“Perguntei diretamente a eles se são cristãos. Ao responder-me que sim, perguntei-lhes uma segunda e até uma terceira vez, advertindo-lhes que o reconhecimento de algo assim expressaria a morte. Aos que mantiveram sua declaração, ordenei que os executassem. A razão disso foi que não me cabia dúvida de que, qualquer que fosse a natureza do crime que confessavam, certamente este fanatismo e esta obstinação intransigente merecia a morte. Houve outros que, apesar de mostrarem uma irracionalidade semelhante, sendo cidadãos romanos, os incluí nas listas daqueles que devem ser enviados ao julgamento em Roma.”
Plínio, o Jovem (Governador Romano da Bitínia – c. 61~113 d.C.)
Carta a Trajano (Carta 96)
Além disso, recomendo a leitura dos Anais, escrita por Tácito, Vida dos Doze Césares de Suetônio e História Eclesiástica de Eusébio de Cesareia
Uma coisa é você dizer que os números foram inflacionados, outra é dizer que não houve.
Esses autores que citei rebatem a tese da perseguição sistemática, da forma que vocês gostam de dizer que aconteceu. Mesmo depois de tantos séculos de dominância e perseguição a outras crenças vocês ainda se apoiam nesse coitadismo forjado.
Leia as obras dos autores que citei, são acadêmicos e rebatem com dados e registros históricos toda essa tese.
Opa, agora sua argumentação mudou de "é um mito" para "tese de perseguição sistemática, da forma que vocês gostam"
Obrigado e fique com Deus.
É um mito de fundação da igreja e a tese que reforça isso é a de que a perseguição era sistemática.
Ficou mais claro pra você ler agora? Pra usar esse tipo de deixa você tem que ter algo mais sólido como isso:
Da próxima, vem com o refutação dos autores que eu citei que rebatem os autores que você citou. Pra não ficar com papo mole pescando termo espaçado em post pra tentar fazer um espantalho e você poder sair da conversa achando que tem alguma razão.
Mais bonito seria dizer que tem fé que isso é real, sua crença é toda disso. Dados e registros históricos não é o forte de vocês.
"Registos históricos não é o forte"
Isso após eu citar 4 livros com registros históricos primários. Aí fica difícil, meu parceiro.
Além disso, qualquer um que fosse ler sua primeira resposta interpretaria como negação de qualquer perseguição, seja ela sistemática ou não.
Só pra esclarecer:
1. Houveram perseguições aos cristãos
2. Na maior parte do tempo foram perseguições pontuais, não sistemáticas e contínuas
3. Até a Perseguição de Diocleciano, essa sim sistemática e coordenada.
Claro que não é o forte, tô falando da crença não de registro de terceiros e alguns até adulterados posteriormente. Sua base é a Bíblia, o livro mais mentiroso já criado e feito por um povo que tem como mito um deus forte que tomava um pau de todos os outros deuses da região, pra não ficar feio eles colocavam que “não, veja bem, ele nos abandonou porque pegamos, piriri pororo” tem gente aqui que acredita que o Gênesis é uma descrição factual da criação do mundo. É disso que eu tô falando, registro de instituição tem os que a igreja permitiu vocês verem ou os que sobreviveram aos censores e copistas.
Agora que temos acadêmicos que admitem que isso é um mito de fundação vocês podem usar isso de novo “veja como somos perseguidos”, enquanto metade da população mundial é cristã, vocês controlam governos, controlam estados e perseguiram e perseguem quaisquer crenças divergentes. A informação decentralizada é distribuída veio pra acabar com toda e qualquer autoridade imposta, incluindo a crença religiosa vigente.
OK, mas eu não tô falando de Bíblia aqui.
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tem de considerar também que no início, durante o sec 1 e parte do sec 2 DC, o cristianismo não era considerado como uma religião a parte pelos romanos, mas sim como uma "seita" judaica. E havia perseguição sistemática aos judeus desde a destruição do templo e a diáspora. Parte do motivo do cristianismo e dos cristãos formarem uma identidade a parte da judaica era exatamente pra escapar dessa perseguição.
Exatamente. E era uma perseguição religiosa, era o império controlando os rebeldes.
Roma não tinha esse viés ante religioso que os cristãos tem, onde I império chegava ele permitia as práticas religiosas e culturais para evitar rebeliões, eles queriam os impostos assim como é hoje.
na verdade, a perseguição era de cunho estritamente religioso sim. Os romanos tinham uma única imposição religiosa, na época do império: que o imperador fosse considerado como deus, e fosse SUPERIOR aos deuses locais. Isso os judeus se recusavam a fazer, por considerar que Deus era único e ninguém seria superior a ele.
Isso fica claro no édito de Décio.
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Não digo estritamente religioso. Como eu disse ali, não é como se vissem os judeus como hereges, viam como rebeldes que não respeitam Roma e seu controle imperial.
Uma forma de controlar socialmente e politicamente a área conquistada. Os judeus estritamente monoteísta não toleravam essa submissão e por isso os romanos permitiam um pouco que eles tivessem suas festas e realizassem seus cultos. Não durou muito como sabemos.
O que vc não tá entendendo é que pra eles, herege e rebelde são sinônimos. A religião é o estado e o estado é a religião. Não são dissociaveis.
Eu entendo isso. Só quero deixar esses pontos claros pra evitar qualquer anacronismo.
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Os judeus toleravam a dominação política, já haviam passado por isso antes em vários momentos. Foi a dominação religiosa que eles não aceitaram. Mas os romanos não eram capazes de distinguir um do outro.
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Alias, no Cidade Antiga, do Fustel de Coulanges, ele mostra como o Estado e a Religião eram indissociáveis nas sociedades antigas, e em especial na formação do estado romano. Então qualquer perseguição política, era religiosa por natureza e vice versa.
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