Pessoas ousadas também programaram o Bitcoin, o Nostr e o Linux, outras foram no youtube ensinar sobre libertarianismo e descentralização, como o Fraga, ou mesmo, fora disso, inovaram alguma tecnologia, arte ou ideia...

Portanto, não precisa criar uma indústria ou empresa no Brasil para inovar em diversos setores, o que se precisa mais é aprender e se dedicar em desenvolver uma habilidade ou ideia, principalmente se considerarmos que a internet tá aí para que possamos alcançar coisas fora do Brasil.

Mas mesmo o Brasil está repleto de programadores, engenheiros, designers, escritores, comunicadores e etc, mas quantos usam as habilidades deles para de fato produzir mais liberdade para as pessoas ao invés de só reclamarem?... Esse é o ponto.

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Eu vejo por outro ângulo bem diferente :

Boa parte das pessoas aqui no Brasil que produzem de fato e poderiam dar um passo além e inovar estão vivendo no modo sobrevivência, na base da pirâmide de Maslow. Entendo que principalmente por esses motivos:

Insegurança: altos níveis de homicídios e imprevisibilidade jurídica.

Economia: O desemprego elevado é crônico, e a maior parte da atividade economica é movida e regulada pelo estado.

Estes dois itens da base da pirâmide mencionada prejudicam a liberdade de ir e vir e as dignidade básica do ser humano.

Já a questão de "produzir mais liberdade", bem, como católico, quando ouço isto eu sinto calafrios! No séc XVIII vieram com papo de "Liberté, Égalité, Fraternité" e o que tivemos foi "guillotine, guillotine e guillotine".

Entendo que temos problemas simples e que as soluções são simples e diretas (eu disse simples, e não fáceis), e são essas as que terão resultados. Não se combate crimes de homicídio, p. ex. com tecnologia ou novas habilidades, mas primeiro com a resolução honesta de combatê-los, e em seguida com a tomada e utilização dos meios de ação necessários, vide El Salvador.

Me refiro 'produzir liberdade' como produzir inovação, solução e criatividade.

A maioria das pessoas vivem ou no 'modo espera', no 'modo reclamação' ou 'no modo automático', e elas não movem um ínfimo dedo para mudar o que as desconforta, mudarem a si mesmas ou se mudarem.

Portanto, há uma barreira muito mais mental que concreta, e nem se trata de 'modo sobrevivência', pois todo mundo hoje tem ao menos um celular com que são capazes de usar de diversas formas para progredir de vida. E mesmo na área da segurança, o quanto já não custa barato hoje para ao menos alguns milhões de brasileiros imprimirem armas 3D para se defender?...

Mas preferem ver só as limitações, culpam a tudo e a todos, acreditam que não conseguem fazer nada, e esperam que algum 'herói' (geralmente um político ou corporação) revolucione o mundo por elas.

O caso de El Salvador ainda me soa muito estranho, não parece nada natural, pois o povo lá ainda mal tem essa visão de ter Bitcoin e de como mudar o país, todo o processo foi muito rápido e centralizado.

Sim, isso é verdade. A limitação da imaginação junto com o coitadismo cria uma espécie de trava nos olhos das pessoas.

El Salvador com certeza tem algum projeto, talvez com financiamento externo e com objetivos não tão nobres, nós não sabemos. Mas de qualquer forma, é bom para lembrarmos que os meios eficientes de combate aos principais crimes são antigos e estabelecidos, e que as vezes tendemos a complicar algo que é tornado falsamente complexo pela política moderna.