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UMA ANÁLISE MATEMÁTICA DA MORTALIDADE E DA NATALIDADE NO BRASIL NOS ÚLTIMOS ANOS

A partir dos dados obtidos do site de Registro Civil (https://transparencia.registrocivil.org.br/registros), realizei uma análise das tendências da natalidade e mortalidade nos últimos anos.

Estes foram os passos seguidos para estimar os números da população:

- Usei a estimativa do censo de 2022 (207.750.291 habitantes)

- Calculei os números dos anos anteriores subtraindo nascimentos e adicionando os óbitos do ano em questão.

- A Taxa de Natalidade e a Taxa de Mortalidade foram calculadas usando a seguinte fórmula:

Taxa de Natalidade = (Nascimentos x 1000) / População

Taxa de Mortalidade = (Óbitos x 1000) / População

Observando esses dados, identifiquei as seguintes tendências:

- Existia uma tendência de aumento na taxa de natalidade até 2019. No entanto, essa taxa caiu drasticamente a partir de 2020 e não se recuperou em 2022.

- A taxa de mortalidade aumentou significativamente em 2020 e 2021, anos que coincidem com a circulação do vírus e o início da vacinação, respectivamente. É notável que em 2022, mesmo com a vacinação em andamento, a taxa de mortalidade não apresentou uma diminuição significativa.

- Uma linha de tendência polinomial de 2º grau de óbitos ajuda a entender "as mortes em excesso". A maior quantidade de mortes em excesso aconteceu em 2021, ano em que a vacinação começou.

- Em 2022, a queda na taxa de mortalidade foi significativa quando comparada com a linha de tendência, porém ainda permaneceu muito mais alta do que em 2019, antes da pandemia, e similar a 2020, quando o vírus começou a circular pelo Brasil.

- Houve um aumento significativo na taxa de mortalidade, de acordo com os registros de óbitos no Brasil. No entanto, esses números não esclarecem a causa das mortes. Seria necessário uma análise mais aprofundada das causas para determinar se essas mortes foram exclusivamente devido à COVID-19.

- É importante notar que nossa taxa de mortalidade já vinha crescendo anualmente. Estamos falando de uma taxa proporcional à população. Em outras palavras, mais brasileiros estavam morrendo anualmente desde 2015, e muitos de nós nunca paramos para considerar a significância disso.

- Começamos a nos preocupar mais com os óbitos durante a pandemia. No entanto, a pandemia não pode ser a única explicação para esse aumento de óbitos, especialmente porque em 2022 havia muitas pessoas vacinadas no Brasil.

As seguintes perguntas precisam ser feitas:

- Por que mais brasileiros estão morrendo?

- Por que menos brasileiros estão nascendo?

- Quais são as causas disso, visto que a pandemia terminou e ainda estamos observando um excesso de óbitos, não só no Brasil, mas também em vários países da Europa, especialmente no Reino Unido?

Possíveis explicações para essas tendências podem estar relacionadas à vacinação e ao impacto da pandemia em nosso sistema de saúde e comportamento social. Contudo, sugiro cautela em atribuir causalidade diretamente à vacinação sem uma análise mais aprofundada e conclusiva.

De acordo com a análise de óbitos por causas respiratórias e cardíacas (https://transparencia.registrocivil.org.br/painel-registral/especial-covid), percebe-se um excesso de mortes nos anos de 2020 e 2021 ligadas à COVID.

Este excesso de mortes não é tão evidente em 2022, no entanto, a taxa de mortalidade ficou em níveis parecidos com os de 2020.

Além disso, em 2022, há um aumento notável de mortes por septicemia e doenças cardíacas inespecíficas, assim como AVCs e infartos.

É crucial fazer uma análise mais detalhada desses números e das causas de mortes para entender completamente o que está acontecendo.

A diminuição das mortes por COVID e o aumento das mortes por outras causas podem indicar que, em algum ponto, a vacinação pode ter perdido eficácia ou pode estar causando um excesso de óbitos por outros motivos.

Mesmo que o número absoluto de óbitos tenha diminuído, a taxa de mortalidade no Brasil ainda está no nível de 2020.

Assim como muitos europeus estão analisando os dados de excesso de mortes em seus países, também é crucial que façamos o mesmo no Brasil para entender melhor a saúde de nossa nação.

Existem ainda muitas questões a serem respondidas pelos dados em todo o mundo. Porém, é fundamental buscar essas respostas para entender melhor as consequências da pandemia e das medidas tomadas para combatê-la.

Há tiros (ou agulhadas) saindo pela culatra...

Fiz um levantamento do site do Registro Civil para entender melhor as causas dos óbitos nos últimos anos.

Como se pode ver, há um pico de COVID em 2021 que levou a uma pequena queda nas pneumonias. Mas curioso mesmo é o aumento nas infecções generalizadas, cardiológicas e respiratórias. Sendo que as respiratórias diminuíram em 2021, enquanto as cardiológicas vêm aumentando consistentemente desde 2019.

As infecções generalizadas até diminuíram em 2020, mas subiram bastante em 2021 e, em 2022, já com a vacina, seguiram aumentando.

A queda de mortes por COVID foi substancial, mas, no patamar geral, não vimos uma queda significativa nessas mortes ainda, como vimos no gráfico de taxa de mortalidade acima.

Para pegar esses dados, tive de tirar os números dos gráficos da página https://transparencia.registrocivil.org.br/painel-registral/especial-covid.

O download que estão disponibilizando no site não tem as informações com todas as quebras para gerar o gráfico abaixo.

Quando quebramos os dados, dá para notar um aumento importante principalmente nos casos de "Causas cardiovasculares" que não são AVC ou Infarto.

Também houve um aumento de pneumonias e infecções generalizadas em 2022, após a vacinação.

Estaria algo afetando nossos sistemas circulatórios e a nossa imunidade?

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