Programa Carro Sustentável fez vendas aumentarem 15,6%, diz Anfavea
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Volkswagen Polo, Fiat Mobi e Renault Kwid estão com desconto de IPI Verde
g1
O programa Carro Sustentável, que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos populares, contribuiu para um crescimento de 15,6% nas vendas de automóveis de 2025, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
A comparação, segundo a entidade, considera as vendas realizadas entre 11 de julho e 31 de dezembro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, para os modelos homologados (veja abaixo quais são).
O que é o programa Carro Sustentável?
O programa Carro Sustentável zera a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos compactos com alta eficiência energética-ambiental fabricados no Brasil.
Para ter direito ao IPI zero, o carro deve:
Emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro
Conter mais de 80% de materiais recicláveis
Ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem)
Se enquadrar em uma das categorias de carro compacto.
A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos.
O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade.
Segundo o governo, o decreto não terá impacto fiscal.
O decreto prevê ainda que veículos com melhores indicadores receberão descontos nos impostos, enquanto os com piores avaliações sofrerão um acréscimo.
O governo estima uma redução das alíquotas para 60% dos veículos comercializados no Brasil, considerando o número de carros vendidos em 2024.
A lista de veículos habilitados para o programa Carro Sustentável inclui os modelos abaixo:
Renault Kwid;
Fiat Mobi;
Fiat Argo;
Hyundai HB20;
Hyundai HB20S;
Volkswagen Polo;
Volkswagen Saveiro;
Volkswagen T-Cross;
Volkswagen Nivus;
Chevrolet Onix;
Chevrolet Onix Plus.
*Essa reportagem está em atualização.
“O Carro Sustentável, no acumulado, ainda continua subindo. Sobretudo no varejo, o que acho ótimo para o nosso mercado. O programa continua sendo um sucesso. Óbvio que o programa tem uma subida mais acentuada no início e depois uma estabilidade, um platô, que é natural desse tipo de programa," disse Igor Calvet, presidente da Anfavea.
Igor ressaltou um cenário de estabilidade, com vendas em ritmo de dois dígitos desde o início do programa na comparação mensal dos emplacamentos. No entanto, esse comportamento não se repetiu em novembro:
Entre 11 e 31 de julho: 30 mil unidades emplacadas (31,8% acima de 2024);
Agosto: 40 mil unidades emplacadas (22,1% acima de 2024);
Setembro: 39 mil unidades emplacadas (20,5% acima de 2024);
Outubro: 45 mil unidades emplacadas (12,7% acima de 2024);
Novembro: 47 mil unidades emplacadas (1,8% abaixo de 2024).
O maior avanço nas vendas ocorreu no varejo. Nesse modelo de comercialização, o consumidor adquire o veículo em uma concessionária, o que inclui um intermediário entre a montadora e o comprador.
Nesse contexto, os emplacamentos passaram de 30,9 mil em 2024 para 46,8 mil unidades neste ano, considerando o período entre 11 de julho e 30 de novembro. O crescimento foi de 51,6%.
Há ainda a modalidade de venda direta, na qual a montadora entrega o veículo ao consumidor sem a participação de uma concessionária. Esse modelo atende locadoras, frotistas, taxistas, autoescolas, motoristas de transporte escolar e compradores que têm direito ao desconto para pessoas com deficiência (PcD).
Nesse cenário, o avanço foi mais moderado: os emplacamentos subiram de 145,1 mil para 154,7 mil unidades, resultando em um aumento de 6,6% no período.
Reag e Banco Master: como a gestora entrou no radar das investigações da PF?

Banco Central decreta liquidação da Reag
O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários — novo nome da Reag Investimentos, com sede em São Paulo —, aprofundando a conexão entre a empresa e as investigações que miram um suposto esquema de fraudes no Banco Master.
A liquidação extrajudicial foi decretada em meio à segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
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A apuração investiga irregularidades financeiras atribuídas ao Banco Master e envolve personagens centrais do mercado. Entre os alvos da operação está João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag, que teve endereços submetidos a mandados de busca e apreensão na quarta-feira (14).
As diligências também alcançaram locais ligados ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a seus familiares.
Por autorização do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro e bloqueio de bens e valores que, segundo a Polícia Federal, superam R$ 5,7 bilhões. Durante a operação, agentes apreenderam ainda R$ 97,3 mil em dinheiro em espécie.
O nome da Reag, porém, não aparece apenas neste inquérito. A seguir, o g1 reúne as principais informações sobre a empresa e explica de que forma ela surge vinculada ao escândalo envolvendo o Banco Master.
O que é a Reag Investimentos
Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag Investimentos tornou-se uma das maiores gestoras independentes do país, sem vínculo com bancos.
A empresa chegou a administrar R$ 299 bilhões de pessoas físicas, empresas, fundos de pensão e investidores institucionais e foi a primeira gestora de patrimônio a ter ações negociadas na bolsa brasileira.
A Reag era controlada pela Reag Capital Holding S/A, que também administrava a CiabraSF, outra holding independente citada na operação Carbono Oculto, em agosto.
A CiabraSF teve sua compra concluída pelo Grupo Planner na terça-feira passada (6), em uma transação que teve como condição a realização de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para alienação do controle.
A Reag ganhou visibilidade ao patrocinar o Cine Belas Artes, um dos cinemas mais tradicionais de São Paulo. Com a aquisição dos direitos de nomeação, o espaço passou a se chamar REAG Belas Artes.
Em dezembro, no entanto, o Cine Belas Artes anunciou o fim da parceria e iniciou uma campanha para encontrar um novo patrocinador.
Quem é João Carlos Mansur
João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, é um dos investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.
Essa não foi a primeira vez que o empresário se envolveu em polêmicas. Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro do ano passado, após a empresa ter sido algo de uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Bacharel em ciências contábeis, Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012, possui 35 anos de experiência no mercado financeiro e atua como conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para gerir carteiras de investimentos.
O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag
Reprodução/LinkedIn
O empresário tem experiência em auditoria, controladoria, gestão financeira, planejamento estratégico, análise de investimentos e desenvolvimento de negócios.
Em seu perfil no LinkedIn, afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento — incluindo Fundos de Investimento Imobiliário (FII), Fundos de Investimento em Participações (FIP) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) —, além de conduzir outras operações no mercado de capitais.
Mansur atuou como executivo em empresas como PricewaterhouseCoopers (PwC), Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, participando ainda da criação do estádio Allianz Parque.
Além de sua ligação com times de futebol por meio da Reag, Mansur trabalhou na Trump Realty Brazil, empresa que levava o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A joint venture foi criada em 2003, mas o contrato com o Republicano durou apenas até 2006, uma vez que o projeto fracassou antes de concluir qualquer empreendimento imobiliário.
Expansão no mercado financeiro
Nos últimos anos, a gestora fez diversas aquisições que ampliaram sua presença no mercado. Entre as empresas incorporadas estão Hieron, Berkana, Rapier, Quadrante e Quasar.
Em 2024, a Reag adquiriu a Empírica Investimentos, especializada em crédito estruturado e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), posicionando-se entre as três maiores do setor, com cerca de R$ 25 bilhões sob gestão.
Em 2025, a empresa viveu um novo capítulo: em janeiro, realizou a incorporação reversa da plataforma de serviços GetNinjas, usando sua estrutura já listada na B3 para se transformar em uma holding aberta. Com essa reorganização, a GetNinjas deixou de existir como empresa independente, e suas ações passaram a ser negociadas sob o código REAG3.
Menos de dois meses após a estreia na bolsa, a Reag Capital Holding anunciou um novo passo: a listagem da Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (CiabraSF), também do grupo, sob o código ADMF3.
A CiabraSF iniciou as operações com um portfólio robusto, administrando mais de 700 fundos e patrimônio líquido de cerca de R$ 240 bilhões.
Outra empresa do grupo era a Reeve (RVEE3), listada na bolsa em abril de 2025 — mas não citada na operação da PF. A companhia ganhou destaque em 2024 ao se associar à XP Investimentos e à Tauá Partners na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Portuguesa, assumindo a revitalização do estádio do Canindé.
Operação Carbono Oculto
Em agosto do ano passado, a PF deflagrou a Operação Carbono Oculto para desarticular um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, atribuído a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, o grupo deixou de recolher mais de R$ 7,6 bilhões em impostos e operava irregularidades em diferentes etapas da cadeia de produção, distribuição e comercialização de combustíveis.
Para ocultar a origem dos recursos, o esquema utilizava uma estrutura financeira sofisticada, baseada no uso de fintechs e fundos de investimento.
Ao menos 40 fundos, entre multimercado e imobiliários, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, teriam sido controlados direta ou indiretamente pela facção. Muitos deles eram fundos fechados, com um único cotista, o que dificultava a identificação dos reais beneficiários.
A Reag Investimentos foi envolvida na operação como uma das empresas citadas nas investigações envolvendo fundos de investimento usados para ocultar recursos.
Segundo a Polícia Federal e a Receita Federal, administradoras de fundos teriam ciência das irregularidades e deixado de cumprir obrigações legais, contribuindo para esconder a movimentação financeira da organização criminosa.
As apurações indicam que fintechs eram preferidas em detrimento de bancos tradicionais para dificultar o rastreamento das transações.
Em um dos casos, a Receita Federal identificou uma fintech que funcionava como um “banco paralelo” da organização criminosa, movimentando mais de R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024.
Parte dessas operações passava por chamadas “contas-bolsão”, que misturam recursos de diversos clientes e reduzem a transparência das movimentações.
Os valores obtidos com o esquema foram usados para adquirir ativos e blindar patrimônio, incluindo usinas sucroalcooleiras, distribuidoras, transportadoras, postos de combustíveis, imóveis, fazendas e um terminal portuário.
Operação Compliance Zero
Já nesta quarta-feira (14) a Polícia Federal realizou a segunda fase da operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master que incluiu buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele.
Além deles, o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos.
A investigação detectou que havia captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes. O celular do dono do Master foi apreendido.
Nessa etapa da operação Compliance Zero, havia 42 mandados de busca e apreensão, determinados por Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. Foram apreendidos diversos carros e itens de luxo.
Os mandados tinham alvos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista, e os estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
O que diz a Reag?
Procurada pelo g1 nesta quinta-feira, a empresa não se manifestou sobre a liquidação decretada pelo Banco Central até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações dos citados.
No site da holding, é mantida uma nota de outubro, em que afirma que "atua de forma ética, transparente e em conformidade com a legislação e a regulação aplicáveis ao sistema financeiro e de capitais, sob a supervisão permanente de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central".
Veja na íntegra o comunicado abaixo:
"A REAG Capital Holding S.A. vem a público repudiar alegações publicadas na imprensa que buscam indevidamente associar a companhia e a atuação de seus executivos a práticas irregulares e organizações criminosas, sem apresentar quaisquer provas de envolvimento em atos ilícitos.
A companhia reafirma que:
* atua de forma ética, transparente e em conformidade com a legislação e a regulação aplicáveis ao sistema financeiro e de capitais, sob a supervisão permanente de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central;
* as estruturas societárias, fundos de investimento e participações sob sua gestão ou administração obedecem integralmente às normas de compliance, governança corporativa, prevenção à lavagem de dinheiro (Resolução nº 50/2021 do Coaf) e conheça seu cliente (Know Your Customer – KYC);
* é incorreto e descabido afirmar que tenha figurado como sócia em operações ou estruturas dos fundos sob sua administração, pois, conforme a Lei nº 8.668/1993, os bens e direitos integrantes dos fundos não se confundem com o patrimônio da administradora, não integram seu ativo e não respondem, direta ou indiretamente, por obrigações da instituição;
* está colaborando de forma ampla e proativa com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações e documentos necessários ao esclarecimento dos fatos, convicta de que sua isenção e integridade serão plenamente reconhecidas.
São Paulo, 15 de outubro de 2025
REAG Capital Holding S.A."
Infográfico explica caminho do dinheiro no esquema do PCC.
Arte/g1
Reag Investimentos
Divulgação
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/15/entenda-envolvimento-reag-banco-master.ghtml
Investidor, pastor e maior doador da campanha de Bolsonaro e Tarcísio: quem é o cunhado de Vorcaro alvo da PF

Fabiano Zettel chegou a ser detido no aeroporto de Guarulhos
Moriah Asset/Reprodução
A segunda fase da operação que investiga fraudes no Banco Master chegou nesta quarta-feira (14/1) ao nome de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel foi alvo de buscas e chegou a ser detido quando estava no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo - mesmo local onde foi detido Vorcaro em novembro, quando tentava embarcar para Malta.
Em monitoramento, a Polícia Federal descobriu que Zettel iria embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes, com passagem marcada para a madrugada desta quarta, destacou o ministro Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar a apreensão de objetos pessoais e a detenção do empresário em nova fase da operação.
"O embarque do investigado constitui oportunidade única a propiciar a obtenção de elementos que corroborem, ainda mais, sua participação nos delitos investigados, além da materialidade de outros delitos sobre os quais sobre ele já recaem suspeitas de autoria", diz a PF no pedido a Toffoli.
Para a PF, "a prática criminosa do investigado envolve diversos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional". O pedido da operação não entra em detalhes sobre quais crimes Zettel é investigado.
O pedido de detenção de Zettel durou até por volta das 7h. Isso foi necessário, segundo pedido da PF, porque o empresário poderia prejudicar coletas de outras provas na operação desta quarta, devido aos seus vínculos familiares com os investigados. Segundo o portal G1, Zettel teve o celular apreendido
Tofolli também determinou a apreensão do passaporte do empresário e a proibição de ele sair do país até o fim das investigações.
Além de Zettel, a Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro e parentes dele, incluindo o pai e a irmã.
O empresário Nelson Tanure e o ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, João Carlos Mansur, também estão entre os alvos das buscas.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 42 endereços em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Toffoli também determinou o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
A BBC News Brasil tem tentado falar com a defesa de Zettel, mas até a publicação desta reportagem não conseguiu contato.
Maior doador de campanha
Zettel é fundador da Moriah Asset, um fundo de private equity — modalidade de investimento que compra participações em empresas que não estão na bolsa.
A Moriah atua investindo em negócios ligados ao mercado de produtos saudáveis e fitness. Zettel também é irmão da influenciadora fitness Bella Falconi.
Por meio da Moriah, ele é sócio de marcas como Oakberry, Les Cinq, Frutaria São Paulo e Empório Frutaria.
O empresário e advogado mineiro é um nome conhecido no mundo empresarial, político e religioso no Brasil.
Em 2022, Zettel foi o maior doador pessoa física das campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jair Bolsonaro (PL) em 2022.
Ele transferiu R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro e R$ 2 milhões para a do governador de São Paulo, sendo o sexto maior doador pessoa física do país naquela eleição.
Na época da campanha de 2022, a assessoria de Zettel disse em nota a jornais que o empresário fez a doação "dentro da legislação" e "com suas convicções pessoais e valores cristãos de família conservadora".
Pela legislação eleitoral, indivíduos podem doar até 10% da renda bruta do ano anterior à eleição.
A assessoria de imprensa de Tarcísio afirmou que sua campanha contou com mais de 600 doadores e que o governador não possui qualquer vínculo ou relação com Zettel. "Vale destacar que a prestação de contas de Tarcísio foi devidamente aprovada pela justiça eleitoral", disse a nota enviada à BBC News Brasil em reportagem que mostrava as ligações de Vorcaro com o Supremo Tribunal Federal e o mundo político.
Já Bolsonaro não respondeu aos questionamentos.
Pastor e empresário
Além de advogado e empresário, Fabiano Zettel é pastor evangélico.
Ele tem atuado na igreja da Lagoinha Belvedere, em um dos bairros mais nobres da região de Belo Horizonte.
A Lagoinha nasceu nos anos 1950 na periferia da capital mineira e passou a ser liderada pela família Valadão nos anos 1970.
Hoje, o pastor presidente é André Valadão, um dos líderes religiosos evangélicos mais vocais em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além da ligação com Zettel, Valadão também tem conexões antigas com a família Vorcaro.
Uma reportagem da revista Piauí de novembro revelou que o pai de Daniel Vorcaro, Henrique, chegou a quitar uma dívida de André Valadão devido a uma compra de uma BMW.
O pastor Fabiano Zettel também já atuou junto à igreja Bola de Neve em Belo Horizonte pelo menos até 2024.
A congregação evangélica, fundada em meados da década de 1990 ganhou destaque por sua abordagem que foge do tradicional, com linguagem considerada descontraída, uma postura liberal quanto à vestimenta, piercings e tatuagens, com foco no público mais jovem.
Lula comemora aprovação de acordo Mercosul-União Europeia: 'Dia histórico para o multilateralismo'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta sexta-feira (9) a aprovação provisória pelo parlamento europeu do acordo entre Mercosul e a União Europeia. Para o petista, trata-se de um "dia histórico" para o multilateralismo.
A sinalização favorável dos países da União Europeia abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações, que conta com apoio de setores empresariais, mas segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus — sobretudo na França.
"Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões", afirmou Lula em uma rede social.
Volvo convoca recall do EX30 por risco de incêndio na bateria; veja se seu carro está na lista

