É um livro ótimo, explica muita coisa! E inclusive há um capítulo em que ele parece estar narrando a política brasileira contemporânea.
PÓS-DEMOCRACIA E SOCIEDADE LIBERTÁRIA
Considerando a virtude da democracia como um método político de maximização da justiça, isto é, da consideração e satisfação do maior número possível de pessoas, podemos através dessa ótica perceber a falha inerente da própria democracia, que pode descambar para a tirania da maioria ou, não menos pior, a tirania demagógica através da compra tácita e subentendida de votos via assistencialismo para as massas. Portanto, e isto muitos filósofos já apontaram, a democracia é em si uma forma de caminho para decadência, e mais ainda a democracia representativa massificada. Dito isto, a civilização Ocidental pode e deve evoluir para uma forma superior de organização política e social, um estágio pós-democrático, isto é, de superação da atual ordem, o que também requer a superação do próprio Estado: a saber, a sociedade libertária. Neste modelo, impera a tirania do indivíduo em contextos de livre competição e livre iniciativa, nos quais o eleitor-cliente poderá contratar os governos de sua escolha, isto é, os hubs de gestão coletiva que apresentarem as melhores soluções pelos menores preços, e esse contrato voluntário em nada será semelhante aos impostos involuntários que pagamos atualmente, pois sua essência será outra. As pessoas em uma sociedade libertária poderão se organizar em famílias livres, aglomerados de famílias ou comunidades, clãs, contratarem governos privados e agências de coerção, tribunais privados consentidos por todas as partes envolvidas numa questão legal, além de realizarem trocas econômicas de serviços, bens de consumo e capital em um livre mercado ampliado (e regulado apenas pelas poucas e enxutas leis derivadas da ética jusnaturalista autoevidente).
Alguém poderia argumentar: mas quem cuidará dos mais pobres e necessitados? Verdade seja dita, o maior causador de pobreza e estagnação econômica é o próprio Estado, com suas barreiras regulatórias e burocráticas, impostos excessivos, favoritismo monopolista dos “amigos do rei” e perseguição policial dos empreendedores irregulares; veja o exemplo do urbanismo em Tóquio, no qual a regulação é muito menor em comparação a outras capitais mundiais, estimulando a construção em ritmo acelerado de novas moradias em situações onde apenas a criatividade empreendedora é capaz de enxergar potencial e propor soluções técnicas acessíveis. Por causa desse panorama de alta produtividade construtiva e baixa regulação, as moradias em Tóquio são notavelmente mais acessíveis que em qualquer outra grande metrópole global! E não estamos falando de uma cidadezinha esquecida no mundo, mas sim da maior cidade mundial em termos populacionais. Portanto, quando o Estado diz proteger os pobres, devemos ter a perspicácia de perceber que talvez o Estado deseje manter uma substancial massa de pessoas dependentes e economicamente fracas, para justificar seu intervencionismo e os excessivos poderes estatais em nome do “bem-estar social”... Ah, se os pobres soubessem como poderiam enriquecer em uma sociedade libertária!
Leiam "A Ética da Liberdade", de Rothbard, e saibam que não há nada novo sob o sol. Realmente, é tudo vaidade estatal e tirania.
Toda vez que alguém me fizer passar raiva, eu vou aportar. Quanto mais raiva, maior o aporte!
O comunismo soa da seguinte forma: ao constatar uma dor de cabeça, receitam a amputação do encéfalo. Ou seja, há uma perspicácia na constatação das condições materiais determinantes da vida humana, mas a proposta de solução dos dilemas é catastrófica.
A ESQUERDA ESTÁ CERTA...
No que concerne ao sintoma, a esquerda está certa. Há uma dor, uma anomalia, um desvio, uma separação e uma despotencialização sistemática do homem. Mas essa mesma esquerda erra na amplitude do diagnóstico, e receita como tratamento um veneno mortal, que eles chamam de remédio e cujas dores produzidas são encaradas apenas como efeitos colaterais; tudo em nome da revolução e do ideal. Assim, matam o paciente sob o pretexto de curá-lo. De fato, a esquerda está certa, mortos não sentem dor.
CONSELHO TAOÍSTA AO HOLDER
"Aja sem agir. Realize sem esforço. Saboreie o que não tem sabor. Considere o pequeno como grande, e o pouco como muito. Recompense a injúria com bondade. Planeje o difícil onde ainda é fácil; faça o grande onde ainda é pequeno." Capítulo 63 do Tao Te Ching.
Na data em que transcrevo estas palavras, um satoshi está cotado em aproximadamente R$0,006.
Eis o conselho.
A TEORIA DA MÁFIA MULTIFORME
O primeiro assalto e a iniciação de violência primordial deve ter acontecido no tempo paleolítico, no conflito entre tribos inimigas que cruzavam o caminho umas da outras e, lutando pelos parcos recursos disponíveis e pela rara oportunidade de continuidade da linhagem através da captura de mulheres da tribo rival, estavam dispostos até às últimas consequências, vida ou morte; nesse caso, trata-se da entidade “máfia-tribo”, um contexto no qual cada tribo desconhecida era potencialmente um aglomerado de guerreiros hostis, nômades e assassinos.
