Citei um exemplo esdrúxulo de uma pessoa doente que não mede consequências e não tem receio de castigo. Não precisa ser uma bomba nuclear, pode ser uns lançadores de mísseis teleguiados para ele brincar de explode-explode da sala de casa. É mais emocionante que um vídeogame.
Mas até o momento da compra não há nada que fira os princípios libertários, como não há nada que regule isso além do mercado, beleza.
Talvez as pessoas, depois de vender pra ele, fiquem observando o que ele fará e construindo formas de impedir que ele cause grandes estragos, mas é melhor cortar isso pela raiz, não é?
E a seleção natural é uma resposta conveniente para se dar quando atinge as pessoas de longe. Imagine os teus pais em estado senil, Deus os livre disso, firmando contrato extremamente prejudicial para eles e se prendendo a um oportunista amparado pela lei dos contratos em uma situação jurídica que pode levar à grave doença ou morte deles. E seja louvado os princípios dos contratos que fazem a seleção natural acontecer para todos!
Não estou dizendo que sempre deveria haver terceiros por trás das negociações, mas que contratos "viciados" não devem ser reconhecidos e que pessoas que vivem em certas condições de saúde não podem ser consideradas capazes.
O contrato de venda de drogas para consumo recreativo é "viciado" e não deve ser aceito porque ou uma das partes está doente, circunstâncialmente desesperada ou não tem mais controle sobre seus atos, uma vez já adicta. "Ah mas o desesperado poderia dizer não à tentação no primeiro momento, mesmo estando desesperado, ele teve escolha, ninguém o obrigou". A amplitude de visão da situação da pessoa está comprometida para as alternativas. Se até estando tranquilos em um jogo podemos perder por não vermos alternativas melhores, imagine no calor do desespero?
Esses contratinhos perfeitos no Ancapistão acabariam revisados num tribunal superior onde realmente serão julgados procedentes ou não e muitas partes respeitadas no Ancapistão serão condenadas sumariamente por amar mais as riquezas do que a Deus e ao seu próximo.