Escrever aumenta a minha potência de Ser no mundo. A escrita é mar onde posso desaguar os monstros e ainda sim estar arrebatado por uma luminosa visão do amanhã. Eu vivo através das palavras, eis a minha linha de fuga, a minha busca de compositor e o meu encontro comovente comigo mesmo.
As minhas sombras são sagradas, mas tão sagradas que atingem as raias da auto-extinção, perigosamente poderosas, titânicas e guturais. Ferinas. Escrevo como quem as lança no vazio de um abismo estrelado; então minha alma volta a respirar largamente, abrimos uma fenda.