💵 Os EUA fizeram uma escolha: em vez de tentar manter o dólar como reserva de valor e arriscar o colapso, optaram por mantê-lo como centro da liquidez global. Deixam o mundo guardar ouro ou Bitcoin, mas continuam cobrando o pedágio de quem usa o dólar.

⚖️ A Lei de Thiers global garante: o ativo mais líquido é o mais usado. Mesmo perdendo poder de compra, o dólar segue sendo o “canal” de liquidez mundial. Liquidez é mais importante que estabilidade. É isso que mantém o jogo rodando.

💧 Investidores mantêm liquidez em dólar, mas guardam valor em ouro, Bitcoin, imóveis e energia. O segredo é ter o “cano” (liquidez) e não depender do “balde” (poder de compra). Desde que a conversão seja rápida, o sistema sobrevive.

🚰 Enquanto o canal de conversão for livre — sem sanções ou travas — o sistema flui. Mas se o dólar perde liquidez global, ouro e Bitcoin viram as reservas de emergência do planeta.

💲 Dólar é o canal. T-bill é o balde. O mundo pode usar o dólar sem querer guardar T-bills. Mesmo assim, tudo ainda passa pelos tubos financeiros dos EUA. E é aí que mora o pedágio.

🏦 Os EUA cobram esse pedágio via infraestrutura de liquidação global: SWIFT, CHIPS, FedWire, Visa, Mastercard. Mesmo quem troca por Bitcoin ou ouro passa pelo USD em algum ponto. O Fed não precisa imprimir — a senhoriagem vem sozinha.

⚠️ O modelo só quebra se surgir um meio de troca global alternativo: Bitcoin usado no dia a dia, stablecoins não lastreadas em dólar ou BRICS Pay. Aí o pedágio some — e a rolagem infinita da dívida americana também.

🧩 Os cripto-dólares (USDT, USDC) são o remendo perfeito do sistema. Dólares tokenizados, lastreados em T-bills. Parece descentralizado, mas financia o Tesouro americano indiretamente. É o QE invisível.

🚀 Os cripto-dólares exportam dólar sem o Fed. Mais liquidez global, sem impacto interno. O mundo cria demanda por T-bills e mantém o USD como meio de troca. Adia o colapso, mas ensina o mundo a operar fora dos bancos.

🇺🇸 Os EUA aceitaram perder o T-bill como reserva global, mas lutam pra manter o dólar como liquidez mundial. Enquanto o mundo precisar de USD pra transacionar, eles mandam no preço da liquidez global.

🎯 A estratégia é clara: ETFs de Bitcoin (BlackRock, Fidelity), custódia institucional (JPM, BNY Mellon), regulação e contabilidade pró-BTC, e stablecoins sob jurisdição americana. Não resistir. Dominar.

🪙 O “Bretton Woods 3.0” pode ser assim: Bitcoin como reserva neutra, dólar como unidade de conta e stablecoins como meio de troca. Os EUA seguem no centro, controlando a entrada e saída do padrão Bitcoin.

⚡ O risco pros EUA não é o Bitcoin em si, mas o Bitcoin soberano: autocustódia, Lightning e circularidade real. Por isso ETFs e stablecoins são bem-vindos, mas mixers e wallets privadas viram alvo.

🧭 Resumo final: os EUA estão ganhando tempo e dinheiro pra migrar pro novo padrão. Cripto-dólares sustentam o presente. Bitcoin institucional prepara o futuro. O império muda de forma, mas tenta continuar no centro do tabuleiro.

Verdade. Ninguém deixava de liquidar transações em cruzados e cruzeiros em plena hiper no Brasil. Contudo, a reserva estava na despensa de alimentos (pobres) ou no over e dólar (ricos).

A URV foi isso. Preços em URV, mas liquidava a transação em cruzeiros reais.

O mesmo acontece na Argentina. Preços e reservas em dólares e liquidam em pesos.

A lei de Gresham só funciona se há manipulação/controle do preço da “moeda boa”. Caso contrário, no livre mercado, prevalecerá a de maior liquidez.

Por isso USDT está vencendo o BTC no quesito uso. Não por ser a “ruim que expulsa a boa”, mas pela liquidez.

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Discussion

Poisé... bem interessante para pensarmos em como vamos nos posicionar… porém tem um porém… os EUA não podem deixar que bitcoin seja usado como liquidador final, sem passar pelo dólar. Se isso acontecer, eles quebram.

Então economias circulares (so no dia a dia como moeda), seria o pior pesadelo deles…

Exato! Não podemos descartar a força estatal. Na Venezuela liquidam em bolívares porque é mais prático/líquido ou porque é curso forçado? A URV foi aceita livremente e a liquidação permaneceu em Cruzeiro Real apenas por curso forçado. Bastou a URV se materializar que todos migraram para o Real sem a maior saudade.

Isso não elimina o exercício anterior. Milei encerrou o curso forçado do peso no comércio e mesmo assim os argentinos preferem usar Pesos.