O mundo atual parece cada vez mais volátil, transitório e efêmero, como se tudo se sublimasse, se tornasse como fumaça...

Num dia as coisas parecem ter valor e no outro não tem mais. E é assim dia após dia e cada vez mais, pois sempre parece haver milhares de alternativas para cada uma.

As coisas, principalmente as palavras, se esvaem de substância, em lembrança e em significância. Se cria a constante espectativa de que algo melhor surja para substituir ou vivenciar, pois tudo é tomado como insuficiente.

Vivemos em um mundo ansioso. Alguns chamam de tempos líquidos, mas eu chamo de tempos plásticos, pois muitos itens são pensados para serem usados e jogados fora, inclusive a nossa atenção.

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As pessoas não vivem mais, são vividas, por um estado feudal, que vendeu a alma do povo, ao diabo comuno globalista.

A esquizofrenia é a narrativa institucional e o futuro é surreal.

Houve de fato um grande convencimento midiático em torno disso tudo e manipulação política, mas as pessoas também se permitiram seguir por caminhos estranhos.

O próprio processo de desenvolvimento tecnológico nos induziu a depender de amarras corporativas e estatais, sobretudo nos meios urbanos, na ânsia por 'evolução' e 'revolução', ao invés de focar em si como pessoa e como ente autônomo.

Ser, ter, parecer, as pessoas "escolheram" a narrativa do parecimento, do politicamente correto, em um falso senso de pertencimento, que é refletido nos produtos da sociedade. As leis não valem, os impostos pesam demais e o estado insiste em ser servido pelo cidadão, que foi socialmente sequestrado, em uma armadilha do consenso manipulado pelo corporativismo.

A verdade é o maior inimigo político, assassinada diariamente por legisladores interessados no controle dos bens do estado e não no progresso da sociedade, uma farsa institucionalizada, medieval e corrupta.

No que mais você percebe isso acontecendo?

No comportamento de consumo, com a própria vida e no relacionamento com as pessoas, algo que está se misturando quase que na mesma coisa, um consumo rápido e cheio de expectativas.

As pessoas acabam aplicando as suas expectativas de desenvolvimento técnico e tecnológico até ao que não é nem técnico e nem tecnológico, por um viés imediatista, em buscas rápidas para satisfazer desejos, como em um viés perfeccionista em buscas infindáveis para alcançar um ideal sempre jogado mais à frente e assim nunca satisfaz.