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Rodovia Anhanguera tem interdições para obras próximo a São Simão, SP

Segundo a concessionária Arteris ViaPaulista, os trabalhos de recuperação asfáltica acontecerão até sexta-feira (4) no sentido capital-interior. Rodovia Anhanguera passa por obras em São Simão

Motoristas que pretendem passar pela Rodovia Anhanguera (SP-330) em São Simão (SP) devem ficar atentos às obras no trecho.

Segundo a concessionária Arteris ViaPaulista, nesta primeira etapa da obra, equipes trabalham na recuperação do asfalto entre os quilômetros 274 e 279.

As interdições acontecem das 7h às 17h na faixa 3, sentido Norte (capital-interior).

A previsão é de que os serviços sejam executados até o dia 4 de abril.

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Obras na Rodovia Anhanguera (SP-330) em São Simão, SP

Reprodução/EPTV

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Obras ao longo do ano

Ainda segundo a concessionária, os bloqueios podem ser feitos de forma maneira alternada para dar fluxo aos veículos, principalmente nos horários de pico.

A orientação é para que os motoristas sigam a sinalização ao longo do trecho e respeitem o limite de velocidade e trafeguem a uma distância segura do veículo da frente para evitar acidentes.

Ao todo, a recuperação do asfalto será feita ao longo de 78 quilômetros da Rodovia Anhanguera de Santa Rita do Passa Quatro (SP) até o perímetro urbano de Ribeirão Preto (SP).

A reforma do pavimento deve ser concluída em junho deste ano.

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https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2025/04/01/rodovia-anhanguera-tem-interdicoes-para-obras-proximo-a-sao-simao-sp.ghtml

Demora no atendimento e falta de remédios: caos na saúde afeta população em Campo Grande

"/> Com aumento em casos de doenças respiratórias, unidades de saúde registram superlotação; Comissão de Saúde da Câmara diz que vai se reunir com a secretária para discutir o assunto. Crise na saúde em Campo Grande

Reprodução

Falta de medicamentos, superlotação e demora no atendimento são episódios que formam um cenário de colapso na saúde pública de Campo Grande, conforme relatos da população.

A reportagem apurou que somente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon, na noite desta segunda-feira (31), faltaram cinco tipos de remédios e a confusão precisou ser intermediada pela Guarda Civil Metropolitana.

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A atendente Nathiele Dias da Silva, de 22 anos, foi uma das pessoas que procurou a UPA Lebron para receber atendimento médico após sentir dificuldade para respirar e tosse. A jovem relata que ficou mais de 4 horas aguardando para passar por um médico e ser medicada.

"Cheguei por volta das 18h40 e fui embora depois das 22h. A UPA estava extremamente lotada, com pessoas esperando até deitadas no chão. Tinham pacientes que estavam lá desde a hora do almoço aguardando serem chamadas".

Gevanilson Cordeiro, de 46 anos, também contou que procurou atendimento na UPA Tiradentes por dois dias consecutivos. Ele tentava encaminhamento médico para psiquiatra após ter crises de ansiedade e dificuldade para dormir. Contudo, o instalador de gás foi informado que devido a superlotação das unidades não é possível fazer o agendamento.

“A UPA Tiradentes está a Deus dará e a situação da saúde de Campo grande está abandonada, infelizmente as pessoas vão morrer esperando atendimento. Tentei por duas vezes conseguir uma consulta com um psiquiatra, mas me disseram que não estão marcando consulta para nenhuma especialidade. Fiquei horas esperando e não tem quem atenda”.

Procurada pelo g1, a Secretaria de Saúde (SESAU) informou que, nos últimos dias, houve um aumento significativo na demanda pelos serviços de saúde, devido ao crescimento dos casos de doenças respiratórias registrados tanto nas unidades de atendimento quanto nos hospitais. Como consequência, os tempos de espera para atendimento foram impactados.

O g1 questionou a Sesau mais esclarecimento sobre os problemas apontados pelos pacientes, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Comissão de Saúde pede esclarecimentos

O caos na saúde chegou também à Câmara de Campo Grande. Isso porque parlamentares da Comissão de Saúde disseram que irão se reunir com a secretária para discutir o tema.

O vereador Fábio Rocha (União Brasil) entregou ofício ao líder da prefeita com dados de atendimento. Segundo o documento, foram quase 5 mil somente nesta segunda-feira (31), sendo necessário adotar providências urgentes.

O líder da prefeita, vereador Beto Avelar (PP), reconheceu que o problema da superlotação é grave, mas pediu paciência à população devido aos casos registrados de gripe.

Ainda segundo o parlamentar, a Sesau e a Câmara irão trabalhar em conjunto para encontrar uma solução para os problemas da saúde da capital.

Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2025/04/01/demora-no-atendimento-e-falta-de-remedios-caos-na-saude-afeta-populacao-em-campo-grande.ghtml

Movimentos sociais ocupam antiga sede do Dops em BH para cobrar memorial: 'Ditadura, nunca mais'

"/> Edifício que abrigou centro de repressão militar foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). Projeto lançado em 2018 para transformar espaço em memorial de direitos humanos não foi concluído. Manifestantes ocupam antiga sede do Dops em Belo Horizonte

Redes sociais

Movimentos sociais ocuparam, durante a madrugada desta terça-feira (1º), a sede do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), na Avenida Afonso, em Belo Horizonte. O edifício abrigou um dos principais centros de repressão da ditadura militar, entre 1964 e 1985.

Os manifestantes participaram do protesto para exigir que o prédio, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) em 2016, seja transformado no Memorial dos Direitos Humanos Casa da Liberdade.

O projeto foi lançado pelo governo do estado, em 2018, para homenagear os mortos, desaparecidos e presos políticos que lutaram contra o regime ditatorial, mas não foi concluído.

Segundo os organizadores do ato "Ditadura, nunca mais", as reivindicações são:

Imediata abertura do Memorial dos Direitos Humanos.

Destinação de recursos para a conclusão das obras.

Inclusão dos movimentos sociais na gestão do espaço até a abertura definitiva do memorial.

Punição dos torturadores da ditadura e prisão imediata dos golpistas do 8 de janeiro.

Defesa da memória dos mortos e desaparecidos da ditadura.

O g1 procurou o governo do estado para um posicionamento, porém não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Tombamento e memorial

Celas de carceragem para onde os opositores do regime eram levados e torturados.

Redes sociais

O antigo prédio do Dops foi projetado pelo arquiteto Hélio Ferreira Pinto, em 1958, com uma fachada vinculada ao modernismo. Composto por quatro andares, o primeiro deles, semienterrado, abriga as celas de carceragem para onde os opositores do regime eram levados e torturados.

Segundo o Iepha, o tombamento do edifício, em 2016, foi proposto no contexto da preservação da memória das violações dos direitos humanos cometidas durante a ditadura e do reconhecimento pelo estado de Minas Gerais do valor histórico de documentos e lugares relacionados à atuação da polícia política.

Em 2018, sob a gestão de Fernando Pimentel (PT), o governo do estado lançou o projeto do Memorial dos Direitos Humanos Casa Liberdade. À época, uma reportagem da TV Globo mostrou uma visita guiada ao espaço, que já estava com as obras em processo de licitação (veja abaixo).

Prédio do antigo DOPS recebe estudantes para visitação

Dops em Belo Horizonte

Reprodução/TV Globo

Os vídeos mais vistos do g1 Minas:

https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2025/04/01/movimentos-sociais-ocupam-antiga-sede-do-dops-em-bh-para-cobrar-memorial-ditadura-nunca-mais.ghtml

Prefeitura de Taubaté lança campanha 'Declaração Solidária'

Ação tem como objetivo estimular contribuintes a destinar até 6% do IR, sem custo extra, aos Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e/ou da Pessoa Idosa A Prefeitura de Taubaté deu início nesta terça-feira (1) à campanha 'Declaração Solidária: seu imposto de renda pode transformar vidas'. A ação tem como objetivo estimular contribuintes a destinar até 6% do seu IR, sem custo extra, aos Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e/ou da Pessoa Idosa, podendo cada um receber 3% do valor já calculado pelo programa de declaração.

Ambos os fundos municipais utilizam o recurso recebido em projetos sociais do próprio município. Ou seja, parte do IR pode ser transformar em solidariedade e impacta a diretamente na vida de crianças, jovens e idosos. A destinação é uma forma legal, segura e de controle social. A iniciativa conta com o apoio do Rotary Club União Taubaté e Sindicato dos Contabilistas de Taubaté e Região.

Para fazer a destinação, é necessário que o contribuinte realize sua declaração pelo modelo completo, tenha imposto a pagar ou a restituir, e que entregue sua declaração dentro do prazo estipulado pela Receita Federal.

