Em alguma medida tudo isso é verdade. Mas o ponto decisivo, penso, é esse insinuado ao fim. Não diria que o povo seja esquisito: acho até que é bem menos do que o povo do twitter. Mas em geral é muito focado em bitcoin, libertarianismo, dev — basicamente essas três coisas, apenas essas, porque aqui elas são as mais monetizáveis. Há também uma tendência forte de vlog sobre “como viver bem”, o que às vezes é interessante, às vezes deprimente. Aqui faltam escritores, músicos, jornalistas que falem de outra coisa além de tecnologia. Se a galera que está no Substack tivesse um vislumbre de como ferramentas do YakiHonne, por exemplo, deixam aquela joça no chinelo… (a rigor o Substack acabou, tornou-se um Tiktok de “ideias”). Mas o tipo de pessoa que mencionei (entro eu mesmo na categoria) é o mais cioso de perder público, visibilidade, porque bem ou mal vive disso. Quando se tem família e muitas contas a pagar, sair do Instagram e se enfiar aqui é um passo arriscado. Principalmente se o cara já tiver um público cativo, ainda que pequeno. Não à toa, mesmo os poucos que adotam o Nostr não abrem mão das redes sociais usuais. O pulo do gato, penso, estaria em divulgar o Nostr focando menos em suas qualidades libertárias (“incensurável”, livre de algoritmos compulsórios, liberdade financeira etc) e mais no quão legal ele é para criar textos e outras mídias, para construir comunidades ativas e orgânicas, para ser recompensado de forma instantânea por aquilo que faz. O Nostr precisa ser apresentado como uma ferramenta eficiente de trabalho, não como uma Disneylândia ancap. De minha parte (sei que não sou o único), prefiro a utilidade à falação.
Discussion
É verdade. Eu estou usando o substack ainda. Não conheço esse yakihonne... Vou dar uma olhada depois.