Volvo EX30
Divulgação/Volvo Car Brasil
A Volvo anunciou um programa de recall para o seu carro mais barato à venda no Brasil: o Volvo EX30.
Em nota, a Volvo informou que uma falha na produção das células da bateria do veículo pode provocar curto-circuito, causando “superaquecimento do componente, o que, em situações extremas, pode acarretar risco de combustão da bateria de alta tensão”.
A solução adotada neste momento é a limitação da recarga da bateria, que não poderá ultrapassar 70%. Com isso, a autonomia informada pela Volvo, de 338 km com carga completa, será reduzida em 30%, chegando a 236,6 km.
Além da medida provisória, que reduz a autonomia do Volvo EX30, a marca informou que está desenvolvendo uma correção permanente.
“Paralelamente, a solução técnica definitiva para o defeito identificado encontra-se em desenvolvimento e será oportunamente implementada”, disse a marca em nota.
Quais veículos estão na lista?
O recall abrange unidades do Volvo EX30 nas versões Single Motor Extended Range e Twin Motor, dos anos-modelo 2024 a 2026. São elas:
Data de fabricação: de 06/09/2024 à 25/10/2025;
Chassis não sequenciais envolvidos: YV12ZEL82RS000462 à YV12ZELA9TS178122.
O procedimento pode ser realizado em uma concessionária da Volvo, com agendamento prévio pelo telefone 0800-878-1176 ou pelo site oficial de recalls da marca. O tempo estimado para aplicar a limitação de recarga é de uma hora.
Também é possível realizar a limitação diretamente no veículo, sem a necessidade de visita à concessionária. Nesse caso, o proprietário deve seguir as orientações do suporte da Volvo.
Brasil cria 85,9 mil empregos formais em novembro; com queda de 19,1% frente ao mesmo mês de 2024

A economia brasileira gerou 85,9 mil empregos formais em novembro deste ano, informou nesta terça-feira (30) o Ministério do Trabalho e do Emprego.
Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em outubro:
➡️1,980 milhão de contratações;
➡️1,894 milhão de demissões.
📈 O resultado representa um recuo de 19,1% em relação a novembro do ano passado, quando foram criados cerca de 106,1 mil empregos com carteira assinada.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Parcial do ano
De acordo com o Ministério do Trabalho, 1,9 milhão de empregos formais foram criados no país de janeiro a novembro deste ano.
📈 O número representa queda de 10,9% na comparação com o mesmo período de 2024, quando foram abertas 2,12 milhões de vagas com carteira assinada.
➡️Essa foi a menor geração de empregos para os onze primeiros meses de um ano desde 2023, quando foram abertas 1,78 milhão de vagas formais.
- Esta reportagem está em atualização
Carteira de trabalho
Divulgação / PMMC
- Esta reportagem está em atualização
Diretores do BC se preparam para batalha jurídica contra decisão de liquidar o Banco Master

Diretores do Banco Central se preparam para uma ofensiva jurídica do Banco Master contra o processo de liquidação determinado pelo comando do BC em novembro.
O blog apurou que são esperados depoimentos à Polícia Federal, uma vez que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli autorizou a retomada de diligências sobre o caso na última segunda-feira.
Na quinta, servidores do BC relatavam que o questionamento da instituição não é inédito. A liquidação do Banco Ipiranga, ocorrida em 1978, até hoje é o centro de uma batalha jurídica dos ex-controladores contra o Banco Central.
Diretores do BC já veem, como provável argumento da defesa do Master contra a liquidação, uma última reunião de Daniel Vorcaro, presidente do Master, com o diretor de Fiscalização da autoridade monetária, Ailton Aquino.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Dois dias antes da liquidação, Vorcaro pediu a antecipação de uma reunião com Aquino para falar que tinha uma solução para o Master, que passaria pela Fictor e por um fundo árabe.
Segundo o blog apurou, não era a primeira vez que Vorcaro falava sobre recursos dos Emirados Árabes para salvar o banco – e na reunião não trouxe elementos concretos.
TCU pede explicações
Um despacho do ministro do TCU Jhonatan de Jesus pediu para que o Banco Central explique no prazo de 72 horas como se deu a decisão de liquidar o Banco Master, tomada em novembro deste ano.
A decisão do ministro atende tanto preocupações levantadas pelo Ministério Público junto ao TCU quando a ofício enviado pela liderança da Minoria na Câmara dos Deputados.
Os pontos que o ministro pede para serem esclarecidos são as bases decisórias para a decisão, tomada de forma unânime na diretoria do BC, se houve divergências internas na instituição e um passo a passo das medidas tomadas pelo BC ao longo do processo.
O ministro também pede que os bens do Master sejam mantidos pelo BC enquanto durar o processo.
O BC indicou um liquidante, que tem 6 meses para revisar o balanço do Master.
Sede do Banco Master
Divulgação/Banco Master
Haddad diz que sai da Fazenda até fevereiro de olho na campanha de Lula e admite 'ajustes' no arcabouço fiscal

Haddad prepara saída da Fazenda em fevereiro; ministro resiste a lançar candidatura
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira (18) que deseja deixar o comando do Ministério da Fazenda para colaborar com a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em 2026.
As declarações foram dadas durante café de final de ano com jornalistas.
"Manifestei o desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula, e isso é incompatível com ser ministro da fazenda. Conversei com o presidente que, se meu pleito for atendido, uma troca de comando aqui seria importante. Como não tem descompatibilização, nesses termos vou conversar com ele em janeiro. Se puder colaborar com a campanha, eu vou", disse Haddad a jornalistas.
Ele afirmou que deve ficar no cargo, no mais tardar, até fevereiro de 2026, pois a pasta precisará de um novo comando para os ajustes no orçamento do ano que vem, assim como a proposta da LDO de 2027 (que tem de ser finalizada até abril). Não citou quem será seu sucessor, mas afirmou ter confiança nos secretários — indicando que o número 2, Dario Durigan, pode herdar o cargo.
Segundo Haddad, Lula disse que vai respeitar a decisão que ele tomar.
"Eu disse a ele [Lula] que não tinha intenção de concorrer às eleições em 2026. E a resposta dele foi essa, que vai respeitar a minha decisão. Está tendo muita especulação", acrescentou o ministro.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Ricardo Stuckert/PR
Questionado por jornalistas, ele afirmou que ainda está cedo para dizer qual vai ser o "mote" da campanha de 2026, mas admitiu que o debate em torno da jornada 6 por 1 por entrar na pauta. "Se pode vir a ser tema de campanha, vamos ver como forças políticas vão ser manifestar", afirmou.
"Existe um debate no congresso sobre escala 6 por 1. O presidente é simpático a tese, e deixou claro que não entende que isso seja uma iniciativa do Executivo. Tem que ser um pleito da sociedade, com os empresários. Há muitos setores que a jornada já é 40 horas. Tem uma ou outra atividade que ainda não", disse o ministro Haddad.
O ministro da Fazenda defendeu a continuidade das reformas de gastos públicos, por meio de cortes de despesas, algo defendido pelo mercado financeiro. Segundo ele, isso ajudará a evitar a desorganização das contas públicas.
"Eu acredito que vamos ter que fazer reformas. Para melhorar a sustentabilidade dos gastos públicos. Não acredito que o juro chegou a 15% [ao ano] por causa do fiscal [alta de gastos], foi a 'desancoragem' do ano passado que foi grande no debate público sobre o Imposto de Renda", disse o ministro.
Por fim, Haddad admitiu que podem ser necessários "ajustes nos parâmetros" do arcabouço fiscal, ou seja, da regra para as contas públicas aprovadas em 2023. Atualmente, as despesas não podem crescer mais de 70% da alta das receitas, e o crescimento está limitado a 2,5% ao ano (acima da inflação). São estes os "parâmetros" a que o ministro se refere.
"A arquitetura do arcabouço, eu manteria. Pode discutir os parâmetros do arcabouço, vou apertar mais, apertar menos. Mudar de 70% para 60%, para 80%. De 2,5% [de alta real por ano] para 2%, para 3%. Acho que é uma coisa que vai acontecer. Mas a arquitetura é muito boa", disse o ministro.
Ele afirmou ainda ser contra fixar um teto para a dívida pública, proposta que está em análise no Congresso Nacional. "Não considero caminho exequível", concluiu.
União Europeia chega a acordo inicial sobre salvaguardas agrícolas mais rigorosas entre a UE e o Mercosul

O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul
A União Europeia chegou a um acordo provisório nesta quarta-feira (17) sobre os mecanismos de salvaguardas de produtos agrícolas, vinculadas ao acordo da União Europeia com o Mercosul.
O texto, porém, não faz parte do acordo e busca atender agricultores dos países membros que se sentem ameaçados pelo livre comércio com produtos do Mercosul, principalmente do Brasil.
A UE e o bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai concluíram as negociações em dezembro passado para criar o maior acordo comercial da UE em termos de redução de tarifas, cerca de 25 anos após o início das negociações.
A assinatura está prevista para o próximo sábado (20), durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu, mas ainda é incerta. Países liderados por França e Itália afirmaram não estarem prontos para apoiar o acordo comercial e exigiram medidas adicionais para proteger seus agricultores.
A Comissão Europeia apresentou o acordo para aprovação em setembro e buscou amenizar a oposição adicionando um mecanismo que permitiria a suspensão do acesso preferencial do Mercosul para alguns produtos agrícolas, como carne bovina, aves e açúcar.
A Comissão afirmou que o gatilho para a abertura de uma investigação seria o aumento do volume de importações em mais de 10% ao ano ou a queda dos preços nessa mesma proporção em um ou mais países membros da UE.
No entanto, o Parlamento Europeu votou na terça-feira (16) por um nível de ativação mais baixo, de 5%, em comparação com a média das importações dos últimos três anos.
As negociações começaram no final da quarta-feira para um compromisso entre representantes do Parlamento e seus homólogos do Conselho, o grupo de governos da UE.
Ao final, decidiram que o nível de ativação deveria ser de 8%, segundo a presidência dinamarquesa da UE.
Também concordaram com uma declaração que detalha as medidas da UE para realizar verificações, inclusive nos países do Mercosul, para apoiar os agricultores e garantir o cumprimento de normas de produção, como as relativas a pesticidas e saúde animal.
Pará adia para 2030 prazo para inclusão de chips de rastreamento em bois e búfalos

O rastreamento de bois com chip na Amazônia
O governo do Pará estendeu até 2030 o prazo para que os produtores do estado coloquem chips e brincos em bois e búfalos, permitindo o rastreamento dos animais do nascimento ao abate.
O prazo anterior era até 31 de dezembro deste ano. O programa exige a identificação de todos os animais movimentados dentro do estado, seja para abate, cria, recria, engorda, leilões ou exportação.
O objetivo da política, anunciada no ano passado, é garantir uma carne livre de desmatamento.
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O sistema envolve a colocação de chips e brincos nas orelhas dos animais, com numeração individual, semelhante ao CPF, para verificar se eles nasceram ou passaram por fazendas com irregularidades ambientais ou trabalho análogo à escravidão.
O governo do estado diz ter aumentado o prazo para atender o setor produtivo. O decreto foi assinado pelo governador Helder Barbalho (MDB) durante um Encontro Ruralista organizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).
A medida do governo foi tomada menos de um mês após a COP 30, realizada em Belém, que discutiu ações de enfrentamento à crise climática.
Boi monitorado com chip no Pará
Gustavo Wanderley/g1
Boi com chip
Como maior exportador de carne bovina do mundo, o Brasil sofre pressões para demonstrar que o produto, principalmente quando vindo da Amazônia, não está ligado a áreas de desmatamento ilegal. A região concentra o maior rebanho bovino do país.
Em setembro de 2024, o Pará se tornou o primeiro estado do Brasil a lançar uma política pública de rastreamento do gado. O primeiro boi a ganhar um "CPF" foi batizado de "Pioneiro" e recebeu o brinco na cidade de Xinguara (PA) pelas mãos do próprio governador Helder Barbalho.
No ano passado, o g1 esteve em Rio Maria, no Pará, para conhecer um sistema de identificação de bois com chips na fazenda do pecuarista Roberto Paulinelli. O local havia adotado um projeto-piloto de rastreamento em 2022.
Falha no processo de inativação de vacina é causa provável de morte de mais de 600 animais, confirma laboratório
Ministério da Agricultura suspende utilização da vacina Excell 10
A principal causa provável da morte de mais de 600 animais após o uso da vacina Excell 10 nos estados do Piauí, Maranhão, Ceará e Sergipe, é uma falha no processo de inativação da vacina, segundo o laboratório Dechra Brasil, responsável pela produção do imunizante.
As primeiras mortes de bovinos, caprinos e ovinos vacinados contra clostridiose com os lotes 016/24 e 018/24 da Excell 10 foram registradas em julho deste ano. O uso dos lotes foi suspenso em agosto.
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Em comunicado divulgado na quarta-feira (12), o Dechra Brasil confirmou a falha no processo de inativação da vacina como "fator mais provável" e anunciou a suspensão temporária de toda a fabricação na unidade de Londrina (PR), até a conclusão de uma "revisão completa das operações e processos".
🔎 Clostridiose é o nome dado a doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium, que podem provocar morte súbita em animais. Nas vacinas inativadas, microorganismos patogênicos são mortos ou modificados com substâncias químicas ou agentes físicos, de modo que não possam causar a doença.
Procurado pelo g1, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que vai se manifestar sobre o caso após avaliação dos laudos oficiais dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA). A previsão é que os laudos fiquem prontos nos próximos dias.
Mais de 600 mortes
No dia 3 de setembro, o Mapa atualizou para 612 o número de animais mortos após serem vacinados com os lotes do imunizante Excell 10. Na ocasião, o Piauí concentrava a maior parte dos casos, com 488 mortes.
Nesta quinta-feira (13), a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) afirmou que somente o estado registrou, entre os meses de julho e novembro, mais de 600 mortes. O g1 aguarda confirmação do número atualizado de mortes.
LEIA TAMBÉM: Entenda a cronologia dos casos ligados à vacina EXCELL 10
Confira na íntegra o comunicado divulgado pela Dechra Brasil
A Dechra Brasil anuncia hoje a conclusão de sua investigação sobre a causa raiz dos eventos adversos que resultaram no recolhimento dos produtos Excell 10.
Após relatos de eventos adversos em bovinos, caprinos e ovinos vacinados com os lotes 016/24 e 018/24 da Excell 10, a Dechra conduziu uma análise abrangente para identificar a causa principal.
A conclusão da Dechra é que o fator mais provável foi uma falha no processo de inativação. Todas as informações relevantes foram compartilhadas com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A Dechra continua trabalhando em estreita colaboração com o MAPA e está implementando todas as medidas necessárias para garantir que problemas semelhantes não ocorram com a Excell 10 nem com qualquer outro produto que fabricamos.
Como parte desse trabalho, suspendemos temporariamente, de forma voluntária, toda a fabricação na unidade de Londrina, enquanto concluímos uma revisão completa das operações e processos. O fornecimento de alguns produtos será afetado durante esse período.
Reafirmamos nosso compromisso inabalável em manter os mais altos padrões de segurança e qualidade em todos os nossos produtos.
Clientes com dúvidas devem entrar em contato com seu representante local da Dechra ou com nosso SAC pelo telefone: 0800 400 7997.
Ministério da Agricultura apreende lotes de vacina após morte repentina de quase 200 animais
Reprodução/ TV Clube
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Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista

Selic a 15%: o que muda no seu bolso
O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nesta quarta-feira (5) manter a taxa Selic em 15% ao ano.
🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,74%.
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A primeira colocação do ranking continuou com a Turquia, que registrou uma taxa real de 17,80%. Em terceiro, está a Rússia, com juros reais a 9,10%.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou ressaltou que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, devido às preocupações com os gastos do governo e aos desafios da guerra tarifária de Donald Trump — o que impacta as decisões sobre juros.
A Argentina, que havia registrado um juro real de 3,54% na última medição da MoneYou — ficando na 6ª posição do ranking de setembro — subiu para a 4ª posição em novembro, com um juro real de 5,16%.
Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.
Selic inalterada
Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de manter a taxa básica de juros inalterada na faixa de 15% ao ano.
Com isso, a Selic segue no maior patamar em quase 20 anos — em julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxa estava em 15,25%.
O anúncio desta quarta-feira marca a terceira decisão seguida pela manutenção da Selic.
Juros nominais
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição.
Veja abaixo:
Turquia: 39,50%
Argentina: 29,00%
Rússia: 16,50%
Brasil: 15,00%
Colômbia: 9,25%
México: 7,50%
África do Sul: 7,00%
Hungria: 6,50%
Índia: 5,50%
Indonésia: 4,75%
Filipinas: 4,75%
Chile: 4,75%
Polônia: 4,50%
Israel: 4,50%
Hong Kong: 4,25%
Estados Unidos: 4,00%
Reino Unido: 4,00%
Austrália: 3,60%
República Tcheca: 3,50%
China: 3,00%
Malásia: 2,75%
Nova Zelândia: 2,50%
Coreia do Sul: 2,50%
Canadá: 2,25%
Alemanha: 2,15%
Áustria: 2,15%
Espanha: 2,15%
Grécia: 2,15%
Holanda: 2,15%
Portugal: 2,15%
Bélgica: 2,15%
França: 2,15%
Itália: 2,15%
Taiwan: 2,00%
Suécia: 1,75%
Dinamarca: 1,60%
Tailândia: 1,50%
Cingapura: 1,03%
Japão: 0,50%
Suíça: 0,00%
Sede do Banco Central em Brasília
Raphael Ribeiro/BCB
https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/11/05/brasil-ranking-juros-reais-novembro.ghtml
Forbes revela os mais ricos do mundo em novembro; veja o ranking e o que mudou

Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes
Outubro foi marcante para Elon Musk. No dia 1º de outubro, o CEO da Tesla e da SpaceX se tornou a primeira pessoa do mundo a acumular um patrimônio superior a US$ 500 bilhões (R$ 2,66 trilhões).
Mesmo com leve queda para US$ 497 bilhões (R$ 2,68 trilhões), ele segue como o mais rico do planeta em novembro, segundo o novo ranking atualizado pela Forbes e divulgado no sábado (1º).
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A fortuna aumentou US$ 6 bilhões (R$ 32,4 bilhões), ampliando a vantagem sobre Larry Ellison para US$ 28 bilhões (R$ 151,2 bilhões) — um total de US$ 177 bilhões (R$ 955,8 bilhões) à frente do rival.
Como os preços das ações variam com frequência, os valores de patrimônio líquido mudam diariamente. A seguir, estão as 10 pessoas mais ricas do mundo em 1º de novembro de 2025, segundo a revista.
Veja a lista abaixo da Forbes:
1. Elon Musk (Tesla, SpaceX e X): US$ 497 bilhões
2. Larry Ellison (Oracle): US$ 320 bilhões
3. Jeff Bezos (Amazon): US$ 254 bilhões
4. Larry Page (Google): US$ 232 bilhões
5. Mark Zuckerberg (Meta): US$ 232 bilhões
6. Sergey Brin (Google): US$ 215 bilhões
7. Bernard Arnault (LVMH): US$ 183 bilhões
8. Jensen Huang (Nvidia): US$ 176 bilhões
9. Steve Ballmer (Microsoft): US$ 156 bilhões
10. Michael Dell (Dell Technologies): US$ 155 bilhões
Mudanças no ranking
As ações da Tesla subiram 3% em outubro, enquanto as da Oracle caíram 7%, fazendo Larry Ellison perder US$ 22 bilhões e ver sua fortuna recuar para US$ 320 bilhões.
Após atingir US$ 400 bilhões em setembro e se tornar brevemente a pessoa mais rica do mundo, Ellison foi afetado por dúvidas sobre o lucro do negócio de nuvem e sua parceria com a OpenAI.
Já Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, teve a maior perda do mês: US$ 29 bilhões, após resultados fracos da companhia, caindo para o 5º lugar. Jeff Bezos, por sua vez, subiu para o 3º, com a valorização de 11% das ações da Amazon, elevando sua fortuna a US$ 254 bilhões.
Os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, ganharam US$ 30 bilhões e US$ 28 bilhões, respectivamente, com o avanço de 16% das ações da Alphabet.
Michael Dell retornou ao top 10, com fortuna de US$ 155 bilhões, impulsionado pela alta das ações da Dell e da Broadcom. Ele ultrapassou Warren Buffett, que perdeu US$ 7 bilhões e saiu da lista dos dez mais ricos.
1. Elon Musk
Elon Musk em foto de 16 de junho de 2023
REUTERS/Gonzalo Fuentes/File Photo
Patrimônio líquido: US$ 497 bilhões
Fonte da fortuna: Tesla, SpaceX, xAI, X
Idade: 53 anos
Residência: Austin, Texas
Cidadania: Estados Unidos
Com alta de US$ 6 bilhões desde o mês passado, a fortuna de Elon Musk pode ficar ainda maior. Isso porque os acionistas da Tesla votarão nesta semana a proposta de um pacote salarial de US$ 1 trilhão ao bilionário. No entanto, a proposta tem sofrido críticas recorrentes ao conselho da companhia.
Musk é CEO da Tesla e da SpaceX, presidente e diretor de tecnologia da rede social X (antigo Twitter) e fundador da empresa de inteligência artificial xAI.
Nascido na África do Sul, mudou-se para o Canadá antes dos 18 anos, estudou na Queen’s University e depois na Universidade da Pensilvânia, onde se formou em economia.
Sua trajetória empresarial inclui a criação do banco online X.com, que se fundiu com a empresa de Peter Thiel para formar o PayPal, vendido ao eBay em 2002.
Musk fundou a SpaceX no mesmo ano e ingressou na Tesla em 2004 como investidor e presidente, tornando-se CEO em 2008 e levando a companhia à bolsa em 2010. Ele também cofundou a OpenAI em 2015, mas deixou o conselho três anos depois.
Musk tornou-se a pessoa mais rica do mundo em setembro de 2021, posição que manteve durante boa parte de 2022. Após oscilar entre o primeiro e o segundo lugar nos anos seguintes, retomou a liderança em maio de 2024, quando a xAI captou US$ 6 bilhões em investimentos privados. Segundo ele, a empresa agora vale US$ 80 bilhões.
O empresário detém cerca de 12% das ações da Tesla, parte delas usada como garantia para empréstimos.
Em junho de 2024, os acionistas aprovaram um pacote de opções de ações vinculadas ao desempenho, que pode chegar a US$ 90 bilhões. Esse mesmo pacote havia sido anulado por uma juíza de Delaware, que o classificou como a maior remuneração já vista nos mercados públicos.
2. Larry Ellison
Larry Ellison, fundador da Oracle.
Oracle PR via Hartmann Studios
Patrimônio líquido: US$ 320 bilhões
Fonte da fortuna: Oracle
Idade: 80 anos
Residência: Woodside, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Em janeiro, Ellison participou do anúncio do Projeto Stargate, parceria entre a Oracle, a OpenAI, a Softbank e a MGX dos Emirados Árabes Unidos. O consórcio havia prometido investir US$ 500 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial nos EUA ao longo de quatro anos, mas reduziu suas metas para 2025, limitando-se à construção de um pequeno data center.
Em agosto, Ellison se uniu ao filho, David, para viabilizar a fusão entre a Paramount e a Skydance Media, empresa de David. Com o acordo, passou a controlar cerca de 77,5% dos direitos de voto da nova companhia.
O bilionário também foi investidor da Tesla e integrou o conselho da montadora entre 2018 e 2022.
Cofundador da Oracle em 1977, Ellison ocupou o cargo de CEO até 2014 e atualmente atua como presidente do conselho e diretor de tecnologia. Em 2012, adquiriu 98% da ilha de Lanai, no Havaí, por US$ 300 milhões, além de manter residências na Califórnia, Nevada e Flórida.
3. Jeff Bezos
Jeff Bezos sofreu perdas bilionárias com queda das ações da Amazon
Pablo Martinez Monsivais/AP Photo
Patrimônio líquido: US$ 254 bilhões
Fonte da fortuna: Amazon
Idade: 61 anos
Residência: Miami, Flórida
Cidadania: Estados Unidos
Fundador da gigante do e-commerce em 1994, Bezos foi CEO até 2021 e atualmente ocupa o cargo de presidente executivo do conselho.
No ano em que deixou o comando da Amazon, Bezos viajou ao espaço em um foguete da Blue Origin, empresa aeroespacial que fundou e financia com bilhões de dólares.
Em 2025, a companhia ganhou destaque ao enviar uma tripulação composta apenas por mulheres, incluindo a cantora Katy Perry, a apresentadora Gayle King e Lauren Sanchez, nova esposa de Bezos.
Antes de fundar a Amazon em sua garagem em Seattle, Bezos trabalhou no McDonald’s, formou-se em Princeton e atuou no fundo de investimentos D.E. Shaw.
A Amazon começou como uma livraria online e evoluiu para um império do varejo digital, expandindo-se para serviços de nuvem com a AWS e para o entretenimento com o Amazon Prime Video.
Bezos liderou o ranking de bilionários da Forbes entre 2018 e 2021, mas caiu para a segunda posição em 2022 e para a terceira em 2024.
Em 2019, divorciou-se de MacKenzie Scott, que ficou com 4% das ações da Amazon, enquanto ele manteve 12%. Desde então, reduziu sua participação para cerca de 9%, após vendas e doações que ultrapassam US$ 38 bilhões.
Além da Amazon e da Blue Origin, diversifica seus investimentos por meio da Bezos Expeditions, com participações em empresas como Airbnb e Workday.
4. Larry Page
Larry Page fundou a Calico (California Life Company), voltada para pesquisas sobre a longevidade
Divulgação
Patrimônio líquido: US$ 232 bilhões
Fonte da fortuna: Google
Idade: 52 anos
Residência: Palo Alto, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Page fundou o Google em 1998 ao lado de Sergey Brin, colega de doutorado em Stanford. Foi CEO até 2001 e reassumiu o comando entre 2011 e 2015. Hoje, integra o conselho da Alphabet, holding que controla o Google, e segue como um dos principais acionistas da companhia.
No fim de 2024, o Departamento de Justiça dos EUA recomendou que o Google vendesse o navegador Chrome para reduzir seu domínio online. A companhia respondeu que a medida prejudicaria consumidores e a liderança tecnológica americana.
Fora do Google, Page foi um dos investidores fundadores da Planetary Resources, empresa voltada à mineração de asteroides, adquirida pela companhia de blockchain ConsenSys em 2018.
5. Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg, CEO da Meta
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Patrimônio líquido: US$ 232 bilhões
Fonte da fortuna: Meta (Facebook)
Idade: 41 anos
Residência: Palo Alto, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Zuckerberg cofundou o Facebook em 2004, enquanto estudava em Harvard. A rede social cresceu e se tornou a maior do mundo, com bilhões de usuários. Sob sua liderança, a empresa adquiriu e expandiu o Instagram e o WhatsApp, consolidando o ecossistema da Meta.
Atualmente, Zuckerberg é CEO da Meta, empresa que abriu capital em 2012. Ele mantém aproximadamente 13% das ações da companhia, participação que garante forte influência nas decisões estratégicas.
6. Sergey Brin
Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025
REUTERS/Danny Moloshok
Patrimônio líquido: US$ 215 bilhões
Fonte da fortuna: Google
Idade: 51
Residência: Los Altos, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Brin fundou o Google em 1998 ao lado de Larry Page, enquanto ambos faziam doutorado em ciência da computação em Stanford. Atualmente, integra o conselho da Alphabet e permanece como um dos maiores acionistas da empresa.
Em 2024, Brin deixou a semi-aposentadoria para colaborar no desenvolvimento do Gemini AI. Ele foi creditado como “colaborador principal” no lançamento do modelo em dezembro.
7. Bernard Arnault
Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar de um jantar de estado oficial no Palácio do Eliseu, em Paris, em 6 de maio de 2024.
Ludovic Marin/AFP
Patrimônio líquido: US$ 183 bilhões
Fonte da fortuna: LVMH
Idade: 76
Residência: Paris
Cidadania: França
Arnault é CEO do maior conglomerado de luxo do mundo, que possui cerca de 70 marcas, incluindo Louis Vuitton, Dior, Moët & Chandon, Sephora e Tiffany & Co.
O executivo iniciou sua carreira investindo parte da fortuna herdada da família, ligada à construção civil, na compra da Christian Dior. Desde então, construiu um império que hoje envolve seus cinco filhos, todos ocupando cargos estratégicos na LVMH.
O bilionário já foi considerado a pessoa mais rica do mundo em 2023 e voltou a liderar brevemente o ranking entre fevereiro e maio de 2024.
8. Jensen Huang
O diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang, em um discurso de abertura na Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, Nevada, em 6 de janeiro de 2025
Getty Images
Patrimônio líquido: US$ 176 bilhões
Fonte da fortuna: Nvidia
Idade: 62
Residência: Los Altos, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Huang cofundou a Nvidia em 1993 e possui cerca de 3% da empresa, que abriu capital em 1999. Sob sua liderança, as GPUs (Unidades de Processamento Gráfico) da Nvidia se tornaram essenciais para o desenvolvimento de inteligência artificial.
Em 30 de junho de 2025, a companhia atingiu valor de mercado de US$ 3,9 trilhões.
Nascido em Taiwan, Huang passou parte da infância na Tailândia antes de se mudar com o irmão para os Estados Unidos, enviado pelos pais devido à instabilidade política na região.
9. Steve Ballmer
Steve Ballmer
Arquivo pessoal
Patrimônio líquido: US$ 156 bilhões
Fonte da fortuna: Microsoft, LA Clippers
Idade: 69
Residência: Washington
Cidadania: Estados Unidos
Colega de Bill Gates em Harvard, Ballmer entrou na Microsoft em 1980 como o 30º funcionário, após abandonar o MBA em Stanford. Ele liderou a empresa como CEO entre 2000 e 2014.
Após se aposentar, Ballmer adquiriu o time de basquete Los Angeles Clippers por US$ 2 bilhões, na época um recorde na NBA. Atualmente, a equipe é avaliada em US$ 5,5 bilhões, segundo a Forbes.
10. Michael Dell
Michael Dell
Reprodução/X
Patrimônio líquido: US$ 155 bilhões
Fonte da fortuna: Dell Technologies
Idade: 60
Residência: Austin, Texas
Cidadania: Estados Unidos
Michael Dell começou aos 19 anos vendendo computadores no dormitório da Universidade do Texas, faturando US$ 80 mil no primeiro ano. Hoje, é presidente e CEO da Dell Technologies, criada em 2016 após a fusão de US$ 60 bilhões entre a Dell e a EMC.
Após abrir o capital em 1988, Dell retirou a empresa da bolsa em 2013 em parceria com a Silver Lake Partners, levando-a de volta ao mercado em 2018 após uma reestruturação financeira.
Em 2021, a divisão de nuvem VMware foi separada da companhia e, dois anos depois, vendida à Broadcom por US$ 69 bilhões (R$ 372,6 bilhões) — dos quais 39% foram destinados à Dell.
Aneel mantém bandeira vermelha 1 em novembro, e conta de luz segue com cobrança a mais
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, nesta sexta-feira (31), o acionamento da bandeira vermelha patamar 1 para novembro.
"O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado", diz a agência.
🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.
Como funciona o sistema de cores
💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.
💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.
Saiba quanto custa cada bandeira:
Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:
🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Petrobras reduz em 1,7% preço do gás natural para distribuidoras
"/> A Petrobras informou nesta sexta-feira que fará uma redução média de 1,7% nos contratos de gás natural acordados com as distribuidoras em relação ao trimestre anterior, a partir do início de novembro.
Os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do preço do petróleo Brent e da taxa de câmbio real/dólar.
Para o trimestre que inicia em novembro de 2025, a referência do petróleo Brent subiu 2,18% e o câmbio teve apreciação de 3,83% -- isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar reduziu 3,83%, notou a Petrobras.
Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 33%, disse a empresa.
As variações por distribuidora dependem dos produtos contratados com a Petrobras.
O preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens e pelos tributos federais e estaduais, explicou a companhia.
A atualização não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel.
Petrobras perde R$ 34 bilhões em valor de mercado após demissão de Jean Paul Prates
Jornal Nacional/ Reprodução
Honda convoca recall de moto que custa R$ 80 mil por falha elétrica