O segundo assalto se deu na consolidação do período neolítico, quando esses mesmos caçadores-coletores se aproximaram dos ajuntamentos agrícolas matriarcais oferecendo proteção contra outras tribos e animais selvagens, mas logo se transformaram nos tiranos e senhores das terras através da imposição pela força bruta, coerção física, ameaça e vias de fato, então estava inaugurada a “máfia protetora”, ainda bastante presente na atualidade em contextos de favelização. Na verdade, a máfia protetora foi o embrião lógico do próprio Estado, que cresceu a partir dessa unidade econômica de simbiose parasitária (agricultura e armas), portanto podemos dizer que os Estados modernos são um caso de supercrescimento desse embrião, perpassando vários estágios ao longo da História; a sua diferenciação se daria mais pelo alto nível de complexidade estrutural da nova unidade econômica, mais pujante e mais poderosa.
Entretanto, com o crescimento dessas unidades econômicas de máfia protetora autocentrada, surgiram resistências internas e máfias localizadas em trechos de território dentro do próprio Estado, os chamados territórios do crime e do Estado paralelo. Muitas vezes, o Estado paralelo e o Estado oficial estão em profunda e subterrânea harmonia; outras vezes, antagonizam-se. Geralmente, movimentos violentos de resistência por guerrilha e guerra assimétrica acontecem pela antagonização entre as máfias supracitadas, mas neste caso a máfia menor também pode se comportar como uma máfia rizomática, descentralizada, ainda subterrânea, agindo de maneira coordenada ideologicamente em um esforço de violência e guerra interminável, como é o caso dos grupos terroristas e narcotraficantes.
Em todo caso, são diferentes formatos de entidades violadoras e mafiosas que, desde sempre, realizam a iniciação de violência, guerras, assassinato de inocentes, genocídios, violação de direitos humanos jusnaturais, roubo, expoliação, expropriação e toda sorte de tragédias. Apenas uma humanidade cujos recursos mais valiosos e escassos são inconfiscáveis, pode se livrar dessa longa Era de trevas e sangue; neste momento, a violência se tornará potencialmente nula ou uma operação altamente custosa e arriscada. Ao que tudo indica, o advento da riqueza inconfiscável poderá significar o início do fim das máfias em todas as suas formas e máscaras, inclusive a máscara de Leviatã.
A POLÍTICA COTIDIANA E SUAS INTRIGAS
A cena política das rivalidades e conflitos cotidianos é total e completamente desinteressante a um pensador de alta envergadura; todo esse escarcéu não passa de uma briga inglória de macacos bêbados e lobotomizados, todos fadados ao escárnio! Nenhum político, burocrata, alto funcionário ou militar é digno da nossa energia atencional. São todos parasitas em um teatro tragicômico de covardia, codependência e corrupção; devem ser extirpados não apenas de sua condição material, mas também do espírito e do pensamento dos homens. Ao filósofo e pensador, interessa apenas a grande política que se faz em arcos históricos de dois ou três séculos, ou seus momentos de maior impacto e convergência, isto é, a história das ideias e suas consequências.
Escrever aumenta a minha potência de Ser no mundo. A escrita é mar onde posso desaguar os monstros e ainda sim estar arrebatado por uma luminosa visão do amanhã. Eu vivo através das palavras, eis a minha linha de fuga, a minha busca de compositor e o meu encontro comovente comigo mesmo.
As minhas sombras são sagradas, mas tão sagradas que atingem as raias da auto-extinção, perigosamente poderosas, titânicas e guturais. Ferinas. Escrevo como quem as lança no vazio de um abismo estrelado; então minha alma volta a respirar largamente, abrimos uma fenda.
O ressentimento destrói as estruturas morais de um homem e corrói o seu espírito, é um veneno sombrio e potencialmente letal. Todos estamos sujeitos a uma recaída de ressentimento, feridos e frustrados na jornada da vida, aventureiros com nossas alegrias e tristezas; cabe ao desperto perceber-se tragado na espiral de pensamentos disfuncionais, remoendo sentidos paranóicos em cada detalhe, e encontrar uma rota de fuga. São muitas as rotas de fuga e devem ser variadas: uma caminhada ao ar livre, exercícios físicos, leitura, meditação, conversa com os amigos, trabalho voluntário, espiritualidade, criação artística, enfim tudo que o liberte de sua própria obsessão egóica e simultaneamente aumente a sua potência de Ser no mundo. Fugir para perto de si, longe do sussurro do Diabo.
