Nada do que vocês relataram é um problema, pelo menos não na maioria das vezes.
Eu lido com gente de todos os tipos e idades na faculdade e no trabalho, e posso afirmar com certeza que o que vocês estão passando é, basicamente, a maturidade chegando…ou já batendo à porta sem que percebam.
Crianças querem atenção. Adolescentes buscam validação. Adultos desejam profundidade. Idos preferem silêncio.
Mas quem realmente chegou à maturidade costuma querer se afastar. Um desapego que não é comum, mas que ajuda muito: excluir amizades, deletar contatos, sair de conversas fúteis. Curiosamente, esse desapego repentino, que é às vezes excessivo, costuma trazer mais paz.
Quando isso acontece muito cedo, pode ou não ser um problema. No caso dos idosos, eles podem ficar meio rabugentos ou tranquilos, de bem com a vida; nada incomoda, mas também não importa.
Já quando ocorre com alguém de 40, 30, 20 ou até 12 anos, pode ser problemático. Não porque a maturidade em si seja ruim, mas porque essa desconexão das coisas que davam prazer pode acabar com a pessoa.
Imagine alguém de 40, trabalhando, sem família ou muitos amigos, e de repente entra nessa fase…É difícil, e quanto mais jovem, mais desafiador.
Esse tipo de “maturidade forçada” é comum em quem sofreu abusos, passou por grandes dificuldades ou é neurodivergente (superdotados, TDAH, autistas, etc.).
Não é algo novo ou permanente; é um ciclo que aparece de tempos em tempos. Pode ser apenas ocasional ou muito frequente.
Quando não é bem manejado, pode levar à depressão, ao sentimento de que tudo está perdido, ou ao impulso de “tudo ou nada”: mudar de país, abrir um negócio, buscar sucesso, religião, novos círculos de amizade ou até ter filhos para ocupar a mente.
Eu ainda não estou nessa fase kkkkkk, mas sei que vai chegar e terei que me virar. O complicado é que não há resposta única; cada um precisa “renascer” à sua maneira.
Então, nada de ficar triste pensando que chegou ao fim. É apenas o começo de mais um ciclo. Boa sorte
e boas ideias.