Eu não sou um bom cristão. Queria ter muito sua paciência.
Discussion
Eu sou um péssimo cristão. Tenho hábitos negativos difíceis de abandonar, fé às vezes enfraquece, tendo ao niilismo, decepciono pessoas que se importam comigo e vários outros aspectos negativos. Se fizer uma lista, fica enorme.
Acho que mais importante do que a paciência é não se impressionar com o mal no mundo e com o mal dentro de si.
A gente vê o pessoal que estuda a cultura, a sociedade, os filósofos dizendo que existem guerras para capturar a mente das pessoas, as psy ops. Não estão errados, mas o objetivo final é capturar seu coração.
O mal e o sofrimento fazem parte da realidade deste mundo. E se revoltar contra a realidade é o que causa grande parte dos nossos problemas. Ficamos tristes, impacientes, frustrados, raivosos, etc...
Neste ponto a ética libertária casa bem com o princípio cristão de negar nossa própria vontade.
Eu não posso mandar nos outros, nos acontecimentos da cidade, no destino dos países e do mundo. Não mando nem no gato que usa a terra da minha planta como banheiro (morro de medo de toxoplasmose). Mal consigo mudar meus comportamentos negativos.
"Seja feita vossa vontade". Não é a tua vontade que importa. Vc está inserido em uma realidade que mal compreende. Que audácia achar que pode impor ou exigir algo dos outros.
Assimilar isto de verdade te liberta de muita frustração e raiva. Já me evitou grandes problemas pessoais e sociais.
Não sei se vc é evangélico ou católico, mas nem importa, tem um livro chamado "história de uma alma" da Santa Teresa de Lisieux.
Ela sofria bullying no convento por parte da madre superior e desenvolveu uma paciência tão grande, uma aceitação tão sincera das dificuldades, que se santificou a ponto da madre perceber nela sinais de santidade.
Este livro mudou muito minha mente e minha vida. Se não posso dizer que me tornei um bom cristão, ao menos aprendi o que é ser um de verdade.