Vc não aceita ser controlado pelo estado mas pela religião sim?
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A religião não me faz pagar impostos. O problema da religião atual é a falta de machismo
A religião te obriga a obedecê-la sem poder questionar. É baseada no apelo à autoridade igual ao estado
Realmente, todos os domingos eu sou levado algemado para a missa. Lá dentro, se eu não pago o dízimo, sou mandado direto pra cela da sacristia. E claro, se eu discordo do sermão, o padre manda os guardas me multarem.
Ah, e quando eu tentei sair da Igreja, abandoná-la, um batalhão da Guarda Pontifícia invadiu minha casa, confiscou meus bens e me jogou no cárcere.
Hoje eu tive que retornar ao catolicismo para poder reaver meu direito de ir e vir.
Exemplos históricos da igreja católica se aliando ao estado para benefício próprio:
A relação histórica entre a Igreja Católica e o Estado é longa e multifacetada, envolvendo episódios em que alianças foram formadas para benefícios mútuos ou para a perpetuação de certos interesses. A seguir, apresento mais exemplos com um detalhamento ampliado:
1. A Questão da Investidura e seus desdobramentos
- Além do conflito direto entre o Papado e o Sacro Império Romano-Germânico, a Questão da Investidura demonstrou como a Igreja utilizava a nomeação de bispos e outros cargos eclesiásticos para consolidar a legitimação dos governantes. Ao apoiar determinados candidatos ao episcopado, monarcas podiam reforçar sua autoridade interna e afirmar a influência de seu regime, enquanto a Igreja garantia ao monarca a proteção de uma instituição poderosa e bem estruturada.
- O acordo de Worms (1122), que encerrou formalmente a controvérsia, é um exemplo de compromisso onde as duas partes delimitaram seus poderes, mas também perpetuaram uma relação simbiótica entre autoridade religiosa e política.
2. As Cruzadas e a Consolidação de Poder
- As Cruzadas (séculos XI a XIII) foram mobilizações com objetivos religiosos e políticos. Reis e nobres europeus viam nelas uma oportunidade para expandir seus domínios e consolidar poder, especialmente na Europa feudal, utilizando a retórica religiosa para justificar campanhas militares que, de fato, também significavam expansão territorial e aumento de prestígio.
- A Igreja, por sua vez, consolidou sua posição como autoridade espiritual capaz de unificar diferentes reinos e classes sociais em torno de um ideal comum, o que fortaleceu sua posição interna e internacional.
3. Alianças durante a Reconquista e a formação das Monarquias Nacionais
- Durante a Reconquista, especialmente na Península Ibérica, a Igreja teve papel central na legitimação dos esforços dos reinos cristãos contra os muçulmanos.
- Reis como Fernando e Isabel utilizaram o apoio e a oração da Igreja para consolidar a unificação de territórios e a centralização do poder. A instituição religiosa não só forneceu respaldo espiritual, mas também participou diretamente da administração e educação, contribuindo para a formação de um aparato estatal que unificasse os diversos feudos existentes.
4. A Influência na Colonização e a Relação com os Impérios Coloniais
- Na América Latina, o processo de colonização pelos impérios ibéricos (especialmente Espanha e Portugal) envolveu uma estreita colaboração entre a coroa e a Igreja.
- A Igreja atuou na evangelização dos povos indígenas, o que, para as monarquias, ajudava a legitimar a conquista de territórios sob o argumento da “missão civilizatória”. Ao mesmo tempo, a Igreja obtinha riquezas e terras, além do controle da educação e da moral pública, reforçando sua influência tanto no Velho quanto no Novo Mundo.
- Instituições como as missões jesuíticas exemplificam essa relação: ao fundar colégios, hospitais e estruturas administrativas, os jesuítas contribuíram para a consolidação do poder estatal, enquanto os governantes coloniais garantiam autonomia e privilégios à Igreja em troca do apoio à ordem colonial.
5. Concordatos e Acordos com Estados Modernos
- O Concordato de 1801, celebrado entre Napoleão Bonaparte e o Papa Pio VII, é um exemplo notório de como a Igreja e um regime revolucionário — ou, posteriormente, imperial — podiam se aliar para restaurar a ordem política e social.
- Outros concordatos, assinados ao longo do século XIX e início do século XX (como os acordos firmados com a Itália ou a Alemanha, em diferentes contextos), exemplificam o desejo dos Estados modernos de regular a influência da Igreja na esfera pública, garantindo, por exemplo, o ensino religioso nas escolas ou o reconhecimento legal de certas práticas e instituições eclesiásticas.
- Esses acordos refletem um balanço de interesses: a Igreja obtinha garantias para sua atuação e certas proteções aos seus bens e rituais, enquanto os Estados conquistavam apoio moral e social de uma grande parcela da população, frequentemente indispensável para a estabilidade dos regimes.
6. A Aliança com Regimes Autoritários no Século XX
- Em alguns momentos do século XX, determinadas lideranças políticas buscaram o apoio da Igreja Católica para fortalecer regimes autoritários ou nacionalistas. Por exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra, regimes na Itália, Espanha e até na América Latina estabeleceram relações formais e informais com a Igreja.
- Na Itália, o fascismo de Benito Mussolini, apesar de seus conflitos ideológicos em determinados momentos, procurou a bênção e o endosso da Igreja para estabelecer uma imagem de unidade nacional e continuidade histórica.
- Na Espanha, sob o regime de Francisco Franco, a Igreja desempenhou um papel central na legitimação do governo, contribuindo para a construção de uma identidade nacional fortemente associada ao catolicismo tradicional.
- Essas alianças geraram um intercâmbio simbólico e prático: a Igreja oferecia respaldo moral e legitimidade religiosa ao Estado, enquanto os governos, em contrapartida, garantiam à instituição privilégios legais, reservas orçamentárias e influência no sistema educacional e social.
Cada um desses episódios ilustra que, embora os contextos tenham variado — da Idade Média à era moderna — a Igreja Católica, em busca de autonomia, proteção dos seus bens e perpetuação de sua influência, por vezes aliou-se a Estados e regimes. Essas parcerias frequentemente atenderam a um duplo interesse: a consolidação do poder político e a manutenção da autoridade religiosa, ainda que nem sempre estivessem isentas de tensões e conflitos internos.
Eu só obedeço minha religião após questionar cada parte dela
Pela religião não, mas pela autoridade de Jesus sim, nesse caso, sigo o que está na bíblia, admito e tenho plena consciência que sou um pecador imundo e tudo que existe de bom em mim é porque tenho Cristo, eu não presto pra nada.
Jesus nunca fundou nenhuma religião, quem fundou foi alguns de seus seguidores séculos depois. Os ensinamentos de Jesus eram contra todo tipo de dogma e religião organizada. Essa doutrina de ser "salvo pelos pecados" nem é de Jesus e sim do apóstolo Paulo que sequer conheceu Jesus pessoalmente
Jesus nunca fundou uma religião, isso é verdade.
