Se países e investidores estrangeiros reduzirem sua necessidade de acumular reservas em dólar (devido à menor relevância do dólar como moeda global), a demanda global pela moeda americana diminui.

Como muitos países utilizam parte de suas reservas em dólar para comprar títulos do Tesouro dos EUA (um dos ativos mais líquidos e seguros), a queda na demanda por dólares leva a uma redução no número de compradores estrangeiros para esses títulos.

Com menos investidores interessados, os títulos do Tesouro americano tornam-se menos líquidos, o que significa que pode ser mais difícil para o governo vender novos títulos.

Investidores começam a exigir rendimentos (taxas de juros) mais altos para compensar o risco percebido de manter títulos de um país cuja demanda global está caindo e que enfrenta pressão para financiar sua dívida crescente.

Para atrair investidores e garantir financiamento contínuo, o governo precisa oferecer taxas de juros mais altas nos novos títulos emitidos.

Taxas de juros mais altas significam que o governo paga mais em juros sobre os títulos, aumentando significativamente o custo do serviço da dívida.

Como resultado, o governo acumula mais dívida, pois precisa refinanciar a dívida existente e cobrir déficits orçamentários, enquanto lida com custos de juros crescentes.

Solução: Gastar menos para precisar de um financiamento menor? Claro que não! Estados não gastam menos, eles imprimem seu financiamento e o distribui pra população pagar.

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