Eu quis dizer que ambos não podem estabelecer O MESMO valor, pois assim não haverá troca. Ambos podem atribuir valor, mas não o mesmo valor.
Discussion
Hmm, porquê não? Consegue me dar um exemplo?
Imagine que você tem uma moto e quer vendê-la por 30 mil reais. E eu, Tiago, quero comprá-la
Agora pense nas seguintes situações:
1. Se ambos atribuíssemos o mesmo valor à moto:
Você pensa: "Minha moto vale 30 mil reais, e os 30 mil reais do Tiago valem exatamente o mesmo para mim."
Eu penso: "Os 30 mil reais que vou gastar valem exatamente o mesmo que a moto dele."
Nesse caso, não há motivo para a troca. Por quê? Porque ambos vemos o valor de forma equilibrada, e ninguém sente que está ganhando algo. Você prefere manter a moto, e eu prefiro ficar com meu dinheiro.
2. Se houver diferença de percepção de valor:
Você pensa: "Minha moto vale 30 mil reais, mas eu preciso mais dos 30 mil reais para outra coisa. Esses 30 mil reais valem mais para mim do que continuar com a moto."
Eu penso: "Minha necessidade pela moto é maior do que o valor que dou aos 30 mil reais. A moto vale mais para mim do que o dinheiro."
Aqui, a troca acontece! Ambos percebem que estão ganhando:
Você recebe algo que, para você, é mais útil ou valioso (o dinheiro).
Eu recebo algo que, para mim, é mais útil ou valioso (a moto).
Essa diferença de percepção é o que torna a troca vantajosa para ambos. Se ambos atribuíssem exatamente o mesmo valor à moto e ao dinheiro, nenhum de nós teria incentivo para realizar a transação.
Bem... kakakakka é isso mesmo, mas o que eu vejo é que na troca ambos tem que ter o mesmo valor potencial;
Minha moto = seus 30 mil
Seus 30 mil = minha moto
Tendo um, eu potencialmente, tenho o outro (acho que não sei explicar isso corretamente).
Por isso que, a não ser que haja uma necessidade, eu não trocaria minha moto pelos seus 30 mil, pois eu também tenho aqui os 30 mil (potencialmente) a qualquer momento.
A necessidade aqui também se encaixa com o seu "útil/valioso", mas isso eu definiria como algo "ocioso/sentimental" (na venda), se algo não está em uso e é passageiro, prefiro a troca, se algo é muito valioso sentimentalmente, você teria que me oferecer muitas vezes mais para haver uma troca, e essas coisas só vão acontecer dependendo da necessidade de um dos lados.
Por isso acredito que o dinheiro é algo que você cria seu próprio valor (ou impõe). Para alguns o fiat vale mais, você precisaria dar Bitcoins a mais para receber certa quantia, para outros o Bitcoin vale mais, seria necessário mais fiat para sua quantia de Bitcoin. Por isso, para que algo seja considerado dinheiro, o valor do mesmo tem que ser igual;
1 Bitcoin = 1 Bitcoin
100 mil dólares = 100 mil dólares
E não;
1 Bitcoin = 100 mil dólares
100 mil dólares = 1 Bitcoin
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*Ainda acho que não consegui explicar exatamente o que queria, mas tentei...*
Não entendi muito bem, erro meu.
Mas a própria necessidade que leva uma das partes a agir desfaz o equilíbrio de valor percebido.
Enquanto ambos considerarem a moto e o dinheiro como tendo exatamente o mesmo valor percebido, nenhum dos dois terá incentivo para trocar.
Assim que um motivo surge — seja necessidade, desejo ou conveniência —, ele altera a percepção de valor.
A essência do dinheiro está na confiança, fato, e na capacidade de servir como um meio universal para realizar trocas, mas as transações em si são movidas pela subjetividade e necessidade das partes envolvidas.
Entendi o que quis dizer.
Realmente, a percepção de valor de algo para alguém pode mudar dependendo da situação em que esse alguém se encontra, comigo eu julgo que não aconteceria 😂, mas sabe-se lá.
Então: Dinheiro é algo baseado na confiança de ambas as partes que o utilizam como um meio de troca, meio do qual, também é possível determinar o preço de coisas comparadas a de outrém, estabelecendo um valor generalizado baseado no esforço empregado para a conquista do mesmo. (?)
Eu prefiro dizer que dinheiro é um meio destinado a preservar o poder de troca do portador.