Honda CRF 1.100L African Twin é chamada para recall
Divulgação | Honda
A Honda convocou os proprietários da motocicleta CRF 1100L Africa Twin, fabricada entre 2021 e 2024, para um recall que envolve a substituição do interruptor do punho esquerdo. A campanha abrange 4.058 unidades e o atendimento já pode ser feito nas concessionárias autorizadas.
Segundo a montadora, algumas unidades podem apresentar falhas no componente, o que pode impedir o funcionamento da buzina e/ou a alternância entre o farol alto e baixo.
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A falha pode comprometer a segurança do condutor e de terceiros, além de representar infração às normas de trânsito.
Como agendar o recall
O agendamento pode ser feito:
Pelo site www.honda.com.br/recall ou;
Pela Central de Atendimento no telefone 0800-701-3432 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h; aos sábados, das 8h às 14h — horário de Brasília).
A Afrian Twin é uma das motocicletas mais caras do portfólio da Honda. O modelo é trail, ou seja, mais voltado para viagens e aventuras em terrenos fora-de-estrada e conta com duas versões.
African Twin com câmbio manual: R$ 81.100;
African Twin com câmbio DCT (automático de dupla embreagem): R$ 88.100.
O modelo é equipado com motor de dois cilindros de 1.084 cm³ que entrega 99,3 cv de potência e 10,5 kgfm de torque. O torque é equivalente ao de um motor 1.0 dos carros mais populares do Brasil. E não é só isso que a assemelha de um carro de entrada.
O preço também. Um Fiat Mobi, por exemplo, pode ser comercializado em duas versões, a Like e a Trekking, que custam, respectivamente, R$ 80.060 e R$ 81.900.
Novo Honda WR-V chega por menos de R$ 150 mil
Argentina formaliza linha de financiamento dos EUA no valor de US$ 20 bilhões

A Argentina oficializou nesta segunda-feira (20) uma linha de financiamento de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 108,7 bilhões) com os Estados Unidos, por meio de um acordo de swap cambial, como parte de um plano de estabilização, informou o Banco Central.
O anúncio ocorre em meio à desvalorização do peso argentino e a poucos dias das decisivas eleições legislativas do governo do presidente ultraliberal Javier Milei, marcadas para 26 de outubro.
“O objetivo do acordo é reforçar a estabilidade macroeconômica da Argentina, com foco na preservação dos preços e na promoção de um crescimento econômico sustentável”, afirmou o Banco Central em nota à imprensa.
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Os Estados Unidos também prometeram ao aliado Javier Milei outros 20 bilhões de dólares, em recursos públicos e privados, para enfrentar as turbulências do mercado — desde que ele alcance um bom resultado nas urnas.
O presidente americano, Donald Trump, justificou o apoio à Argentina: “Eles não têm dinheiro (...), estão lutando para sobreviver”, declarou à imprensa no domingo.
Trump recebe Milei pela primeira vez na Casa Branca
Jonathan Ernst/Reuters
Suco de laranja: safra brasileira inicia com receita menor e volume exportado aos EUA e Europa é igual, aponta USP
"/> Suco de laranja tem menor volume exportado na safra 24/25, mas atinge receita recorde
Jornal Nacional/ Reprodução
As exportações brasileiras de suco de laranja, entre julho e setembro de 2025, tiveram desempenho menor do que o observado na parcial da safra deste ano quando comparado à temporada anterior. A receita com os embarques do produto recuou cerca de R$ 15%.
O início da safra, por outro lado, é marcado por novo panorama dos países destinos. Os Estados Unidos e a Europa mantiveram, neste ano, o mesmo volume comprado, aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) do campus da USP em Piracicaba (SP), feita a partir de dados do governo federal, e divulgada nesta sexta-feira (17).
"Pela primeira vez em vários anos, os embarques aos Estados Unidos e à União Europeia se igualaram, com aproximadamente 48% de participação cada em volume", analisa o Cepea.
Veja detalhes, abaixo:
📉De acordo com dados da Comex Stat, o volume de suco embarcado totalizou 199,7 mil toneladas em equivalente concentrado, queda de 4% frente a igual intervalo do ano anterior, e a receita recuou 15%, para US$ 751,3 milhões.
"A retração no montante recebido por exportadores reflete o enfraquecimento dos preços internacionais, diante da ampliação da oferta global e do comportamento mais cauteloso de compradores, sobretudo os europeus", afirma o Cepea.
Suco sem tarifaço
Ainda segundo estudos dos pesquisadores do setor de hortifrúti do Cepea, a isenção da sobretaxa de 40% manteve os embarques aos Estados Unidos. Mas, os produtos derivados, óleos e farelo, seguem penalizados pela alíquota de 50%.
Diante desse contraste, os pesquisadores do Cepea ressalta a importância de acordos bilaterais que garantam competitividade.
"Apenas o suco de laranja, mas não seus subprodutos, foi isento da sobretaxa de 40%, permanecendo sujeito à tarifa de 10% acrescida da taxa fixa de US$ 415 a tonelada", detalharam os pesquisadores do Cepea em boletim de agosto.
"Entre resiliência e prudência, o setor exportador entra em nova fase: menos euforia, mais estratégia. O futuro dependerá da inovação e da conquista de mercados em um ambiente de margens estreitas", completam.
Mudança nos destinos
O destaque do início da safra, indicam pesquisadores do Cepea, foi a mudança na composição dos destinos.
"O avanço de 13% nas vendas ao mercado norte-americano, mesmo com a manutenção da tarifa residual de 10%, evidencia a elevada dependência dos Estados Unidos do suco brasileiro", indica o Cepea.
"Já a União Europeia, tradicional principal destino, mostrou retração de 8%, influenciada pela redução da demanda após os altos preços e problemas de qualidade observados na safra anterior", completa.
"Estamos casados com os EUA e eles com a gente", diz diretor da CitrusBR após suco de laranja escapar do tarifaço
Safra anterior
O volume de suco de laranja exportado pelo Brasil na safra 2024/25, que se encerrou em junho deste ano, foi o menor em quase 30 anos, mas a receita com os embarques foi recorde. O futuro do setor de citrus, no entanto, segue incerto.
Agentes do mercado nacional já demonstravam incerteza quando o novo tarifaço foi anunciado pelo Presidente Donald Trump. - Entenda mais, abaixo.
Na comparação com a safra anterior, a receita cresceu 28,4%, totalizando US$ 3,48 bilhões, conforme estudo do Cepea no início de julho deste ano.
Oferta restrita: apesar do cenário de incerteza quanto à recuperação plena do consumo externo de suco e de uma safra 'turbulenta', nas palavras dos pesquisadores da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq-USP), o impacto da elevação de 10% nas tarifas foi minimizado pela oferta restrita do Brasil, que sustentou os embarques.
Carta de Trump ao Brasil tem a tarifa mais alta
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Agentes do setor de citricultura, consultados pelo Cepea, demonstraram receio de que demanda internacional não se restabeleça completamente.
"Ora devido à estagnação do consumo, ora pelos efeitos ainda indefinidos dos aumentos tarifários implementados pelo governo Trump sobre produtos brasileiros", analisam.
"No entanto, permanece incerta a magnitude dos efeitos de um possível aumento tarifário para patamares de até 50% sobre o suco de laranja, especialmente diante da perspectiva de maior produção nacional nas próximas temporadas", destacam.
Assim, ainda conforme o Centro de Pesquisas, o acúmulo de divisas oriundas das exportações na temporada 2024/25 foi extremamente favorável, permitindo ao setor uma capitalização importante frente aos desafios futuros.
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O que é o greening
O greening é uma bactéria considerada a mais destrutiva da citricultura mundial. Os sintomas dela podem ser observados nas folhas de pés de laranja, por exemplo, que apresentam um aspecto amarelado, e nas flores, que ficam secas e murchas. A bactéria afeta a saúde da planta e a produção de frutos.
"A doença é transmitida por um inseto vetor, pelo psilídeo, e é justamente nessa região de Limeira, Avaré e Bebedouro, esse 'miolo' do estado de São Paulo, onde são capturadas as maiores populações de inseto. Consequentemente a gente tem as maiores taxas de transmissão", explica Guilherme Rodriguez, supervisor de projetos do Fundecitrus, em entrevista à EPTV em setembro de 2024.
Greening aumenta nas laranjeiras da região de Limeira e contribui para alta de preços
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Trump está a caminho de se encontrar com Xi Jinping na Coreia do Sul, diz Bessent