Ao preencher a declaração, deve acessar a opção “doações diretamente na declaração” e selecionar o município e o fundo municipal que irá receber a doação. Depois, é necessário imprimir e pagar a DARF referente a doação e o valor será deduzido do imposto devido sem custo adicional ao contribuinte.

https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/especial-publicitario/prefeitura-de-taubate/nosso-caminho-e-o-progresso/noticia/2025/04/01/prefeitura-de-taubate-lanca-campanha-declaracao-solidaria.ghtml

Baiana de receptivo denuncia ter sido acusada de roubo por turista argentina e obrigada a tirar roupa em destino turístico da Bahia

Jucione Manuele relatou que o caso aconteceu na última sexta-feira (28), em Praia do Forte, distrito de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador. Turista acusa baiana de receptivo de roubo

Uma baiana de receptivo denuncia ter sido acusada de roubo por uma turista argentina. Segundo Jucione Manuele, o caso aconteceu na última sexta-feira (28), em Praia do Forte, destino turístico localizado em Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador.

Em entrevista à TV Bahia, Jucione contou qe tudo começou quando a mulher e o companheiro pediram para tirar uma foto com ela e, ao procurar a carteira para realizar o pagamento, não encontrou o item na bolsa. A baiana de receptivo disse que, em seguida, foi acusada de roubo pela turista.

Jucione contou que foi obrigada pela turista a tirar a roupa para ter que provar que não estava com a carteira dela.

"Ela falou para o marido que tinha esquecido a carteira na loja e eu fiquei com o marido dela esperando. Quando ela voltou, estava possessa. Me chamou de ladrona e disse que eu tinha roubado ela. Disse que a carteira estava dentro da minha roupa. Eu pedi para ela se acalmar e disse que a carteira iria aparecer. Aí ela disse para eu tirar a roupa", relatou a baiana.

Jucione disse que eles entraram em uma loja de açaí e foi coagida pela turista a tirar a roupa.

"Além da roupa de baiana, que não foi suficiente para ela, eu tive que tirar o macaquinho que eu estava por baixo. Fiquei de calcinha e sutiã para ela ver que realmente não peguei a carteira dela", disse a mulher.

Conforme relato de Jucione, a argentina viu que ela não estava com a carteira, foi em outra loja onde havia ido anteriormente e encontrou o item. Ao perceber o erro, a turista comentou com a atendente da loja que cometeu um erro.

Ela disse que o marido da mulher tentou subornar ela com o valor de R$ 250, para que ela não prestasse um boletim de ocorrência, mas ela não aceitou.

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Os três foram para delegacia em Praia do Forte e levados para Lauro de Freitas, onde foi registrado o boletim de ocorrência.

A produção da TV Bahia entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno.

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

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https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2025/04/01/baiana-de-receptivo-denuncia-ter-sido-acusada-de-roubo-por-turista-argentina.ghtml

61 anos do golpe militar: conheça piauienses mortos, perseguidos e cassados pela ditadura

"/> Segundo a Comissão Nacional da Verdade (CNV) e o Comitê por Memória, Verdade e Justiça (CMVJ) do Piauí, dois piauienses foram assassinados e nove deputados do estado foram cassados pelo regime ditatorial entre 1964 e 1985. Antônio Pádua, morto, e Chagas Rodrigues, cassado pela ditadura militar

Memorial da Resistência de São Paulo/Agência Senado

Nesta terça-feira, completa-se 61 anos do golpe militar no Brasil, que ocorreu entre 31 de março e 1º de abril de 1964. O regime autoritário que comandou o país até 1985 perseguiu, torturou e matou opositores no Piauí e o g1 reúne, nesta reportagem, alguns dos alvos da ditadura e mostra suas contribuições na luta pela democracia.

Historiadores desse período afirmam que há uma tentativa de negar ou minimizar os efeitos nefastos do regime no estado. Mas a Comissão Nacional da Verdade (CNV) e o Comitê por Memória, Verdade e Justiça (CMVJ) do Piauí, apontam assassinatos e a cassação deputados piauienses.

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Segundo as entidades, dois piauienses foram assassinados pela ditadura. Um deles, como o famoso ex-deputado federal Rubens Paiva, o qual a história é contada no filme ganhador do Oscar 2025 "Ainda estou aqui", nunca foi encontrado.

Ao todo, um deputado federal e oito estaduais foram cassados pelo regime. O CNV e CMVJ também contam quase 40 presos, processados e perseguidos pelos agentes do governo. Clique, abaixo, no tópico desejado para conhecer as histórias de alguns deles:

Mortos por envolvimento com guerrilha

Líderes comunitários e sindicais perseguidos

Políticos trabalhistas cassados

A professora Marylu Oliveira, pós-doutora em história pela Universidade Federal do Ceará (UFC), destacou que a maioria dos piauienses perseguidos pelo regime militar estava envolvida, de uma forma ou outra, na defesa das reformas de base promovidas pelo presidente João Goulart, deposto pelo exército.

"Eles faziam parte de um projeto, na década de 60, que era de reforma social, política, estudantil e agrária. Pensavam em uma sociedade brasileira menos desigual. Essas lutas sempre foram vistas como uma ameaça às elites, cujo discurso acabou sendo centrado no medo da ameaça comunista", explicou a professora.

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Já o professor Leandro Castro, doutor em história pela Universidade Federal Fluminense (UFF), começou a pesquisar sobre a ditadura em Parnaíba inspirado pela experiência do avô – líder sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) entre as décadas de 50 e 60 e perseguido pelos militares.

“Comecei a questionar as memórias de que aqui não houve nada durante a ditadura militar, essas memórias apaziguadoras que tentam distanciar Parnaíba dos eventos do regime. A maioria dos trabalhadores aderia ao trabalhismo, mas era colocada no guarda-chuva do comunismo para facilitar a adesão da sociedade ao golpe”, ressaltou Leandro.

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Mortos por envolvimento com guerrilha

Antônio de Pádua Costa

Antônio Pádua era estudante e entrou para a guerrilha do Araguaia

Reprodução/Comissão Nacional da Verdade

Nascido em Luís Correia, no litoral do Piauí, Antônio de Pádua era estudante de Astronomia e Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele atuou no movimento estudantil da instituição entre 1967 e 1970, e foi preso pela primeira vez durante o 30º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Ibiúna (SP), em 1968.

Desde então, passou a ser perseguido e entrou para a militância do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Em 1970, mudou-se para o Sudeste do Pará, onde assumiu o comando do Destacamento A da guerrilha do Araguaia – um movimento de resistência armada contra a ditadura militar.

Antônio esteve em um tiroteio com militares em janeiro de 1974 e, depois disso, não foi mais visto pelos outros guerrilheiros. Segundo a CNV, ele foi vítima de desaparecimento forçado durante a Operação Marajoara, planejada e comandada pelo exército de Belém (PA), e listado como morto no relatório da Marinha entregue ao Ministério da Justiça em 1993.

"A Operação Marajoara foi 'descaracterizada, repressiva e antiguerrilha', ou seja, com uso de trajes civis e equipamentos diferenciados dos usados pelas Forças Armadas. O seu único objetivo foi destruir as forças guerrilheiras atuantes na área e sua 'rede de apoio', os camponeses que com eles mantinham ou haviam mantido algum tipo de contato, escreveu a comissão.

Antônio de Araújo Veloso

Lavrador nascido em Bertolínia (PI), Antônio Veloso morava com a esposa e os sete filhos em São Domingos do Araguaia (PA). Ele conheceu alguns guerrilheiros que se instalaram na região e moraram em sua casa até o exército se instalar no Sul do Pará para combater a guerrilha.

Em depoimento a um jornal de São Paulo (SP), em 1980, a esposa de Antônio relatou que o marido levou um guerrilheiro à Transamazônica, em 1972, e foi abordado por soldados que procuravam o combatente. Como não o encontraram, prenderam o lavrador e o obrigaram a servir de guia para o exército.

Antônio morreu quatro anos depois da prisão, em 1976. O processo sobre o piauiense na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), em 1996, revelou um atestado médico em que ele foi diagnosticado com politraumatismo, hematomas e esquimoses.

Além de ter sido espancado violentamente e ter ficado dias sem água e comida, ele foi colocado com os pés sobre latas abertas que cortavam seus pés toda vez que se movia. Esse tratamento teria lhe ocasionado diversas sequelas, impossibilitando-o de trabalhar e sustentar sua família, citou o relatório da CNV.

