Promotoria detalha atuação do Comando Vermelho no Complexo da Penha

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma denúncia que descreve o https://revistaoeste.com/brasil/guerra-justa-no-alemao/

, na zona norte da capital. O documento da promotoria, sob produção do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado, serviu de base para a megaoperação policial que deixou 121 mortos nesta terça-feira, 28.

A investigação usou dados decorrentes da suspensão de sigilo telemático (proteção legal que impede o acesso, sem autorização judicial, a dados e comunicações trocadas por meios eletrônicos). Dessa forma, revelou principalmente a existência de “tribunais do tráfico". Esses “tribunais” existem para julgar, punir e torturar moradores e rivais. Conforme a promotoria fluminense, essas ações visavam manter o domínio territorial da facção.

Comando Vermelho: torturas e punições

A investigação denuncia, por exemplo, Juan Breno Malta Ramos, o “BMW”. O criminoso aparece como uma das lideranças do Comando Vermelho. Partiriam dele as ordens para sessões de espancamento e tortura. Em parceria com Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, BMW, diz a apuração, arrastava vítimas nuas e amarradas por vias públicas, em um ato de humilhação e violência.

https://www.youtube.com/watch?v=IsMOng9d2pE

Vídeos que estão no processo mostram os bandidos fazendo piadas enquanto as vítimas sofrem agressões. Em outro registro, traficantes discutem a punição de uma mulher sob o apelido de “Brigona”. Por ordem da facção, ela foi submersa em uma banheira de gelo depois de um desentendimento em um baile funk na comunidade.

Leia também: https://revistaoeste.com/revista/edicao-287/na-contramao-da-seguranca/

, reportagem publicada por Fábio Bouéri na Edição 287 da Revista Oeste

Outro integrante, Fagner Campos Marinho, o “Bafo”, está sob denúncia por agredir uma vítima e ameaçá-la de morte. A gravação mostra o homem agonizando e pedindo que o criminoso encerre o ciclo de tortura.

De acordo com o MPRJ, a hierarquia do Comando Vermelho na Penha tem a liderança de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”. Ele usa grupos de WhatsApp para coordenar o tráfico, emitir ordens e determinar execuções de quem desobedece às suas determinações.

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