Trump diz que Xi Jinping é "duro e inteligente" em meio à ameaça de tarifas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a caminho de se reunir com o líder chinês Xi Jinping na Coreia do Sul, à medida que os dois lados diminuem as tensões sobre as disputas comerciais, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, nesta segunda-feira (13).
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O mais recente aumento das tensões nas negociações comerciais entre os EUA e a China começou na quinta-feira, quando o país asiático expandiu seus controles de exportação de terras raras, atraindo uma forte contramedida de Trump na sexta-feira — que anunciou a imposição de uma tarifa adicional de 100% contra a China a partir de 1º de novembro.
Bessent disse que houve comunicações substanciais entre os dois lados durante o fim de semana.
"Houve uma desescalada significativa da situação", disse Bessent em uma entrevista à Fox Business Network. "O presidente Trump disse que as tarifas não entrarão em vigor até 1º de novembro. Ele se reunirá com o presidente do partido, Xi, na Coreia. Acredito que essa reunião ainda será realizada."
Haverá muitas reuniões esta semana em Washington, paralelamente às reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional em Washington, disse ele.
Os Estados Unidos esperam o apoio de aliados, incluindo os europeus, a Índia e as democracias da Ásia, disse ele no programa "Mornings with Maria".
"A China é uma economia de comando e controle. Eles não vão comandar nem nos controlar", disse Bessent.
Trump e Xi devem se reunir durante a cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que será realizada na Coreia do Sul no fim de outubro.
O dólar subiu nesta segunda-feira, com investidores apostando que os Estados Unidos vão suavizar a escalada da guerra comercial com a China após a forte queda nos mercados na sexta-feira.
Bessent informou que haverá reuniões entre representantes dos dois países em Washington nesta semana, paralelamente aos encontros anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.
“A tarifa de 100% não precisa acontecer”, afirmou. “Apesar do anúncio da semana passada, a relação está boa. Os canais de comunicação foram reabertos, então vamos ver como isso evolui.”
Reação dos EUA foi firme
Ainda assim, Bessent classificou a medida da China como provocativa e disse que os Estados Unidos responderam de forma firme.
Segundo ele, o país está em contato com aliados e espera apoio de nações como os países europeus, Índia e outras democracias asiáticas.
“A China tem uma economia de comando e controle. Mas eles não vão comandar nem controlar os Estados Unidos”, declarou.
No domingo, a China culpou os EUA pela escalada das tensões comerciais e chamou de hipócrita a ameaça de Trump de impor tarifas de 100% sobre produtos chineses. O governo chinês defendeu os novos limites à exportação de elementos de terras raras e equipamentos, setor no qual domina o mercado global e que é essencial para a indústria tecnológica.
Pelas novas regras da China, empresas estrangeiras que produzirem certos tipos de terras raras ou ímãs relacionados precisarão de uma licença de exportação chinesa se o produto final contiver materiais ou equipamentos vindos da China — mesmo que nenhuma empresa chinesa esteja diretamente envolvida na transação.
Bessent afirmou que os Estados Unidos não aceitarão essa exigência de licenciamento.
O anúncio inesperado de Trump na sexta-feira abalou os mercados financeiros globais, fazendo o índice S&P 500 cair mais de 2%, na maior queda diária desde abril, quando uma série de anúncios de tarifas por parte do presidente aumentou a volatilidade no mercado.
Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, participa de negociações comerciais com a China
Nathan Howard/File Photo/Reuters
Ovos: exportações brasileiras recuam no 3º trimestre, mas Esalq-USP aponta que embarques ainda são recordes para período
"/> Preços dos ovos registram queda após onda de calor
Claudia Assencio/g1
Exportações de ovos brasileiros caem, mas embarques ainda são recordes para o 3º trimestre de 2025.
Claudia Assencio/g1
Após altas desde o início de 2025, as exportações brasileiras de ovos caíram no terceiro trimestre de deste ano. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), feita a partir dos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgadas nesta sexta-feira (10).
🛳️O motivo da redução dos embarques da proteína in natura se repete desde o primeiro movimento de queda, em julho de 2025: a menor demanda dos Estados Unidos. O país, antes maior comprador de ovos, perdeu liderança para o Japão, após as tarifas impostas pelo governo norte-americano.
Recorde para período
Apesar da redução, o desempenho dos embarques entre julho e setembro foi recorde para o período, considerando-se a série histórica da Secretaria, iniciada em 1997.
Foram 9,46 mil toneladas exportadas nos últimos três meses, volume 42% abaixo do enviado no trimestre anterior, mas expressivos 99,8% superior ao do mesmo intervalo do ano passado – os dados são da Secex e foram compilados e analisados pelo Cepea.
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Claudia Assencio/g1
Japão x Estados Unidos
Em agosto de 2025, as exportações brasileiras de ovos tiveram queda, depois que as taxas dos EUA entraram em vigor para os produtos brasileiros.
Os Estados Unidos eram o principal comprador de ovos brasileiros desde março deste ano, mas perderam a liderança dentre os principais destinos da proteína brasileira para o Japão. Veja os dados, abaixo.
A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), feita a partir dos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgada nesta sexta-feira (12).
Os EUA compraram 2,13 mil toneladas de ovos in natura e processados produzidos pelo agronegócio brasileiro em agosto deste ano. O volume 60% menor que o de julho. No entanto, a marca ainda é 72% superior ao de agosto de 2024, apontam os pesquisadores do Cepea.
"O Japão tornou-se o principal destino da proteína nacional no último mês, adquirindo 578 toneladas de ovos, 29% a mais que em julho. Mesmo com a retração nos últimos dois meses, o desempenho da parcial deste ano segue positivo", observa o Centro de Estudos da Esalq-USP.
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1ª queda nos embarques em julho
O balanço das exportações brasileiras de ovos interrompeu o movimento de alta no primeiro semestre de 2025. O primeiro recuo ocorreu em julho deste ano, com queda de 20% nas vendas para o exterior.
Pesquisadores explicam que a baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada de ovos para os Estados Unidos.
"De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 5,26 mil toneladas de ovos in natura e processados em julho, volume 20% inferior ao de junho", aponta o Cepea.
Ovos ficam mais caros em fevereiro
Reprodução/EPTV
O volume de ovos exportados foi menor entre junho e julho deste ano, mas supera em 305% o montante embarcado em julho de 2024.
Apesar do recuo
De janeiro a agosto, o Brasil exportou cerca de 32,3 mil toneladas de ovos in natura e processados.
O volume é 192,2% acima da quantidade registrada nos oito primeiros meses de 2024. E, já supera, em 75%, o total embarcado em todo o ano passado, ainda conforme números da Secex analisados pelo Cepea.
Agosto com alta nas cotações
No mercado doméstico, as cotações dos ovos iniciaram agosto em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Veja, abaixo.
Preços Médios - Ovos
"Esse movimento foi impulsionado pelo fim das férias escolares, que favoreceu a retomada da demanda, e pelo período de início do mês, quando a população costuma estar mais capitalizada e o consumo da proteína tende a aumentar", analisa o Cepea.
Preço dos ovos dispara: entenda a crise que atinge o Brasil e os EUA
Getty Images via BBC
Preços dos ovos caíram em junho
Os preços do ovos caíram e atingiram o menor patamar diário nas principais regiões produtoras no Brasil em junho, segundo boletim do Cepea, divulgado no fim do primeiro semestre de 2025 . 📝Entenda cenário, abaixo.
🐔Gripe aviária na Europa: As restrições às importações de produtos avícolas do país, incluindo os ovos, também afetou o mercado, com a interrupção da compra de carne de frango pela China, Europa e Argentina, após o 1º registro de gripe aviária no país em granja comercial.
Embora o Brasil já tenha recuperado o status de livre da gripe aviária, pesquisadores do Cepea ressaltam que a retomada das importações dos produtos avícolas, incluindo ovos, ainda não foi totalmente reestabelecida até o momento.
📉Movimento de queda nos preços: O movimento de queda já tinha começado em abril de 2025, quando o ovo alcançou o menor preço do ano após recordes de 40% de alta nas cotações. Em maio, o recuo nas cotações fez o mercado de ovos encerrar o mês com baixa liquidez em todas as praças acompanhadas pelo Cepea.
Os preços dos ovos já registram queda de mais de 10% em maio, com as médias mensais nos menores patamares desde janeiro de 2025 em todas as praças acompanhadas.
"Essa desvalorização esteve relacionada à retração da demanda e ao aumento da oferta em algumas áreas, e não ao registro de Influenza Aviária de Alta Patogenecidade (IAAP) em granja comercial de Montenegro (RS)", apontava boletim do Cepea.
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💰Cotações
Agentes do setor consultados pelo Centro de Pesquisas nas regiões de Bastos (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Grande São Paulo (SP), Santa Maria do Jequitibá (ES) explicaram que ritmo mais lento das vendas aumentou os estoques nas granjas em diversas praças em maio deste ano.
"Esse cenário levou à desvalorização da proteína, diante da dificuldade de escoamento da produção. Além disso, há relatos de descarte de poedeiras mais velhas em algumas regiões, medida que pode influenciar no controle da oferta no mercado interno e ajudar a sustentar os valores da proteína", observam os produtores.
📈Preços: Entre os dias 16 e 26 de junho, a cotação dos ovos vermelhos caiu mais de 10,6% no atacado na região produtora de de Santa Maria de Jetibá (ES), passando de R$ 207 para R$ 185 a caixa com 30 dúzias. No início do ano, em fevereiro, o produto custava R$ 276.
🥚Na região de Bastos (SP), o preço da caixa de ovos brancos passou de R$169,52 para R$ 159 entre os dias 16 e 26 de junho. As cotações dos ovos vermelhos na praça do interior paulista caíram de R$ 191 para R$ 177 no mesmo período.
Granja em Bastos produz 20% de todos os ovos consumidos no Brasil
TV TEM/Reprodução
Na Grande São Paulo, a valor dos ovos brancos diminuiu de R$ 179 para R$ 164 em dez dias, queda de 7,3. Já os vermelhos, recuaram de 199,95 para R$ 182 entre os dias 16 e 26 de junho.
Na praça produtora de Recife, os preços da caixa dos ovos vermelhos passaram de R$ 185 para R$ 161, uma queda de quase 13% em dez dias. Em Minas Gerais, o preços ovos vermelho cai de R$ 213 para R$ 188 a caixa.
📈Veja, abaixo, valores nas regiões consultadas pelo Cepea:
Preço Ovos comercias/ Caixa com 30 dúzias
Custos de produção
Segundo a pesquisadora, em 2024, os custos dos principais insumos da atividade, como milho e farelo de soja, aumentaram, enquanto a queda nos preços dos ovos comprometeu a rentabilidade dos produtores. Sem falar da necessidade de investir em espaços climatizados.
"Além disso, outros custos, como embalagens, também pressionaram a cadeia produtiva. Diante desse cenário desafiador no ano passado, os produtores enfrentaram margens reduzidas. Agora, em 2025, com uma menor disponibilidade de ovos, foi possível repassar esses reajustes de forma mais intensa para as cotações", analisou.
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Antecipação do saque-aniversário ou consignado CLT: veja diferenças entre as linhas de crédito