Líderes comunitários e sindicais perseguidos

Iracema Santos Rocha da Silva

Iracema Santos ao lado do ex-presidente da OAB-PI, Celso Barros Neto

Divulgação/OAB-PI

A advogada Iracema Santos nasceu em Floriano (PI), em 1927, e se candidatou à Prefeitura de Teresina nas décadas de 50 e 60. Ex-presidente da Liga Feminina Trabalhista, ela conseguiu ser eleita deputada federal em 1970, mas foi cassada pela ditadura.

Antes disso, em 1964, foi acusada pelos militares de comunismo e subversão e encarcerada no 25º Batalhão de Caçadores, na capital, onde teve de depor aos agentes do regime. Quando foi solta, a proibiram de encontrar-se com qualquer pessoa.

Ela foi conduzida a prestar depoimentos no exército no Dia das Mães, o que criou uma situação muito impactante. Se hoje em dia há uma dificuldade importante na introdução das mulheres no espaço político, naquela época era muito incomum uma mulher jovem e aguerrida politicamente, considerou a professora Marylu Oliveira.

De acordo com as pesquisas do CMVJ, Iracema também perdeu o emprego como professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e um cargo no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ela foi anistiada pelo governo federal, em 2015, e recebeu uma indenização de R$ 150 mil.

Evilásio dos Santos Barros

Carteira profissional de Evilásio Barros, operário e líder sindical

Acervo particular da família de Evilásio Barros

O operário Evilásio Barros nasceu em Buriti dos Lopes (PI), mas começou a trabalhar e constituiu família em Parnaíba, no litoral do Piauí. Entre o fim dos anos 1950 e início dos anos 1960, representava a Federação dos Trabalhadores da Indústria no estado, vinculada nacionalmente à CNTI.

Seu neto, o professor Leandro Castro, afirmou que a ditadura militar incluiu o avô no Inquérito Policial Militar (IPM) aberto em Parnaíba em 1964, pouco depois do golpe, o primeiro instaurado no Piauí. Os militares notavam que Evilásio viajava constantemente e recebia instruções para fazer greves.

Após o golpe, ele estava em viagem para Fortaleza (CE) e, quando retornou, soube que os militares estiveram em sua casa, em busca dele, para interrogá-lo. Chegaram de madrugada à casa da minha avó grávida, revistaram a residência toda sem nenhum mandado, em clima de terror. Ele se apresentou com o advogado e ficou duas semanas preso, contou o professor.

Embora não pertencesse a nenhum partido político, Evilásio perdeu os direitos de se candidatar e votar para cargos públicos. Em 2011, recebeu uma indenização de R$ 100 mil do governo federal, que reconheceu que o ex-operário foi perseguido e sofreu tortura psicológica pelo Estado. Ele faleceu em 2015.

Políticos trabalhistas cassados

Francisco das Chagas Caldas Rodrigues

Chagas Rodrigues foi governador, senador e deputado federal pelo Piauí

Célio Azevedo/Agência Senado

Advogado, professor e tenente da reserva do exército, Chagas Rodrigues nasceu em Parnaíba (PI) e é um dos personagens mais relevantes da história da política piauiense. Ele governou o estado entre 1959 e 1962 e foi eleito deputado federal em 1964, quando passou a ser perseguido pela ditadura.

Sua atuação enquanto governador ficou marcada pela implantação do serviço social no Piauí, distribuição de ferramentas para trabalhadores e camponeses e discursos em defesa da reforma agrária. Ele foi inserido no primeiro IPM instaurado pelos militares no estado.

Antes filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi obrigado a migrar para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a única legenda de oposição permitida pelo regime militar. Em 1969, teve o mandato cassado pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5).

Chagas Rodrigues chegou a ser exilado do estado, mas foi anistiado em 1979 e retornou à vida política em 1986, quando foi eleito senador. O governo federal o indenizou em 2007, dois anos antes de sua morte.

Jesualdo Cavalcanti de Barros

Jesualdo Cavalcanti teve o mandato de vereador cassado pela ditadura

Divulgação/Jesualdo Cavalcanti

Nascido em Corrente (PI), o advogado Jesualdo Cavalcanti foi um membro ativo do movimento estudantil entre os anos 1950 e 1960. Ele se elegeu pela primeira vez a um cargo público em 1962, quando entrou para a Câmara dos Vereadores de Teresina.

O mandato como vereador, porém, durou apenas dois anos. Com o golpe promovido em 1964, ele entrou na mira dos militares por ser filiado ao PTB. Em sua autobiografia, publicada em 2006, o político lembrou que foi cassado pelos colegas de bancada e preso e humilhado pelos agentes do regime.

Só um vereador do PTB se absteve, mas todos os outros colegas votaram a favor da cassação porque o exército exigiu. Ele foi exposto em um caminhão na praça Pedro II, onde se passava com os presos políticos na época. Na prisão, os carcereiros falavam que ele seria jogado no rio, faziam ameaças veladas e explícitas, comentou a professora Marylu Oliveira.

Jesualdo recuperou os direitos políticos em 1974 e voltou à vida pública como deputado estadual, em 1978. Ele se elegeu deputado federal, assinou a Constituinte de 1988 e encerrou a carreira política como prefeito de sua cidade natal, Corrente, em 2012, antes de falecer em 2019.

Golpe militar deu início a período de repressão política nos anos 60 e 70

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VÍDEO: Jornal Anhanguera 1ª Edição - TO de terça-feira, 1º de abril de 2025

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https://g1.globo.com/to/tocantins/edicao/2025/04/01/video-jornal-anhanguera-1-edicao-to-de-terca-feira-1-de-abril-de-2025.ghtml

Dino suspende repasse de emendas parlamentares para universidades e fundações de apoio em 8 estados

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (1º) a suspensão dos repasses de emendas parlamentares para instituições de ensino superior e fundações de apoio em 8 estados.

A decisão afeta as Instituições de Ensino Superior estaduais e suas Fundações de Apoio nos seguintes estados: Acre, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia e Sergipe.

Segundo Dino, a determinação é necessária porque as faculdades estaduais não cumpriram a determinação do STF para que publicassem regras para esclarecer a destinação das emendas.

Entre 2020 e 2023, mais de 6,2 mil planos de trabalho não foram cadastrados.

O equivalente a dezenas de bilhões do orçamento público federal, escreveu Dino. Fato que sublinha, mais uma vez, o nível de desorganização institucional que marcou a implementação das chamadas Emendas PIX.

O ministro também estabeleceu o prazo de 90 dias para que os estados e municípios beneficiários expliquem onde os recursos foram aplicados.

https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/04/01/dino-suspende-repasse-de-emendas-parlamentares-para-universidades-e-fundacoes-de-apoio-em-8-estados.ghtml

Processo seletivo da Saúde em Cuiabá prevê salários de até R$ 7 mil

Inscrições são gratuitas e seguem até essa quarta-feira (2). Seletivo prevê a contratação de profissionais para trabalhar no HMC

Prefeitura de Cuiabá

A Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) está com seletivo aberto para profissionais de saúde que vão atuar no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e no Hospital São Benedito (HMSB). As inscrições podem ser realizadas até esta quarta-feira (2) e os salários variam de R$ 2,2 mil a R$ 7,4 mil.

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Segundo a Prefeitura de Cuiabá, o edital prevê a contratação de profissionais para cargos de nível médio, técnico e superior. As inscrições são gratuitas e os interessados podem se candidatar através do envio de currículo e documentos comprobatórios para o e-mail da empresa.

A análise da documentação ocorre entre 3 e 10 de abril, com a publicação do resultado final prevista para o dia 11. O prazo para recursos administrativos será até 14 de março, e o resultado final será divulgado em 15 de março.

Confira abaixo os cargos e salários:

Médicos especialistas (cardiologista, pediatra, cirurgião vascular, entre outros) - R$ 7.422,33

Enfermeiro assistencial - R$ 3.077,96

Técnico de Enfermagem - R$ 2.258,27

Farmacêutico - R$ 5.755,72

Fonoaudiólogo - R$ 3.859,09

Oficial Administrativo (recepcionista, porteiro, manutenção) - R$ 2.238,83

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Armas apreendidas em casa de médico têm potencial para perfurar carros blindados e coletes à prova de balas

Operação ocorreu na segunda-feira (31) em São José do Rio Preto (SP). DDM cumpriu o mandado, emitido pela Justiça, em relação a uma investigação de violência doméstica. Médico informou à polícia que é CAC. Polícia encontrou pelo menos cinco armas de uso restrito. Polícia apreende armas de uso restrito em casa de médico em São José do Rio Preto (SP)

Polícia Civil/Divulgação

As armas apreendidas pela Polícia Civil durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de um médico têm o potencial de perfurar carros blindados e coletes à prova de balas, segundo apurado pela reportagem, na segunda-feira (31) em São José do Rio Preto (SP).