ORDENAMENTO LEGAL ENXUTO E EFETIVO
A Lei antecede a jurisprudência e se constitui na fonte primária do Direito. Entretanto, a Ética antecede a Lei, e consiste na fonte primária da Justiça. Quando digo “Ética” com E maiúsculo, refiro-me à sua elaboração mais perfeita e universal, perene, o jusnaturalismo autoevidente baseado na autopropriedade e na propriedade privada. Portanto, todas as leis devem se basear no respeito absoluto à ordem da propriedade privada, o único balizador ético viável em uma sociedade de indivíduos autônomos realizando trocas e usos de recursos escassos; dito isto, precisamos de poucas e boas leis aplicadas com efetividade. Está escrito de maneira poética no capítulo 57 do Tao Te Ching:
“Governe o estado com retidão, combata o inimigo com estratégia, mas conquiste o mundo pela não-ação. (...) Quanto mais proibições e restrições, mais pobres as pessoas se tornam. (...) Quanto mais leis e decretos, mais ladrões e bandidos surgem. Portanto, o Homem Sagrado diz: Eu pratico a não-ação, e as pessoas se transformam por si mesmas. Eu amo a quietude, e as pessoas se tornam justas por si mesmas. Eu não interfiro, e as pessoas enriquecem por si mesmas.”
Esse é um belíssimo trecho sobre a governança através da não-ação (wu wei) e pelo mínimo de interferência. O capítulo 58 continua:
“Quando o governo é passivo e suave, as pessoas são honestas e justas. Quando o governo é rigoroso e severo, as pessoas são astutas e desonestas.”
A milenar sabedoria taoísta, tão profunda em seus detalhes e minúcias, nos ensina algo que os liberais e libertários só vieram a aprender muito recentemente na História da civilização: a não-interferência estatal e a liberdade civil e econômica como suficientes para uma sociedade próspera, autorregulada em seus próprios termos e acordos voluntários. Via de regra, os grandes monopólios e oligopólios de mercado e indústria, que podem distorcer os estímulos de mercado, surgem exatamente por causa da interferência, favoritismo e apadrinhamento estatal, e então o Leviatã se arroga no dever de corrigir as distorções que vem insidiosamente causando, eis sua hipocrisia e cinismo.
Entretanto, além da intervenção na economia, o Estado contemporâneo também realiza uma forte ofensiva no campo da subjetividade humana, com leis excessivas e confusas não baseadas no princípio jusnaturalista, e interpretações e jurisprudências ainda mais confusas e contraditórias, causando insegurança jurídica; essa situação coloca o cidadão comum em uma armadilha, transformando-o em um criminoso em potencial por atos tais quais palavras, expressões corporais e faciais, gestos, afetos e inclinações ideológicas, todas questões de foro íntimo e sob o domínio absoluta da autopropriedade desses indivíduos sobre si mesmos, jamais sob a regulação estatal. Ora, quando o Estado legisla o pensamento, as palavras e micro-atitudes das pessoas comuns em suas esferas privadas, está-se efetivamente instaurando um regime de servidão dos cidadãos para com o Leviatã, uma violação ética fundamental, portanto estas leis devem ser desobedecidas porque são leis anti-éticas, ferem a autopropriedade e a liberdade de expressão das pessoas.
O Estado não é o porta-voz da ética. A Matemática o é. Podemos derivar a ética jusnaturalista a partir da Matemática e da lógica a priori, isto equivale à Ética argumentativa, conforme Hans-Hermann Hoppe provou brilhantemente em seu livro “A Economia e a Ética da Propriedade Privada”. Isto significa que podemos, como seres racionais e livres, submeter qualquer Lei ao escrutínio de uma rigorosa análise lógica e, ainda exercendo nossa liberdade e a desobediência civil legítima e eticamente validada, também podemos desobedecer as leis que se revelarem inconsistentes com o fundamento ético argumentativo jusnaturalista, porque neste caso trata-se de um decreto vazio de valor emitido por um violador sistemático de direitos fundamentais, o Estado. É o que qualquer pessoa decente e pensante faria, por exemplo, ao desobedecer as leis de escravidão do século XVII; mais que isso, os escravos que fugiram de seus violadores exerceram um legítimo ato ético de busca pela liberdade individual e desobediência legítima em relação a leis injustas e baseadas em ideologias morais inconsistentes e extremamente falhas.
Considerando o rigor do fundamento ético argumentativo jusnaturalista, a incompatibilidade entre diferentes ideologias morais (por exemplo, cristianismo versus comunismo, ambas ideologias morais repletas de falhas intrínsecas e particularidades que só podem ser plenamente exercidas na esfera privada e no foro íntimo de cada um), resulta-se em um ordenamento legal enxuto, de mínima interferência, que pode ser inclusive redigido e exercido com plena efetividade pela própria sociedade civil através de coerção, contratos voluntários, uso distribuído da força e tribunais privados. Esse ordenamento legal enxuto jamais deverá avançar sobre questões como liberdade de expressão, subjetividade e valores alheios, pensamentos, palavras e gestos que não constituam violação da propriedade ou iniciação de violência, portanto não há que se falar em regulação de redes, controle de capitais, crime de ódio, tudo é isso é apenas uma grande teia de aranha feita para aprisionar as pessoas. O Estado é um usurpador e um violador sistemático indigno e incapaz de sustentar qualquer valor ético; estarmos sob o domínio dessas organizações mafiosas é realmente lamentável, a humanidade portanto ainda está mergulhada em uma Era de trevas e opressão.
