Eu sou nada
Sou tudo
Sou teu
Sou meu
Sou louco
Sou São
Santo, pastor, demônio, ovelha e ladrão.
Sou pecado
Sou luxúria
Sou Pureza
Humildade
Sim... sou eu humanidade,
Que tens desacreditado,
Levando a cabo seu plano
De ser o não sou
De estar o não estou
De querer o não quero
E cada dia mais espero, menos.
Mais sábio, mais velho
Mais amante, menos amado.
Olhe no espelho,
No brilho, no ódio, no desejo,
...me verá...
Consubstanciado no imaginário consagrado
Sou exaltado.
É lá exilado, às vezes externado.
Vindo de um grito calado
Sou tudo.
Sou nada...
Kalibam: sou nada.