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Conforme apurado pela reportagem, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) cumpriu o mandado, emitido pela Justiça, em relação a uma investigação de violência doméstica. Inicialmente, o suspeito foi abordado no consultório dele, onde não foram encontradas irregularidades.

Em seguida, os policiais foram até a casa do suspeito, no bairro Nova Redentora, onde foram encontradas 28 armas, entre elas um fuzil, uma carabina, três espingardas, um revólver calibre 12, sendo cinco de uso restrito, além de 3.831 munições.

Polícia apreende armas e munições em casa de médico em São José do Rio Preto (SP)

Polícia Civil/Divulgação

Questionado, o médico informou à polícia que possuía o armamento e munições na condição de “Colecionador, Atirador e Caçador (CAC)”. Ele apresentou registro de todas elas, mas algumas estavam com a documentação vencida, o que é considerado ilícito, segundo a legislação.

Diante disso, foi determinada a apreensão do arsenal. O caso foi registrado como localização e apreensão de objetos.

Novo decreto

Entenda o que é o registro CAC

Durante os quatro anos em que esteve à frente do Executivo, o ex-presidente Jair Bolsonaro editou decretos para facilitar o acesso de brasileiros a armas, inclusive as de grosso calibre e as de uso restrito, como fuzis. Também houve aumento no limite de munições disponíveis anualmente para CACs.

No dia 2 de janeiro de 2023, logo após assumir o governo, o presidente Lula revogou as normas sobre armas e definiu novas regras, dentre as quais a suspensão de novas concessões para CACs registrarem novas armas.

Entre as medidas imediatas previstas no decreto estão:

Suspensão de novos registros de armas por caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) e por particulares;

Redução dos limites para compra de armas e munição de uso permitido;

Suspensão de novos registros de clubes e escolas de tiro;

Suspensão da concessão de novos registros para CACs;

Criação de grupo de trabalho para propor nova regulamentação para o Estatuto do Desarmamento, de 2003.

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VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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O Assunto #1438: A ofensiva de Trump contra o sistema jurídico

Presidente americano soltou comunicado ameaçando punir advogados e escritórios que se envolvam em casos que ele considera 'frívolos, irracionais e vexatórios'. O presidente americano sistematicamente avança sobre pilares da democracia dos Estados Unidos. As pressões às quais Trump já submeteu parte da imprensa e das universidades chegaram também à Justiça do país. O novo alvo do republicano é a “big law”, ou seja, os grandes escritórios de advocacia americanos.

Na semana passada, Trump divulgou um comunicado ameaçando punir advogados e escritórios que se envolvam em casos que ele considera "frívolos, irracionais e vexatórios" contra a sua gestão --sanções que poderiam impedir esses profissionais de acessarem prédios públicos e proibi-los de fechar contratos com o governo. Dias antes, ele já havia atacado o sistema judicial ao ameaçar de impeachment um juiz que barrou uma ordem executiva da Presidência.

Para explicar a nova ofensiva de Trump, Natuza Nery conversa com Guga Chacra, comentarista da TV Globo, da Globonews e da rádio CBN, e colunista do jornal O Globo. Ele detalha, por exemplo, o caso do escritório Paul Weiss, que já capitulou e concordou em fornecer 40 milhões de dólares em serviços jurídicos para causas apoiadas pela administração Trump. Guga comenta também a possibilidade de o presidente americano sobre disputar um terceiro mandato -- o que é inconstitucional nos EUA.

O que você precisa saber:

Magistrados dos EUA veem riscos de Trump descumprir a lei e desrespeitar a Constituição

Trump ameaça de impeachment juízes que barraram medidas polêmicas e abre crise com Judiciário nos EUA

Trump diz que vai buscar 3º mandato para presidente, proibido pela Constituição dos EUA: 'Não estou brincando'

O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva e Thiago Kaczuroski. Apresentação: Natuza Nery.

Trump: ataque ao sistema jurídico

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia no Salão Oval da Casa Branca, em Washington D.C..

Pool via AP

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Vale Tudo: as escalações e testes de Taís Araújo, Bella Campos, Debora Bloch e Paolla Oliveira

Reportagem teve acesso exclusivo à produção durante sete meses e acompanhou etapas como o processo de seleção de elenco e gravações emocionantes do remake. O Fantástico exibiu nesta domingo (30), um documentário que mostra os bastidores da novela vale Tudo, o remake da Globo que estreou nesta segunda. Em primeira mão, os testes de elenco das atrizes Bella Campos, Taís Araújo, Débora Bloch e Taís Araújo. Confira no vídeo acima.

A reportagem acompanhou o processo de seleção do elenco, e a autora Manuela Dias contou como foi a escolha de Bella Campos para interpretar Maria de Fátima.

"Quando a gente viu a Bella, todas as dúvidas sobre Maria de Fátima caíram", afirmou. "Era tão óbvio que tinha que ser aquela pessoa que a gente já se ligava assim: 'É ela né?'".

Bella Campos relembrou o nervosismo ao fazer o teste com Taís Araújo, que interpreta Raquel, mãe de Maria de Fátima.

"Era Maria de Fátima brigando, xingando ela, falando mal e olhava para Taís. Eu falava: 'Gente, como eu posso xingar? Não posso'. E foi difícil para mim ter esse entendimento de: 'Não, calma, Maria de Fátima e Raquel".

A etapa de preparação de elenco permitiu aos atores aprofundarem os seus personagens. Para Taís Araújo, a ideia foi tirar vícios da atuação na televisão. "Queria começar de novo na Raquel. Queria fazer uma personagem de uma maneira que eu nunca fiz".

Débora Bloch, que vive Odete Roitman, entendeu mais sobre as ligações de sua personagem. "Esse exercício foi muito legal, porque ali apareceu muito claramente essa relação da Odete com Heleninha e da Odete com Afonso e a relação deles com essa mãe tão forte e castradora e controladora".

CONFIRA ABAIXO O DOCUMENTÁRIO NA ÍNTEGRA

Como nasce uma novela? Fantástico mostra bastidores de "Vale Tudo" em documentário especial

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CRT 4 para MEI: entenda a nova regra para emissão de notas fiscais que entra em vigor nesta terça

Código de Regime Tributário (CRT) serve para identificar que tipo de empresa emitiu a nota, e a qual tributação ela está sujeita. Mudança não implica pagamento de mais impostos. MEI facilita a emissão de notas fiscais

katemangostar/Freepik

Microempreendedores Individuais (MEIs) que compram ou vendem produtos precisam ficar atentos a uma nova regra para emissão de notas fiscais que entrou em vigor nesta terça-feira (1º).

Com a mudança nas normas, passa a ser obrigatória a inclusão do Código de Regime Tributário (CRT) 4, criado exclusivamente para a categoria, por MEIs em suas notas fiscais.

🔎 Os códigos de regime tributário (CRT) servem para indicar que tipo de empresa está emitindo a nota fiscal, para que a Receita Federal e as Secretarias de Fazenda consigam avaliar a tributação aplicável a cada uma delas, explica Charles Gularte, vice-presidente executivo de Serviços aos Clientes da Contabilizei.

A medida foi anunciada no ano passado, por meio da publicação de uma nota técnica no portal oficial do projeto da Nota Fiscal Eletrônica. Seu início estava previsto para novembro, mas foi adiado.

Até então, os MEIs usavam o CRT 1, junto às demais empresas optantes pelo Simples Nacional. Agora, o código exclusivo para a categoria pretende facilitar a identificação dela nas operações fiscais e contábeis.

“Com essa diferenciação, a fiscalização se torna mais eficiente, pois os sistemas de monitoria dos Fiscos conseguem identificar mais rapidamente as peculiaridades, facilitando o controle”, afirma Gularte.

A mudança na regra não altera a forma de tributação do MEI, ressalta o contador Rogério Alexandre Gonçalves, professor da FIA Business School. Os impostos continuam tendo um valor fixo para a categoria e são pagos por meio do DAS, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional.

No entanto, quem não incluir o código de forma correta a partir de abril pode ter problemas para emitir as notas fiscais, o que pode gerar multas e até impactar as operações da empresa, alerta Gularte.

Veja a seguir:

Quando o MEI precisa emitir nota fiscal?

O que são CFOPs?

Como incluir o novo código nas notas?

Possíveis consequências do descumprimento da regra

MEIs: entenda o novo valor de contribuição mensal para 2025

1. Quando o MEI precisa emitir nota fiscal?

O MEI é obrigado a emitir nota fiscal sempre que vender ou prestar serviços para outras empresas, explica o Sebrae. A emissão é opcional quando o serviço ou a venda for realizada para pessoa física.

