No diálogo Sofista, Platão eleva movimento e não-ser, antes traços próprios à esfera sensível, a categorias centrais do sistema pareadas com repouso e ser (relativo), ainda subordinadas, todavia, ao ser absoluto ou Uno como ápice da teoria dos primeiros princípios.
No Filebo, a díade Uno-Múltiplo passa a ocupar o lugar central, mas toda a estrutura metafísica do sistema é perpassada pela hierarquia que vai da desordem do "sensível" (máximo predomínio do Múltiplo sobre o Uno) na base da pirâmide até o seu revés no ápice da pirâmide (o máximo predomínio do Uno sobre o Múltiplo, o "inteligível").
Recusem o viés para o Uno, e deixem em aberto todas as sínteses possíveis de Uno e Múltiplo (espaço lógico), como possiblidades a serem livremente exploradas pela evolução cosmológica, e então vocês chegam à ontologia dialética defendida hoje no projeto de sistema.
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