Não ocorre isso por pagamento e influência direta, é algo mais coincidente, psicológico, antropológico e cultural mesmo, existe uma correlação entre fanatismo político e fanatismo esportivo [1]. O fanatismo pelo futebol é só uma manifestação de desordenamentos internos do sujeito, o fanatismo político idem [2]. Quando bem ordenado o sujeito só torce pro time como um aspecto de identidade, tradição e rito social, já sofrer copiosamente a ponto de brigar — sem diversão no brigar, nós homens podemos usar esse recurso para nos divertir em entretenimento mesmo — histericamente ou de fazer loucuras na violência mesmo (agressividade) é sinal claro de desordem interna. Isso é mais comum em homens, a mulher tem outra relação com o futebol e inclusive os homens mais afeminados, sojados mesmo, possuem a mesma relação que as mulheres em média possuem, a gente vê esse perfil em demasia na “futt” — máfia de perfis de futebol nas redes sociais, como canal Peleja, Futeboteco, Futebol É Arte Ousadia Faz Parte, CAZÉ TV, etc — um bando de gordos e magrelos sojados com barbas de minoxidil que consomem futebol igual fresco consumindo vinho, ficam posando de apreciadores de futebol feminino, defendendo Milly Lacombe, gourmetizando o futebol amador de bairro, etc e etc.
Mulher manifesta fanatismo dela em cantoras pop, atrizes e mulheres nas quais ela pode “se ver” [3] [4], seja nos apetites, nas vontades, nos anseios, desejos e afins. A mulher só é muito apegada ao futebol se recebeu isso como influência do pai, de irmãos, avôs e etc.
[1] https://www.scielo.br/j/motriz/a/MM8ZdR7r5Bhhd8kDM9zLDPM/
[2] https://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/view/44408/33353
[4] BUDAG, Fernanda Elouise. Manifestações Identiárias dos Jovens… (p. 446) https://www.espm.br/wp-content/uploads/Comunicacao-e-consumo-nas-culturas-locais-e-global.pdf