Conselho do FGTS estabelece limites novos para antecipação do saque-aniversário
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) anunciou nesta semana restrições para uso da linha de crédito usada para antecipar recursos do chamado "saque-aniversário".
Pelas novas regras:
O trabalhador formalizado poderá continuar buscando essa linha de crédito, mas haverá um limite de recursos por parcela sacada e também do número de parcelas que poderão ser antecipadas.
Além disso, o trabalhador poderá fazer, somente uma vez por ano, a contratação de crédito para antecipar parcelas do saque-aniversário, entre outras alterações.
As mudanças entram em vigor assim que a Caixa Econômica Federal adequar seus sistemas, com prazo até 1º de novembro.
🔍A limitação da linha de crédito que antecipa parcelas do saque-aniversário foi decidida pelo Conselho do FGTS após o governo oferecer outra alternativa de crédito ao trabalhador, por meio do consignado ao setor privado.
🗓️A linha de crédito de antecipação do saque-aniversário do FGTS foi criada em 2017, após a possibilidade de retirar parte dos valores do fundo foi aprovada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
🗓️Já o Consignado CLT começou em março deste ano, no governo do presidente Lula, por meio da Carteira Digital de Trabalho.
➡️As duas linhas de crédito buscam dar alternativas aos trabalhadores por meio de empréstimos junto ao sistema financeiro, com a cobrança de taxas de juros.
➡️De acordo com analistas, ambas as linhas de crédito possuem vantagens e desvantagens. Mas o saque aniversário é mais abrangente e possui juros menores (entenda mais abaixo na reportagem).
Página do site da Caixa para acessar a simulação do valor para saque-aniversário do FGTS
Reprodução
Veja as diferenças entre as linhas de crédito
➡️Quem pode contratar?
Antecipação do saque-aniversário: trabalhador com recursos no FGTS que aderiu à modalidade de saque-aniversário, que permite um saque anual, no mês do aniversário do trabalhador.
Essa opção é uma alternativa ao saque-rescisão, no qual o trabalhador, ao ser demitido sem justa causa (ou outros casos), pode sacar o saldo total de sua conta vinculada ao FGTS.
Consignado CLT: trabalhadores com carteira assinada, inclusive empregados de MEI, rurais e domésticos, desde que não possuam outro empréstimo consignado (com desconto na folha de pagamentos) vinculado ao mesmo vínculo empregatício.
Recentemente, o Congresso aprovou a criação de uma modalidade específica para motoristas e entregadores de aplicativo.
➡️Como é feita a contratação
Antecipação do saque-aniversário: pode ser feita pelo aplicativo FGTS, (disponível para Android e iOS), pelo site da Caixa Econômica Federal, ou em agências do banco público.
Ao acessar o aplicativo de sua conta do FGTS ou da de sua conta na Caixa, trabalhador deve habilitar a opção de saque aniversário e autorizar o banco desejado a consultar seus dados do FGTS.
Em seguida, pode entrar no aplicativo do banco escolhido, simular e realizar a contratação da linha de crédito.
Consignado CLT: Por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), o trabalhador tem a opção de requerer proposta de crédito, autorizando as instituições financeiras habilitadas a acessarem seus dados (nome, CPF, salário recebido e tempo de empresa).
Ao aceitar, trabalhador receberá as ofertas em até 24h, analisando a proposta mais vantajosa, e não tem intermediação por telefone.
O crédito também pode ser buscado diretamente nos bancos que os clientes têm relacionamento.
➡️Limites
Antecipação do saque-aniversário: até a mudança dos sistemas da Caixa, prevista para ocorrer até 1º de novembro, vale a sistemática original do produto lançado no governo Bolsonaro: não há limite de parcelas para antecipação, de valor sacado e nem de número de empréstimos anuais.
Depois que a mudança anunciada nesta semana começar a valer, até 1º de novembro, haverá um limite de R$ 500 por parcela sacada, e do número de parcelas que poderão ser antecipadas (cinco nos primeiros doze meses, e três posteriormente).
Além disso, o trabalhador poderá fazer, somente uma vez por ano, a contratação de crédito para antecipar parcelas do saque-aniversário.
Consignado CLT: O limite de empréstimo do Crédito do Trabalhador é definido principalmente pela margem consignável, que corresponde a até 35% da remuneração mensal bruta do trabalhador com carteira assinada (CLT). Isso inclui salários, comissões, abonos e outros benefícios.
O trabalhador pode fazer apenas um empréstimo por vínculo de trabalho. As pessoas que têm dois vínculos, podem fazer dois.
➡️Há prazo de carência para pegar o crédito?
Antecipação do saque-aniversário: pelas regras atuais, que vão até o início de novembro, não há um prazo mínimo.
Segundo o governo, 26% da concessão do crédito acontece no mesmo dia em que o trabalhador adere ao saque-aniversário.
Assim que começarem a valer as alterações anunciadas nesta semana pelo governo, os bancos terão "prazo mínimo" de 90 dias, contados a partir da data de opção pelo saque-aniversário, para autorizar a linha de crédito.
Consignado CLT: não há carência, o trabalhador pode buscar o crédito assim que decidir no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), ou diretamente nos bancos com os quais possuem relacionamento.
➡️Garantias
Saque-aniversário: optando pela modalidade, o trabalhador dá como garantia o valor antecipado do saque-aniversário às instituições financeiras (que recebem os valores anualmente, na data de aniversário do trabalhador).
Com isso, as pessoas físicas não podem sacar o saldo total em caso de demissão sem justa causa. Podem sacar apenas a diferença que não foi antecipada.
Mas ele continuará recebendo a multa rescisória de 40% sobre o saldo do FGTS. Se o trabalhador aderir e depois mudar de ideia, precisará esperar dois anos para retornar ao saque-rescisão.
Consignado CLT: o governo informou que o trabalhador pode dar como garantia de até 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para operações de crédito, além de toda a multa de demissão por justa causa (equivalente a 40% do saldo no momento da rescisão contratual).
Entretanto, isso ainda não foi regulamentado. A expectativa é de que a regulamentação aconteça em novembro deste ano.
Até lá, embora os valores possam ser dados em garantias, eles não podem ser executados pelos bancos. Depois da regulamentação, no caso de inadimplência, os bancos poderão pegar os valores.
Caso fique algum saldo ainda do empréstimo, o trabalhador pode seguir pagando com recursos próprios, poderá renegociar com o banco ou ainda esse valor será cobrado no próximo vínculo de emprego do trabalhador.
➡️Taxa de juros
Antecipação do saque-aniversário: a taxa média de juros da antecipação do saque-aniversário do FGTS depende do perfil do trabalhador e do valor contratado, mas possui, segundo o governo, o mesmo limite que pode ser cobrado dos servidores públicos.
Decreto do governo fixa um teto de cerca de 1,8% ao mês.
Consignado CLT: em agosto, segundo dados do Banco Centrral, a taxa de juros na linha de crédito ao setor privado foi de 3,79% ao mês.
O resultado representa um leve aumento em relação a julho, quando a taxa era de 3,75% ao mês (valor revisado).
O valor efetivo dos juros depende da análise de risco feita pelas instituições financeiras, considerando fatores como garantia oferecida, tempo de trabalho e histórico de crédito.
Até o momento, não há teto nos juros da nova linha de crédito do consignado ao setor privado. As taxas cobradas são definidas livremente pelas instituições financeiras com base no perfil de cada cliente.
De acordo com Willian Conzatti, sócio-fundador da ConCrédito, fintech de soluções de crédito acessíveis, cada modalidade de empréstimo possui suas vantagens e desvantagens, dependendo da necessidade de cada consumidor.
O consignado CLT começou em março deste ano
Pegatroco/Divulgação
O que dizem analistas
No caso do consignado privado, o analista avaliou que as vantagens são juros mais baixos que o crédito pessoal comum, prazos maiores e valores mais altos disponíveis, além do desconto automático em folha (sem risco de atraso).
Entre as desvantagens, acrescentou ele, estão o comprometimento de parte do salário todos os meses, e caso o trabalhador seja desligado da empresa, o contrato pode precisar ser quitado ou renegociado.
Na antecipação do saque-aniversário do FGTS, diz Conzatti, o não comprometimento do salário, já que o pagamento é feito com o próprio saldo do fundo está entre as vantagens, com um processo é 100% digital e taxas de juros mais baixas.
"Além disso, parte do saldo fica bloqueada até o fim do contrato, e quem optar pelo saque-aniversário perde o direito de sacar o saldo total do FGTS em caso de demissão. Ao antecipar, o trabalhador deixa de contar com esse recurso no futuro", afirmou Willian Conzatti, da ConCrédito, sobre as desvantagens, lembrando que o trabalhador também tem de ter saldo disponível no FGTS.
Com as mudanças anunciadas nesta semana, que restringiram a antecipação do saque-aniversário, o economista avaliou que essa linha de crédito passará a ser um "produto voltado a quem precisa resolver algo pontual”.
Segundo Eduardo Lopes, presidente da Zetta, uma associação criada por empresas de tecnologia com objetivo de promover a competitividade, a antecipação do saque aniversário é mais abrangente, por englobar qualquer pessoa que tenha saldo no FGTS.
➡ No ano passado, mais de 130 milhões de pessoas que eram elegíveis ao saque-aniversário, contra cerca de 48 milhões de trabalhadores com carteira assinada (que podem buscar o consignado do CLT), estimou o presidente da Zetta.
"O saque-aniversário é uma linha de crédito que é acessada por muitas pessoas que estão negativadas. A gente fez a pesquisa no ano passado e, em torno de 70% das pessoas que acessavam essa linha, estavam negativadas. Ou seja, elas não tinham acesso a nenhuma ou outra linha de crédito, só tinham acesso à antecipação do saque aniversário, porque tinha essa garantia muito firme", avaliou Eduardo Lopes, da Zetta.
Pelo fato de a garantia ser menor no consignado CLT, visto que o trabalhador pode perder o emprego ou até mesmo a empresa pode fechar, os juros cobrados são maiores, observou o analista.
"São todos os fatores que influenciam muito na taxa de juros, essas são as principais diferenças", disse.
Eduardo Lopes avaliou que as restrições impostas pelo Conselho do FGTS aos empréstimos do saque-aniversário do FGTS terão "impacto bastante grande na oferta de crédito" para a população de baixa renda.
Ele pediu que o governo conversasse com o setor financeiro e revisse a maior parte das limitações.
"Dizer que as pessoas que agora não conseguirem na antecipação do FGTS vão para o crédito trabalhador [consignado CLT]... Não, com certeza. Só de olhar os números, são 80 milhões de pessoas que não vão ter acesso [ao consignado], elas não estão empregadas. Dizer que vai haver uma migração, não procede. São muito diferentes as linhas de crédito. É como comparar laranjas com bananas", concluiu Eduardo Lopes.
Quaest: Cai para 42% a parcela de brasileiros que consideram que economia piorou nos últimos 12 meses
Caiu a parcela dos brasileiros que consideram que a economia do país piorou no último ano, indica pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (8).
Veja os números:
Piorou: 42% (eram 48% em setembro);
Ficou do mesmo jeito: 35% (eram 29%);
Melhorou: 21% (eram 21%);
Não souberam/Não responderam: 2% (eram 2%).
O resultado é o melhor desde janeiro deste ano, quando 39% consideravam que a economia estava pior e 32%, que estava do mesmo jeito. À época, 25% viam melhora.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de outubro. O nível de confiança é de 95%.
Em relação ao futuro, a expectativa em relação à economia teve melhora, com mais brasileiros avaliando que a condição vai melhorar nos próximos 12 meses em vez que piorar. Os números estavam em empate técnico no levantamento anterior.
Veja os números:
Melhorar: 43% (eram 40% em setembro);
Piorar: 35% (eram 37%);
Ficar do mesmo jeito: 19% (eram 19%);
Não sabem/Não responderam: 3% (eram 4%).
Sobre o poder de compra dos brasileiros em relação a um ano atrás, a maior parte respondeu que é menor (73%), 15% que está maior e 11%, igual.
A maior parte dos brasileiros (63%) avalia que o preço dos alimentos nos mercados subiu, 21% dizem que ficou igual e 15% responderam que caiu.
O levantamento questionou os brasileiros se o país está indo na direção certa ou errada e 56% responderam "errada", enquanto 36%, "certa". Outros 8% não souberam ou não responderam.
A Quaest também ouviu a opinião dos entrevistados sobre o governo Lula, a relação do presidnete com Trump e sobre outros assuntos econômicos, incluindo a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Veja abaixo:
Aprovação ao governo Lula volta a empatar com desaprovação após 9 meses;
79% são a favor de isentar IR de quem ganha R$ 5 mil;
49% acham que Lula saiu mais forte após encontro com Trump na ONU; 27% acham que saiu mais fraco.
Orçamento 2026: proposta do governo contempla recursos para reajustes de salários de servidores
O governo separou R$ 12,1 bilhões para reajustes de servidores do Executivo em 2026 já negociados, além de outros R$ 4,4 bilhões a novas pactuações programadas para o próximo ano.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (29) pelo Ministério da Gestão. Os números constam na proposta de Orçamento do ano que vem, enviada hoje ao Congresso Nacional.
De acordo com o governo, os aumentos salariais ajudam no aumento previsto das despesas com pessoal do Executivo, de R$ 315 bilhões, neste ano, para R$ 350,4 bilhões em 2026.
Em 2024, o governo fechou acordos com servidores, no no âmbito das Mesas Específicas e Temporárias de Negociação, contemplando reajustes e reestruturações de carreiras com quase 100% dos servidores do Executivo
Os acordos contemplam aumentos salariais para os servidores em dois anos, com diferentes índices de correção. A primeira parcela dos reajustes foi paga neste ano, com impacto de R$ 16 bilhões nas contas públicas.
Histórico
Em 2023, o Orçamento aprovado pelo Congresso reservou R$ 11,6 bilhões para o reajuste dos servidores. Isso permitiu que o Planalto firmasse acordo com os servidores, naquele ano, para um reajuste salarial de 9% — formalizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O acordo também contemplou um aumento de R$ 200 no auxílio-alimentação. O tíquete passou de R$ 458 para R$ 658 mensais, naquele momento.
Em 2024, os servidores do Executivo não contaram com reajustes salariais. Houve, entretanto:
um aumento do auxílio-alimentação, que passou de R$ 658,00 para R$ 1.000,00;
alta de 51,1% nos recursos destinados à assistência à saúde suplementar (“auxílio-saúde”);
aumento de 51,1% na assistência pré-escolar (“auxílio-creche”), de R$ 321,00 para R$ 484,90, para todos os servidores federais.
Ao dar primeiro passo para acionar Lei da Reciprocidade, Itamaraty aponta 'ingerência dos EUA'
Ao dar o primeiro passo para acionar a Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, o Itamaraty afirmou, em ofício enviado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), que “a utilização ou a ameaça de utilização de medidas tarifárias como instrumento de pressão sobre procedimentos e decisões adotadas por cortes brasileiras denota clara tentativa de ingerência sobre assuntos internos do Brasil”.
O documento, encaminhado nesta quinta-feira (28), formaliza a abertura de consultas para que a Camex avalie, em até 30 dias, a adoção de contramedidas diante do tarifaço anunciado pelo presidente americano, Donald Trump.
“A utilização ou a ameaça de utilização de medidas tarifárias como instrumento de pressão sobre procedimentos e decisões adotadas por cortes brasileiras denota clara tentativa de ingerência sobre assuntos internos do Brasil por parte dos EUA e atenta contra processos e decisões soberanas a cargo do sistema judiciário brasileiro”, diz o documento.
Com IOF maior, arrecadação federal soma R$ 254 bilhões em julho e bate recorde

Marcos Santos/USP Imagens
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 254,2 bilhões em julho deste ano, informou nesta quinta-feira (21) a Receita Federal.
O resultado representa um aumento real de 4,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 243,1 bilhões (valor corrigido pela inflação).
Esse também foi a maior arrecadação já registrada para meses de julho desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, ou seja, em 31 anos.
De acordo com a Receita Federal, o recorde na arrecadação foi obtido com ajuda do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo governo em meados maio.
Após ajustes feitos pela equipe econômica, a medida vigorou até 27 de junho, quando foi derrubada pelo Congresso Nacional, sendo retomada, novamente — em quase sua totalidade —, em 16 de julho após decisão do Supremo Tribunal Federal.
"A arrecadação do período pode ser justificada, principalmente, pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas recém ocorridas", diz o órgão.
Segundo dados da Receita Federal, a arrecadação do IOF ficou, em junho, R$ 756 milhões maior do que no mesmo período do ano passado (em valores corrigidos pela inflação), principalmente por conta do aumento do tributo.
Parcial do ano
Nos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,68 trilhão — sem a correção pela inflação.
Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,7 trilhão de janeiro a julho, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 4,41% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,63 trilhão.
Nos sete primeiros meses deste ano, a arrecadação também bateu recorde histórico para o período.
▶️Além da alta do IOF, o governo também contou com o aumento de outros tributos, efetuados nos últimos anos, para melhorar a arrecadação em 2025.
São eles:
Tributação de fundos exclusivos, os "offshores";
Mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
Retomada da tributação de combustíveis;
Tributação das bets;
Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);
Reoneração gradual da folha de pagamentos;
Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse).
Meta fiscal de 2025
A alta da arrecadação está na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas neste ano, meta que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.
Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas).
O governo pode ter um déficit de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) sem que o objetivo seja formalmente descumprido, o equivalente a cerca de R$ 31 bilhões.
Para fins de cumprimento da meta fiscal, também são excluídos outros R$ 44,1 bilhões em precatórios, ou seja, decisões judiciais.
▶️Para 2026, o governo tem uma meta mais ousada ainda, busca um superávit primário (sem contar despesas com juros) de 0,25% do PIB - algo como R$ 31 bilhões.
▶Aumento da alíquota sobre bets, de 12% para 18% sobre a receita líquida (GGR): medida vai arrecadar mais sobre o lucro das bets.
▶Juros sobre capital próprio: aumento da taxação dos juros sobre capital próprio (JCP) — mecanismo utilizado pelas empresas — de 15% para 20%. O JCP é uma forma de distribuição de lucros alternativa aos dividendos (que são isentos de imposto).
▶Aumento de zero para 5% na taxação dos chamados títulos incentivados, como LCI, LCA: medida vai arrecadar mais dinheiro sobre esses investimentos.
▶Tributação de criptoativos: governo atualizou e esclareceu as regras de tributação para os rendimentos, inclusive os ganhos líquidos, de operações com ativos virtuais (criptoativos).
▶Taxação de "fintechs" (empresas de tecnologia em serviços financeiros): empresas de tecnologia do sistema financeiro pagavam 9% de CSLL, e passarão ser tributadas como as demais instituições financeiras, com alíquotas de 15% ou 20%.
Mega-Sena pode pagar R$ 6,5 milhões neste sábado
Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Mega-Sena
Marcelo Brandt/G1
O concurso 2.884 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 6,5 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h deste sábado (5), em São Paulo.
No concurso da última quinta-feira (3), nenhuma aposta levou o prêmio máximo.
A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer a sua aposta online. A partir de 10 de julho, o preço da aposta passa a ser de R$ 6.
A Mega-Sena tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.
Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.
É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
CNU 2025: quais os requisitos e as funções dos 3 cargos com maior salário do concurso

