Talvez um ritual servisse para actualizar certas informações necessárias à previsão da chuva, o que é perfeitamente possível através das cores e padrões de nuvens. Talvez os “selvagens” fossem um pouco mais inteligentes que o genro de Karl Marx.
“O selvagem, este menino do género humano, como lhe chama Vico, tem, como o menino, noções pueris sobre a natureza; acredita que pode mandar nos elementos como nos seus membros, que lhe é possível, com palavras e práticas mágicas, ordenar à chuva que caia, ao vento que sopre..”
(Paul Lafargue)
Quando o "Manuel" Kant por obra e graça do Espírito Santo se esquecia dos preâmbulos da fé:
"A aceitação dos princípios de uma religião denomina-se de modo excelente fé (fides sacra)."
(Kant, A Religião nos Limites da Simples Razão)
Agora a televisão falou a minha língua https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_6270301305727797431692450918.webp
"Chego aos campos e vastos palácios da memória onde estão tesoiros de inumeráveis imagens trazidas por percepções de toda a espécie. Aí está também escondido tudo o que pensamos, quer aumentando quer diminuindo ou até variando de qualquer modo os objectos que os sentidos atingiram. Enfim, jaz aí tudo o que se lhes entregou e depôs, se é que o esquecimento ainda o não absorveu e sepultou. Quando lá entro, mando comparecer diante de mim todas as imagens que quero."
(Santo Agostinho, Confissões)

Confirma-se o que já desconfiava há anos. Que o John Dee previu a tempestade que ajudou a derrotar a armada espanhola com o auxílio de animais. Aprendeu a fazê-lo com um tal de Nicholas Biesius com quem estudou medicina:
"Biesius took the view that animals, being more sensitive than man, were closer to the hidden forces in nature, pointing out that they could anticipate changes in weather long before man."