Como dito anteriormente, o Código de Regime Tributário (CRT) é utilizado por empreendedores do comércio e indústria que compram e vendem produtos e, portanto, precisam emitir a Nota Fiscal eletrônica (NF-e).

Eles estão sujeitos ao ICMS, imposto sobre a circulação de mercadorias, e o processo de emissão da nota varia conforme cada estado, que é o responsável pela arrecadação do tributo (leia mais abaixo).

MEIs prestadores de serviços, como cabeleireiros ou fotógrafos, pagam o ISSQN, imposto sobre serviços cobrado pelos municípios, e emitem outro tipo de nota fiscal, pelo sistema nacional de emissão de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e).

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2. O que são CFOPs?

Além do CRT, também é obrigatório incluir na Nota Fiscal eletrônica (NF-e) o chamado Código Fiscal de Operações e de Prestações (CFOP), que identifica o tipo de operação realizada pela empresa.

Isso já era feito antes da mudança de regra, mas, agora, os CFOPs “foram desenhados para distinguir as atividades dos MEIs de maneira mais clara”, afirma Gularte, da Contabilizei.

Com os códigos, o MEI vai poder detalhar se a operação é uma venda, devolução, remessa ou outro tipo de lançamento. Todos os CFOPs relativos ao CRT4 estão descritos na página 4 da nota técnica.

“É mais uma questão fiscal. A ideia é fazer uma padronização para que, na hora da emissão da nota, ela espelhe exatamente a atividade oferecida”, complementa o professor Rogério, da FIA.

3. Como incluir o novo código nas notas?

O primeiro passo é acessar o sistema de emissão de NF-e que o MEI preferir. Algumas Secretarias Estaduais da Fazenda têm plataformas próprias, e o Sebrae também possui um emissor gratuito.

Depois de fazer login ou se cadastrar no sistema, o MEI deverá seguir os passos para emitir a nota e, no campo referente ao Código de Regime Tributário, inserir o código CRT 4. Para isso, é essencial verificar se o sistema está atualizado.

“Em seguida, preencha os dados do destinatário, informando corretamente o CNPJ ou CPF do cliente, além do endereço completo. Depois, escolha o CFOP adequado para a natureza da operação realizada, como venda, devolução ou remessa”, orienta o contador Charles Gularte.

Como já era feito antes, o empreendedor também vai precisar inserir uma descrição detalhada do produto, incluindo quantidade, valor unitário e total.

“Após a conferência das informações, gere e transmita a nota fiscal. O sistema fornecerá um arquivo XML e um Danfe (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), que devem ser enviados ao cliente e armazenados para controle contábil e fiscal", completa o especialista.

4. Possíveis consequências do descumprimento da regra

Se o MEI não colocar o CRT, ou informar o número errado, pode ser que ele nem consiga emitir a nota fiscal no sistema, explica o professor Rogério, da FIA.

“Ou a nota pode ser invalidada”, diz. “E, se houver fiscalização da Receita, tudo vai depender do grau, mas o MEI corre até o risco de ter que se desenquadrar da categoria”, afirma.

Segundo Gularte, da Contabilizei, “emitir uma nota com um código incorreto pode ser interpretado como erro fiscal, o que pode gerar autuações ou exigência de retificações”.

Além disso, pode causar dificuldades para comprovar o sistema de tributação da empresa, já que ela pode ser classificada erroneamente como uma empresa comum do Simples Nacional, e não como MEI, impactando as operações.

https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2025/04/01/crt-4-para-mei-entenda-a-nova-regra-para-emissao-de-notas-fiscais-que-entra-em-vigor-nesta-terca.ghtml

Por que 1º de abril é considerado o Dia da Abolição da Escravidão Indígena no Brasil

A primeira lei que aboliu a escravidão de indígenas no Brasil é de 270 anos atrás — mas a abolição só foi plena em todo o território três anos mais tarde, e a escravidão de negros só veio bem mais tarde. Tela de Jean Baptiste Debret, de 1830, mostra apresamento de indígenas

Domínio Público

Ao longo dos séculos de regime escravocrata no Brasil Colônia e no Brasil Império, a historiografia costuma negligenciar a participação da mão de obra indígena.

Afinal, se é amplamente conhecido que foram milhões os africanos trazidos compulsoriamente para trabalhar como escravizados — estimativas recentes costumam chegar a números próximos de 5 milhões — poucas são as informações sobre a escravidão dos povos originários.

Historiadores contemporâneos, contudo, têm se dedicado a esmiuçar também essa vertente da violenta exploração colonial.

Entre estudiosos do tema, já é consenso de que houve muita escravidão indígena em todo o território que hoje é Brasil — às vezes de forma disfarçada, às vezes de forma muito semelhante à praticada com os africanos.

E embora seja impossível cravar um número, esses pesquisadores acreditam que foram milhares, talvez milhões — sobretudo nas regiões mais pobres e vistas como periféricas na lógica econômica da América Portuguesa.

"É importante ensinar nas escolas sobre escravidão indígena. É importante sabermos como sociedade mesmo", comenta à BBC News Brasil a historiadora Luma Ribeiro Prado, pesquisadora do Laboríndio, o Grupo de Pesquisa sobre o Mundo do Trabalho nas Américas, na Universidade de São Paulo (USP), do Centro de Estudos Mesoamericanos, Amazônicos e Andinos, também na USP e no Instituto Socioambiental (ISA). Prado é autora do livro Cativas Litigantes, que aborda uma faceta do mesmo tema, publicado há pouco mais de um ano.

"Do ponto de vista da memória, é papel nosso continuarmos falando sobre isso porque o país não foi construído apenas por um tipo de mão, um tipo de opressão. Estamos falando de um processo múltiplo e os povos indígenas participaram tanto dessas violências como de todos os trabalhos e resistências", afirma à BBC News Brasil o historiador João Paulo Peixoto Costa, professor na Universidade Estadual do Piauí e no Instituto Federal do Piauí e coordenador do blog 'Indígenas na História: Sempre Obrigados Ao Trabalho'.

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Ele conta que "ainda hoje escuto alunos que aprenderam no Ensino Fundamental que indígenas não trabalhavam porque eram preguiçosos e por isso os africanos foram escravizados, que estes tinham constituição física adequada para tanto. Isso é o racismo no sentido mais puro: você falseia a história baseando-se em condições biológicas. Nada disso é verdade. O que teve foi violência para todo lado, assim como teve resistência para todo lado", enfatiza Costa.

Na prática, o emprego da mão de obra indígena de modo compulsório fez parte da realidade do hoje Brasil desde a chegada dos portugueses até o século 19. O que acontece é que essa questão estava no centro de quedas de braços entre os colonos, a Coroa e a Igreja.

E as idas e vindas que ora autorizavam, ora proibiam — mas quase sempre com vista-grossa — esse tipo de prática partiam de discussões sobre direitos básicos que chegavam a questionar até mesmo se o indígena era um ser humano ou não e acabavam cedendo em benefício dos mais poderosos.

Nesse meio-tempo, diversas regulamentações chegaram a ser publicadas. De acordo com levantamento publicado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a primeira legislação da Coroa Portuguesa contra o cativeiro indígena data de 1570 — só permitia a escravização desses com alegação da chamada "guerra justa".

De acordo com Prado, esse termo deriva do direito romano. "Pode ser uma guerra ofensiva ou defensiva. Era autorizada, pela Coroa ou pelos governadores, em casos em que os indígenas se recusavam a serem convertidos [ao catolicismo], praticassem antropofagia ou impedissem a passagem, atrapalhassem o comércio, o deslocamento, os esforços de colonização", diz a historiadora.

Também poderia ser uma guerra defensiva, ou seja, no caso de ataque de tribos indígenas contra assentamentos de colonizadores europeus.

"Neste caso, estava autorizado [pela lei portuguesa] que os sobreviventes fossem escravizados", pontua ela.

Cento e dez anos depois, em 1º de abril de 1680, foram publicadas duas decisões da corte portuguesa que afetaram a questão. A portaria de liberdade dos indígenas seria um documento de certa forma os eximindo da escravidão. É por isso que a data se tornou importante.

Só que na mesma data saiu também um alvará chamado de "regimento das missões". "Autorizava a vinda de religiosos da Companhia de Jesus ao Brasil", contextualiza à BBC News Brasil o historiador Costa.

