As editoras brasileiras, após adotarem uma política de preços elevados para conseguirem suportar os falsos descontos necessários à competição no comércio on-line, agora deram para utilizar o infame papel pólen natural. A Companhia das Letras tem cobrado 100, 120 reais em livros de 300 páginas impressos nesse primo pobre da família pólen soft, bold etc. Hoje descubro que a Ed. 34 também adotou a prática. Muitas outras já tinham feito o mesmo.

Isso me forçará ainda mais a buscar livrarias físicas onde possa verificar o papel do tomo pelo qual pagarei meio tanque de gasolina. Buscar impressões de poucos anos atrás de livros agora reimpressos em papel pior também será necessário.

Hoje mesmo experimentei isso: procurei numa livraria física a impressão de 2011 (pólen soft) de um livro ainda em catálogo que foi há pouco reimpresso em pólen natural.

Sei, por contato pessoal com editores, que o aumento dos preços da Suzano só raramente justifica a preferência pelo pólen natural, ainda mais no caso de editoras grandes que todos os meses imprimem dezenas de milhares de exemplares e assim, com descontos nas gráficas, ganham uma margem generosa de lucro.

É realmente uma sacanagem com o leitor.

Reply to this note

Please Login to reply.

Discussion

Fico preocupado com essa tendência de editoras cada vez mais sem noção(ou sem vergonha) e os sebos morrendo. O livro parece estar voltando a ser artigo de luxo.

Não terá sido a proliferação do livro uma anomalia histórica e agora estaríamos voltando a épocas passadas, com as vias orais e auditivas servindo como principais faculdades para transmissão de conhecimentos, estórias e idéias?

Flusser explica.

Por que isso está acontecendo?