Auditores da Receita pedem apoio na fronteira com a Venezuela e criticam os EUA
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Preocupações com o aumento da migração depois da prisão do ditador Nicolás Maduro levaram auditores-fiscais da Receita Federal a solicitar reforço urgente nas operações de fronteira com a Venezuela.
O alerta foi encaminhado pelo https://www.sindifisconacional.org.br
nesta segunda-feira 5, pedindo à Receita Federal um suporte operacional e medidas de segurança diante do risco de maior fluxo de pessoas em direção ao Brasil.
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em Oeste
Em ofício enviado ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o sindicato destacou a necessidade de garantir condições adequadas para o controle aduaneiro, especialmente em Pacaraima, em Roraima, principal porta de entrada terrestre do país vizinho.
O documento pede “máximo empenho” no apoio aos servidores envolvidos diretamente nessas atividades.
https://www.youtube.com/watch?v=bsF4PKRgH30
Auditores classificam ação dos EUA como "invasão"
No texto, assinado pelo presidente do Sindifisco, Dão Pereira dos Santos, a entidade chama a intervenção militar norte-americana de "invasão" e expressa preocupação com eventuais impactos sobre a soberania brasileira.
“Na condição de representante dos auditores-fiscais da Receita Federal do Brasil, autoridades públicas de Estado, o Sindifisco Nacional manifesta profunda preocupação com os efeitos que essa invasão militar norte-americana àquele país possa produzir sobre a soberania do Brasil”, afirmou Santos.
O sindicato considera que o atual cenário político pode aumentar a pressão sobre a fronteira e afetar a segurança nacional, cabendo ao governo intensificar a presença institucional e assegurar o trabalho dos auditores-fiscais.
O ofício ressalta que os profissionais em Pacaraima são responsáveis por coordenar e presidir o controle aduaneiro na região fronteiriça.
Sindicato fala em interesse econômico dos EUA na Venezuelahttps://wainews-homolog.streamlit.app/~/+/#reacao-a-acao-dos-estados-unidos-e-preocupacoes-economicas
Além do pedido formal, o Sindifisco emitiu uma nota de repúdio à ação dos EUA na Venezuela, classificando o episódio como um “ato injustificável de agressão internacional” e alertando que a decisão cria “um precedente perigoso” para países da América do Sul, inclusive o Brasil.
O texto afirma que a intervenção viola a Carta das Nações Unidas e a legislação norte-americana, declarando ser “inaceitável o uso da força militar contra a autodeterminação dos povos sem o respaldo das Nações Unidas”.
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, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 302 da Revista Oeste
A entidade também mencionou interesses econômicos no conflito, citando declarações do presidente dos EUA sobre petróleo e lembrando que a imposição de sobretaxas às exportações brasileiras, prevista para 2025, serve de alerta para riscos de interferências externas.
Para o sindicato, nações com grandes reservas minerais, como o Brasil, devem estar especialmente vigilantes e pede à comunidade internacional que atue para “restabelecer a soberania na Venezuela” e preservar a paz regional.
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