Obra 'Ciclo da Caça ao Índio', de Henrique Bernardelli

José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista da USP/ Domínio Público

"Ao mesmo tempo em que a Igreja, entre aspas, defendia os povos indígenas, dizendo que eles tinham alma e por isso não podiam ser escravizados, nos aldeamentos [mantidos por religiosos], os indígenas tinham de fazer todos os serviços. Aprendiam a rezar, mas também faziam roupa, plantavam para alimentar os colonizadores e o clero… E se resistissem, levavam chibatada", pontua à BBC News Brasil a historiadora Márcia Mura, integrante do movimento plurinacional Wayrakuna e da articulação das indígenas Mulheres Mura, além de professora de escola estadual em comunidade no Baixo Madeira, em Rondônia.

De acordo com pesquisas da historiadora Prado, além da chamada "guerra justa", havia um outro argumento que costumava ser aceito para legitimar perante a lei a escravidão indígena: alegar que aquele indivíduo havia sido resgatado como prisioneiro de alguma tribo e que seria vítima de ritual antropofágico.

Ela conta que na estrutura colonial havia um processo montado para a chamada escravidão indígena legal.

"Os [capturados] escravizados eram levados para um local chamado curral. Ali ficavam agrupados até ter número suficiente para serem levados para outro lugar, que era o arraial", explica.

"Lá havia um padre, um jesuíta, que devia fazer o chamado exame de cativeiro. Ele supostamente perguntava para o indígena se ele tinha sido escravizado de maneira legal, ou seja, se era prisioneiro que seria morto em um ritual antropofágico", conta ela, lembrando que aí seria configurado como um escravizado por resgate.

A historiadora lembra, contudo, que parece ser impossível que um religioso conhecesse toda a vasta gama de idiomas indígenas praticados no território para conseguir inquirir assim essas pessoas.

Cabia ao religioso registrar essas informações em um documento, que era chamado de "certidão de cativeiro".

"Quando indígena era escravizado por guerra justa, costumava ser leiloado. Já os 'resgatados' costumavam ser trocados por facões, anzóis, tecidos de algodão", detalha ela. "O senhor ficava com o certificado de escravidão. […] Havia toda uma estrutura."

Amigos e inimigos

Oficialmente, a escravidão indígenas teve alguns marcos legislativos de 1500 para cá.

A explicação mais razoável é que, diante da ampla variedade e povos e etnias originárias que habitavam a região onde hoje é o Brasil, os colonizadores precisaram fazer alianças e, ao mesmo tempo, criaram inimizades.

Costa explica que isso se tornou mais importante sobretudo a partir da segunda metade do século 17, quando Portugal via "a necessidade de aumentar o controle metropolitano" e, ao mesmo tempo, buscava uma "expansão territorial da colônia na América".

"E havia crise no açúcar", comenta. "Como tentativa de solucionar a crise, foi incentivada a entrada, cada vez maior e mais frequentes, nos sertões, nas regiões mais interioranas", explica.

"O que se percebe aí é algo muito marcante em todo o contexto colonial: não teria havido colonização sem aliança com povos indígenas."

Os "amigos" eram aqueles que faziam parcerias com os portugueses e abriam caminho.

Os "inimigos" acabavam mortos ou escravizados, muitas vezes com a ajuda dos "amigos".

Os religiosos jesuítas tinham o monopólio dessa servidão nos aldeamentos, sob pretexto e missão catequética. Ao mesmo tempo, faziam vista-grossa àqueles indígenas que já haviam sido feitos escravos.

Em 6 de junho de 1755 foi promulgada uma nova lei que previa a liberdade dos indígenas.

"Essa legislação conviveu com outras, inclusive do mesmo ano, que davam prioridade às lideranças indígenas ao acesso de cargos nas câmaras dos lugares onde viviam e incentivava os casamentos mistos", diz Costa. "Em 1758, isto foi estendido a toda a América Portuguesa."

No livro Dicionário do Brasil Colonial, do historiador Ronaldo Vainfas, professor na Universidade Federal Fluminense, há um verbete sobre o tema. Ali enfatiza-se que o alvará de 1755 resultava da necessidade de se contar com população livre para defesa das fronteiras e incentivo à produção agrícola.

"Foi quando, de fato, foi promulgada a liberdade dos indígenas, que não mais podiam ser escravizados de maneira alguma, eram agora súditos do império português", comenta o historiador Costa. "Ainda que sob uma condição ambígua de incapacidade. Eram tutelados."

A historiadora Prado, contudo, afirma que "cerca de 80% da escravização indígena era ilegal" — ou seja, não estava à mercê das leis, porque era praticada de forma completamente clandestina. Isto é um fator que dificulta inclusive chegar a uma estimativa de quantos foram os submetidos a tais violências.

Ela lembra que sempre houve uma "disputa pelo monopólio da exploração da mão de obra indígena no Brasil".

"Os colonos queriam explorar [esse trabalho] sem precisar de autorização, sem precisar prestar contas ao rei [de Portugal]", comenta ela. Sem regulamentação eles não tinham como pagar taxas e impostos nem seguir normas. "Às vezes até invadiam aldeias missionárias [para caçar indígenas]."

"Os jesuítas, por sua vez, embora sobre eles durante muito tempo tenha pairado uma aura, uma construção historiográfica, produzida por eles próprios, de que eram os guardiões da liberdade indígena, na prática seus aldeamentos consistiam em espaços eminentemente de trabalho", explica a historiadora.

"Os indígenas ali não eram livres. Podiam até ser chamados de trabalhadores livres, mas eles eram obrigados ao trabalho, havia a compulsão ao trabalho."

"Por fim, a Coroa tinha vontade, desejo e iniciativa de taxar a escravização", pontua.

Mas como havia um comércio estruturado de fornecimento de mão de obra escravizada negra, com o chamado tráfico negreiro, o emprego mais intenso da mão de obra indígena, segundo os pesquisadores, foram nas regiões periféricas da economia colonial, onde os colonos muitas vezes não tinham dinheiro para bancar o investimento no escravizado africano. Assim, onde mais se lançou mão da mão de obra indígena foi nos atuais estados de São Paulo, Maranhão e na região amazônica.

O entendimento é que havia, sim, uma preferência pela mão de obra africana em detrimento da indígena, se as condições financeiras permitissem.

"A questão central parece ser a seguinte: os africanos, diferentemente dos povos originários do Brasil, provinham de sociedades com diferenciação de classe social, com atividades comerciais e uso de moedas ou seus equivalentes, com conhecimentos de pecuária, com técnicas de metalurgia e com vários outros conhecimentos que os aproximavam mais das necessidades das plantations", explica à BBC News Brasil o historiador Renato Pinto Venancio, professor na Universidade Federal de Minas Gerais e autor do livro Cativos do Reino: A Circulação de Escravos entre Portugal e Brasil.

"Então, sempre que possível, os senhores de engenho optavam pela mão de obra africana. O mesmo pode ser dito em relação a Minas Gerais. Várias regiões africanas extraíam ouro. Não por acaso, o cativo africano predominante em Minas Gerais é chamado de "mina", ou seja, da Costa da Mina ou Costa do Ouro. Eles sabiam mais sobre a mineração do que a maioria dos portugueses."

"O conhecimento, a refinada tecnologia africana, é geralmente desconsiderado pela historiografia brasileira. Tragicamente, essa dimensão acabou tornando o escravizado africano mais atraente do que o indígena", comenta.

"Na verdade, a escravidão indígena ocorreu em grande parte por causa do fator econômico. Da impossibilidade de os paulistas adquirirem escravos africanos", diz à BBC News Brasil o educador e historiador Manuel Pacheco Neto, professor na Universidade Federal da Grande Dourados e autor do livro A Escravização Indígena e o Bandeirante no Brasil Colonial. "[Eram regiões onde] reinava a pobreza, era esse o panorama."

De acordo com seus estudos, a formação da vila que daria origem à cidade de São Paulo baseou-se em produções de víveres para consumo próprio. E os colonos então empreenderam expedições ao interior, as chamadas bandeiras, para obter mão de obra a partir da "caça ao indígena", de maneira "sistemática".

"Lendo as atas da câmara, isso fica claro. Os paulistas denominavam esses indígenas de 'peças', eram vistos apenas como ferramentas de trabalho", contextualiza Pacheco Neto.

Para o professor, é importante nesse contexto inclusive dar o real significado à figura do bandeirante paulista.

"Muitas vezes é pautado na historiografia como herói. Mas foi justamente quem trouxe consigo todo o etnocentrismo que tinha em seu bojo a necessidade, entre aspas, de escravização dos nativos da terra", pontua. "Esse personagem não foi um herói."

Se oficialmente a escravidão indígena foi completamente abolida há 270 anos, em 1755, não dá para dizer que ela parou de ocorrer. Com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, tornou a ser autorizada a escravização de povos indígenas específicos, considerados inimigos.

