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verba ad libertatem
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Libertatem

No mesmo instante que morre, renasce.

Ofende a escuridão, queima sua face.

Os orgulhosos, a ele fazem reverência.

Abaixam a cabeça, perante sua resplandecência.

Desde o primeiro dia, seu reinado é soberano.

Sua oposição não atenta contra sua vontade,

transpassa as eras sem ser esquecido,

É mencionado pelo poeta, o louco, o pobre, o rico.

Adorna o intocável, ilumina o insondável

É luz, alimento, e fogo, necessidade mínima

Presente máximo, beleza, grandeza, proeza

De um criador, joia na coroa em sua natureza.

Em sua ausência se fará o último dia

Nunca mais será o mesmo,

talvez nem mesmo exista, pois foi profetizado:

Que depois do último instante, não seria mais necessário.

kalbam: Quem sou eu?

Viva em minha mente hipnotizando meus sonhos.

Para eu não ver mais um amanhecer.

Para que acordar e encontar pesadelos?

Se posso dormir, sonhar, viver.

Viva em minha mente hipnotizando meus sonhos.

Não vou mais acordar e sofrer

Pois agora sou feliz, e tenho tudo que preciso.

Sem mais dias confusos, só o paraíso.

Preso aqui tendo tudo que quero.

Vivo sem medo, sem me perder.

E mesmo que perdido, estaria contente,

Pois não há nada de mal que possa acontecer.

Espera depois da porta, a ilusão de um momento.

E o que eu quero é viver, sempre perseguindo um novo instante,

Tudo aqui é cintilante, mal posso descrever.

Preso em meus sonhos, não estou fugindo.

Persigo a alegria que dança comigo.

Sou completo, repleto de momentos.

E se acordar, declínio de sentimentos.

Viva em minha mente hipnotizando meus sonhos

Faça-me o favor que não posso fazer

Esqueça-me aqui, odiado e estranho.

Permita-me ser o que nasci para ser.

Kalibam: Em meus sonhos.

Casa de tijolos de areia

Ondas do mar que nos nortei

Mar que de sal extrapola

Nossa papila gustativa embola.

Vento que inveja a brisa alheia

Olhar que desperta e serpenteia

Por entre, dentro, tráz

O fim de mais um poema fugaz .

Kalibam: Na madrugada.

13/12/18 05:12

Só com minhas noias mais um dia

Só vivendo de palavras vazias

No fogo das imagens, loucuras escritas

Escute para mim, minhas medidas.

Cada qual com sua loucura

Eu nunca julguei você .

Você me pediu uma garrafa

Te entreguei uma adega

De ganância em ganância,

Gole em gole,

Sua embriaguez entorpece

O quanto pode.

E assim, assistindo minha loucura.

Sorri medindo sempre a altura.

Para não chamar minha atenção

Cada demente com sua intenção

Numa noite cansada

Dia duro

Cama macia.

Kalibam: ainda bem que acabou.

Quando eramos crianças

Em meio as brincadeiras

Não estavamos juntos

Lembranças verdadeiras,

Não quero lembrar...

Cada qual em seu canto

Poderia ser distinto

Um trio de mosqueteiros

Alegres porém diferentes.

Mas parece-me agora

Quando volta de outrora

Nossos sorrisos separados

Não sorriam agrupados

Pesso detalhes as memórias

Que contam mais histórias

Do que queria lembrar...

Lembro porém, vagamente,

De seu cabelo enrolado

Seu choro irritante

Seu sorriso amarelado

Sempre gostei de você

Como amigo sincero

Mas meu jeito de amigo

É egoísta e espero,

Que não fique brava comigo.

Nas lembranças procuro

Imagens de criança, que curem

Minha saudade senil.

Mas acho que o que encontro

E um disparate do meu ponto,

Onde injusto e separado,

Vejo um trio desajustado.

Kalibam: Roberta.

Queria ainda ser uma criança

Para podermos brincar

Pois fora desce tempo,

E em outro lugar,

Seriamos diferentes, Juntos novamente

3 crianças que recebem, da vida, seu maior presente.

Num passado ausente

Seria uma brincadeira após a outra.

De nenhuma maneira, arrependidos,

Não poderíamos estar

Entre sorrisos,

Laços perdidos no tempo,

Eram as crianças brincado

Separados num tempo de meninos e manias

Onde foram deixados; brigas, sorrisos e afagos

Meu peso não seria grande como a alegria

Vai vem lembrança minha

De criança pequenina .

Kalibam: Criança pequenina.

Eu sou nada

Sou tudo

Sou teu

Sou meu

Sou louco

Sou São

Santo, pastor, demônio, ovelha e ladrão.

Sou pecado

Sou luxúria

Sou Pureza

Humildade

Sim... sou eu humanidade,

Que tens desacreditado,

Levando a cabo seu plano

De ser o não sou

De estar o não estou

De querer o não quero

E cada dia mais espero, menos.

Mais sábio, mais velho

Mais amante, menos amado.

Olhe no espelho,

No brilho, no ódio, no desejo,

...me verá...

Consubstanciado no imaginário consagrado

Sou exaltado.

É lá exilado, às vezes externado.

Vindo de um grito calado

Sou tudo.