REDE ZERO
Em um futuro incerto, a humanidade criará um paradigma de rede zero, no qual os nós e pontos de uma rede descentralizada e assimétrica estarão a uma distância zero de todos os outros nós, permitindo a comunicação e as trocas instantâneas em quaisquer pontos do Universo, inclusive entre diferentes planetas. Quando a rede zero for inaugurado, qualquer latência ou processo de análise será apenas fruto da computação inerente de cada nó, que poderá decidir quando transmitir a informação; mas a rede em si será instantânea.
A rede zero é um sonho tecnológico com implicações extraordinárias; neste futuro, o Bitcoin poderá ser operado em uma rede zero ou quase-zero (latência e distância artificialmente impostas por questões técnicas).
Acredito em um estado de coisas pós-democrático, a se dar no Ocidente, baseado na tirania do indivíduo e no livre mercado de ideias e soluções, um livre mercado de hubs de gestão coletiva. A sociedade de leis privadas e o paradigma do eleitor-cliente, sob contratos voluntários.
Não devemos mudar o sistema vigente; devemos criar um novo sistema, melhor e mais poderoso. E já fizemos isso! Vamos concentrar nossa energia na construção do novo! Novas camadas, novas soluções e todo o dinamismo do puro livre mercado de ideias e tecnologias.
Os ratos são os cleptocratas, políticos e burocratas. Eles vão morrer por asfixia financeira.
Muito obrigado pela indicação! 😃
Sim, estou lendo pela segunda vez, desta vez com bastante calma e refletindo profundamente cada capítulo. É uma leitura para ser feita com calma, são como as águas de um lago tranquilo de contemplação, um momento de ócio intelectual e elevação do espírito. Aliada a leitura, estão as práticas para uma vida pacífica em fluxo com o todo.
Sim, também sou autodidata. Estou lendo o Tao Te Ching, interesso-me pelo taoísmo filosófico.
Eu sou Esquizo-Libertário Taoísta e escrevo sobre a minha posição filosófica aqui no NOSTR, de maneira anônima e incensurável, com tranquilidade e constância. Sinta-se a vontade para acompanhar meus escritos, me questionar, compartilhar minhas ideias e até mesmo me contradizer. Todos são livres para pensar.
O TAOÍSMO E O BITCOIN
TAO é o princípio inominável, o caminho fractal e descentralizado que se irradia por toda a existência em múltiplas versões. A sua disposição é invencível, a sua atuação é imparável, a sua resiliência é indestrutível, e o seu fluir é suave como os rios e vasos de sangue seiva que irrigam e hidratam os seres viventes, como as correntes de vento e as correntes das águas oceânicas, tudo girando e orbitando os braços leitosos da nossa galáxia, uma entre centenas de milhares de milhares de galáxias na senda dos grandes aglomerados cósmicos. O TAO está em toda parte, e segui-lo é algo tranquilo e benéfico, faz parte da nossa natureza fundamental.
A humanidade finalmente conseguiu encontrar uma forma de reserva de valor e moeda de troca que funciona como o TAO, descentralizada, irradiando para todas as partes como os galhos de uma árvore sem contornos, com raízes em todos os continentes e frutos abundantes a todos que nela buscam sombra e refúgio.
O TAO E O MERCADO
A economia de livre mercado, com seu sistema de preços emergentes capazes de sinalizar a melhor alocação de recursos possíveis, soa aos meus ouvidos como o Tao, o princípio, que tudo realiza naturalmente, sem necessidade de se impor pela força. Não há decretos, iniciação de violência ou violação de propriedade privada; pelo contrário, o livre mercado floresce em um ambiente com atores pacíficos em trocas voluntárias. Quando observamos distorções, oligopólios, inflação e escassez de insumos e produtos, geralmente se deve à intervenção do Estado com sua mão forte, querendo empreender mudanças dos interesses de uma elite política e burocrática através da força, de um esforço excessivo e insustentável.
Sim, para fins práticos, o tempo de vida é escasso .
O DILEMA DA ESCASSEZ EM UM FUTURO DE ABUNDÂNCIA - VISÃO DE LONGUÍSSIMO PRAZO
1. ESCASSEZ OBSOLETA
Em uma Era de extrema produtividade, avanço tecnológico e abundância, a escassez será potencialmente eliminada do nosso cotidiano. Isso já acontece em termos de escassez de conteúdo e informação não secreta: há tantos vídeos, filmes, livros, revistas, artigos e imagens disponíveis na Internet, gratuitamente ou a custo quase-zero, que se uma pessoa dedicasse toda a sua existência para consumir esse conteúdo, ela certamente morreria aos 100 anos sem jamais ultrapassar um pequeno porcentual da ilimitada montanha de informações digitais ao seu alcance, considerando também que essa montanha continuaria aumentando exponencialmente em seu próprio tempo de vida. A escassez de conteúdo já está obsoleta!
