Isso na verdade aponta que a definição de 'pobre' acaba sempre sendo arbitrária...

Para os bilionários, por exemplo, todos os outros são pobres e não é atoa que alguns fizeram o que fizeram.

Fora que, se os mais miseráveis deixam de ter filhos, a definição de pobre passa a ser os mais pobres que sobraram e nesse passo nunca sobrará alguém visto como totalmente fora da escassez e mais desfavorecido.

O caminho ideal, a meu ver, é justamente o contrário, a ajuda e a caridade para que os mais desfavorecidos despontem, e não desejar que deixem de ter descendentes, que a meu ver é um retrocesso moral, até ao considerar que hoje as pessoas tem mais compaixão e cuidados com animais (em ainda mais escassez) que com os próprios semelhantes.

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Discussion

Sim, e é muito subjetiva.

Auando digo que "pobre não deveria ter filho" nem me refiro a quantidade de dinheiro, e sim padrão de vida, conseguir sustentar e ensinar o básico ao outro.

Você pode ser um índio sem família que não sabe caçar, ou alguém que mora ao lado do esgoto numa favela e mal vive direito, pra mim você é irresponsável se tiver filho.

Pode ter filho? Com certeza, seu direito, mas na minha visão isolada de ignorante, é irresponsabilidade, independente de ser um mundo ideal, com ou sem Estado, consequências existem, e o filho será a parte mais fraca.

A caridade voluntária para com os pobres é necessária, mas há certo nível de pobreza que se faz necessário uma conscientização não somente sobre não ter filhos, mas não se relacionar se não é capaz de sustentar uma família. Evidentemente, os parâmetros de pobreza são subjetivos à riqueza da sociedade, a pobreza não é a mesma em todos os lugares, porém não é aconselhável ter uma família, por exemplo, se não se é capaz de garantir sua integridade física como no caso da alimentação.

Do mesmo modo, há níveis de pobreza que não fariam mal ter filhos, pois, apesar dos sufocos e transtornos, com esforço, seria possível romper essas barreiras e até mesmo ascender economicamente. Cada caso é um caso e é muito difícil encontrar soluções definitivas, pois não temos toda a informação, somos limitados à nossa perspectiva. A caridade e a conscientização não são excludentes, podemos conciliá-las para uma sociedade mais humana e justa.