Processo seletivo oferece 3.652 vagas em órgãos federais, mas apenas 60 têm salários acima de R$ 16 mil. Algumas posições exigem formação específica, enquanto outras aceitam qualquer tipo de graduação. CNU 2025 tem edital publicado: veja datas, vagas e como se inscrever
As inscrições para a segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) já estão abertas com milhares de oportunidades em órgãos federais. Entre os cargos mais cobiçados estão aqueles com os maiores salários da seleção, cuja remuneração inicial é de R$ 16.413,35 💸.
Essas vagas, no entanto, são as mais raras da seleção: são apenas 60 oportunidades entre o total de 3.652, distribuídas em 36 órgãos públicos. (confira o cronograma abaixo)
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Os cargos com essa remuneração são:
Especialista em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual,
Especialista em geologia e geofísica do petróleo e gás natural, e
Especialista em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural.
Todas as funções exigem nível superior, mas algumas têm requisitos específicos de formação, conforme o bloco temático ao qual pertencem.
➡️ Na tabela abaixo, confira um resumo com as principais informações dessas vagas. Em seguida, veja os detalhes sobre as atribuições de cada cargo.
Resumo das características dos cargos com maior salário do CNU 2025
Especialista em Geologia e Geofísica do Petróleo e Gás Natural
O cargo de especialista em Geologia e Geofísica é oferecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e tem como foco a atuação técnica na análise de formações geológicas relacionadas à produção de petróleo e gás.
O profissional aprovado será responsável por:
Estudar e analisar o solo e o subsolo para encontrar petróleo e gás, acompanhando as perfurações e avaliando os impactos ambientais.
Criar regras, fiscalizar empresas que exploram petróleo e gás, e orientar quem atua no mercado para garantir que tudo seja feito dentro da lei.
Organizar equipes e planejar ações para ajudar a ANP a garantir que a exploração seja segura, eficiente e sustentável.
Além das atividades principais, o profissional também atua na gestão de informações sigilosas do mercado de petróleo e gás, participa da elaboração e avaliação de projetos relacionados à regulação do setor, e executa outras tarefas compatíveis com sua formação para apoiar as competências da ANP.
📍 Os aprovados atuarão na sede da ANP, no Rio de Janeiro (RJ), com carga horária de 40 horas semanais.
🎓 Para concorrer, é necessário ter diploma de nível superior geologia, engenharia geológica, geofísica ou áreas afins, com curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
Especialista em Regulação de Petróleo e Derivados, Álcool Combustível e Gás Natural
Também ofertado pela ANP, esse cargo faz o acompanhamento da cadeia produtiva de combustíveis no Brasil.
O especialista em regulação atua:
Na análise técnica dos processos de produção;
No transporte e comercialização de petróleo, etanol, biodiesel e gás natural; e
Na formulação de normas e fiscalização do cumprimento da legislação por parte das empresas do setor.
Os profissionais aprovados serão responsáveis por conduzir estudos regulatórios, acompanhar indicadores de mercado e propor ações que garantam o abastecimento nacional, a qualidade dos combustíveis e a segurança energética do país.
Esse cargo exige habilidades analíticas e domínio técnico para interagir com concessionárias, distribuidoras, refinarias e outras entidades do setor energético.
📍 A lotação também será na sede da ANP, no Rio de Janeiro (RJ), com jornada de 40 horas semanais.
🎓 O candidato deve ter curso superior completo, sendo aceitas formações como engenharia, administração, economia, direito e outras áreas correlatas, conforme critérios do edital.
Especialista em Regulação da Atividade Cinematográfica e Audiovisual
Na Ancine, o cargo de especialista em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual é voltado à formulação, análise e execução de políticas públicas para o setor cultural.
Esse profissional atua:
No fomento à produção nacional de conteúdos audiovisuais;
Na fiscalização de aplicação de recursos públicos em projetos culturais;
No acompanhamento de projetos financiados por leis de incentivo;
Na análise técnica de editais de financiamento;
No monitoramento de indicadores do mercado audiovisual; e
Na regulação de serviços de exibição, distribuição e produção de conteúdo no Brasil.
📍Os aprovados serão lotados na sede da Ancine, no Rio de Janeiro (RJ), e também terão carga horária de 40 horas semanais.
🎓 Para concorrer à vaga, é preciso ter nível superior completo em qualquer área de formação reconhecida pelo MEC, desde que o candidato atenda aos demais requisitos técnicos do cargo.
2ª edição do CNU
A seleção deste ano oferece 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior. Os salários iniciais variam de R$ 4 mil a R$ 16,4 mil.
As inscrições seguem até 20 de julho, exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela organização do concurso. (confira o cronograma abaixo)
🔍 Diferentemente da edição anterior, que contou com oito editais, um para cada bloco temático, o processo seletivo será regido por um único edital. O documento traz informações detalhadas sobre as vagas, salários, conteúdo programático das provas, critérios de classificação e composição das notas finais.
Os cargos estão distribuídos em nove blocos temáticos, que agrupam as vagas por áreas de atuação semelhantes.
⚠️ O CNU permite que o candidato faça uma única inscrição, escolhendo os blocos e cargos de sua preferência. A disputa pelas vagas ocorre dentro do bloco temático selecionado.
Nesta edição, o governo anunciou medidas para ampliar a diversidade entre os aprovados. Com isso, para os cargos com número de vagas inferior ao mínimo necessário para aplicação das cotas, o MGI realizou um sorteio para definir a reserva proporcional.
Outra novidade é a política de equidade de gênero: caso menos de 50% das pessoas classificadas para a segunda fase sejam mulheres, o percentual será ajustado para garantir paridade. A regra, portanto, não assegura uma reserva de vagas para mulheres no resultado final do concurso.
A taxa de inscrição é de R$ 70, com possibilidade de isenção para inscritos no CadÚnico, doadores de medula óssea reconhecidos pelo Ministério da Saúde, bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) e financiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
📌 Para facilitar a busca pela vaga ideal, o g1 preparou uma tabela com buscador, onde é possível conferir o número de vagas por órgão e quanto os candidatos aprovados vão ganhar ao assumirem os cargos em 2026.
📆 Confira o cronograma oficial
Inscrições: de 2 a 20/7/2025 (com pagamento até 21/7)
Solicitação de isenção da taxa de inscrição: de 2 a 8/7/2025
Prova objetiva: 5/10/2025, das 13h às 18h
Convocação para prova discursiva: 12/11/2025
Convocação para confirmação de cotas e PcD: 12/11/2025
Envio de títulos: de 13 a 19/11/2025
Prova discursiva (para habilitados na 1ª fase): 7/12/2025
Procedimentos de confirmação de cotas: de 8 a 17/12/2025
Divulgação da 1ª lista de classificação: 30/1/2026
Veja dicas de como estudar para concurso:
Como estudar legislação para concurso?
Veja dicas de como fazer uma boa redação para concurso
Keeta, a delivery chinesa que quer desafiar o IFood e o 99Food no Brasil
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O anúncio da plataforma chinesa é o segundo investimento bilionário no setor de delivery de comidas no Brasil em um mês. App de delivery chinês Keeta está chegando no Brasil
Getty Images via BBC
A empresa chinesa Meituan anunciou na segunda-feira (12) que vai investir US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) no Brasil nos próximos cinco anos para lançar a sua marca de delivery Keeta.
O anúncio foi feito em um seminário empresarial China-Brasil que acontece na capital chinesa, onde se encontra o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em visita oficial.
"O Brasil é um mercado enorme com grande potencial", disse Wang Xing, fundador e CEO da Meituan, segundo o jornal chinês Daily China.
"A Keeta visa aprimorar a experiência do consumidor, apoiar o crescimento de restaurantes locais e criar mais oportunidades de emprego."
Segundo o anúncio, a Keeta construirá uma rede nacional de delivery de comida no Brasil e fornecerá aos parceiros locais um conjunto de ferramentas digitais e de marketing para expandir seus negócios.
"A globalização é uma das estratégias de longo prazo da Meituan", disse Wang.
"Estamos entusiasmados em levar nossa experiência em entrega de comida e tecnologia avançada para novos mercados como o Brasil, assim como fizemos na Ásia-Pacífico e no Oriente Médio. Estamos ansiosos para oferecer mais opções aos consumidores brasileiros e contribuir para o desenvolvimento econômico do país."
A Keeta opera atualmente em Hong Kong, na China, onde ajudou restaurantes parceiros a dobrar vendas desde o lançamento, há dois anos, segundo o jornal chinês.
A marca também estreou na Arábia Saudita em setembro de 2024, onde agora cobre as principais cidades do país.
A Meituan é uma das maiores empresa de delivery de refeições no mundo. Ela tem 770 milhões de usuários ativos na China. A empresa está listada na Bolsa de Hong Kong e teve receita de US$ 46 bilhões em 2024. Na China, a empresa realiza entrega também com drones.
O anúncio da plataforma chinesa é o segundo investimento bilionário no setor de delivery de comidas no Brasil em um mês.
Em abril, o grupo 99 — que foi fundado no Brasil mas comprado pelo grupo chinês Didi Chuxing — anunciou que pretende investir R$ 1 bilhão para expandir sua operação de logística no Brasil e retomar o 99Food, serviço de delivery que funcionou no Brasil mas havia sido encerrado em 2023.
O 99 e agora a Keeta desafiam o domínio do iFood, app controlado grupo holandês Prosus, e que está presente em cerca de 1,5 mil cidades, com 55 milhões de clientes cadastrados e 380 mil estabelecimentos.
Mixue: 4 curiosidades sobre rede de fast food chinesa maior que o McDonald's que promete chegar ao Brasil
China corteja Brasil após tarifaço de Trump, diz New York Times
Que recados visita de Lula à China manda em meio a disputa com EUA?
Como a trégua entre EUA e China impacta as exportações de soja do Brasil

Os dois países decidiram reduzir as tarifas de importação por 90 dias. Brasil é o maior fornecedor do grão para a China, mas compete por este mercado com os EUA, segundo maior exportador. Entenda como a trégua entre EUA e China impacta as exportações de soja do Brasil
Divulgação.
As vendas de soja do Brasil para o mercado chinês cresceram no início do ano em meio às trocas de tarifas de importação de mais de 100% entre EUA e China.
O Brasil é o maior fornecedor do grão para a China, mas compete por este mercado com os EUA, que é o segundo maior exportador para o país asiático.
Na segunda-feira (12), porém, os EUA e a China decidiram dar uma trégua e reduziram as tarifas recíprocas por 90 dias.
As taxas dos EUA sobre as importações chinesas passaram de 145% para 30%, enquanto a China reduziu de 125% para 10% a taxa sobre os produtos americanos.
Segundo economistas ouvidos pelo g1:
a pausa não deve diminuir as exportações de soja do Brasil para a China;
isso porque os EUA não têm grão para vender no primeiro semestre. A safra do país começa em outubro;
no entanto, os chineses devem aproveitar os 90 dias para fazer compras antecipadas dos EUA;
e isso pode reduzir alguns ganhos de exportadores brasileiros (entenda abaixo).
Brasil vai reduzir a exportação de soja para a China?
"Não. Para a safra de 2025, a China vai continuar mantendo os fluxos normais de compra do Brasil", diz Rafael Silveira, analista de mercado da consultoria Safras & Mercado.
"No primeiro semestre, a exportação brasileira vai se manter muito aquecida até porque não tem soja americana agora no mercado. O que tem de safra americana para exportar é velha e é muito pouco", detalha Silveira.
Sazonalmente, o Brasil colhe e exporta mais soja no primeiro semestre, enquanto a safra e as vendas dos EUA acontecem na segunda metade do ano, mais especificamente a partir de outubro.
No entanto, a China deve aproveitar a pausa de 90 dias para fazer compras antecipadas de soja dos EUA, mesmo que elas sejam entregues apenas no final do ano, explica Silveira.
Segundo ele, a taxa de 10% deixa a soja americana mais cara para os chineses, mas a tarifa inicial de 125% "inviabilizava" qualquer compra de grãos dos EUA por parte da China.
De qualquer forma, o novo cenário não deve reduzir o mercado de soja para o Brasil na China.
Desde o primeiro governo Trump (2017-2021), inclusive, os chineses vem reduzindo a sua dependência dos grãos dos EUA.
Qual é o impacto para o Brasil?
Com a redução de tarifa entre EUA e China, a demanda extra da China por soja brasileira tende a diminuir, e o impacto direto disso é na redução dos prêmios de exportação pagos pela soja nacional.
Esse prêmio é um valor adicionado (ágio) ou descontado (deságio) ao preço da soja negociado em Chigago, explica o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.
"O prêmio é definido diariamente em um mercado paralelo, que, embora tenha ligação direta com as oscilações do câmbio e dos contratos futuros de Chicago, obedece diretamente a fatores ligados à oferta e à demanda da soja brasileira, tanto internamente quanto externamente."
"Os prêmios [da soja] nos portos brasileiros estavam subindo porque havia uma demanda extra de soja por parte da China. Isso vinha já acontecendo há mais de um mês. Os prêmios estavam positivos em plena colheita, o que não é normal", diz Cogo.
"No dia de hoje [12 de maio], [em que houve acordo entre China e Estados Unidos] os prêmios começaram a declinar. Na verdade, começaram a declinar quando aqueceram as notícias de que eles estariam próximo a um acordo", acrescenta.
Apesar do recuo dos prêmios, o preço da soja na bolsa de Chicago fechou com alta de 1,81% na segunda-feira (12).
Silveira, do Safras, destaca que os prêmios de exportação da soja brasileira podem cair mais no segundo semestre.
"Era pra ser uma situação contrária. Pelo que estava se desenvolvendo, nós teríamos prêmios nos portos muito mais altos", diz o analista do Safras.
"A situação agora é que os prêmios podem reduzir frente a isso porque querendo ou não você tira um pouco de pressão da exportação brasileira. Não que a China vai deixar de comprar soja brasileira, mas você teria uma demanda adicional que pode não ocorrer", conclui Silveira.
EUA e China firmam acordo para reduzir tarifas recíprocas
Hambúrguer de coco babaçu: como parte do produto usada para ração virou alimento humano

Farinha da amêndoa era considerada um resíduo. Ela também pode ser ingrediente para biscoitos, pães, bolos, mingaus e sorvetes. Hambúrguer babaçu
Divulgação Embrapa
Já pensou em comer um hambúrguer de coco babaçu? O produto comercializado pelas quebradeiras de coco na Amazônia maranhense usa uma parte do alimento que era aproveitada apenas para ração animal.
A proteína é feita a partir da farinha da amêndoa do babaçu, que também pode ser ingrediente também para fazer biscoitos, pães, bolos, mingaus e sorvetes.
O coco babaçu nasce da palmeira que leva o mesmo nome, nativa da Amazônia. O fruto é extraído da floresta e seu principal produto é o óleo, que pode ser usado para produção de alimentos e cosméticos.
Antes da pesquisa desenvolvida pelas mulheres das comunidades tradicionais em parceria com cientistas, o bagaço da amêndoa era considerado um resíduo da extração do óleo.
"Sabíamos que [a amêndoa] ainda tinha bastante conteúdo de lipídios, carboidratos, podendo ser utilizada como um tipo de farinha por meio de bom tratamento e processamento. A ideia era reaproveitar 100% do produto e obtivemos êxito", explicou o professor Harvey Villa, que participou do estudo.
O uso do babaçu também teve como objetivo gerar renda para as comunidades tradicionais, com uma produção de baixo impacto ambiental, disse a pesquisadora Guilhermina Cayres, líder do estudo.
"Aprendemos a assar e torrar o bagaço no forno para atingir o ponto certo e transformá-lo em farinha da amêndoa, um produto que substitui o coco ralado em todas as formulações, dá muito mais crocância e tem melhor aceitação pelos consumidores", relata Rosângela Lica, da Cooperativa Mista da Agricultura Familiar e do Extrativismo do Babaçu (Coomavi).
O produto é voltado para consumidores específicos, como aqueles com restrição ao glúten ou à lactose, explica Cayres.
A pesquisa foi desenvolvida com a colaboração de um grande grupo: mulheres da Coomavi, da Associação Clube de Mães Quilombolas Lar de Maria e da Associação de Quebradeiras de Coco de Chapadinha do Assentamento Canto do Ferreira.
Também fizeram parte dos estudos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e da Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com a Rede ILPF e financiamento da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) no Brasil.
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Farinha da amêndoa do babaçu
Divulgação / Embrapa
O que vai na receita
Para ficar parecido com a carne de hambúrguer, os cientistas acrescentaram a casca da banana junto à amêndoa, para dar estrutura, sabor e maciez ao fritar.
Além disso, também é usada a farinha de arroz. Ela dá liga aos temperos e ajuda a melhorar a vida útil (que pode chegar a 6 meses para o hambúrguer congelado) e a qualidade nutricional, que contém 13,17% de proteína.
O hambúrguer foi saboreado por alunos do curso de gastronomia do Instituto Estadual do Maranhão (Iema). Só depois que eles aprovaram o produto, o alimento passou a ser comercializado nas feiras.
Quebradeiras de coco preparam o hambúrguer de babaçu
Divulgação / Embrapa
Coco babaçu
Embrapa / Divulgação
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Guerra comercial pode fazer com que setores específicos paguem mais caro para exportar para os EUA, mas estimula o acerto de novos acordos com chineses e países europeus. Navios porta-contêineres são vistos no porto de Santos.
Alexandre Meneghini/ AP Photos
Os indícios de que está começando uma guerra comercial de proporções globais voltaram a acender o alerta sobre mudanças na dinâmica do comércio global, que podem afetar o Brasil de diferentes maneiras.
Nesta terça-feira (4), Canadá, China e México anunciaram novas taxas para produtos importados dos Estados Unidos. As medidas são uma resposta às tarifas impostas antes pelo presidente americano, Donald Trump, aos três países.
Especialistas consultados pelo g1 apontam que a troca de tarifas de importação pode prejudicar diretamente setores específicos no Brasil, como o etanol e alguns produtos agrícolas. (entenda mais abaixo)
Por outro lado, o aumento das tensões entre EUA e seus principais parceiros pode criar novas oportunidades para o comércio exterior brasileiro, permitindo que o Brasil venda mais produtos a grandes aliados.
Welber Barral, ex-secretário do comércio exterior e sócio-fundador da BMJ Consultores Associados, afirma que parte das medidas anunciadas pelos chineses em resposta às tarifas de Trump podem beneficiar o Brasil.
"As retaliações à soja e ao frango podem acabar beneficiando as exportações brasileiras", afirma.
Além de ter a China como seu maior parceiro comercial, o Brasil está entre os maiores exportadores globais dos dois produtos.
Como mostrou o g1 em fevereiro, há também uma oportunidade para que o Brasil estreite sua relação comercial com a China, tornando-se não apenas um importante exportador, mas também um grande destino para produtos chineses.
EUA aplicam tarifas de importação sobre China, Canadá e México
O Brasil pode pagar mais caro para exportar para os Estados Unidos?
Embora o Brasil não esteja entre as prioridades de retaliação do governo norte-americano — que tem focado em seus maiores parceiros comerciais — o país pode sentir os efeitos das tarifas impostas por Trump.
Algumas das medidas que podem impactar o Brasil incluem:
A imposição de tarifas para produtos agrícolas importados pelos Estados Unidos.
Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), os EUA foram o terceiro maior importador do agronegócio brasileiro em 2024, com uma participação de 7,4%.
O destaque foi a madeira brasileira, com os EUA recebendo 42,4% das exportações do produto. Nesse caso, o Brasil pode sentir os efeitos das tarifas, já que Trump anunciou no final do mês passado que deve impor uma tarifa de 25% sobre madeira e produtos florestais importados.
A imposição de tarifas recíprocas aos países que cobram taxas dos EUA
Outro impacto pode vir das tarifas recíprocas que o presidente americano pretende implementar para países que cobram taxas de importação de produtos dos EUA.
"Queremos um sistema nivelado", disse Trump a jornalistas na época de criação das taxas. Entre os exemplos para a política de tarifas recíprocas, o governo dos EUA citou o etanol brasileiro:
"A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil."
A imposição de tarifas de importações sobre o aço e o alumínio
Outra taxação que pode impactar o Brasil é a intenção de Trump de taxar as importações de aço e alumínio do país. Isso é relevante porque, depois do petróleo, o ferro e o aço são os principais produtos exportados do Brasil para os EUA.
"Assim como foi com o aço e alumínio, podem vir uma série de outras tarifas, porque a gama de produtos negociados é muito grande. E apesar de ecoar no Brasil também, nós não somos o alvo preferencial dessas taxas", afirma Arthur Pimentel, presidente do conselho de administração da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).
O executivo destaca, ainda, que o governo brasileiro precisa se preparar para uma "interlocução de alto nível", encontrando maneiras de discutir as questões diplomáticas com os americanos "em tom de igualdade".
"Há um interesse muito grande do Brasil em continuar vendendo para os EUA, porque vender significa gerar emprego. Então, é uma situação crítica, mas eu vejo com otimismo as possibilidades", completa Pimentel.
Contas públicas têm déficit de R$ 47,6 bilhões em 2024; dívida sobe para 76,1% do PIB
As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 47,6 bilhões em 2024, o equivalente a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta sexta-feira (31).
O déficit primário acontece quando as receitas com impostos ficam abaixo das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Em caso contrário, há superávit. O resultado engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.
Em 2023, as contas públicas haviam registrado um superávit de R$ 249,12 bilhões, ou 2,3% do PIB. A melhora, no acumulado de 2024, portanto, foi de cerca de R$ 200 bilhões.
Parte da recuperação está relacionada com pagamentos extraordinários.
Em 2023, por exemplo, o governo pagou R$ 92,4 bilhões em precatórios (dívidas judiciais) atrasados, o que inflou o resultado negativo naquele ano, contribuindo para a queda de 2024.
No ano passado, a União gastou quase R$ 30 bilhões com auxílio à população por conta das enchentes no Rio Grande do Sul.
Haddad: 'Nem Meirelles, nem Guedes conseguiram produzir superávit sustentável das contas públicas'

