Brasileiros decidindo cantar músicas 100% em inglês parece até meio estranho perto de algumas músicas de funk genéricas. Imagine ser um artista musical no Brasil, fazer música em inglês, e dar certo. Me pareceu um estalo de inteligência passageira.
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Poderia ser a tal agulha no palheiro ou a chuva de verão.
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O saudoso maestro mineiro André Mattos foi um ícone mundial, o cara talvez tenha sido o melhor tenor do Brasil em músicas populares, cantando heavy metal desde os 14 anos em inglês e chamando atenção até na Inglaterra, quase substituiu Bruce Dickinson quando ele deixou o Iron Maiden no começo dos anos 90. Mas a pressão por um cantor britânico fez eles escolherem um cara que, mesmo sendo inglês, não canta tão bem quanto cantava o mineiro e que ainda é barítono. Os fãs do Iron reclamam até hoje da fase Bayle, embora eu ame de paixão essa fase, a maioria detestou. Se fosse o André, talvez ele tomasse o lugar do Dickinson até hoje, se não tivesse morrido.
Funk carioca nem pode ser considerado música de fato. 99% deles não tem nem instrumentalização. Que os grupos acappella me perdoem, mas música, para mim, tem que ter instrumentos e saber tocá-los bem, bons arranjos, etc. Estilos ditos musicaia que só tem base rítmica feita com batidas eletrônicas está fora do meu conceito de música. Sem falar que tomar emprestado o mesmo termo usado lá fora para definir o estilo musical vindo da música soul, o verdadeiro funk, representado por James Brown, Jamiroquai, Tim Maia, no Brasil e outros, é uma ofensa, porque além de não ter nada a ver, faz as pessoas terem preconceito de irem a um show do funk verdadero pensando que as pessoas que algum desses MCs drogadinhos de mente pervertida vai cantar lá. O nome verdadero dessa praga é Miami Bass, e, imagine, não é nada original do Brasil, é uma reprodução em língua portuguesa de uma poluição sonora exportada dos Estados Unidos para cá.
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