Concordo em muitas partes contigo.
É impossível não ver a hipocrisia do Estado com a aprovação do uso do álcool e do tabaco e não das outras drogas, mas comparar esses dois com outras substâncias, especialmente as multiprocessadas e sintéticas, não faz muito sentido, porque a taxa de recuperação de um alcoólatra ou fumante para um drogado é muito diferente.
As drogas são ditadoras bem severas, pois levam as pessoas a cometer atrocidades em seus nomes. Algumas vezes um pai pode deixar de comprar pão para os filhos para beber ou fumar, mas os pais drogados seriam capazes não só de não comprar algo para o filho, mas vender o que filho tem, seria capaz de trocar o berço do filho por drogas, por exemplo.
"Mas o que tem de errado? O dinheiro e o berço são do drogado, ele pode fazer o quiser com eles". O pensamento libertário naturalista acha absurdo o pensamento positivista, mas o evangelho é positivista. Uma pessoa em condições adictas de vida deixa de fazer um mundo melhor, contribui para a miséria e o mal coletivos mesmo que indiretamente, pois poderia estar fazendo coisas mais virtuosas que com efeitos positivos para além daquela geração. Quando você enxerga a vida como algo criado com propósito, não faz sentido defender aquilo que constitui a uma fuga do ideal divino para a vida das pessoas, despertando o que é de mais sombrio nas pessoas.