Por que o próprio agente não executa o ato?
Claro, porque ele prefere perder o dinheiro do que correr o risco de perder muito mais.
Mas qual é a alternativa para os mendigos? Continuar passando fome.
Daí, o agente estaria aproveitando a vulnerabilidade dos mendigos para usá-los como meio, como instrumento, enquanto ele mesmo não sofreria as consequências. Então haveria uma assimetria de risco entre o agente e o executor: quem decide o ato terceiriza o perigo.
Então são dois agravantes: Instrumentalização de pessoas vulneráveis e grave risco desproporcional. Consentimento não elimina nenhum dos dois.
E mesmo sendo totalmente sentimental: se eu pagasse alguém pra fazer algo que eu sei que é arriscado - especialmente uma pessoa vulnerável - e ao fazê-lo, essa pessoa morre ou sofre algum trauma, eu me sentiria mal depois.