MP pede investigação à PF sobre gestora ligada ao fundo da arena do Corinthians
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O Ministério Público de São Paulo encaminhou, nesta terça-feira, 6, um pedido à Polícia Federal com o objetivo de investigar a contratação da gestora Arandu Investimentos, antiga Reag, para administrar o Fundo da Arena Itaquera. Ela é responsável pela contabilidade do estádio do Corinthians.
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O promotor Cássio Roberto Conserino, que já conduz um inquérito sobre o uso irregular de cartões corporativos por ex-dirigentes do clube, é o autor da solicitação. Ele quer a apuração da atuação da gestora no acordo firmado entre o Corinthians e a Caixa Econômica Federal em 2022. As assinaturas ocorreram durante o mandato do ex-presidente Duílio Monteiro Alves.
Suspeitas sobre a gestora ligada ao Fundo da Arena do Corinthianshttps://wainews-homolog.streamlit.app/~/+/#suspeitas-sobre-a-gestora-e-operacoes-investigativas
" alt="Conforme apurações, esquema permitia a membros do PCC acesso a dados e baix..."/>Fachada de prédio do Ministério Público do Estado de São Paulo | Fonte: Divulgação/MPSP
Pelo contrato, a Reag ficou encarregada de garantir o repasse dos valores arrecadados pelo clube ao banco estatal. A operação tem relação com uma dívida de cerca de R$ 655 milhões referente à construção do estádio em Itaquera.
A empresa passou a ser investigada durante a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público Federal, sendo suspeita de criar fundos e adquirir empresas para proteger bens do Primeiro Comando da Capital (PCC). A gestora nega as irregularidades.
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O nome da Reag também surgiu em investigações sobre fraudes no Banco Master. Depois desses episódios, o Corinthians iniciou conversas para substituir a empresa responsável pela administração.
No ofício enviado à Polícia Federal, Conserino afirmou que a gestora passou a controlar fluxos financeiros elevados e de difícil rastreio. Assim, justificou a necessidade de investigação.
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, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 303 da Revista Oeste
"A concentração de vultosos fluxos financeiros em fundo gerido por empresa sob investigação criminal configura elemento indiciário suficiente e justa causa para investigação formal", escreveu o promotor. "O objetivo é verificar eventual utilização da estrutura financeira como instrumento de ocultação, dissimulação de origem ou integração de valores ilícitos ao sistema econômico formal."
Além disso, Conserino avalia a possibilidade de crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra o sistema financeiro. Ele ainda escreveu que a apuração se volta para os fluxos financeiros, a governança do fundo e potenciais infiltrações ilícitas, sem relação com a administração esportiva do clube.
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