braço robótico usando apenas seus pensamentos.

Confirmando o prognóstico dos cientistas, o austríaco Christian Kandlbauer que perdeu os dois braços em um acidente elétrico em setembro de 2005 foi capaz de viver uma vida normal em grande parte graças ao braço robótico controlado pela mente.

Infelizmente Christian Kandlbauer faleceu em um acidente de carro em 21 de outubro de 2010. A perícia não conseguiu determinar se o acidente ocorreu devido a uma possível falha na prótese controlada pela mente. O trajeto era percorrido diariamente por Christian que, usando seu braço robótico para dirigir o veículo a mais de três anos, transitava normalmente com seu veículo.

Christian Kandlbauer foi a primeira pessoa fora dos Estado Unidos que recebeu implantes para controlar um braço robótico. Em março de 2009 a empresa de tecnologia japonesa Honda anunciou uma nova evolução no controle de equipamentos através da mente. Ao invés de usar implantes a nova tecnologia permite o controle através de um capacete.

Para controlar o robô, a pessoa coloca o capacete e só tem que pensar em fazer o movimento. Seus inventores esperam que um dia a tecnologia de controle da mente permita que as pessoas possam controlar os equipamentos sem precisar ocupar as mãos ou depender de implantes cirúrgicos.

O capacete é a primeira “máquina de interface cérebro-máquina” que combina duas técnicas diferentes para captar a atividade no cérebro. Os sensores do capacete detectam sinais elétricos através do couro cabeludo, da mesma forma como um EEG (eletroencefalograma). Os cientistas combinaram isso com uma outra técnica chamada espectroscopia por infravermelho, que é usada para monitorar mudanças no fluxo sanguíneo no cérebro.

A atividade cerebral detectada pelo capacete é enviada para um computador, que usa o software para trabalhar o movimento que a pessoa está pensando. Em seguida, envia um sinal para o robô para executar o movimento pensado. Normalmente, isso leva alguns segundos para que o pensamento se transforme em uma ação robótica.

A interface de controle robótico com a mente através do capacete ainda é experimental, um dos problemas que precisa ser superado é referente as distrações do pensamento na hora de enviar um comando. No caso dos implantes a precisão é bem maior. A tecnologia está avançando, em alguns anos o capacete de controle mental para equipamentos robóticos e games deverá ser uma realidade eficiente e popular.

Quando se fala de controle de máquinas e aparelhos usando a mente, as empresas de tecnologia estão apostando alto para o futuro, com grandes investimentos e grupos de pesquisa altamente qualificados.