Hoje (12/12), completaram-se 15 anos desde que Satoshi Nakamoto “abandonou” sua maior criação: o Bitcoin.
Em uma publicação no fórum Bitcointalk, Satoshi afirmou que iria “dedicar-se a outros projetos” (há quem diga que ele participou da criação do Zcash, mas é especulação), entregou a responsabilidade do Core para Gavin Andressen e sumiu.
Desde então ele nunca mais reapareceu ou fez qualquer publicação — nem mexeu nos seus quase 1 milhão de Bitcoins acumulados em quase dois anos presente na rede. São mais de US$ 120 bilhões que nunca foram tocados em uma década e meia.
O sumiço de Satoshi foi um dos fatores que levou o Bitcoin a se tornar a maior e mais descentralizada criptomoeda do mundo. Não há quem processar, não existe um nome que o estado pode perseguir ou pressionar para fazer mudanças no Bitcoin.
“Ah, mas se Satoshi voltar ele pode controlar a rede!” Não pode. Hoje existem mais de 24.000 full nodes que aprovam os blocos e mantêm a descentralização. Mesmo que Satoshi voltasse, ele seria apenas mais um node (“um nó, um voto”) e teria que seguir as regras do protocolo como todos os outros.
Regras que, como disse o próprio, “estão escritas em pedra uma vez que o código foi lançado”.
Ninguém controla o Bitcoin, nem sequer o seu criador.