Ministro da Fazenda pediu maior “honestidade intelectual” ao avaliar o trabalho do governo Lula na área fiscal. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em café da manhã com jornalistas
Diogo Zacarias/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu na noite de quinta-feira (31) maior “honestidade intelectual” ao avaliar o trabalho do governo Lula na área fiscal e atacou a atuação dos governos anteriores na economia, citando diretamente dois antecessores no cargo, os ex-ministros Henrique Meirelles e Paulo Guedes.
Haddad alegou que o governo Lula está fazendo sua parte para equilibrar as contas públicas.
“Nós tivemos o governo Temer e o governo Bolsonaro com déficits fiscais muito superiores -- mas muito superiores -- ao que está sendo observado agora”, afirmou Haddad, em entrevista à emissora RedeTV.
“Havia muita retórica de cuidado com as contas públicas, mas nem o Meirelles, nem o Guedes conseguiram produzir um superávit sustentável das contas públicas.”
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Os comentários de Haddad surgem em um contexto de mudanças na comunicação do governo neste início de 2025, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva substituir Paulo Pimenta pelo publicitário Sidônio Palmeira no cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Desde então, o governo tem se esforçado para divulgar as conquistas alcançadas até esta metade de mandato, contrapondo-se às administrações anteriores.
“O déficit dos sete anos dos governos Temer e Bolsonaro são déficits que somaram 2% do PIB. Ano passado tivemos um déficit de 0,1%”, pontuou Haddad na entrevista. “Então, passa uma ideia falsa de que estava se cuidando das contas públicas antes e não está se cuidando agora”, acrescentou.
Na tarde de quinta-feira o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou um déficit primário de R$ 11,032 bilhões em 2024, o equivalente a 0,09% do PIB. A conta exclui quase R$ 32 bilhões em despesas extraordinárias que não serão contabilizadas na apuração da meta fiscal, especialmente os gastos para mitigar efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul.
A meta fiscal do governo para 2024 era de resultado primário zero, com tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. Na prática, o resultado obtido ficou de fato dentro da meta.
Meirelles foi ministro da Fazenda do governo de Michel Temer entre 2016 e 2018, enquanto Guedes ocupou o Ministério da Economia — que unificou o Ministério da Fazenda com outras pastas — durante todo o governo Bolsonaro, de 2019 a 2023.
Dados apresentados pelo Tesouro na tarde de quinta indicaram que nos dois primeiros anos do governo Lula o déficit primário foi equivalente a 1,19% do PIB. No governo Temer, de setembro de 2016 a 2018, o déficit foi de 2,09% do PIB e, no governo Bolsonaro, de 2019 a 2022, foi de 2,43%.
“O (ex-presidente Jair) Bolsonaro produziu o maior déficit da história do país. Uma parte é pandemia, mas tem outra parte que não tem nada a ver com pandemia. E isso mesmo dando calote em precatório, mesmo vendendo estatal na ‘bacia das almas’, como foi o caso da dilapidação da Petrobras e da venda criminosa da Eletrobras”, atacou Haddad. “Gostaria que nós fôssemos mais honestos intelectualmente, e apontássemos os problemas.”
Vídeos falsos e memes
Questionado sobre a possibilidade de se candidatar à Presidência da República em 2026, Haddad voltou a negar. Além disso, lamentou que sua imagem esteja sendo usada em vídeos falsos e na proliferação de memes críticos ao ministério.
“Quando você pega a imagem de um ministro da Fazenda, faz uma deepfake (adulteração realista)... eu jamais autorizaria isso contra um adversário”, afirmou.
Neste mês, um vídeo adulterado com a imagem de Haddad circulou pelas redes sociais, com o ministro supostamente anunciando a intenção de “taxar tudo”. O vídeo é falso e foi criado por inteligência artificial.
O governo também enfrentou em janeiro notícias falsas sobre uma possível taxação do Pix, o que levou à revogação de uma norma da Receita Federal que estabelecia, na verdade, novos parâmetros para monitoramento de movimentações financeiras no sistema.
“Quem é que reajustou a tabela do IR (Imposto de Renda)? Foram eles? Eles mantiveram a tabela sete anos congelada. Eles penalizaram o trabalhador por sete anos. E agora querem se apresentar como defensores dos trabalhadores?”, questionou Haddad, em referência à oposição.
Alimentos e inflação
Haddad afirmou que os preços dos alimentos tendem a se acomodar em 2025 em função da safra forte e do dólar mais baixo. O ministro disse ainda que o Brasil tem espaço para crescer 2,5% em 2025, reduzindo a inflação.
Mas, durante a entrevista, o ministro desconversou sobre a possibilidade de o governo adotar alíquotas de importação menores para alimentos que estejam com preços mais elevados no Brasil.
“Não é prudente mexer muito com essas coisas antes de aferir o impacto real. Mas houve algumas indicações neste sentido”, disse o ministro. “Ficou tudo no âmbito dos estudos técnicos.”
Saiba como higienizar frutas e hortaliças e se é possível remover agrotóxicos dos alimentos

Deixar o produto de molho em água misturada com vinagre ou bicarbonato de sódio ou água sanitária é a medida mais eficiente. Para higienizar frutas é possível usar uma escovinha de náilon e um pouco de detergente
Sem crédito
Você sabia que é importante higienizar frutas, legumes e hortaliças? A limpeza garante uma preservação maior do alimento, destrói bactérias e pode retirar restos de produtos químicos, como agrotóxicos.
A técnica é bem simples, basta deixar o produto de molho em água misturada com vinagre ou bicarbonato de sódio ou água sanitária.
Para fazer a mistura:
1 litro de água filtrada;
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio ou 1 colher de café de hipoclorito (água sanitária) ou 2 colheres de vinagre.
Depois:
Deixar frutas, hortaliças e legumes de molho por pelo menos 15 minutos;
Lavar em água corrente e armazenar.
Para frutas e legumes com casca, recomenda-se lavar o alimento com uma esponja nova com detergente.
Tem como tirar todo o agrotóxico?
Como reduzir os resíduos de agrotóxicos antes de comer frutas, legumes e verduras
Não existe um método 100% eficaz para tirar agrotóxico dos alimentos, segundo especialistas ouvidos pelo g1.
Isso porque alguns resíduos podem estar na casca de frutas e legumes, que são mais fáceis de serem retirados, mas há resquícios de medicamentos e agrotóxicos que podem estar dentro do organismo de frutas, hortaliças e animais abatidos, que não são possíveis de serem eliminados.
"É possível eliminar de 80 a 90% do que está na superfície do alimento. O que entrou, está lá na polpa, não tem como retirar", explicou o clínico geral e nutrólogo Roberto Navarro em uma reportagem especial sobre o assunto.
O professor de toxicologia da Universidade de São Paulo (USP) Ernani Pinto explica que isso não significa correr riscos de intoxicação. O motivo é que existem legislações que impõem limites que seriam toleráveis para consumo dos resíduos desses produtos químicos.
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Juros mais altos e desaceleração da economia podem piorar níveis de inadimplência; veja como se preparar
"/> Expectativa de um crédito ainda mais caro e restrito acende uma luz amarela sobre o endividamento no país. Consumidores devem revisar orçamento e contratos de crédito. Carteira, dinheiro, inadimplência, comércio, dívida - Presidente Prudente (SP)
Bárbara Munhoz/g1
A nova alta de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), anunciada na quarta-feira (29), levou a taxa básica do país (Selic) ao maior patamar desde setembro de 2023 – e acende uma luz amarela sobre o endividamento no país.
Segundo especialistas consultados pelo g1, o movimento, junto com a indicação de possíveis novas altas, deve tornar o crédito mais caro e restrito, aumentando a perspectiva de que as taxas de inadimplência podem subir.
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O movimento ocorre após um período favorável para a economia. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, até o terceiro trimestre de 2024, o país registrou uma sequência de 13 trimestres positivos no Produto Interno Bruto (PIB).
Esse bom desempenho reflete o aumento do consumo das famílias, que tem sido impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido.
No entanto, segundo Merula Borges, especialista em finanças da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), esse cenário tende a mudar.
“A inflação tem sido persistente, o que faz com que as famílias acabem precisando usar uma parte maior do orçamento para despesas básicas, sobrando menos espaço para o consumo. Isso, somado ao aumento de juros, também impacta a capacidade de pagamento de dívidas”, explica.
Os juros são uma ferramenta usada pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ou seja, os juros sobem para reduzir o consumo das famílias e, consequentemente, diminuir a inflação – e vice-versa.
Por isso, especialistas indicam que a última alta das taxas anunciada pelo Copom já era amplamente esperada pelo mercado. Além de uma atividade econômica ainda forte, há grande incerteza sobre o futuro das contas públicas do país — outra variável que influencia as expectativas de inflação.
Segundo Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio da Multimarcas Consórcios, o novo aumento da Selic pode acabar aumentando o endividamento das famílias e comprometendo sua capacidade de pagamento.
"Quando a taxa de juros sobe, as parcelas tendem a aumentar e muitos brasileiros podem ter dificuldades em manter seus pagamentos em dia. Isso leva a um aumento da inadimplência, dificultando ainda mais o acesso ao crédito e comprometendo a recuperação econômica das famílias", diz.
Por isso, especialistas indicam que, apesar do crescimento na concessão de crédito nos últimos meses e da inadimplência não ter aumentado significativamente, a expectativa é que este ano seja “mais difícil”, com crédito mais caro e restrito para o consumidor final.
“E do lado das instituições financeiras, quando a taxa básica aumenta, sobram dois caminhos: ou elas emprestam menos, ou emprestam no mesmo nível, mas correndo um risco maior de inadimplência”, explica Caio Macedo, vice-presidente de estratégia e marketing da Equifax Boa Vista.
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Segundo especialistas consultados pelo g1, esse é um bom momento para os consumidores revisarem seus orçamentos e contratos de crédito.
De acordo com Macedo, da Equifax, se o crédito tomado for ajustado pelos juros (pós-fixado), é importante entender como a nova alta da Selic pode afetar as parcelas pagas pelo consumidor.
“É preciso fazer a conta. Colocar no papel o quanto você ganha, qual a sua renda disponível e fazer uma projeção de quanto ficará a parcela. Se a taxa de juros é variável no seu contrato de crédito, isso pode aumentar o custo do que você paga”, explica o executivo.
A mesma dica, acrescenta Macedo, vale para famílias que tiveram uma redução na renda familiar, como pela perda de um emprego. “Se houve alguma perda na renda, esse também pode ser um bom momento para ir no banco, explicar a situação e buscar formas de honrar seu compromisso”, completa.
Borges, da CNDL, reforça a necessidade de fazer um acordo que seja condizente com a realidade de pagamento.
“Se conseguir evitar entrar em dívida por enquanto, pode ser a melhor escolha. Mas, se precisar fazer um acordo, é preciso organizar as finanças. Principalmente porque a maioria dos acordos não cumpridos acontece porque o consumidor compromete o dinheiro que serviria para pagar contas básicas”, afirma a especialista.
“Então, é importante fazer acordos realizáveis, mesmo que isso custe um tempo maior de negativação e sem consumo”, complementa.
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Dicas para superar o endividamento
O educador financeiro Lamounier separou cinco dicas para os consumidores conseguirem organizar as finanças.
Veja abaixo.
Faça um diagnóstico da situação: faça um levantamento de todas as suas contas, registrando o valor de cada uma, as taxas de juros aplicadas e as datas de vencimento. Isso proporcionará uma visão clara sobre quais despesas devem ser quitadas com maior urgência.
Priorize o pagamento das dívidas: atente-se às dívidas com juros elevados, como cartão de crédito ou cheque especial. Além disso, tente negociar as condições. Muitas vezes, os credores oferecem opções de parcelamento ou descontos à vista.
Crie um orçamento mensal: faça um planejamento de todos os seus gastos mensais. Nele, coloque tudo o que é essencial antes de pensar em despesas menos prioritárias.
Evite o uso excessivo do crédito: apesar da praticidade, o uso excessivo do cartão de crédito pode levar ao endividamento rápido. Se for necessário utilizar o cartão, procure sempre quitar a fatura integralmente até o vencimento, para fugir dos juros.
Evite novos empréstimos: tente não recorrer a novos empréstimos ou financiamentos para cobrir dívidas antigas. Embora pareça uma solução rápida, isso pode aumentar ainda mais sua carga financeira.
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