O mesmo deverá acontecer com a escassez energética e material quando a fusão nuclear for viabilizada em escala comercial; os efeitos em escala industrial, processamento maquínico, gestão, logística, produção agrícola etc serão disruptivos!! Considerando a sinergia da fusão nuclear com as tecnologias da Revolução Industrial 4.0, tais como a Impressora 3D, e tecnologias ainda mais avançadas que ainda surgirão, os cenários são ilimitados. Por exemplo, uma impressora 3D bioquímica poderá ser instalada na sua cozinha e imprimir alimentos frescos e saudáveis, previamente programados (programação de alimentos), e ela não será maior que um micro-ondas moderno, então seu apito sinalizará: "O filé mignon com purê está pronto e aquecido! Deseja uma taça de vinho seco envelhecido?"
2. BITCOIN E TEMPO BITCOINIZADO
O único ativo realmente escasso neste cenário será o Bitcoin, pois até mesmo o ouro deixará de ser escasso com o advento da mineração espacial, a melhoria da mineração submarina e avanços na física de partículas que farão inveja a qualquer delírio alquimista! Na verdade, existirão apenas dois grandes ativos escassos: o Tempo e o Bitcoin. Mas a blockchain poderá registrar ambos os ativos, como um relógio medindo a mineração dos blocos e as transações, e uma balança altamente precisa medindo toda quantidade de Bitcoin em circulação e os fluxos de pagamentos. Neste cenário, o tempo poderá ser bitcoiniziado, permitindo a sincronia entre diferentes tempos orbitais ao longo de todo o Sistema Solar. Caso sejamos capazes de inventar uma Internet espacial baseada no conceito de rede zero, isto é, distância zero entre os diferentes nós de uma rede descentralizada, seja através de entrelaçamento quântico ou buracos de minhoca transportadores de sinais, então o Bitcoin poderá se transformar em uma rede interplanetária e até mesmo intergaláctica, com nós maquínicos autônomos monetizando energia nos lugares mais remotos, inesperados e escondidos do Universo conhecido. Uma escala de tempo dessa magnitude, capaz de sincronizar até mesmo diferentes sistemas estelares, será possível através do uso da blockchain do próprio Bitcoin.
3. TEMPO E EXPERIÊNCIA DE VIDA
Em uma Era de abundância e produtividade sem fim, a experiência será extremamente valorada, pois estará atrelada à escassez do tempo de vida e do tempo atencional. Se eu posso ler infinitos livros, porque escolheria ler um conto ou romance deste ou daquele autor? Pura e simplesmente, porque optei por uma experiência específica em detrimento de outras inúmeras possíveis, e isso será um acontecimento dado em um setor indelével da flecha temporal, então haverá imenso valor intrínseco à sua própria constituição altamente complexa enquanto realidade realizada. Da mesma maneira, se uma I.A pode escrever mil livros em um intervalo de tempo humanamente impossível, porque eu escolheria eu mesmo escrever um livro dedicando meu próprio esforço cognitivo, energia, recursos e tempo de vida? Ora, pela experiência e realização intelectual dessa tarefa propriamente dita! Então, vamos seguir escrevendo, lendo, pintando, fotografando, atuando, dançando, tocando e cantando, não por questões de produtividade (robôs poderão fazê-lo mais e melhor em alguns anos), mas pelo valor da experiência inerente de se realizar tais atividades como nossos próprios corpos e nossos próprios pensamentos.
Considerando um mundo de tempo bitcoiniziado, essas experiências e suas durações poderão ser registradas na blockchain, concomitante ao registro das minerações e transações de satoshis.
4. BITCOIN PÓS-IMORTALIDADE E A ESCASSEZ ABSOLUTA
Em última análise, considerando um futuro talvez distante (daqui um ou dois séculos?), quando do surgimento do Homo cibernéticus através da fusão homem-máquina, poderemos viver indefinidamente realizando backups das nossas consciências e manutenção periódica intracelular dos nossos corpos (acredito que o vírus é a chave para um medicina capaz de reverter doenças, infecções e processos de envelhecimento, ao agirem em nível genético em nosso organismo e nos organismos hospedeiros da nossa flora e constituição corporal), neste caso também poderemos viver inúmeras experiências simultaneamente, abrindo ao mesmo tempo várias "telas de consciência" em nosso software mental. Neste tempo vindouro, as nossas mentes poderão se conectar de modo telepático através da InterMind ou Brain-Net, uma internet quântica psíquica que também poderá operar em um modelo de rede-zero ou rede quase-zero. Considerando este cenário altamente futurista, no qual impressoras de luz poderão gerar qualquer objeto ou item que desejarmos com um mero pensamento, e no qual o tempo será desfibrado em várias linhas concorrentes e intermináveis, apenas o Bitcoin restará em pé como o último ativo escasso da humanidade, mas então já terá ganho um valor imensurável, e cada satoshi deverá ter sido subdividido em milhões ou bilhões de partes menores, e talvez seu uso será algo radicalmente diferente do que concebemos hoje como moeda de troca; será uma reserva de valor pós-capitalista.
