Vi esse vídeo e fiquei pensando sobre a arquitetura clássica dessas mansões.

É meio intrigante que as arquiteturas "modernas" são bem geometricas, enquanto as clássicas são super detalhadas, sendo que antigamente, fazer algo jem feito, era super difícil e trabalhoso, mas hoje, preferimos o minimalismo, exceto alguns ricos como os desse lugar

https://video.nostr.build/1f3bc64af9aa2bb79f14821e707e987906935d727c63c07cd7c16d32c79c9cc4.mp4

Sendo sincera, eu AMO arquitetura moderna, clássica, até brutalismo, estilo comunista, "Sem alma", não ligo muito pra isso. Mas, é sempre mais bonito (Ao menos pra mim) arquitetura clássica, bem detalhada, bem feita, e não na minha cabeça o porque da gente ter mais tecnologia e facilidade pra isso e não fazemos no geral.

Sei lá, talvez seja bem mais simples do que eu pense, as pessoas apenas querem algo barato e minimalista, não por serem ignorantes, anti cultas, apenas preferem modernismo, ou não ligam.

É isso. E fora que esse vídeo com essa música passa uma vibe meio de "Sucesso é solitário".

Boa madrugada a todes kkkkkkkkkk

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Discussion

A impressão de dinheiro levou 90% da população a extrema miséria e escravidão.

Coisa que não existia antigamente e as pessoas podiam se dar ao luxo de produzir obras de artes.

A arquitetura modernista é muito mais cubista do que minimalista, pois, como você disse, tudo acaba sendo muito geométrico... Algo totalmente diferente, por exemplo, da arquitetura minimalista japonesa, que é tudo menos 'dura'.

Por isso, entendo que tanto ela como o brutalismo são desarmonicos e sem alma. Ambos tem estética industrial, ou seja, priorizam a utilidade frente a atmosfera de acolhimento que todo ambiente que vise conforto tem.

Se notarmos bem, em casas mais comuns, nota-se algum nível de pareindolia, formado pelas portas, pelas janelas e pelo telhado. É assim que a arquitetura se torna mais orgânica, pois subconscientemente entendemos que as janelas são os olhos da casa, que a porta é como uma boca e que o telhado é como os cabelos ou um chapéu, coisa que a construção moderna desfez ao buscar apenas o melhor aproveitamento do espaço e menores custos.

Aqui em Blumenau tem vários, inclusive têm algumas que a prefeitura deixa morar sem pagar , mais tem que conservar

Uma outra perspectiva, quem nasce ao redor de dinheiro, vislumbra outras coisas, o que não conhece ou o que não possui acesso na infância. Alguma vezes, o sonho de quem nasce de uma família rica é justamente trabalhar e empreender pois a matriarca pode ter passado a vida em brunches com as amigas, logo buscam uma vida que não lhes é familiar. Quando desde criança sempre se teve 5 ou mais carros na garagem, carro deixa de ser status. Não são adolescentes que se importam com uma “Amarok” achando que é ostentação já que pra eles é só mais uma ferramenta que a família troca de ano em ano por necessidade. Então quem tem acesso a tudo, normalmente valoriza experiências que não têm, já que coisas materiais nunca foram inacessíveis. Por essa razão, esse tipo de família não vê compras como sucesso e são, em geral, extremamente pouco consumistas. O carro mais comum nas grandes propriedades de descendentes da nobreza inglesa no condado de Cotswoods é o Subaru Outback. É 4x4, não atola, não precisa ficar trocando todo ano, então pra eles está bom e atende. A falta de materialismo e a não necessidade de trocar coisas, faz com que a principal característica entre esse grupo seja a herança. Não no sentido pejorativo que a palavra tomou no Brasil como se fosse demérito descender de quem construiu patrimônio, mas no sentido que se herdam cadeiras, mesas, poltronas, sofás, cristaleiras, joias, etc. Há brigas nas famílias durante sucessões por aqueles itens cobiçados cujo valor normalmente é determinado pelo histórico emocional da família. Herdar o faqueiro de casamento da tataravó possui mais valor do que o da avó. Herdar o canivete Victorinox que o bisavô usou na revolução de 33 possui mais valor que o que o pai usou em pescarias. Assim se constrói uma identidade que valoriza o que tem significado dentro daquela família, daquele contexto, ao longo de gerações daquele grupo. Por isso tende-se a preservar a historia e o patrimonio imobiliário da familia. É nostalgico dizer naquela sala meu tatarovô iniciou o negócio X, ali minha bisavó organizou a famosa janta para pessoa Y, etc. Depois de N sucessões de familias numerosas que dividem o patrimônio em frações menores, alguém pode não herdar nada e precisar construir o seu cantinho. Normalmente vai buscar aquela arquitetura afetiva que remete ao casarão tradicional onde viveu a infância feliz. Em geral, na minha opinião, a arquitetura caixote de condominio (que é diferente de brutalismo e de modernismo) não remete a afeto ou a história alguma. É algo novo no tempo, sem referência a nada, somente focado em praticidade de manutenção com seus tons dd cinza qje não mancham e convivências frias onde criancas nao podem riscar metais frios ou rabiscar nas paredes de porcelato branco.

Isso me lembrou do doc Fim da Beleza da Brasil Paralelo.