"[Nessa época] cartas régias voltaram a autorizá-la no contexto de 'guerra contra os botocudos' em Minas Gerais", diz o historiador Venancio.

E, como lembram os pesquisadores, até hoje os povos originários estão entre grupos mais vulneráveis nos casos de trabalhos análogos à escravidão.

"As violências da escravização, tanto para negros quanto para indígenas, ainda são feridas vivas, sangrando", comenta a historiadora Mura.

'Dia dos Povos Indígenas': conheça única aldeia indígena do noroeste paulista

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Reajuste de medicamentos tem faixas segundo concorrência entre produtos; entenda como afeta os pacientes

Doenças crônicas mais comuns no Brasil são hipertensão, diabetes e dislipidemia. As taxas de aumento nos preços variam de acordo com o nível de competitividade de cada produto. Remédios medicamentos UPA Padre Roberto Divinópolis

UPA/Divulgação

Os preços máximos dos medicamentos podem ter reajuste de até 5,06% desde a segunda-feira (31). As taxas de aumento máximo permitido variam de acordo com o nível do produto

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, avalia que o impacto do reajuste pode demorar a chegar ao consumidor.

Segundo ele, a competição entre farmácias e os estoques dos produtos são fatores que contribuem para que o reajuste médio esteja projetado para um patamar abaixo do teto.

Taxas de aumento máximo permitido:

Nível 1: alta máxima de 5,06% para medicamentos com alta concorrência no mercado (exemplos: antidepressivos, antibióticos, soluções de cloreto de sódio e analgésicos)

Nível 2: alta máxima de 3,83% para medicamentos com média concorrência no mercado (ex: Antidiabéticos, hormônios e antigripais)

Nível 3: alta máxima de 2,60% para medicamentos com baixa ou nenhuma concorrência no mercado. (exemplo: Insulina, anti-inflamatórios, antivirais HIV e vacinas gripo/HPV/hepatite)

Entenda por que o preço do seu medicamento pode aumentar

O g1 conversou com médicos para entender em quais faixas estão os medicamentos para as doenças crônicas mais comuns no Brasil, que são:

hipertensão,

diabetes,

dislipidemia (alteração do nível de lipídios, colesterol alto e triglicérides alto).

Confira abaixo os medicamentos mais comuns para cada uma dessas doenças e em qual nível de reajuste ele se encontra:

HIPERTENSÃO

A hipertensão atinge quase 30% dos brasileiros e maioria dos medicamentos comuns para a doença está disponível no programa Farmácia Popular, que oferece os produtos de forma gratuita ou com desconto. A maioria deles se encontra no nível 1 de reajuste (5,06%), pois têm alta concorrência no mercado.

A maioria dos pacientes precisa tomar mais de um medicamento para hipertensão (geralmente de 2 a 3 remédios), como:

um diurético (exemplo: Hidroclorotiazida, disponível na Farmácia Popular)

um bloqueador do canal de cálcio (exemplo: Amlodipina 5)

um inibidor de enzima de conversão da angiotensina (ECA) (exemplo: Captopril e Losartana, disponíveis no Farmácia Popular, e Enalapril).

betabloqueador (exemplo: Atenolol e Propanalol, disponíveis no Farmácia Popular).

A indústria já oferece hoje num mesmo medicamento os três tipos de ação, mas a maioria dos brasileiros usa esses medicamentos de forma isolada por ser mais barato comprar separadamente.

DIABETES

Metformina (disponível na Farmácia Popular)

Insulina glargina (enquadrado no nível 3, pois tem pouca ou nenhuma concorrência)

DISLIPIDEMIA

Sinvastatina (disponível na Farmácia Popular)

Atorvastatina (enquadrado no nível 1, com alta competitividade).

💊 A Anvisa tem um painel que acompanha o preço máximo dos medicamentos pelo país e a taxa de ICMS cobrada por cada um deles (consulte aqui).

DEPRESSÃO

A depressão atinge 11,3% da população brasileira e antidepressivos estão entre os medicamentos com aumento de 5,06%. Dos 41 medicamentos e itens distribuídos atualmente pelo programa Farmácia Popular, não há nenhum antidepressivo, apesar de o Brasil ser o país com maior incidência de depressão no mundo.

Segundo dados da pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde, a doença atinge 11,3% da população brasileira. Antes da pandemia, o índice era de 5,8%. O Ministério da Saúde afirma que os cuidados em saúde mental são feitos por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antonio Geraldo, a oferta do ministério não é suficiente para atender os quase 500 mil trabalhadores afastados do trabalho por doença mental a cada ano no país. Ele reforça que a presença de antidepressivos no Farmácia Popular facilitaria o acesso da população a esses medicamentos.

Os antidepressivos estão entre os medicamentos com mais concorrência e, portanto, reajuste de 5,06%. Geraldo afirma que o aumento pressiona ainda mais o bolso de pacientes psiquiátricos, afetados por remédios mais caros do que a média de outras doenças. “Isto reflete absurdamente no orçamento o que leva as pessoas a suspenderem o tratamento”, lamenta o médico.

Denúncias de reajustes acima do teto

O valor máximo, estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), funcionará como um teto de aumento para todo o setor farmacêutico. E para o aumento ter validade, as empresas farmacêuticas devem apresentar o Relatório de Comercialização para CMED.

O documento precisa conter os dados de faturamento e a quantidade vendida. Caso o relatório não seja enviado, esteja incompleto, inconsistente ou fora do prazo, as empresas podem ter punições.

O aumento é para medicamentos que podem ou não ter receita médica retida na farmácia e os que podem trazer dependência. O reajuste terá impacto somente nos preços dos medicamentos com tarja vermelha ou preta. Os remédios com menor concorrência no mercado terão reajuste mais baixo

Os preços não podem ser superiores aos valores publicados pela CMED no Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária .

Segundo a Anvisa, este reajuste anual serve para não ocorrer reajustes muito abusivos. No site da Anvisa, as pessoas podem fazer denúncias se perceberem que o reajuste está acima do teto.

Farmácia Popular não inclui antidepressivos na lista de remédios gratuitos, alerta entidade de psiquiatria

Losartana: 2° medicamento mais vendido no Brasil age no controle da hipertensão; tire dúvidas

Cloreto de sódio: o que é e para que serve o princípio ativo mais vendido no mercado farmacêutico do Brasil

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Empresa responsável por show de Taylor Swift é condenada a indenizar influenciador digital

"/> Apresentação do dia 18 de novembro de 2023 foi adiada e remarcada para o dia 20 do mesmo mês. Na data, o fã não poderia comparecer. Além disso, ele alegou que desenvolveu transtornos mentais por conta do estresse gerado pelo evento. Johnata Marlon, fã de Taylor Swift

Arquivo pessoal

O criador de conteúdo Johnata Marlon, de 26 anos, será indenizado em R$ 5 mil pela empresa TF4, organizadora da The Eras Tour no Brasil da Taylor Swift, após cancelamento de show da cantora sem aviso prévio.

A apresentação, inicialmente marcada para 18 de novembro de 2023, foi adiada e remarcada para o dia 20 do mesmo mês, em função de calor extremo.

Em entrevista ao g1, o influenciador contou que desenvolveu crises de pânico ainda dentro do estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

"Quando o cancelamento foi anunciado, foi uma loucura. Era gente gritando, gente chorando. Na saída, parecia que a gente ia morrer esmagado. Custaram a abrir o portão. Fiquei desesperado e tive uma crise de pânico", disse.

Ainda, segundo Johnata as crises continuaram depois que ele retornou para Belo Horizonte e, durante meses, precisou fazer tratamento médico e tomar remédios.

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Fã que morreu em show de Taylor Swift tinha 23 anos e sonhava em conhecer a cantora

Taylor Swift agradece por homenagem no Cristo e diz a fãs no Rio: 'Meu 'wildest dream''

“Estava trabalhando, quando comecei a sentir um calor muito forte. Tive convulsão e fui levado para hospital, onde me diagnosticaram com síndrome do pânico, transtorno de ansiedade generalizada e estresse pós-traumático. Desde então, estou medicado e tenho várias sequelas. Por exemplo, hoje em dia, minhas mãos são fracas, tenho boca seca e pânico de lugar fechado", contou.

Show da Taylor Swift: momento em apresentação da cantora é adiada

Para a defesa de Johnata, além dos anos morais gerados, houve falhas na prestação de serviço, já que o cancelamento do show foi feito em menos de uma hora do início, e também na logística do evento, como "a cobrança abusiva por garrafas de água, colocando em risco a integridade física do público".