Leia Rothbard. Ele explica como uma estrutura de base feudal na América Latina impediu o florescimento do capitalismo puro de livre mercado e fomentou o surgimento de caudilhos bolivarianos através do ressentimento popular. Até um pensador libertário reconhece razões sistêmicas.
A ausência de coerência ética (que é um axioma lógico universal, vide Rothbard) revela fraqueza de caráter e pode atingir não apenas uma pessoa, mas toda uma nação e todo um povo, e seus efeitos são aniquiladores em larga escala e no longo prazo, uma decadência sistêmica.
A EXPONENCIAL INFINITA DO BITCOIN
A fusão nuclear fará com a produção material o que a I.A fez com a produção imagética e audiovisual. Em pouco tempo, atravessaremos um limiar de magnitude na curva exponencial da trajetória humana, algo difícil de conceber levianamente.
A única coisa realmente escassa em um universo de abundância será o Bitcoin, portanto seu valor continuará aumentando exponencialmente em uma curva J, acompanhando o brutal aumento de produtividade da civilização.
A ausência de coerência ética (que é um axioma lógico universal, vide Rothbard) revela fraqueza de caráter e pode atingir não apenas uma pessoa, mas toda uma nação e todo um povo, e seus efeitos são aniquiladores em larga escala e no longo prazo, uma decadência sistêmica.
Bitcoin para o Povo: A Nova Moeda da Emancipação Latino-Americana
Em um continente marcado por ciclos de crise econômica, corrupção institucional, inflação crônica e instabilidade cambial, a América Latina clama por liberdade – não apenas política, mas financeira. Dos Andes ao sertão nordestino, milhões de latino-americanos lutam diariamente para sobreviver sob sistemas monetários frágeis, dominados por elites que manipulam a moeda como arma de poder.
Mas uma semente de resistência silenciosa começa a brotar nas mãos de jovens, pequenos comerciantes, trabalhadores autônomos e comunidades periféricas: o uso popular do Bitcoin como moeda de troca.
Mais do que uma tecnologia ou uma reserva de valor, o Bitcoin representa um instrumento de emancipação real, que pode devolver ao povo aquilo que há muito lhe foi tirado: controle sobre seu próprio dinheiro.
1. Dinheiro sem governo: liberdade nas mãos do povo
Na América Latina, não é raro ver famílias perderem tudo da noite para o dia por causa de uma desvalorização abrupta da moeda, de uma nova política monetária autoritária ou de uma crise bancária repentina. O peso argentino, o bolívar venezuelano e até o real brasileiro já foram vítimas desse ciclo.
O Bitcoin quebra esse padrão. Ele não pertence a nenhum país, não responde a políticos, e não pode ser inflacionado por decreto. É um dinheiro neutro, transparente e matemático. Seu código não muda ao sabor de interesses. Isso significa que qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode usá-lo como proteção contra a instabilidade estatal.
E mais importante: pode usá-lo para vender, comprar, negociar e sobreviver.
2. Economia informal, agora livre e digital
Na América Latina, boa parte da economia é informal: camelôs, entregadores, prestadores de serviço, vendedores de rua. Essas pessoas, frequentemente excluídas do sistema bancário tradicional, pagam caro por transações, sofrem com burocracia e estão vulneráveis à fiscalização abusiva.
O Bitcoin permite que qualquer pessoa se torne sua própria instituição financeira. Basta um celular simples para criar uma carteira digital e começar a aceitar pagamentos diretamente, sem taxas abusivas, sem intermediários, sem burocracia.
Imagine um artesão no interior da Bolívia vendendo seus produtos para clientes do Chile, Argentina e México sem depender de bancos ou taxas de câmbio instáveis. Ou uma diarista brasileira recebendo parte de seu pagamento em Bitcoin e evitando a corrosão da inflação. Essa é a nova fronteira da inclusão financeira.
3. Remessas mais justas e sem exploração
Milhões de latino-americanos vivem no exterior e enviam dinheiro de volta para suas famílias. Hoje, boa parte dessas remessas passa por serviços como Western Union ou MoneyGram, que cobram taxas exorbitantes e demoram dias para entregar valores.
Com Bitcoin, as remessas se tornam instantâneas, baratas e diretas. O irmão que trabalha na Espanha pode enviar fundos para sua mãe no Peru em minutos, sem depender de intermediários, pagando centavos de taxa. Isso representa mais comida na mesa, mais dignidade e menos exploração.
4. Educação e soberania comunitária
Ao aprender a usar Bitcoin, comunidades empobrecidas também aprendem sobre segurança digital, autonomia econômica e redes descentralizadas. Isso fortalece a cidadania e rompe com a lógica de submissão às estruturas de poder. Ensinar Bitcoin nas escolas públicas, em projetos sociais e movimentos populares é plantar sementes de soberania popular.
