Fala Davi...entendo que vc não acredita então que os símbolos, embora expressos através de referências materias transcendam a matéria...
Mas vc não concorda que segundo o seu texto temos um certo problema com as definições de vida ou existência? Vc afirma que "algo que não existe, jamais poderia defender a sua existência". Mas então como a pedra defende sua existência se não está viva? Ou se não há uma forma de vida ou consciência para constatar/suportar a existência da pedra? Temos daí um problema com o termo " evoluir". Acho que de certa forma podemos afirmar que o universo se transforma, de algo simples em algo mais complexo, aquela coisa da entropia e tal...Mas evoluir seria outra coisa, pressupõe julgamento/consciência. Pressupõe uso de memória, percepção e intelecto (que é o resultado da comparação entre memória e percepção). Isso nos indica que existe uma natureza material, mas também que existe uma natureza transcendente ao material. O ser humano evolui, é dotado de consciência para tal, o universo material se transforma...e não faz sentido tal consciência ter surgirdo de algo mais simples, sem consciência, senão, como atestamos a existência da pedra? Quando vc supõe a existência de vida depois da morte, concorda que não podemos nos ater a um conceito biológico de vida? Por isso levantei a questão de como diferenciar vida e existência... talvez seja preciso adentrarmos em termos como consciência e transcendência para preencher as lacunas...Tive uma conversa uma vez com um swami vaishnava...ele me disse que dentro da tradição oriental, o conceito de mente abarca 4 outros conceitos... que são percepção, memória, intelecto, e arrankhar (acho que é assim que escreve), que traduzimos como ego. Arrankhar seria a natureza animalesca, do vou me dar bem, eu primeiro, etc, a despeito das próprias condições de sua existência.... daria pra fazer um paralelo talvez com o que vc chama de mal...a tradução como ego é polêmica, provavelmente eu acho, por na tradição ocidental-cristã, não termos uma diferenciação entre ego, mente e alma (posso estar falando bobagem aqui, mas é o que me parece). Enfim, apenas uma curiosidade aqui...
Oi Gabriel. A sentença "algo que não existe, jamais poderia defender a sua existência" está no contexto evolutivo, ou seja, reprodução e independência. As pessoas que não se reproduzem e adquirem sua independência terão seus genes defeituosos eliminados da humanidade, máxima do código geral que impulsiona a evolução, que também podemos chamar de Deus, razão divina ou seleção-natural-divina. Obviamente esse conceito não se aplica a uma pedra que existe sem vida. Percebi que você se apegou bastante na diferenciação entre vida e existência, gostaria que me explicasse mais sobre a importância disso, pois para mim existência é a presença de algo material ou imaterial, ja a vida é o movimento dentro de algo único, simples assim. Com relação a definição de evolução, temos que o universo e Deus também evolui na media que propiciam condições favoráveis à vida. Por exemplo, Deus do antigo testamento se arrependeu do dilúvio e prometeu não fazer isso novamente, isso é evolução. Detalhe: o problema agora é que se a humanidade continuar transviada quem vai acabar com ela é o Diabo. Gabriel, deixa eu te perguntar o que é swami vaishnava, desculpe minha ignorância. Finalmente, lhe convido a partir de agora abolir completamente as palavras “mas”, “porém”, “contudo” e “entretanto” dos seus textos e diálogos.
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