Defesa do sedevacantismo

Alguns dos argumentos que apresento são do Novus Ordo Watch, copiados com permissão.

O sedevacantismo é a conclusão teológica de que os pretendentes do papado do Vaticano segundo não são papas.

Não é um dogma, nem uma doutrina. Esta é a resposta para aqueles que afirmam que os sedevacantistas inventaram uma nova doutrina, dogmatizando-a. Não é uma doutrina, mas uma interpretação da situação actual.

Alguns chegaram a esta conclusão em 1967, como aconteceu com a Irmã Mary Bernadette (CMRI), Patrick Henry Omlor em 1968, P. Joaquin Saenz y Arriaga em 1970, etc. Eles também concluíram que a Igreja do Vaticano Segundo não é a Igreja Católica, porque ensina doutrinas diferentes, por exemplo, sobre o ecumenismo, e reverteu várias condenações de Trento, especialmente sobre a questão da Missa (em vernáculo, voltada para o povo, etc.). Ora, se as doutrinas mudaram, a Igreja não é indefectível e os papas não são infalíveis. Portanto, deve-se escolher entre a nova igreja e os seus “papas” que não fazem parte da revelação divina ou o dogma anterior que é divinamente revelado. Não se pode aceitar simultaneamente duas posições contraditórias. Portanto, é Francisco ou o papado, não ambos. Eu prefiro o papado a Francisco, revelação divina à opinião popular. Embora isto não seja um dogma, afirmar o contrário seria contradizer o dogma do papado.

Lembramos que o sedevacantismo, a posição de que não houve nenhum verdadeiro Papa da Igreja Católica desde a morte de Pio XII em 1958, e que o actual estabelecimento do Vaticano não é a Igreja Católica, é totalmente seguro teologicamente. Ao aderir a esta posição, não se pode ser levado à heresia, nem ao cisma, permanece-se simplesmente fiel ao ensino católico tradicional.

Mesmo supondo, para fins de argumentação, que esta posição estivesse errada, qual seria a nossa culpa? O pior que se poderia dizer de nós é que errámos sobre quem era o Papa. Que acreditámos, de boa-fé, que não havia nenhum papa quando na verdade havia um – mas pelo menos agimos de forma consistente e seguindo o ensino católico, com o melhor da nossa capacidade e em boa consciência. Poderíamos ser responsáveis por ter cometido um erro sincero, nada mais; um erro a respeito da identidade do verdadeiro Papa, como muitos outros fizeram antes na história da Igreja, e de forma totalmente inocente. Mesmo os grandes santos durante o Grande Cisma do Ocidente cometeram tais erros. Isso é o pior que se poderia dizer. Mas não poderíamos ser acusados de aderir ou espalhar falsas doutrinas (heresia), nem de recusarmos sujeição ao homem que reconhecemos ser o Papa (cisma).

Analisemos o obscurecimento dessa doutrina do papado. Apocalipse 6: 12-13 reza:

12 Et vidi cum aperuísset sigíllum sextum : et ecce terræmótus magnus factus est, et sol factus est niger tamquam saccus cilícinus : et luna tota facta est sicut sanguis: et stellæ de cælo cecidérunt super terram, sicut ficus emíttit grossos suos cum a vento magno movétur.

E eu vi, quando ele abriu o sexto selo, e eis que houve um grande terremoto, e o sol tornou-se negro como saco de cilício: e a lua inteira tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como a figueira lança seus figos verdes quando é sacudida por um forte vento.

No seu livro sobre o Apocalipse, o Pe. Sylvester Berry (1921) afirma que o escurecimento do sol e da lua significa que as doutrinas ficarão obscurecidas (pelo menos para algumas pessoas). Parece que uma delas se relaciona com o papado.

Sabemos com certeza que Deus, em algum momento pode retirar a capacidade de ver a alguém que se recuse a ver. Ele dá um número finito de hipóteses de conversão e define para cada um de nós um limite de quantos pecados mortais Ele perdoa. Alguns podem ter ultrapassado esse limite. É irresponsável para nós adivinharmos em que casos isso aconteceu.

Poderia acrescentar que este obscurecimento também pode significar a retenção das graças de Deus no tempo desta grande apostasia. O obscurecimento da lua também pode significar o esquecimento do Culto de Nossa Senhora e, portanto, de Sua intercessão. Sal 71: 7 também está relacionado com isto: Oriétur in diébus ejus justítia, et abundántia pacis, donec auferátur luna. (Em seus dias brotará justiça e abundância de paz, até que a lua seja tirada.)

Por outras palavras, retire-se o culto de Nossa Senhora (representado pela lua), como os “reformadores” fizeram, e tem-se uma receita para o desastre (como o que está em andamento).

Agora alguém pode perguntar, por que há quem se recuse a ver o óbvio? Alguns têm medo de demonstrar uma opinião diferente do comumente aceite, os que valorizam mais a sua popularidade do que a verdade. Outros investiram demasiado na posição contrária, como teólogos “especialistas profissionais”. Estes não querem arriscar perder o rendimento e/ou o prestígio. Nenhum destes admitiria ter estado errado o tempo todo, pelo que se mantêm atacando e inventando argumentos embaraçosos. Nós, como leigos, não podemos ser culpados do mesmo, porque não vivemos de apologética e convertemo-nos sem problema após que estas questões se tornaram mais claras.

Pode-se lembrar as palavras do Cardeal Manning em “O Papa e o Anticristo: A Grande Apostasia Prevista”, onde escreve:

“A apostasia da cidade de Roma do vigário de Cristo e sua destruição pelo Anticristo pode ser um pensamento muito novo para muitos católicos [mas] … Suarez, Belarmino [etc. dizem] … que Roma deve apostatar da fé, afastar o Vigário de Cristo e retornar ao seu antigo paganismo. …Então a igreja será dispersa, levada para o deserto, e permanecerá por um tempo, como era no início, invisível e escondida em catacumbas, em tocas, em montanhas, em lugares ocultos; por um tempo será como que varrida da face da terra. Esse é o testemunho universal dos Padres da Igreja Primitiva.” (Henry Edward Cardinal Manning, The Present Crisis of the Holy See, 1861).

Isto aconteceu muito antes do culto da Pachamama em Roma. Mas há mais paganismo por vir. Como disse Nosso Senhor: “Golpearei o pastor e as ovelhas serão dispersas. Bem aventurado aquele que não será escandalizado.

https://promariana.wordpress.com/2022/01/07/defesa-do-sedevacantismo/

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