5. Bitcoin como símbolo de resistência
Assim como os povos latino-americanos resistiram à colonização, aos golpes militares e à exploração externa, o Bitcoin pode ser um novo capítulo dessa luta: uma ferramenta pacífica, mas poderosa, de descolonização monetária.
Cada vez que um vendedor aceita Bitcoin em vez de moeda local, está dizendo: “não aceito mais o roubo silencioso da inflação”. Cada vez que uma família poupa em satoshis, ela está rompendo com o ciclo da miséria. Cada vez que alguém ensina outra pessoa a usar uma carteira digital, está passando adiante uma faísca de liberdade.
Conclusão: o dinheiro do povo, nas mãos do povo
O uso popular do Bitcoin não é sobre especulação ou tecnologia de ponta. É sobre justiça, dignidade e liberdade real. Não se trata de esperar por reformas governamentais que nunca vêm. Trata-se de agir agora, com as ferramentas disponíveis, para construir uma nova economia – feita por nós e para nós.
Na nova era digital, os povos da América Latina não precisam mais pedir permissão para prosperar. Com o Bitcoin, podem criar seus próprios caminhos de emancipação – blocos por bloco, satoshi por satoshi, transação por transação.
"O CriptoVírus do Século: Como o Bitcoin Pode Infectar e Derrubar Ditaduras Chavistas"
As ditaduras da América Latina, especialmente aquelas de inspiração chavista como as da Venezuela e de Cuba, sustentam-se sobre três pilares fundamentais: controle da moeda, censura da informação e monopólio das instituições financeiras. Durante décadas, esses regimes vêm utilizando a manipulação cambial, a hiperinflação e o bloqueio de capitais como ferramentas de dominação econômica e social. No entanto, uma tecnologia emergente, descentralizada e incensurável pode estar lentamente minando essa estrutura de poder: o Bitcoin.
Muito mais do que uma moeda digital, o Bitcoin é um instrumento de soberania pessoal e um desinfetante poderoso contra os abusos de poder estatal. E talvez, em pleno século XXI, seja o vetor mais eficaz de corrosão silenciosa do autoritarismo latino-americano.
1. O Fim do Monopólio Monetário
Em regimes chavistas, o Estado controla a emissão da moeda nacional, impõe câmbios artificiais e aplica restrições severas à compra de moedas fortes como o dólar ou o euro. Essa prática resulta em hiperinflação, perda do poder de compra e escassez de produtos básicos, enquanto elites ligadas ao regime acessam moedas estáveis em mercados paralelos.
O Bitcoin rompe esse cerco. Por ser descentralizado, os cidadãos podem armazenar valor fora do sistema financeiro nacional, sem depender de bancos ou autorização do governo. Ele não pode ser confiscado, inflacionado ou manipulado por decreto. Na prática, isso equivale a um sequestro do monopólio monetário pelo povo.
Mesmo com restrições estatais, a rede Bitcoin continua acessível via VPNs, satélites e dispositivos peer-to-peer. Em países como a Venezuela, milhares de cidadãos já utilizam Bitcoin e stablecoins como o USDT para escapar da inflação, enviar remessas, comprar comida e preservar patrimônio.
2. Liberdade Financeira sem Bancos
As ditaduras chavistas não apenas controlam a moeda – elas controlam os meios de acesso a ela. Bancos são braços do Estado, utilizados para rastrear, bloquear e punir dissidentes. Com o Bitcoin, essa dependência é rompida.
Carteiras digitais (wallets) podem ser criadas sem identificação, utilizadas sem autorização e operadas anonimamente. Isso garante autonomia financeira em ambientes repressivos, empoderando jornalistas, ONGs, pequenos comerciantes e qualquer cidadão comum que deseje atuar fora do controle estatal.
Ao eliminar intermediários forçados e criar um ambiente de trocas peer-to-peer, o Bitcoin desarma o sistema bancário como ferramenta de opressão.
3. Enfraquecimento da Máquina de Censura
A economia centralizada é uma aliada natural da censura. Ao controlar transações, o regime decide quem pode receber doações, quem pode financiar movimentos sociais e quem pode sobreviver no mercado. O Bitcoin corta esse elo.
Ativistas e opositores podem receber apoio financeiro internacional diretamente, sem passar por barreiras estatais. Plataformas de crowdfunding em Bitcoin permitem campanhas livres de bloqueios judiciais ou vigilância. Em última instância, isso significa que o Estado perde o controle da economia informal e paralela, onde a liberdade começa a se reorganizar.
4. Pressão sobre o Modelo Autoritário
À medida que o uso do Bitcoin se expande entre cidadãos comuns, o controle do regime enfraquece. O governo perde capacidade arrecadatória via inflação, reduz sua influência sobre o crédito e assiste à emergência de uma economia subterrânea mais eficiente e livre.
