A música sofre de inflação. A massificação musical está para música assim como a inflação está para o dinheiro Fiat.

Os libertários não entendem que o bem na música não é o fonograma, mas a composição. Quando a composição não é remunerada corretamente, acontece uma inflação. Qualquer Zé Mané acha que é compositor. De um lado a evolução técnica possibilita que eguinhas pocotós surjam já que os desgraçados que as criam não queimaram um porco neurônio para trazer esses lixos para o mundo. Consequentemente a massificação acontece, e a boa música morre.

Esta é a genesis da nossa era de penúria musical. E por isso canais de covers do YouTube bombam mas só dão dinheiro aos selos que detém os royalties das canções eternas criadas antigamente.

Por isso, vemos plágios descarados de música clássica no pop, porque não há mais compositores. Estamos reimprimdo música. A impressora inflacionaria musical já roda há 30 anos, imprimindo as mesmas notas.

Parabéns a você que não quer pagar 5 reais num CD. Este seria o preço se o mercado não estivesse inflacionado.

Engraçado que estes que defendem o roubo da propriedade intelectual dos compositores, pagam streaming de música. A solução "mercadológica" da indústria, que foi a pá de cal da música contemporânea.

Reply to this note

Please Login to reply.

Discussion

Não seria uma agressão se beneficiar e deixar de remunerar um trabalho, mesmo que intelectual, de um autor que criou algo visando remuneração ou outra contrapartida?

Vejo uns filmes fod@s e penso que seria imoral deixar de remunerar roteiristas, figurinistas, maquiadores, produtor de efeitos especiais, etc, que desempenharam trabalho excelente visando uma remuneração ou participação na venda e exibição do filme.

Interessante esta discussão acerca da aplicabilidade integral da ética libertária.

Até porque quando surgiu o MP3 eu baixei em modem 33k tudo aquilo que eu gostava e não existia ou era proibitivo de comprar no Br.

Por isso que eu digo. É um problema insolúvel. O que me irrita é que os liberanais se recusam a aceitar que temos um problema. É um problema. Não tem jeito. Se liberar geral vira essa porcaria aque é agora. Filme woke, música ruim, banalização e morte cultural. Se fecha, segrega o conhecimento. É um problema de dualidade que precisa ser resolvido por pessoas sérias. Na minha humilde opinião, a solução não passa sem a necessidade de destruir a industria atua e construir algo no lugar. Mas o que seria esse algo?

O compositor e o músico independente sempre ficarão de fora da indústria musical. Acredito que o problema que vc apontou não será solucionado simplesmente porque atinge um número limitado de pessoas. Pessoas geniais que poderiam entrar na indústria para revigorar o catálogo e o gosto musical da população, mas que ficarão de fora por questões de um mercado fechado num oligopolio.

O mercado tende a massificar e tornar tudo homogêneo e isto afeta principalmente atividades criativas.

Boa música sempre será mercado de nicho.

Uns anos atrás fui numa apresentação do André Christovam. Paguei 20 contos e ainda tirei foto com um monstro da guitarra. Muito simpático com o público. Fiquei até chateado dele estar fora do mercado e por pagar algo como dois cafés por uma hora de apresentação.