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Uma das regras essenciais nos investimentos e dos mercados tradicionais é a diversificação, um dos expoentes máximos são os ETFs S&P500, que são um sucesso e tem um enorme adoção.

Olhando para o S&P500, o top 10 corresponde a ~33% do market cap geral do índice.

Desde o início do ano, o S&P500 teve retornos de 15.54%, mas o top 10 contribui com 74% dos retornos. As restantes 490 empresas, são apenas responsáveis por 26%:

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Se a média de retornos das 490 empresas é de 4%, isto significa que uma grande parte está com retornos reais negativos, se houver uma recessão, ainda será mais complexo o problema.

Apenas 25% valorizam mais que a média geral do S&P500, é a percentagem mais baixa desde 1974:

O S&P500 está a ficar altamente centralizado em meia dúzia de empresas e total na área das tecnologias, sobretudo alimentada pela inteligência artificial.

Só a valorização deste ano da Nvidia, corresponde ao PIB de França, um absurdo, o mercado está descontrolado, está a acontecer uma enorme bolha. Curiosamente, outro período onde a percentagem foi muito baixa, foi 1998 e 1999, em 2000 foi o crash das dot.com.

O peso do top 5 corresponde a 29% do conjunto do índice.

O estoiro da bolha começa a ser inevitável e basta crashar de uma empresa do top10 para levar consigo todo o índice S&P500.

Não existe diversificação, mas sim, centralização e uma enorme exposição a uma bolha.

O aumento da base monetária foi de tal magnitude que gerou um consumismo extremo, quase tudo está em máximos históricos. Estamos a assistir, em simultâneo, a várias bolhas, no mercado de ações, no imobiliário, no turismo e entre outras.

Se as bolhas vão rebentar, não sei, mas algumas talvez.

Se vai cair muito o mercado, não acredito que cai muito de valor, pela simples razão, os estados vão voltar a inundar o mercado com novo dinheiro. Isso vai segurar as quedas, mas a perda de poder de compra será enorme.

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