A primeira fase vai dos 9 aos 11 anos, e será criada uma matriz que suportará os desenvolvimentos das fases posteriores. É uma fase de apropriação de modelos, baseados no pai (caso sexo masculino) e mãe (no sexo feminino), e também tios, adultos que provoquem admiração na criança, personagens de livros e cinemas. É a idade que a criança coloca posters de ídolos de seu sexo no quarto. Pessoas que tenham essa fase inibida não conseguirão sustentar uma base própria do seu sexo e deslocarão seu impulso sexual por objetos, como bonecas infláveis, crianças (pedofilia), fetichismo (masturbação com objetos), etc. Ela sentirá aversão (clima inibidor) em relação a pessoas de outro sexo e precisará sempre desviar o foco do desejo.

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A segunda fase é a homossexual. Calma, já explico. Nessa fase, que vai dos 11 aos 13 anos iremos desenvolvemos nossa própria identidade sexual, com trejeitos próprios, forma de andar, falar, se colocar, etc. Ela é desenvolvida a partir da relação com um "melhor amigo", que será nosso confidente e que não desgrudaremos. Isso vale para as meninas também. Nós iremos projetar o homem ou a mulher que iremos querer ser nesse amigo de certa forma idealizando-o (a). Ele será um espelho para nós, mesmo que ele não tenha todas aquelas características masculinas ou femininas que imaginamos.

É muito comum isso na literatura, onde vemos 2 amigos que vivem aventuras juntas longe do pai como Huckleberry Finn e Tom Sawyer, A Serra dos Dois Meninos, A Ilha Perdida. Sempre teremos esse ideal de nossa própria identidade sexual, imiscuída com sentimentos de orgulho, honra, confidencias, desafios buscados, etc.

Pessoas que tenham inibição inconsciente ou repressão no desenvolvimento de papéis nessa fase, terão certo comportamento aberrante. Fala estridente nos homossexuais femininos, uma certeza dureza nas mulheres homossexuais. Mas não se trata de uma tentativa de copiar mulheres no caso do homossexual masculino, nem homens no caso da homssexual feminina. É um comportamento aberrante, um não conseguir desempenhar, Uma falta de lugar.

Dos 13 aos 14 anos se dá então o desenvolvimento da identidade de transição. É quando nos apaixonamos de forma platônica pela primeira vez. Mesmo que não venhamos a namorar a pessoa que desejamos, iremos construir um ideal do sexo oposto que iremos buscar pro resto da vida. Essa fase é importante para que possamos sentir atração por pessoas do sexo oposto e saber que estamos sendo correspondidos. É o que permite o jogo de papéis de uma relação heterossexual propriamente dita. Ela permite emitir sinais para a pessoa desejada, captar sinais dessa pessoa desejada e saber se somos correspondidos ou não. É muito importante para o orgasmo, pois a excitação se dá em escalada pelas duas partes, sempre num crescente até o gozo final.

Na literatura temos o clássico Romeu e Julieta com a idealização um do outro. O imaginário nosso é envolvido de forma muito profunda e poética. Por isso, para mim, o psicodrama tem a melhor explicação do desenvolvimento da nossa identidade sexual, pois não se resume as pulsões Freudianas.

Pessoas que tenham inibição inconsciente nessa fase de desenvolvimento, não sentirá atração pelo sexo oposto, mas terá comportamento condizente ao próprio sexo. O homem é gay, mas tem postura, voz e maneira de homem. O mesmo para as mulheres. A pessoa tenderá a ser melhor amiga da pessoa do sexo oposto, mas não consegue consumir ou não sente prazer na relação.

No caso, da pessoa desenvolver essa fase parcialmente, ela se tornará bissexual. Mas a relação que ela tem com o sexo oposto será sempre superficial, e a relação sexual insatisfatória no todo. Não há uma realização plena. O bissexual também terá dificuldade de compartilhar a intimidade com um namorado ou namorada.

E por último a fase heterossexual. Que se dá dos 16, 17 anos em diante, quando a pessoa sai do mundo da idealização do outro, do amor platônico, e vive seu papel heteressexual na realidade mesma das relações. Já não existe tanta inibição na relação sexual, um não saber se portar. O se colocar no lugar do parceiro, namorado, namorada se dá de forma mais natural. A pessoa sabe o que fazer para gerar uma reação de excitação, ternura, gosto na outra pessoa do sexo oposto.

Se quiser ler isso mais detalhadamente pode começar por esse livro e também por artigos escritos: Vínculo Conjugal na Análise Psicodramática.

https://nostr.build/i/nostr.build_f88571b0c810078b90bac3b635f84c13528273f9855e11d7b74b75f9f5148013.webp

Metade do livro fala sobre o que esbocei acima. Ele irá explicar que o homossexualismo é uma patologia no desenvolvimento da identidade sexual e é facilmente reversível com a terapia psicodramática a partir de jogos de papéis. Acho que é isso. Não foi ficar te aborrecendo mais. aahahahah

Não me aborrece. Acho esse tema muito interessante. Acredito que as famílias desestruturadas e a forma como a pessoa lida com a figura do pai e da mãe influenciam muito nessas questões.

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Uma sequência boa de posts pra ler por aqui