Sou nada...

Kalibam: sou nada.

Eu quero você...

Quero não querer.

Tudo que eu queria era viver

Nos nossos sonhos perdidos.

Tudo que eu queria era ter mais uma palavra

Um olhar, uma carícia..

Tudo que queria era seguir em frente

Mas me pego frequentemente, olhando para traz.

Voltando em momentos esquecidos

Esquisito, vivo do que já foi vivido...

Quando me disse: -Não dá mais!

Não pude entender.

Sua boca pálida

Parada no tempo, lábios rabiscando

Um instante,

Que não vou esquecer.

Por favor...

Não vou esquecer.

Cada dia que passou, cada hora que perdi.

Agora durmo e sonho, com um espaço, completo.

Meu jeito discreto, de lembrar de querer

Me arrepender...

Onde estará? o que fui fazer?

Meu medo minha forma mais mortal.

Minha pequena ilha, minha irá.

Maravilha!

Punição divina!

Existir em morte

Na vida um susto

Uma foice, um corte

Provei da minha sorte.

Onde foi parar,

Aquela promessa,

De para sempre?

Nunca se esqueça... de mim.

Kalibam: Nunca se esqueça... 22:01 23/02/2018

O fiel sempre firme,

Quando muito distraído.

Sempre astuto em seu dever sempre

Amigo.

Ao lado, inseparável,

No frio, na chuva, com nada, por tudo

E para sempre!

Inconsciente de todo seu valor

Sempre digno.

Sem medir esforços

Seus atos são medidos

Na medida do céu

Serão sempre indefinidos...

Mas os defino!

Mesmo admitindo um equívoco.

Pois o que é inestimável

Não se pode ser questionado

Nem mensurado.

Kalibam: Gilbert. 22/02/2018 17:45

Mulher do coração de aço

Conquista seu espaço

Sem temor em terra fértil,

Planta suas idéias,

Seus atos, firmes locutores de seus valores.

Que amores tem para mim?

Mulher do coração de aço.

No mundo jaz escasso

Seres com seu abraço

Forte, acolhedor, verdadeiro e cheio de amor.

Queria ideias para viver

Queria esperanças para continuar

Uma maquina do tempo para voltar

Uma ilusão, não te perder...

Mesmo com feridas tão grandes...

Mesmo na decepção, a todo instante,

Um relato, de outro interlocutor

Glórias de Um coração vencedor

Num mundo de perversos

Guardiã da bondade

Serei sereno ao ver, com tranquilidade,

Seu nobre coração, abrir espaço,

Para a coragem,

Sem medo da dor.

De um amor selvagem,

Que expõe seu portador.

Kalibam: Mulher do coração de aço. 20/02/2018 09:48

Onde estão as palavras na hora emque me sinto perdido?

Onde estão as lembranças quando estou tão distante?

Sinto de súbito, um arrepio...

É então nada...num coração vazio.

Onde está o olhar que me condena, me absouve, me da repudia?

Onde está o dedo que aponta, que cutuca a ferida exposta?

Onde está o tempo que não para?

A tristeza que não fala?

A dor que não se acaba?

Cadê a voz de reprovação?

A mentira? A falsidade? Desolação?

Queria qualquer um desses como compania

A ficar imerso nessa inércia.

Que se estende pela vida

E pela a existência...

Kalibam: vazio 17/02/2018 08:43

Eu salguei até o açúcar

Para poder me vingar

Dos seus lábios tão doces,

Que não posso mais beijar

Eu salguei a sua vida,

Para outro não provar

Nela joguei a saleira,

Inteira!

Quero ver outro gostar!

Eu salguei até o segredo

Que era doce e até o medo, não ira escapar....

Eu salguei minha saudade para dela não provar

Mas me lembro o dia inteiro

Pois o sal é bom tempero,

E se agora bem lembrar.

Lembrarei a sua memória,

Algum lugar nessa estória,

Um adendo devo dar:

Me disseste uma vez

Que o melhor que Deus fez

É sal pra temperar.

E uma vida sem ele, não queria degustar.

Me peguei me enganando

Mesmo agora a te ajudar.

Como vingança preparo.

Uma refeição, e é claro!

Não me esqueço de salgar.

Kalibam: Uma pitada de sal.

Momento de Sal...

Agora, assistimos assustados

Nossos sonhos renovados, em cacos transformados...

Na nação da patifaria

Carnaval da putaria

Que mata centenas em poucos dias.

Faz sorrir o idiota ativo

Que, como foi profetizado,

Age como um louco mirando para todo lado,

Com seu fuzil de ignorância e usando de arrogância

Para eliminar bastardos.

Milhões de trabalhadores dessa nação de atores

Que foram abandonados .

Mas tenho esperança que um dia nossa vingança, será de um povo desarmado.

E usando como escopeta um livro e uma caneta

Declamando versos vários

De trechos de grandes otários, assim como eu.

Mostrando em sua mão e gravando a constituição, que vamos reescrever.

Não haverá quem nos possa impedir, quando o brasileiro souber se unir.

Matando uma festa sem sentido

É ressuscitando o que muitos tem visto,

Aqui desaparecer.

Kaliban: Carnaval.