Essa nova norma da Receita me fez pensar que, se em algum momento as pessoas decidirem usar um sistema de pagamento em que o governo não tenha acesso às informações de pagamento, como o Bitcoin, o governo simplesmente emitiria uma nova lei exigindo que o comércio formal, ao receber um pagamento de uma compra, fizesse a identificação do cliente, e enviasse os dados do total gasto e o nome do comprador automaticamente para o Governo. O comércio faria o papel que os Bancos e emissoras de cartão estão fazendo atualmente.

Isso significa que, mesmo que uma pessoa usa-se moedas como Monero, não faria diferença nenhuma, concordam?

Reply to this note

Please Login to reply.

Discussion

Só seria possível se o governo tornar fácil fazer essa identificação (chipar todas as pessoas, ou tatuar codigos de barra). ou tornar interessante pro usuário se identificar (o tal "CPF na nota" que vc recebe um trocado no final do ano). Senão, os dois lados vão preferir negociar sem passar por esse processo.

Modelo chinês já usa câmeras com reconhecimento facial pra isso. Chega um dia um fiscal da Receita pra ti dizendo "identificamos nas imagens dessa câmera na mercearia da sua rua que você comprou um fardo de cerveja, ocorre que não vimos movimentação de Drex partindo de sua conta nesse horário, deduzimos que você tenha usado criptomoedas para a compra, assim cometendo um crime contra o Estado"

só lembrando que o proprio governo é o maior emissor de dinheiro anonimo (dinheiro de papel é basicamente anonimo)

Depende. O que acontece é que não adianta fazer nada se o dinheiro criptográfico usa o fiat. Agora, se o cidadão romper completamente com o fiat, pelo menos no quesito serviços, não terá como o estado fazer nada a não ser policiar caso a caso, o que é algo completamente inviável. Não liberdade se não houver ruptura total com o estado. Posso incluir uma dúzia de casos de uso de como fazer isso, mas ficaria consativo.

tudo depende de quao draconiano o governo quiser ser.

se a multa/prisao for alta e sem perdao, mesmo uma fiscalização meia-boca já intimidará o comerciante.

só sobrariam areas fora do alcance do estado, camelodromos de contrabando, cidades muito afastadas ou favelas do narco.

O Leitadas comentou que a padaria do CV vende pao frances a R$ 0.25 Acha que esses pagam imposto?

Eu acho q n. O q pega Hoje é a cascata de impostos ICMS/ISS. Quem fornece insumo pra vc recolhe, à jusante, e vc recolhe.

Se essa cadeia quebra, alguem cagueta alguem. O msm aconteceria no caso q vc colocou: os dois devem ser coniventes.

nostr:nprofile1qy2hwumn8ghj7un9d3shjtnyv9kh2uewd9hj7qgkwaehxw309aex2mrp0yhx6mmnw3ezuur4vghszymhwden5te0wfjkccte9ehx2cewv9c8qqghwaehxw309aex2mrp0yhxummnw3ezucnpdejz7qghwaehxw309aex2mrp0yh8qunfd4skctnwv46z7qpqvxd0dfst8ljvwva2egrpc53ve8ru78v8aaxfpravchkexmfmmu3sqqdk88 you just described about how the new "Travel Rule" works in the EU. Starting from December 30, these regulations are already applied in the EU. Monero, USDt are now simply illegal because they do not comply with the legislation.

So it's not what I described. In my example, even Monero could be accepted, because the stores would deliver the name and total of the payment to the government.

For that to happen, Monero would need to be tolerated/accepted, otherwise, it would merely be an act of self-incrimination.