Toda interação social tem um certo nível de recompensa artificial (artificial no sentido de não trazer um benefício objetivo). Quer ver? Uma jogatina de Baralho ou Uno com os amigos, sem aposta. É algo recreativo. Não há uma recompensa real naquilo a não ser a interação social per se. A maneira que nos arrumamos para encontros sociais, quando recebemos elogios (tá cheiroso, arrumado), é gratificante e uma recompensa, que pode se dizer que é artificial também. Mesmo que seja analógica. A diferença desses estímulos para estímulos de redes sociais, é apenas que o segundo é virtual. Mas continua sendo uma validação social. Mesmo que seja da sua bolha. Da mesma maneira que vicia-se em jogar COD, vicia-se em jogar baralho, bingo ou dominó com os amigos. E o problema é o mesmo, o exagero, o vício. É possível se viciar em qualquer coisa, e vício sempre é prejudicial. Seja analógico ou digital.

Agora convenhamos, jogar com seus amigos têm benefícios claros, quando não se é um vício. Mais networking, uma melhor conexão com os amigos, etc. Da mesma forma também há vantagens em ter engajamento nas redes sociais. Além da validação, isso pode ser bem recompensador financeiramente e aumenta muito a sua rede de contatos e de confiança (gancho para a PLS talvez?). Ambos os meios sociais (analógico e digital) são proveitosos quando não há vício. Acho que no caso não cabe culpar a ferramenta em si, mas justamente a fraqueza mental humana quanto às ferramentas.

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Discussion

Eu entendo isso. Mas o que quis expor é que tem coisas que são feitas para serem viciosas, são estudadas e aperfeiçoadas para serem.

É aí onde está o meu ponto de crítica. As redes sociais centralizadas são pensadas para prender o usuários, fazer eles se viciarem na plataforma e criar bolhas internas com base em assuntos superficiais que quase sempre geram engajamento. E isso, mesmo sem os famosos algorítimos.

A própria interface das redes sociais leva elas a serem usadas como um amontoado contínuo de interações que nunca para. Assuntos levam a outros e a maioria não se desenvolve. E não é como um jogo de uno ou dominó, em que a experiência é pontual, tem começo e fim definido. É como uma roleta sendo girada (feed), uma expectativa de recompensa (resposta/ganho financeiro) e não tem um fim (objetivo concreto).

Eu não saberia dizer exatamente como corrigir isso, mas sei que há algo de errado na formatação atual da maioria dos clients, senão todos.

Acredito que o ganho financeiro em #bitcoin é mais alinhado com o que as pessoas querem do que em FIAT. Então acho recomendável focar mais em ganho financeiro em #bitcoin do que em FIAT.

Quando as pessoas gastam #bitcoin, geralmente gastam com mais consciência. Porque o poder de compra do bitcoin tende a aumentar no longo prazo.

Mas quando as pessoas gastam FIAT, geralmente gastam com menos consciência. Porque o poder de compra de moedas FIAT tende a diminuir no longo prazo.

Não estou criticando o Bitcoin, nem ao protocolo Nostr, estou falando do formato dos clients.

Estou aqui bem no início do Nostr e também estou ciente de tudo o que você disse, defendo o Bitcoin mesmo antes do Nostr aparecer.

Eu tinha entendido que você estava criticando a expectativa de ganhos financeiros (principalmente em FIAT). Obrigado por esclarecer.