"A justificativa de 'condições meteorológicas adversas' não se sustenta. A empresa tinha total condição de cancelar o evento antes que os fãs se deslocassem ao local, evitando o transtorno, principalmente levando em conta o falecimento de uma fã no show do dia anterior", informou a advogada Lavínia Paraíso.

O g1 entrou em contato com a empresa T4F, organizadora do evento, e aguarda retorno.

Morte em show

Exaustão térmica: entenda o que causou morte de fã de Taylor Swift em show

Durante o primeiro show da The Eras Tour no Brasil, no dia 17 de novembro de 2023, uma fã da cantora pop morreu. Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, viajou de Mato Grosso ao Rio para ver o show. Segundo uma amiga, ela passou mal ainda no começo da apresentação.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou que Ana teve uma parada cardiorrespiratória. Na época, a T4F, organizadora do show, afirmou que ela foi prontamente socorrida e levada ao hospital depois.

Laudo apontou que fã de Taylor Swift teve exaustão térmica causada pelo calor. A morte ocorreu em um dia marcado pelas altas temperaturas no Rio de Janeiro, e por críticas de fãs à organização do evento por impedir o acesso do público com garrafas d'água.

A própria cantora chegou a pausar o show para pedir ajuda para os fãs após perceber que pessoas passavam mal na plateia.

Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, cursava psicologia na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), em Mato Grosso

Reprodução/Instagram

O que disse a TF4 à época

"É com muita tristeza que informamos o falecimento de Ana Clara Benevides Machado, 23 anos. Na noite de ontem [sexta, 17], Ana Clara se sentiu mal e foi prontamente atendida pela equipe de brigadistas e paramédicos, sendo encaminhada ao posto médico do Estádio Nilton Santos para o protocolo de primeiros socorros. Diante do quadro, a equipe médica optou pela transferência ao Hospital Salgado Filho, onde, após quase uma hora de atendimento emergencial, infelizmente veio a óbito. Aos familiares e amigos de Ana Clara Benevides Machado nossos sinceros sentimentos."

Confira os vídeos mais vistos no g1 Minas:

https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2025/04/01/empresa-show-taylor-swift-condenada-indenizar-influenciador-digital.ghtml

Mega-Sena pode pagar R$ 45 milhões nesta terça

"/> Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Mega-Sena

Marcelo Brandt/G1

O concurso 2.847 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta terça-feira (1º), em São Paulo.

No concurso do último sábado (29), ninguém levou o prêmio máximo.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer a sua aposta online.

A Mega-Sena tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.

Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.

É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

https://g1.globo.com/loterias/mega-sena/noticia/2025/04/01/mega-sena-pode-pagar-r-45-milhoes-nesta-terca.ghtml

Anistia não é um debate do Brasil, e Motta tem um abacaxi para descascar

Tema será discutido nesta terça-feira (1º) na reunião semanal de líderes partidários. Anistia não é um debate do Brasil, e Motta tem um abacaxi para descascar

O projeto de lei que garante anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro virou um verdadeiro cabo de guerra entre governo e oposição. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pressionam pela urgência e querem que o texto entre na pauta da Câmara agora nos primeiros dias de abril.

O tema será discutido nesta terça-feira (1º) na reunião semanal de líderes partidários, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta, logo no início de sua gestão, o que pode ser o maior desafio de seu mandato.

A proposta é defendida por bolsonaristas e divide o Centrão. Já a outra parte e o governo veem nisso um risco desnecessário. Isso porque, ainda que o projeto avance na Câmara, há grande chance de ser barrado no Senado, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já sinalizou que o tema não será pautado. Para muitos, trata-se de uma “confusão demais para resultado de menos”.

O momento do país também contribui para tornar o debate ainda mais delicado. O Brasil enfrenta alta nos preços dos alimentos, uma crise na segurança pública, necessidade urgente de impulsionar a economia e de regulamentar pontos da reforma tributária. Em meio a tantas urgências, dedicar tempo e recursos do Legislativo a uma anistia para cerca de 1,4 mil pessoas envolvidas em atos antidemocráticos soa, para muitos, como uma desconexão com as prioridades reais da população.

Novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em solenidade de abertura do ano legislativo.

Mario Agra/Câmara dos Deputados

Como bem definiu Alcolumbre, “esse não é um debate do Brasil”. A anistia interessa a um grupo restrito de apoiadores de Bolsonaro, muitos dos quais já foram julgados, firmaram acordos com o Ministério Público ou aguardam julgamento — incluindo nomes do alto escalão militar e o próprio ex-presidente.

A votação dessa proposta tem potencial de paralisar os trabalhos legislativos e, se decidir pautar a anistia, o presidente da Câmara pode acirrar os ânimos, gerar um confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), tensionar a relação com o Senado e dividir ainda mais a sociedade. Por outro lado, se optar por barrar o projeto, pode sofrer pressões da ala bolsonarista e de parte do Centrão. Hugo Mo ta tem um baita abacaxi na mão para descascar.

Além disso, especialistas alertam que anistiar indivíduos que participaram de atos claramente criminosos — como a invasão das sedes dos Três Poderes — pode representar um grave retrocesso democrático. A discussão sobre a dosimetria das penas é válida e cabe à Justiça, mas perdoar integralmente os envolvidos, muitos ainda nem julgados, seria, uma afronta ao Estado Democrático de Direito.

https://g1.globo.com/politica/blog/natuza-nery/post/2025/04/01/anistia-nao-e-um-debate-do-brasil-e-motta-tem-um-abacaxi-para-descascar.ghtml

Empresário morto com garrafada na cabeça era carioca, torcedor do Flamengo e apaixonado por aviação; veja o que se sabe sobre crime

"/> Segundo parentes, Marcelo Alves Freitas, de 52 anos, foi agredido por outro cliente após uma discussão por causa de uma piada sobre futebol. Marcelo Freitas, de 52 anos, amava aviação

Reprodução/Instagram

O empresário Marcelo Alves Freitas, de 52 anos, morreu após levar uma garrafada na cabeça dentro de um bar no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Segundo parentes da vítima, ele foi agredido por outro cliente depois de uma discussão por causa de uma piada sobre futebol. O crime é investigado pela Polícia Civil.

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Confira, abaixo, o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso. Nesta reportagem, você encontra informações sobre:

Quando e como foi o crime?

Quem era Marcelo Alves Freitas?

O agressor foi identificado?

O que diz a polícia?

Quando e como foi o crime?

Polícia Civil investiga morte de empresário atingido por garrafada dentro de bar em Gaibu

O crime aconteceu na madrugada do domingo (30), na praia de Gaibu (veja vídeo acima). Um parente do empresário, que pediu para não ser identificado, disse ao g1 que ele tinha uma casa de veraneio na localidade e foi ao bar com dois familiares. O nome do estabelecimento não foi divulgado.

Segundo os relatos, num determinado momento da noite, Marcelo, que era torcedor do Flamengo, fez uma brincadeira com uma mulher vestida com uma camisa do Palmeiras. O homem que estava com ela não teria gostado da piada, o que deu início a uma discussão.

De acordo com esse parente, depois do bate-boca, os dois familiares que acompanhavam o empresário decidiram ir embora e, enquanto a vítima saía do estabelecimento, o agressor deu uma garrafada na cabeça de Marcelo. Mesmo depois que ele caiu, o homem continuou a bater nele com a garrafa quebrada, segundo testemunhas.

O empresário chegou a ser levado ao Posto de Saúde de Gaibu, que fica a poucos metros do bar, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo dele foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife.

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Quem era Marcelo Alves Freitas?

Dono de uma corretora de seguros, o empresário Marcelo Alves Freitas nasceu no Rio de Janeiro, mas morava em Pernambuco havia mais de quatro décadas. Nos últimos anos, ele residia no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Tinha cinco filhos.

Segundo a família, Marcelo era muito brincalhão e tinha duas paixões na vida: o Flamengo e a aviação. Há cerca de cinco anos, ele comprou um pequeno avião e aprendeu a pilotar. O empresário costumava compartilhar, em seu perfil no Instagram, os voos que fazia com a aeronave.

Entre os locais que ele mostrava nos sobrevoos, estavam praias como Boa Viagem e Coroa do Avião, em Itamaracá. Marcelo era casado com Ana Dacia de Souza Leão. Os dois comemoraram 20 anos de casamento em setembro do ano passado, quando viajaram para a Flórida.

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O agressor foi identificado?

Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não confirmou se algum suspeito de praticar o crime foi identificado. Segundo parentes da vítima, Marcelo não conhecia o homem que o matou.

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O que diz a polícia?

Em nota divulgada no dia do crime, a Polícia Civil informou que registrou o caso como "homicídio consumado" e que abriu um inquérito para apurar os fatos e identificar quem cometeu o assassinato.

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VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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