Transtorno de Obsessão Política (TOP)

O Transtorno de Obsessão Política (TOP) pode ser entendido como a tendência de subordinar toda a vida humana à esfera política, elevando-a a um papel absoluto que sufoca as demais dimensões da existência. O indivíduo afetado passa a interpretar o mundo exclusivamente em termos de poder, partido e ideologia. Tal quadro favorece a sobrevalorização da política institucional e a crença de que ela contém, em si, as soluções definitivas para os dilemas humanos.

Sintomas:

Redução da vida ao poder: a percepção da realidade se organiza quase exclusivamente em torno da dinâmica de grupos políticos e de sua luta por influência;

Idolatria: crença quase religiosa em líderes, partidos ou sistemas políticos, depositando neles expectativas que ultrapassam a esfera temporal;

Aversão à liberdade alheia: dificuldade de aceitar que outras pessoas escolham viver fora da lógica partidária ou com valores diferentes;

Perda do senso de proporção: temas políticos ocupam o lugar que antes era reservado à família, à comunidade, ao trabalho e à vida espiritual.

Causas prováveis:

Excesso de estatismo: quando a vida das pessoas é invadida pelo aparato político, cresce a ilusão de que tudo depende do Estado;

Cultura de massas e redes sociais: amplificação artificial de conflitos e estímulo à vaidade ideológica;

Vazio moral e espiritual: quando faltam referências transcendentais e éticas, a política se torna substituto precário de fé e sentido.

Consequências:

Ansiedade, ressentimento, perda da capacidade de diálogo e empobrecimento intelectual.

Se você sofre ou conhece alguém que enfrenta o TOP, recomenda-se como tratamento preliminar:

a) contato regular com a natureza;

b) atividades físicas;

c) silêncio voluntário.

O Transtorno de Obsessão Política revela-se como uma das expressões contemporâneas da hipertrofia da esfera pública em detrimento da vida privada. Embora a política seja dimensão essencial da vida social, sua absolutização conduz a desequilíbrios pessoais e coletivos. Estudos futuros devem aprofundar a compreensão do fenômeno, com vistas a propor estratégias de prevenção e mitigação de seus efeitos.

Desde 2020 peguei nojo de política. Um dos meus melhores amigos me disse em 2018 que não faria questão de manter amizade comigo se eu votasse no Bonobo, como fiz na ocasião. Mano, aquilo me pegou forte. Não entendia como ele dava valor mais valor a político do que para amizade de infância.

E na mesma época eu namorava uma menina que vivia me criticando com base nas críticas midiáticas ao Bonobo, como se eu tivesse algum tipo de culpa pelo governo dele. Isso foi desgastando a relação e eu tb não entendia o mecanismo mental desse transtorno.

Duas pessoas que eu estimava demais e que hj não fazem mais parte da minha vida. Espero que os políticos atuais tenham satisfeito suas expectativas e anseios.

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Discussion

Sei como é. Já passei por coisa semelhante, porém não tão profundo assim. Tive amigo do ensino médio que foi pendendo pro marxismo e acabamos nos afastando, porém sem briga direta, no máximo um debate sem desrespeito. Os demais, geralmente compartilham visões semelhantes às minhas, até meu amigo ateu. Em relacionamentos amorosos a coisa é mais complicada pois há o ápice da intimidade e também da cobrança. Muita vezes é melhor evitar criar laços com pessoas "politizadas" demais, costuma ser infrutífero. Antes alguém que não se interessa mas também não fica fazendo afirmações do que não entende.

Só pra esclarecer caso não tenha ficado claro, esse transtorno é uma invenção minha kkkkkk

A tua "invenção" foi feita observando a realidade. Igual a TDS: "Trump derangement syndrome". Eu acredito que não é meme. É transtorno real sim.

As pessoas ficam realmente transtornadas por motivos políticos. Não é necessário ser profissional da saúde mental para sacar essas paradas, basta ter bom senso e lucidez para perceber.

Eu entendo eles, esquerdistas são doentes mentais.