Você não vai trocar seu saco de batatas porque atribui a ele um valor subjetivo maior do que ao papel moeda que lhe oferecem.
Nada no mundo possui valor intrínseco; o valor de algo depende exclusivamente da percepção das pessoas, que varia de acordo com o indivíduo, o lugar e o tempo. Por exemplo, em uma situação hipotética em que ninguém mais aceite negociar Bitcoin, ele não teria valor algum, tornando-se inútil. Se o BTC tivesse valor intrínseco, ele não dependeria de adoção (demanda) para sustentar sua relevância.
O aumento de preço do BTC desde 2009 decorre do fato de um número crescente de pessoas atribuir maior valor a ele. O preço, no entanto, é apenas uma tentativa de traduzir o valor subjetivo em termos monetários, mas nunca consegue fazê-lo com precisão. Para alguns, o preço pode parecer excessivo; para outros, pode parecer baixo. Essa discrepância reflete a subjetividade do valor e, por extensão, o conceito de valor marginal.
Por exemplo, atribuo muito mais valor ao BTC do que meu irmão, que valoriza mais a moeda estatal. Contudo, se eu estivesse em um deserto, há dias sem comer ou beber, trocaria 1 BTC inteiro por água e comida, mesmo que o preço de mercado do BTC permanecesse inalterado. Esse cenário demonstra como o valor é subjetivo e não pode ser medido de forma absoluta.
É essa subjetividade do valor que fundamenta a teoria subjetiva do valor.
Ilustrei num exemplo que dei pro mano ali em outro comentário:
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