TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA

Por que o sacramento da Confirmação administra-se na testa

Neste sacramento o homem recebe o Espírito Santo para fortificar-se na luta espiritual, a fim de confessar varonilmente a fé de Cristo entre os adversários da dita fé. E assim, é convenientemente marcado com o Crisma traçando-se uma cruz na testa.

1º Porque o Crisma se administra, certamente, com o sinal da cruz, pela qual triunfou nosso Rei, como o soldado é marcado com a insígnia de seu capitão, o qual deve ser evidente e manifesta. Entre todas as partes do corpo humano, a testa é a mais visível e, geralmente, nunca é coberta; por isso o confirmado é ungido na testa com o Crisma, para que manifeste com clareza que é cristão, como também os Apóstolos, depois de recebido o Espírito Santo, saíram do cenáculo onde estavam escondidos e se manifestaram a todo o mundo.

2° Porque alguém é impedido de confessar livremente o nome de Cristo por temor e por vergonha. As marcas destes sinais se manifestam sobretudo na testa por duas causas: pela proximidade da imaginação, e porque o movimento dos afetos sobe diretamente do coração à testa; por isso os que se envergonham franzem-na e os que temem empalidecem a tez. Portanto se unge ao cristão com o Crisma na testa para que nem por temor nem por vergonha deixe de confessar o nome de Cristo.

No princípio da fortaleza está o coração, porém o sinal aparece na testa, pelo qual se diz: Vou tornar o teu rosto tão duro como o deles, a tua fronte tão dura como a sua (Ez 3, 8). Por isso o sacramento da Eucaristia, pelo qual o homem é confirmado em si mesmo, pertence ao coração, segundo aquilo: Com o pão fortifique o seu coração (SI 103, 15); porém o sacramento da Confirmação se requer como sinal de fortaleza, com respeito a outros, e, portanto, se ministra na testa.

—S. Th. IIIª, q. 71, a. 9

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