Com menos recursos para sustentar seus sistemas clientelistas, o poder político começa a ruir de dentro. A confiança pública se desloca da moeda estatal para um ativo neutro, matemático e global. O cidadão chavista deixa de depender da boa vontade do Estado para comer, trabalhar ou poupar. Ele se torna, silenciosamente, soberano.
Conclusão: o Bitcoin como Agente Subversivo
O Bitcoin não precisa de tanques nem sanções internacionais para atacar as ditaduras latino-americanas. Ele age como um "criptovírus" democrático, infectando o sistema por dentro com liberdade econômica e descentralização radical. Cada transação peer-to-peer é uma fagulha de autonomia; cada carteira criada é um ato de resistência.
Diferente de revoluções violentas, o Bitcoin oferece uma alternativa pacífica e tecnicamente sofisticada: derrubar ditaduras não com balas, mas com blocos.
Bitcoin – o Ativo Hipercapitalista
Num mundo cada vez mais controlado por governos endividados, bancos centrais expansionistas e burocracias centralizadas, o Bitcoin surge como uma anomalia resiliente – um ativo que não apenas sobrevive sem o aval estatal, mas prospera justamente por ser imune a ele. Longe de ser apenas mais uma invenção tecnológica ou um mero instrumento especulativo, o Bitcoin representa, para muitos libertários, o ápice do capitalismo em sua forma mais crua e pura: um ativo hipercapitalista.
A Essência do Hipercapitalismo
Diferente de ativos financeiros tradicionais que dependem de permissões estatais, regulamentações de órgãos centrais ou garantias institucionais, o Bitcoin está integralmente submetido à livre concorrência, à inovação descentralizada e à vontade dos participantes de mercado. Não há favores, nem resgates. Cada satoshi é conquistado, negociado ou perdido sob as regras duras, porém transparentes, do protocolo.
Esse arranjo voluntário radical, onde as interações são regidas por consenso e criptografia em vez de coerção e monopólio da força, ecoa os ideais libertários de uma ordem espontânea baseada na liberdade individual, na propriedade privada e na responsabilidade pessoal. Não é o capitalismo domesticado dos subsídios e regulamentações modernas. É um hipercapitalismo digital, resistente à censura, à manipulação e à tutela governamental.
Um Mercado sem Juiz
No ecossistema Bitcoin, não há um árbitro externo para garantir que os agentes joguem “corretamente”. As regras são o próprio código. Quem as segue, participa; quem tenta violá-las, é automaticamente excluído. O mercado dita o valor do ativo, sem intervenção de bancos centrais, comitês de política monetária ou "plano de estabilidade" imposto de cima.
Isso o torna radicalmente diferente do sistema fiduciário moderno, onde moedas são infladas artificialmente, dívidas públicas são rolagens perpétuas e decisões econômicas são tomadas por tecnocratas desconectados da realidade de mercado.
Inovação como Sobrevivência
Bitcoin catalisou um ecossistema de inovações que florescem à margem do sistema tradicional. Exchanges, carteiras não-custodiais, protocolos de segunda camada como o Lightning Network, DAOs e contratos inteligentes são apenas alguns dos frutos gerados por esse ambiente livre e competitivo. Tudo isso sob o escrutínio público e constante de uma comunidade global, técnica, cética e motivada.
Nesse ambiente, a meritocracia é selvagem: inova quem consegue resolver problemas reais, atrair usuários e manter a confiança. Não há espaço para o conforto institucional nem para o protecionismo legal. Empresas e projetos nascem e morrem pela mão invisível – e visível – do mercado.
Resistência ao Leviatã
Talvez a maior demonstração do caráter hipercapitalista do Bitcoin seja sua capacidade de resistir à repressão estatal, inclusive da poderosa máquina de censura da China. Mesmo com repetidas proibições, mineradores se reorganizaram em outros países, a rede se adaptou e o protocolo continuou intacto.
Diferente de qualquer moeda estatal, o Bitcoin não pode ser congelado por um juiz, inflado por decreto, nem moldado ao sabor de interesses políticos. Sua política monetária está gravada em código, previsível e imutável sem consenso majoritário global. Isso o torna, paradoxalmente, mais confiável que as promessas de estabilidade feitas por muitos governos.
Conclusão
O Bitcoin é mais do que um ativo digital. É uma revolução silenciosa contra a hegemonia dos sistemas centralizados e contra o capitalismo domesticado pelo Estado. Seu funcionamento encarna a essência mais pura – e para muitos, mais perigosa – do capitalismo: aquela onde o valor é determinado pelo mercado, a responsabilidade é individual, e a liberdade é inegociável.
Neste contexto, o Bitcoin não é apenas capitalista. É hipercapitalista: um experimento ousado e global, onde os incentivos são privados, o poder é distribuído, e a única regra é a matemática.
Hoje é domingo, segue minha lista de leituras: "A Ética da Liberdade", "Tao Te Ching", "O Mapa da Alma" (explicação sobre os conceitos de Carl Jung) e "Introdução a Platão".
Estou me tornando um essencialista?
