Filipe Martins é transferido de presídio sem aviso prévio à defesa e aos familiares
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A Polícia Penal transferiu Filipe Martins, ex-assessor da Presidência no governo Bolsonaro, para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, entre segunda-feira 5, e terça-feira 6, sem notificar previamente sua defesa ou seus familiares. A https://www.deppen.pr.gov.br
confirmou a informação nesta quarta-feira, 7.
Detido preventivamente desde 2 de janeiro, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do https://portal.stf.jus.br
, Filipe é acusado de violar medidas cautelares ao supostamente acessar a rede social LinkedIn.
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Até então, ele estava custodiado na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, próxima à residência de sua família.
O advogado Ricardo Scheiffer relatou ao jornal Gazeta do Povo que soube da mudança de unidade de forma casual, ao tentar agendar uma visita.
“Ninguém nos avisou”, afirmou Scheiffer. Anelise Hauagge, esposa de Martins, também não recebeu qualquer comunicação oficial sobre a transferência.
https://www.youtube.com/watch?v=fSIPxx-mUXQ
Polícia Penal não esclareceu o motivo da transferênciahttps://wainews-homolog.streamlit.app/~/+/#defesa-e-familia-nao-foram-avisadas-sobre-transferencia
Em nota, a Polícia Penal informou que transferências e movimentações são rotinas administrativas, com o objetivo de garantir a segurança e a integridade física dos detentos, dos servidores e das unidades, além de favorecer o gerenciamento da execução penal.
O retorno de Filipe ao CMP representa a volta à unidade onde já permaneceu por seis meses em 2024.
Segundo Scheiffer, ainda não foi esclarecido o motivo da transferência. No novo local, Martins está em cela separada por questões de segurança, e já recebeu visita do advogado depois de ser localizado.
Moraes ignorou defesa de Filipe Martins
Em 27 de dezembro de 2025, Moraes determinou a prisão domiciliar de Filipe Martins, com o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão também proibiu a publicação em redes sociais, de forma direta ou por meio de terceiros.
Em 29 de dezembro, o STF recebeu e anexou aos autos uma denúncia informando que Filipe teria utilizado a rede social LinkedIn para buscar perfis de outras pessoas.
No mesmo dia, Moraes notificou a defesa e deu 24 horas para esclarecimentos. Os advogados afirmaram que Martins não tinha acesso a contas de redes sociais e negaram qualquer uso das plataformas depois da imposição das medidas cautelares.
Mesmo assim, o ministro do STF afirmou que houve desrespeito às regras impostas e ao ordenamento jurídico. Na manhã de 2 de janeiro de 2026, a Polícia Federal (PF) prendeu o ex-assessor de Bolsonaro em sua residência, em Ponta Grossa (PR).
A defesa reiterou que Martins não utilizou o LinkedIn nem qualquer outra rede social, sustentando que a conta atribuída a ele permanece inativa desde abril de 2023.
Registros da Microsoft comprovam que não houve acesso
A defesa apresentou https://revistaoeste.com/politica/defesa-de-filipe-martins-diz-que-ultimo-acesso-ao-linkedin-foi-em-2024/
à rede social depois da cautelar.
Indagados por Moraes, os advogados afirmaram que passaram a administrar as contas de Martins desde sua prisão, em fevereiro de 2024. Eles explicaram que um advogado contratado nos Estados Unidos acessou a plataforma naquele período.
Leia também: https://revistaoeste.com/revista/edicao-301/o-homem-que-nao-se-dobrou-ao-sistema/
, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 301 da Revista Oeste
Os advogados afirmaram que usaram as contas apenas para levantamento de informações jurídicas, sem postagens, e limitaram o acesso à análise de dados antigos.
Moraes rejeitou a justificativa. O ministro do STF https://revistaoeste.com/politica/moraes-mantem-prisao-de-filipe-martins-depois-de-audiencia-de-custodia/
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