O mundo atual parece cada vez mais volátil, transitório e efêmero, como se tudo se sublimasse, se tornasse como fumaça...
Num dia as coisas parecem ter valor e no outro não tem mais. E é assim dia após dia e cada vez mais, pois sempre parece haver milhares de alternativas para cada uma.
As coisas, principalmente as palavras, se esvaem de substância, em lembrança e em significância. Se cria a constante espectativa de que algo melhor surja para substituir ou vivenciar, pois tudo é tomado como insuficiente.
Vivemos em um mundo ansioso. Alguns chamam de tempos líquidos, mas eu chamo de tempos plásticos, pois muitos itens são pensados para serem usados e jogados fora, inclusive a nossa atenção.