Ler 1984 nunca mais será a mesma coisa, eu já sei de toda a história, é decepcionante saber que nunca mais vou sentir oq senti lendo aquela obra prima
Discussion
Uns dizem aí que Orwell escreveu essa obra mais no intuito de dar ideia do que de combater um mal potencial, aí não tenho certeza se esse era o intuito dele mesmo.
Orwell não, mas o Huxley eu não ponho minha mão no fogo
Esse aí não tem nem como esconder, o irmão dele ocupou cargo alto da UNICEF até.
Ambos são suspeitos, visto que são plagiaristas, copiaram suas obras mais importantes e nunca admitiram, apesar de terem sido publicamente acusados por críticos, e nem nunca fizeram a devida justiça ao original, ...1984 E Admirável Mundo Novo, entre outros "clássicos", são plágios de Yevgeny Zamyatin. Essa edição com o prefácio da Margareth explica a polêmica, se não me engano... Não acreditei quando lí WE, é na cara dura a semelhança óbvia de detalhes do enredo com 1984 - a diferença é que WE está muito à frente (e acima) das cópias. WE foi censurado até os anos 80 na Rússia, por isso tanta obscuridade envolve essa obra prima; Yevgeny foi exilado, morreu pobre e esquecido, era herói encarando e criticando a "revolução" in loco, e posteriormente as editoras lucraram com as cópias e os plágios que entraram para a "história"... doideira.

Li o Nós em 2019, deu para perceber que a maioria das distopias são inspiradas nessa obra do Zamyatin, consegui ver elementos dela até mesmo em Shingeki no Kyojin. É pouco difundida, inclusive.
Sim, é preciso manter a lenda de que a distopia na literatura nasce no Ocidente, pura falsa propaganda e apropriação cultural. Massa demais que vc leu We, raríssimo 👊
Propriedade intelectual não existe, e o George Orwell fala sobre esse livro
1984 de Orwell se desenvolve em um contexto histórico e cultural diferente de Nós e reflete preocupações específicas de Orwell com regimes totalitários, como o nazismo e o stalinismo. Além disso, 1984 explora conceitos únicos, como a "novilíngua" e o "duplipensar", que não estão presentes em Nós. Orwell tinha grande admiração por Nós e o considerava uma obra importante, mas sua própria distopia tem uma abordagem e uma estrutura próprias, baseadas em suas observações políticas e experiências pessoais.
Exatamente, e WE é precursor, visto que se desenvolve dentro do ambiente da revolução/bolchevismo, que precede nazismo, e leva ao stalinismo, ou seja, mesmo local, praticamente mesmo contexto, alguns anos antes, tudo ligado... Muitos conceitos estão ali, inclusive acredito que também a novilíngua... se você olhar atentamente, ela está embutida no pensamento de D-503, e é para mim uma das grandes genialidades do livro: Yevgeny desenvolvou uma maneira de descrever uma forma exótica de raciocinar - o homem na distopia não poderia pensar como nós, os bárbaros das paredes não transparentes; ele possui uma nova forma de desenvolver sua linguagem e sua relação com a maneira como interpreta a realidade, absolutamente racional, matemática e geometricamente, como um reflexo da sociedade totalmente eficiente e do Estado todo poderoso em que se espelha: não seria isso o fundamento da novilingua? Orwell simplesmente materializou e objetivou o que Yevgeny idealizou nas entrelinhas, e que está presente em todo o livro... E o duplipensar, eu partircularmente encontro na metáfora da raiz de menos um, entre outras coisas... Vejo tudo ali. Orwell nunca admitiu a grande influência, essa é a questão: nunca admitiu nenhuma influência na verdade, sendo que se baseou nas ideias de outro escritor...
Em 1946, Orwell mencionou em uma resenha do livro Brave New World de Aldous Huxley que Nós foi a primeira obra a introduzir o conceito de um estado totalitário futurista e o controle sobre o indivíduo.
cara, eu não sei, mas sempre tenho a sensação te está lendo um livro novo cada vez releio. 1984, A Revolta de Atlas, Os Demônios, As Benevolentes, são dos livros que vira e mexe tô relendo. Quanto mais está certo de já saber de tudo, mais se depara com algo novo... clichê a porra
Leia "O senhor das moscas" então