Não é de agora, mas os EUA estão cada vez mais uma oligarquia, onde já é difícil esconder o conflito de interesses entre políticos e os oligarcas.
> «Depois do acordo fechado na sexta-feira com a Netflix, a Paramount entrou agora em jogo com uma proposta de 108,4 mil milhões que considera mais lucrativa para os acionistas da Warner Bros. Discovery.»
O Trump não gostou do acordo da Netflix, em resposta o seu novo amigo lançou uma OPA à Warner Bros.
Eu sou defensor que a política deve ter uma intervenção mínima na economia, quanto menor melhor. Onde eu sou a favor da intervenção dos estados, é na megas fusões, devem ser impedidas porque está a reduzir a concorrência, está a criar oligopólios.
Empresas como, o Google, Amazon, Meta, Microsoft já estão grandes demais, mais poderosos que a maioria dos países. O seu poderio financeiro está a secar tudo à sua volta, estão a monopolizar o mercado. Qualquer inovação que surja no mercado, é rapidamente adquirido por estas corporações, são poucas as que conseguem evitar.
Além destas corporações, existem outros líderes mas sem holding, como Musk (Tesla, SpaceX, X, Neuralink, xAI) e Larry Ellison (Oracle, Paramount, Indian Wells, Skydance Media), entre outros.
O governo americano deveria obrigar a fazer spin-off, mas não, estão a fazer o oposto. Já o governo de Biden o fazia, incentivando a concentração, gerando um conflito de interesses entre o estado e os oligarcas, onde ambos se beneficiam. O estado garante os oligopólios, em alguns casos monopólios, e as empresas prestam favores políticos.
O Biden só conseguiu fazer censura nas redes sociais, porque existe complicidade destas empresas, é muito mais fácil exercer força, quando o mercado é dominado por 3 ou 4 empresas. Se existissem centenas de redes sociais, dificilmente a censura teria tido sucesso, haveriam naturalmente vários desertores. Assim como são poucos, todos concordaram, é uma moeda de troca para manterem o seu monopólio.
https://observador.pt/2025/12/08/paramount-faz-proposta-para-compra-da-warner-bros-num-desafio-ao-acordo-assinado-com-netflix/